Implementar os princípios de intervenção social e atuar com ética em animação e mediação comunitária
Curso: Técnico/a de Animação e Mediação ComunitáriaCarga: 50hCréditos: 4.5Tempos: 60 × 50 minSessões: 18
Proposta de distribuição para tempos letivos de 50 minutos (50h ≈ 60 tempos). Ajuste a blocos de 45 ou 90 minutos e ao calendário da sua escola; os conteúdos seguem os materiais da UC e os objetivos o referencial oficial, a sequência é uma sugestão.
Planificação sessão a sessão
Aula
Tempos
Sessão
Conteúdos
Objetivos (referencial)
Recursos Aulify
Avaliação
1
2
Apresentação da unidade e diagnóstico inicial
Apresentação da unidade, dos conteúdos, das fichas, do mini-projeto e dos critérios de avaliação. Diagnóstico inicial das ideias prévias sobre animação, mediação e ética profissional.
Realizações do referencial: Relacionar técnicas de animação e mediação com os objetivos das intervenções comunitárias. Interpretar os limites das suas funções num contexto de equipa de animação e mediação comunitária. Interpretar os códigos de conduta profissional no âmbito da animação e mediação comunitária.
Animação e mediação: conceitos, domínios e objetivos
Intervenção social, animação e mediação; comparação das duas; domínios de intervenção; finalidade, objetivos específicos e operacionais.
Realizações do referencial: Relacionar técnicas de animação e mediação com os objetivos das intervenções comunitárias. Conhecimentos: Animação e mediação · conceitos, domínios de intervenção, objetivos da intervenção, atividades de animação e mediação. Aptidões: Distinguir os domínios de intervenção, objetivos e atividades da animação e da mediação.
Tipos de animação; recursos humanos, materiais, espaços, financeiros, de informação, comunitários e tempo; critérios de seleção; inclusão.
Realizações do referencial: Relacionar técnicas de animação e mediação com os objetivos das intervenções comunitárias. Conhecimentos: Tipos de animação e recursos associados. Aptidões: Selecionar os tipos e recursos de animação e mediação.
Técnicas de intervenção: animação, mediação e contexto
Técnicas de animação; técnicas de mediação; posições e interesses; ajuste da técnica ao contexto.
Realizações do referencial: Relacionar técnicas de animação e mediação com os objetivos das intervenções comunitárias. Conhecimentos: Animação e mediação · técnicas de intervenção social. Aptidões: Selecionar as técnicas de intervenção em contexto.
Processos: comunicação, competências, participação e coesão
Facilitação da comunicação; desenvolvimento de competências; participação e capacitação; coesão social.
Realizações do referencial: Relacionar técnicas de animação e mediação com os objetivos das intervenções comunitárias. Conhecimentos: Processos de animação e mediação ·facilitação da comunicação, desenvolvimento de competências, participação, capacitação de indivíduos, grupos e comunidades, coesão social. Desenvolvimento de intervenções de animação e mediação junto de grupos e comunidades · competências.
Tipos de projetos; ciclo do projeto; diagnóstico; objetivos SMART, indicadores e avaliação; comparação de objetivos em projetos diferenciados; competências do profissional.
Realizações do referencial: Relacionar técnicas de animação e mediação com os objetivos das intervenções comunitárias. Conhecimentos: Projetos de intervenção em animação e mediação comunitária. Desenvolvimento de intervenções de animação e mediação junto de grupos e comunidades · competências. Aptidões: Identificar os tipos de projetos em intervenções de animação e mediação comunitária. Caracterizar diferentes tipos de projetos de animação e mediação. Analisar os objetivos de intervenção em projetos diferenciados.
Equipa multiprofissional; papéis do animador e do mediador; instituição e comunidade; limites das funções; circuito de sinalização.
Realizações do referencial: Interpretar os limites das suas funções num contexto de equipa de animação e mediação comunitária. Conhecimentos: Inserção profissional das atividades de animação e mediação · equipa, funções e papéis. O papel do animador e do mediador em contexto institucional e comunitário. Limites à intervenção em animação e mediação comunitária. Aptidões: Diferenciar os papeis dos vários atores e perfis profissionais que intervêm em contexto de animação e mediação.
Rede e parceria; Rede Social; stakeholders e mapa poder/interesse; mobilização dos recursos existentes na comunidade.
Conhecimentos: Animação e mediação comunitária · trabalho em rede. Mobilização de recursos em animação e mediação · recursos existentes na comunidade para o desenvolvimento, a integração, inclusão e participação dos diferentes grupos na comunidade. Aptidões: Enumerar as entidades e stakeholders a mobilizar para o trabalho em rede e parceria.
Prevenção de exclusão, discriminação, risco e conflito
Exclusão, discriminação, risco e conflito; níveis de prevenção; instrumentos de prevenção; mediação passo a passo.
Realizações do referencial: Relacionar técnicas de animação e mediação com os objetivos das intervenções comunitárias. Conhecimentos: Animação e mediação · instrumentos de prevenção de situações de exclusão, discriminação, risco e conflito nas comunidades. Animação e mediação · técnicas de intervenção social.
Aplicação dos blocos 1 a 8 em dez exercícios: animar ou mediar, objetivos, tipo e recursos, técnicas, posições e interesses, projeto, funções, stakeholders, comparação de projetos, participação e prevenção.
Realizações do referencial: Relacionar técnicas de animação e mediação com os objetivos das intervenções comunitárias. Interpretar os limites das suas funções num contexto de equipa de animação e mediação comunitária. Conhecimentos: Animação e mediação · conceitos, domínios de intervenção, objetivos da intervenção, atividades de animação e mediação. Animação e mediação · técnicas de intervenção social. Tipos de animação e recursos associados. Projetos de intervenção em animação e mediação comunitária. Inserção profissional das atividades de animação e mediação · equipa, funções e papéis. Animação e mediação comunitária · trabalho em rede. Aptidões: Distinguir os domínios de intervenção, objetivos e atividades da animação e da mediação. Selecionar os tipos e recursos de animação e mediação. Selecionar as técnicas de intervenção em contexto. Enumerar as entidades e stakeholders a mobilizar para o trabalho em rede e parceria. Analisar os objetivos de intervenção em projetos diferenciados.
Ética, moral, deontologia e lei; ética profissional e organizacional; escalas de valores e conflitos de valores; método de decisão ética e modos de atuação.
Realizações do referencial: Interpretar os códigos de conduta profissional no âmbito da animação e mediação comunitária. Conhecimentos: Ética profissional e organizacional - deveres inerentes ao exercício das funções, valores, escalas de valores e conflitos de valores. Aptidões: Aplicar os princípios éticos associados à atividade. Selecionar modos de atuação em contexto de conflitos de valores.
Direitos das pessoas e das comunidades; dever de intervir; dever de abstenção; limite do auxílio e comunicação de crimes; regras e normas definidas.
Realizações do referencial: Interpretar os limites das suas funções num contexto de equipa de animação e mediação comunitária. Conhecimentos: Direitos dos indivíduos e comunidades alvo de intervenção. Limites à intervenção em animação e mediação comunitária. Regras e normas definidas. Ética profissional e organizacional - deveres inerentes ao exercício das funções, valores, escalas de valores e conflitos de valores. Aptidões: Analisar situações em que se verifica o dever de intervir ou o dever de abstenção. Aplicar as regras e normas definidas.
Regras práticas de sigilo; proteção de dados pessoais e consentimento; quando é admissível quebrar o sigilo; os dilemas da lista de famílias e da mensagem no grupo da freguesia.
Realizações do referencial: Interpretar os códigos de conduta profissional no âmbito da animação e mediação comunitária. Conhecimentos: Regras de sigilo profissional. Direitos dos indivíduos e comunidades alvo de intervenção. Ética profissional e organizacional - deveres inerentes ao exercício das funções, valores, escalas de valores e conflitos de valores. Aptidões: Aplicar as regras do sigilo profissional. Determinar situações em que é admissível quebrar o sigilo profissional.
Códigos de conduta, conduta profissional e cuidado de si
Códigos de conduta e fronteiras; conflito de interesses; violação do código; atitudes profissionais; cuidado de quem cuida; síntese da unidade.
Realizações do referencial: Interpretar os códigos de conduta profissional no âmbito da animação e mediação comunitária. Conhecimentos: Ética profissional e organizacional - deveres inerentes ao exercício das funções, valores, escalas de valores e conflitos de valores. Regras e normas definidas. Aptidões: Aplicar os princípios éticos associados à atividade. Aplicar as regras e normas definidas.
Aplicação dos blocos 9 a 12 em nove exercícios: valores em conflito, método de decisão, intervir ou abster-se, sigilo, dados e imagens, código de conduta, quebra do sigilo, cuidar de si e conflito de interesses.
Realizações do referencial: Interpretar os limites das suas funções num contexto de equipa de animação e mediação comunitária. Interpretar os códigos de conduta profissional no âmbito da animação e mediação comunitária. Conhecimentos: Ética profissional e organizacional - deveres inerentes ao exercício das funções, valores, escalas de valores e conflitos de valores. Limites à intervenção em animação e mediação comunitária. Regras de sigilo profissional. Direitos dos indivíduos e comunidades alvo de intervenção. Regras e normas definidas. Aptidões: Aplicar os princípios éticos associados à atividade. Selecionar modos de atuação em contexto de conflitos de valores. Analisar situações em que se verifica o dever de intervir ou o dever de abstenção. Aplicar as regras do sigilo profissional. Determinar situações em que é admissível quebrar o sigilo profissional.
Síntese da unidade e esclarecimento de dúvidas antes do mini-projeto e do teste.
Realizações do referencial: Relacionar técnicas de animação e mediação com os objetivos das intervenções comunitárias. Interpretar os limites das suas funções num contexto de equipa de animação e mediação comunitária. Interpretar os códigos de conduta profissional no âmbito da animação e mediação comunitária.
Mini-projeto: plano de intervenção ético numa associação de bairro
Aplicação integrada dos conteúdos: diagnóstico, objetivos e indicadores, técnicas e recursos, mediação, rede, protocolo de sigilo, três dilemas éticos e código de conduta.
Realizações do referencial: Relacionar técnicas de animação e mediação com os objetivos das intervenções comunitárias. Interpretar os limites das suas funções num contexto de equipa de animação e mediação comunitária. Interpretar os códigos de conduta profissional no âmbito da animação e mediação comunitária. Conhecimentos: Projetos de intervenção em animação e mediação comunitária. Animação e mediação · técnicas de intervenção social. Animação e mediação comunitária · trabalho em rede. Regras de sigilo profissional. Ética profissional e organizacional - deveres inerentes ao exercício das funções, valores, escalas de valores e conflitos de valores. Aptidões: Caracterizar diferentes tipos de projetos de animação e mediação. Analisar os objetivos de intervenção em projetos diferenciados. Selecionar os tipos e recursos de animação e mediação. Enumerar as entidades e stakeholders a mobilizar para o trabalho em rede e parceria. Aplicar os princípios éticos associados à atividade. Analisar situações em que se verifica o dever de intervir ou o dever de abstenção.
Teste de avaliação sumativa; correção e balanço da unidade.
Realizações do referencial: Relacionar técnicas de animação e mediação com os objetivos das intervenções comunitárias. Interpretar os limites das suas funções num contexto de equipa de animação e mediação comunitária. Interpretar os códigos de conduta profissional no âmbito da animação e mediação comunitária.
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Sumativa (teste).
Sumários prontos a copiar
Aula 1Apresentação da unidade de competência, dos doze blocos de conteúdos, das duas fichas, do mini-projeto e dos critérios de avaliação. Diagnóstico inicial, com perguntas e situações do dia a dia de uma associação de bairro, para identificar o que a turma já sabe sobre animação, mediação, limites das funções e ética profissional.
Aula 2Definição de intervenção social como ação planeada, com propósito, destinatário e método. Conceitos de animação (as pessoas como protagonistas) e de mediação (terceiro neutro e imparcial, em que as partes decidem), comparados quanto à ideia central, à posição do técnico, a quem decide e ao momento da intervenção. Contextos de intervenção: educativo, comunidades, grupos de risco, instituições residenciais e não residenciais, associações e clubes. Domínios de intervenção e objetivos em três níveis (finalidade, objetivos específicos e objetivos operacionais). Classificação de atividades por domínio e objetivo, com a pergunta de controlo: que objetivo serve esta atividade?
Aula 3Tipos de animação (lúdica, desportiva, cultural e artística, educativa, social e comunitária, intergeracional, ambiental, turística e de lazer) e o critério da adequação ao grupo, ao objetivo e ao contexto. Tipos de recursos associados e sequência de decisão em seis perguntas (grupo, objetivo, tipo, recursos existentes, riscos, avaliação). Inclusão no acesso físico, na língua, no horário e no custo. Exemplo resolvido: selecionar o tipo de animação e construir o quadro de recursos (o que existe, o que falta, solução) para um grupo de crianças.
Aula 4Técnicas de animação (quebra-gelo, jogos cooperativos, dinâmicas de grupo, expressão dramática, plástica e musical, debate, brainstorming, assembleias, reminiscência, oficinas, saídas e visitas) e o princípio de que ninguém é obrigado a participar nem é exposto contra a sua vontade. Técnicas de mediação (escuta ativa, perguntas abertas, reformulação, reenquadramento, posições e interesses, conversas separadas, construção de opções e registo do acordo). Ajuste da técnica ao contexto, comparando a escola, o lar de idosos e o bairro em tensão, e identificação das técnicas a evitar em cada um. Treino em pequeno grupo de reformulação e reenquadramento.
Aula 5Facilitação da comunicação (emissor, recetor, canal, contexto e feedback) e barreiras mais comuns (pressa, jargão, preconceito, excesso de informação). Desenvolvimento de competências sociais, comunicativas, cognitivas, emocionais e cívicas, com progressão a partir do que as pessoas já sabem fazer. Escada de participação, do degrau da informação ao da autonomia, e capacitação como fazer com e não por, incluindo a honestidade sobre o degrau em que se está. Coesão social: o que a constrói e como se mede de forma indireta. Exemplo resolvido: subir um degrau de participação.
Aula 6Tipos de projetos de intervenção segundo os destinatários, o objetivo, a duração, o promotor e o âmbito territorial. Ciclo do projeto (diagnóstico, planeamento, execução, avaliação) e perguntas a que o diagnóstico responde. Objetivos SMART, com indicador, meta e fonte de verificação, e avaliação durante e no fim do projeto. Análise comparada dos objetivos de projetos de animação, de mediação e de prevenção (mudança pretendida, quem muda, como se mede, cuidado crítico). Competências do profissional no desenvolvimento de intervenções. Exemplo resolvido: do problema aos objetivos e indicadores.
Aula 7Equipa multiprofissional (direção técnica, animador e mediador, serviço social, psicologia, saúde, ajudantes de ação direta, mediador intercultural, voluntários, famílias) e papéis de cada elemento. Papel do animador (observar, planear, dinamizar, facilitar, avaliar) e do mediador (terceiro neutro, que declara impedimento se perde a neutralidade). Diferenças entre trabalhar numa instituição e na comunidade. Limites das funções: o que o técnico não é (terapeuta, médico, assistente social, jurista, polícia, juiz, amigo íntimo) e o que pode e deve fazer. Circuito agir, informar, registar, encaminhar e acompanhar.
Aula 8Conceitos de rede e de parceria (rede com compromissos formalizados), vantagens e dificuldades do trabalho em rede. Rede Social como plataforma de parceiros públicos e privados para o planeamento social local, com o conselho local de ação social ao nível do concelho e as comissões sociais ao nível da freguesia. Identificação de stakeholders e construção do mapa poder/interesse, com a estratégia para cada quadrante. Mobilização dos recursos que já existem na comunidade (pessoas e saberes, espaços, serviços, associações, materiais, memória), com atenção à inclusão de todos os grupos.
Aula 9Conceitos de exclusão, discriminação, risco, fatores de proteção e conflito. Níveis de prevenção primária (toda a comunidade), secundária (sinais de risco) e terciária (problema existente, com serviços especializados). Instrumentos de prevenção: diagnóstico participativo, atividades intergrupais, regras de convivência construídas com os grupos, mediação de proximidade, informação sobre direitos, sinalização, formação de pares e protocolos. Mediação passo a passo (preparação, abertura, exposição, interesses, opções, acordo, seguimento) e as quatro perguntas antes de mediar: há perigo, é adequada, estou neutro, as partes querem?
Aula 10Resolução e correção coletiva da Ficha 01: classificar situações como animação, mediação ou ambas; reescrever um objetivo vago como finalidade e objetivos específicos com indicador; escolher o tipo de animação e o quadro de recursos para um grupo de crianças; escolher técnicas para três contextos; distinguir posições de interesses; passar do problema ao projeto; decidir o que é do técnico e o que é da equipa; mapear stakeholders; comparar projetos; relacionar participação e prevenção. Identificação dos erros mais frequentes e esclarecimento de dúvidas.
Aula 11Distinção entre ética, moral, deontologia e lei, e entre ética profissional e ética organizacional. Deveres inerentes ao exercício das funções (dignidade, não discriminação, autodeterminação, sigilo, imparcialidade, competência, responsabilidade, honestidade, proteção de quem é vulnerável). Escala de valores e conflitos de valores típicos (autonomia e proteção, sigilo e segurança, lealdade à equipa e defesa do utente, respeito pela cultura e direitos individuais, verdade e bem-estar). Método de decisão em cinco passos (factos, valores e deveres em conflito, opções, avaliação, decisão com registo e revisão), princípios da autonomia, beneficência, não maleficência e justiça, e modos de atuação.
Aula 12Direitos das pessoas e das comunidades e respetivas fontes (Constituição, declarações e convenções internacionais), traduzidos em dignidade, privacidade, informação, consentimento, participação, não discriminação e proteção contra maus tratos. Autonomia dos maiores acompanhados e escuta das crianças. Dever de intervir perante perigo para a vida, a integridade ou a liberdade, em especial de crianças e outras pessoas vulneráveis: quem sabe comunica, avisar a chefia não substitui comunicar. Dever de abstenção (pessoa capaz que decidiu sobre si, fora da competência, desproporção, imparcialidade). Limite de segurança do auxílio e comunicação de crimes. Regras e normas definidas e como as questionar pelos canais próprios. Aplicação ao dilema do presente de 200 euros: o estagiário não investiga nem confronta, e comunica os factos pela via interna.
Aula 13Sigilo profissional: o que cobre, que se mantém depois de terminar o vínculo, partilha apenas com quem precisa de saber, anonimização, não prometer segredo absoluto, documentos com acesso reservado. Proteção de dados pessoais (RGPD): princípios, minimização, categorias especiais de dados e consentimento para imagens, livre, informado, por escrito e revogável, com autorização dos responsáveis no caso de menores. Situações em que é admissível quebrar o sigilo (consentimento, perigo grave ou iminente, obrigação legal, determinação da autoridade competente) e como proceder. Análise de dois dilemas do projeto: a lista de famílias pedida pela escola (dever de abstenção) e a mensagem sobre uma pessoa idosa num grupo da freguesia (apagar, informar a direção, recordar o compromisso de confidencialidade).
Aula 14Códigos da instituição, de redes e associações, de profissões vizinhas e a lei, e a leitura do princípio que está por trás de cada regra. Fronteiras da relação profissional (presentes de valor e dinheiro, lembranças simbólicas, empréstimos, redes sociais, relações íntimas, proselitismo) e conflito de interesses. O que fazer perante a violação de um código: proteger, registar, comunicar pelo canal próprio e não retaliar. Atitudes do referencial, entre as quais responsabilidade, empatia, escuta ativa, assertividade e respeito pela ética, e cuidado de quem cuida (supervisão, reuniões de equipa, pausas, formação). Recapitulação dos doze blocos.
Aula 15Resolução e correção coletiva da Ficha 02: identificar valores em conflito, aplicar o método de decisão em cinco passos, decidir entre o dever de intervir e o dever de abstenção, distinguir sigilo de comunicação, tratar dados e imagens, interpretar um código de conduta, decidir quando é admissível quebrar o sigilo, cuidar de si e declarar um conflito de interesses. Discussão das respostas alternativas válidas e dos erros mais frequentes.
Aula 16Consolidação da unidade a partir da síntese da sebenta: animação e mediação, técnicas e projetos, equipa, limites e rede, ética, dever de intervir e de abstenção, sigilo e conduta. Esclarecimento de dúvidas e orientações para o mini-projeto e para o teste.
Aula 17Desenvolvimento do mini-projeto, em trabalho individual ou a pares, para uma associação de bairro: diagnóstico dos três grupos, finalidade, objetivos SMART e indicadores, tipos de animação, técnicas e recursos, planeamento de uma sessão de mediação, mapa de stakeholders e de recursos, papéis e limites da equipa, protocolo de sigilo e de proteção de dados, análise dos três dilemas éticos (o presente de 200 euros, a lista de famílias pedida pela escola e a mensagem no grupo da freguesia) com o método de decisão em cinco passos, e código de conduta com oito regras. Organização do dossiê e apresentação à turma.
Aula 18Realização do teste de avaliação sumativa sobre as realizações da unidade. Correção e balanço da unidade, com identificação do que ficou consolidado e do que deve ser reforçado.