Mini-Projecto · Implementar um programa específico numa freguesia de risco
Contexto
A freguesia fictícia de Amial de Cima, no interior do concelho de Serra Alta, tem uma carta de perigosidade de incêndio rural elevada, 65 habitantes (a maioria com mais de 60 anos), uma única via de acesso e fraca cobertura de rede móvel numa parte do percurso. O Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Serra Alta decidiu implementar ali um programa específico de redução do risco de incêndio rural, à escolha da equipa: "Aldeia Segura, Pessoas Seguras" ou o Plano Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais.
A tua equipa foi destacada pelo SMPC para conduzir todo o ciclo: identificar o programa mais adequado, diagnosticar o território, adaptar o programa, validar financiamento, planear a implementação, comunicar com a população e definir como o sucesso vai ser avaliado.
Trabalhas em grupo de 3 a 4 elementos e entregas um dossiê do programa mais uma apresentação à turma (que representa a Comissão Municipal de Proteção Civil).
Requisitos
Funcionais
- Escolha justificada do programa a implementar (Aldeia Segura, Pessoas Seguras ou Plano Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais), com base no potencial de implementação.
- Diagnóstico de risco: leitura da carta de perigosidade e cruzamento com a exposição da população.
- Leitura socioeconómica do território (estrutura etária, isolamento, atividade económica).
- Análise SWOT e PESTEL aplicadas ao caso.
- Proposta de adaptação do programa às necessidades identificadas.
- Identificação de, no mínimo, duas fontes de financiamento plausíveis.
- Plano de comunicação com, no mínimo, três públicos distintos.
- Lista dos atores a integrar na implementação e o papel de cada um.
- Indicadores de processo e de resultado, definidos antes da implementação.
Não-funcionais
- Linguagem clara e sem jargão desnecessário, adequada a uma apresentação à CMPC.
- Dossiê organizado por secções, coerente com as fases do trabalho.
- Todas as escolhas justificadas com base no diagnóstico, não em opinião pessoal.
Fases
Fase 1 · Identificar e escolher o programa (1h) Comparar Aldeia Segura, Pessoas Seguras e o Plano Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais para este caso; escolher e justificar com base no potencial de implementação.
Fase 2 · Diagnóstico de risco e do território (2h) Ler a carta de perigosidade fornecida; cruzar com a exposição (população, vias de acesso); caracterizar a socioeconomia da freguesia.
Fase 3 · SWOT e PESTEL (2h) Construir as duas tabelas para o caso de Amial de Cima e tirar conclusões de ação.
Fase 4 · Adaptar, financiar e planear (2h) Propor as adaptações do programa ao território; identificar fontes de financiamento; listar os atores a integrar e articular com o plano de emergência.
Fase 5 · Comunicação, monitorização e avaliação (2h) Desenhar o plano de comunicação por público; definir indicadores de processo e de resultado; propor como avaliar o impacto um ano depois.
Fase 6 · Apresentação (1h) Apresentar o dossiê à turma, no papel da CMPC, respondendo a perguntas sobre as escolhas feitas.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Escolha e justificação do programa | 10% |
| Diagnóstico de risco e leitura socioeconómica | 20% |
| SWOT e PESTEL bem construídas e lidas | 20% |
| Adaptação, financiamento e integração de atores | 20% |
| Plano de comunicação e indicadores de avaliação | 20% |
| Dossiê e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Escolher o programa antes de fazer o diagnóstico, em vez de deixar o diagnóstico justificar a escolha.
- Construir a SWOT ou a PESTEL sem tirar nenhuma conclusão de ação a partir delas.
- Propor um plano de comunicação só digital, ignorando a fraca cobertura de rede da aldeia.
- Esquecer de registar as adaptações (novo ponto de encontro, nova rota) no Plano Municipal de Emergência.
- Definir indicadores de avaliação só na fase de apresentação, em vez de logo no início do trabalho.
- Apresentar o dossiê sem justificar as escolhas com base no diagnóstico feito.
Bónus (opcional)
- Desenhar um cartaz (mesmo que em esboço) com a rota de fuga e o ponto de encontro da aldeia.
- Simular uma segunda candidatura de financiamento, com fonte diferente da usada na solução de referência.
- Propor um indicador de sustentabilidade do programa para além do primeiro ano.
Reflexão
No dossiê final, responde: porque é que a mesma carta de risco pode justificar prioridades diferentes em duas aldeias distintas? E qual das cinco fases do trabalho consideraste mais difícil de fazer sem cair num erro comum?