Mini-Projeto · Base de dados de meios e recursos do concelho de Vale Cimeiro
Contexto
O Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Vale Cimeiro, um concelho fictício com risco de incêndio rural, algumas indústrias com produtos químicos e uma pequena pista de aviação ligeira, nunca teve um registo organizado de meios e recursos mobilizáveis. Sempre que surge uma ocorrência, os técnicos "sabem de memória" quem contactar, o que já provocou atrasos e mal-entendidos.
Foste contratado/a para criar de raiz a base de dados de recursos do concelho, cobrindo pelo menos três tipos de operação de socorro diferentes, e para deixar organizado o registo de contactos das entidades envolvidas. Trabalhas individualmente ou em grupo, e entregas a base de dados completa, mais um pequeno dossiê que explique como vai ser mantida atualizada.
Requisitos
Funcionais
- Base de dados de recursos com, no mínimo, 12 recursos, cobrindo pelo menos três tipos de operação de socorro diferentes (por exemplo, incêndio rural, risco químico, acidente com aeronaves).
- Cada recurso registado com os quatro eixos obrigatórios: categoria, origem, custo associado e disponibilidade temporal, além de identificação e contacto.
- Ficha de escalonamento: descrição de como um pedido de reforço de um dos recursos sobe do CCO municipal ao sub-regional, caso os meios do concelho não bastem.
- Registo de contactos de, no mínimo, cinco entidades, cada uma com pelo menos dois contactos (principal e alternativo) organizados por função e disponibilidade.
- Plano de atualização: periodicidade de revisão proposta para cada categoria de recursos, e o procedimento a seguir quando um recurso deixa de estar disponível.
Não-funcionais
- Linguagem clara, sem erros, e organização que permita encontrar rapidamente um recurso por categoria ou tipo de operação.
- Todos os recursos e contactos com data de registo ou de última verificação.
- Coerência entre os tipos de risco escolhidos e os meios registados para cada um.
- Distinção clara, em todo o dossiê, entre o que é recurso e o que é contacto.
Fases
Fase 1 · Planeamento (2h) Escolher os três tipos de operação de socorro a cobrir e o perfil do concelho fictício (riscos principais, dimensão, entidades típicas).
Fase 2 · Pesquisa de recursos (3h) Levantar, para cada tipo de operação escolhido, pelo menos quatro recursos plausíveis (viaturas, equipamentos, instalações, meios humanos especializados).
Fase 3 · Construção da base de dados (4h) Criar a ficha de cada recurso com os quatro eixos obrigatórios, identificação e contacto, e organizar tudo numa estrutura consultável (tabela ou ficheiro).
Fase 4 · Registo de contactos e escalonamento (3h) Construir o registo de contactos das cinco entidades e a ficha de escalonamento entre CCO municipal e sub-regional.
Fase 5 · Plano de atualização (2h) Definir a periodicidade de revisão por categoria e o procedimento para recursos que deixam de estar disponíveis.
Fase 6 · Apresentação (1h) Apresentar a base de dados e o dossiê à turma, justificando as escolhas feitas.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Base de dados completa e correta (mínimo 12 recursos, 3 tipos de operação) | 30% |
| Uso correto dos quatro eixos (categoria, origem, custo, disponibilidade) | 20% |
| Registo de contactos (mínimo 5 entidades, 2 contactos cada) | 20% |
| Ficha de escalonamento e plano de atualização | 20% |
| Organização do dossiê e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Registar recursos sem confirmar disponibilidade, operacionalidade e custo junto da origem.
- Misturar categorias diferentes na mesma ficha, sem separar claramente recurso de contacto.
- Esquecer a data de verificação, tornando impossível saber se a informação ainda é fiável.
- Ter um único contacto por entidade, sem alternativa.
- Confundir o plano de atualização com uma simples lista de recursos novos, esquecendo de tratar os que já não servem.
Bónus (opcional)
- Acrescentar um quarto tipo de operação de socorro (por exemplo, risco de cheia) com os respetivos recursos.
- Propor um pequeno inquérito ou formulário para as entidades atualizarem, elas próprias, a sua disponibilidade periodicamente.
- Simular um pedido de escalonamento real, com o CCO sub-regional a responder com um recurso disponível.
Reflexão
No dossiê final, responde: porque é que um recurso registado, mas nunca confirmado com a entidade que o disponibiliza, pode ser mais perigoso do que não ter registo nenhum? E, olhando para a base de dados que construíste, qual dos quatro eixos de organização (categoria, origem, custo, disponibilidade) achas que será mais difícil manter atualizado no dia a dia, e porquê?