Mini-Projecto · Relatório de avaliação de riscos de uma freguesia
Contexto
O Serviço Municipal de Proteção Civil de Vale Sereno, um concelho fictício com zonas ribeirinhas, encostas florestadas e um pequeno parque industrial, precisa de atualizar a avaliação de riscos de uma das suas freguesias antes da revisão anual do plano municipal de emergência.
Foste integrado/a na equipa técnica para colaborar na análise e avaliação de riscos dessa freguesia: inventariar as áreas de intervenção, identificar perigos e determinar riscos naturais e antrópicos, e elaborar o relatório final que vai apoiar a decisão do serviço.
Trabalhas individualmente ou em pequeno grupo, com apoio de fontes reais ou simuladas (cartografia, dados meteorológicos, registos de ocorrências) e entregas um relatório completo de avaliação de riscos.
Requisitos
Funcionais
- Inventário de pelo menos 4 áreas de intervenção distintas na freguesia escolhida ou simulada, cobrindo risco natural e risco antrópico.
- Para cada área, listagem de perigos concretos (mínimo 1 perigo por área, com pelo menos um caso de múltiplos perigos na mesma área).
- Classificação de cada risco na matriz de probabilidade × impacto, com justificação.
- Pelo menos 2 cenários (moderado e severo) para o risco de classificação mais elevada identificado.
- Ordem de prioridade dos riscos, com justificação da metodologia usada.
- Relatório final com as cinco secções: enquadramento, metodologia, resultados, cenários e prioridades, recomendações.
- Pelo menos 1 mapa ou esquema e 1 tabela ou gráfico de apoio no relatório.
Não-funcionais
- Linguagem clara e técnica, adequada a um decisor não especialista.
- Fontes de informação identificadas e credíveis (mesmo que simuladas para efeitos do exercício).
- Relatório entregue dentro do prazo definido pelo professor, simulando a exigência de ser atempado.
- Coerência entre inventário, perigos identificados, matriz de risco e recomendações finais.
Fases
Fase 1 · Escolha do território e recursos (2h) Escolher a freguesia (real ou simulada) e reunir recursos: cartografia disponível, histórico de ocorrências, normativos de referência.
Fase 2 · Inventariar áreas de intervenção (4h) Levantamento documental e, se possível, visita a uma zona real. Registar pelo menos 4 áreas suscetíveis a risco natural ou antrópico.
Fase 3 · Identificar e classificar perigos (3h) Para cada área inventariada, listar os perigos concretos, usando uma checklist e consultando fontes ou colegas com conhecimento do território.
Fase 4 · Determinar riscos e construir a matriz (4h) Avaliar probabilidade e impacto de cada perigo, classificar na matriz de risco, e construir pelo menos dois cenários (moderado e severo) para o risco mais elevado.
Fase 5 · Priorizar e redigir o relatório (5h) Ordenar os riscos de forma lógica e sistemática, e redigir o relatório completo com as cinco secções, incluindo pelo menos um mapa/esquema e uma tabela/gráfico.
Fase 6 · Apresentação (2h) Apresentar o relatório à turma, explicando a metodologia, os resultados principais e as recomendações propostas.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Inventário de áreas de intervenção (completude e fontes) | 20% |
| Identificação e classificação de perigos | 15% |
| Determinação de riscos, matriz e cenários | 25% |
| Priorização lógica e sistemática | 10% |
| Relatório final (estrutura, clareza, visualização de dados) | 20% |
| Apresentação e domínio da metodologia | 10% |
Erros comuns
- Inventariar só as áreas com ocorrências recentes, deixando de fora riscos latentes.
- Avaliar o risco olhando só para a probabilidade ou só para o impacto.
- Construir um único cenário, ignorando situações mais graves mas menos prováveis.
- Priorizar por impressão pessoal, sem seguir a classificação da matriz nem a população exposta.
- Entregar um relatório tecnicamente correto mas confuso, com resultados difíceis de localizar.
- Ultrapassar o prazo de entrega, comprometendo o critério de ser atempado.
Bónus (opcional)
- Usar um SIG real (ou uma ferramenta de mapeamento simples) para georreferenciar as áreas inventariadas.
- Incluir dados estatísticos reais (por exemplo, séries de precipitação do IPMA) para sustentar a probabilidade de um dos riscos.
- Propor um sistema de alerta com limiares concretos para o risco de classificação mais elevada.
Reflexão
No fecho do projeto, responde: porque é que um relatório de avaliação de riscos tecnicamente perfeito, mas entregue fora de prazo, pode falhar o seu objetivo? E qual das quatro áreas inventariadas exigiu mais trabalho de recolha de informação, e porquê?