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aulify · Mini-Projecto
UC UC02674 · T. Cerâmica Criativa
Versão · Aluno

Mini-Projecto · Uma fornada real, do diagnóstico à entrega

Preparar, enfornar, programar, cozer, controlar, desenfornar e avaliar a qualidade de uma fornada mista
⏱ Duração estimada: 8 horas de trabalho em aula (≈ 5 aulas); as cozeduras em si decorrem fora da aula ↗ Referencial SNQ
Índice

Contexto

O Atelier Barro Vivo recebeu uma encomenda de um pequeno grupo de artesãos residentes: peças em diferentes estados, algumas cruas e prontas para a primeira cozedura, outras já biscoitadas e decoradas com vidrado. O atelier confiou-te a responsabilidade completa desta produção: desde confirmar se cada peça está pronta, até entregar as peças cozidas, inspecionadas e prontas a devolver aos artesãos.

Como as peças estão em ciclos diferentes, e ciclos diferentes não se misturam na mesma programação de forno, vais planear duas fornadas separadas: uma de chacota (biscoito), só com as peças cruas, e uma de vidrado, só com as peças já biscoitadas e decoradas.

Trabalhas individualmente ou em pequeno grupo, na área dos fornos do atelier, com as peças, o mobiliário de enforna disponível e o Equipamento de Proteção Individual (EPI) da oficina. O resultado final inclui as duas fornadas cozidas e um pequeno relatório do processo. Uma cozedura real demora entre 8 a 12 horas a subir até à temperatura final, mais um arrefecimento de várias horas ou de uma noite inteira dentro do forno fechado: esse tempo decorre sempre fora da aula, com o forno a trabalhar sozinho, e é isso que separa as fases feitas em aula das fases que só se retomam na aula seguinte.

Requisitos

Funcionais

Não-funcionais

Fases

Fase 1 · Diagnóstico e planeamento das duas fornadas (1h) Inspecionar todas as peças da encomenda: verificar secagem e humidade das peças cruas, identificar o tipo de decoração de cada peça já biscoitada (vidrado, tinta) e separá-las em dois grupos, o da fornada de chacota e o da fornada de vidrado. Escolher o tipo de forno e justificar.

Fase 2 · Fornada de chacota: mobiliário, enforna e programação (1h30) Preparar e verificar o mobiliário de enforna (placas, colunas, espaçadores, trempes), limpando-o de restos de fornadas anteriores. Posicionar só as peças cruas, da base para o topo, com espaço para o calor circular. Programar a curva de biscoito (temperatura, tempo, velocidade), considerando pasta e espessura de cada peça, e iniciar a cozedura.

A partir daqui, o forno fica a trabalhar sozinho: a subida até à temperatura final demora tipicamente 8 a 12 horas, seguida de um arrefecimento de várias horas ou de uma noite inteira dentro do forno fechado. Este tempo decorre fora da aula.

Fase 3 · Fornada de chacota: desenfornar e inspecionar (1h) Na aula seguinte, confirmar no controlador ou no pirómetro que o forno arrefeceu para uma temperatura segura, desenfornar com EPI pela ordem inversa da enforna e inspecionar cada peça biscoitada, registando eventuais defeitos e causas prováveis.

Fase 4 · Fornada de vidrado: mobiliário, enforna e programação (1h30) Verificar de novo o mobiliário de enforna. Posicionar as peças já biscoitadas e vidradas (as desta encomenda e, se aplicável, as que a turma decorou entretanto), com espaço mínimo de segurança entre peças vidradas para não colarem. Programar a curva de vidrado, considerando pasta, espessura e o facto de o vidrado impor a sua própria temperatura de fusão, e iniciar a cozedura.

Tal como na fornada anterior, a subida e o arrefecimento demoram, no total, cerca de um dia; este tempo decorre outra vez fora da aula.

Fase 5 · Fornada de vidrado: desenfornar e controlo de qualidade (1h30) Confirmar a temperatura segura antes de abrir o forno, desenfornar com EPI pela ordem inversa da enforna e inspecionar cada peça vidrada, identificando defeitos (fissuras, bolhas, deformações) e as respetivas causas prováveis, nas duas fornadas.

Fase 6 · Relatório e apresentação (1h30) Escrever o relatório com as decisões tomadas em cada fornada (classificação das peças, escolha do forno, parâmetros de programação, defeitos e causas). Apresentar as duas fornadas concluídas e as decisões técnicas tomadas, como se fosse a entrega ao cliente do atelier.

Critérios de avaliação

Critério Peso
Diagnóstico, preparação e separação das peças nas duas fornadas 15%
Escolha do forno, mobiliário de enforna e posicionamento 15%
Programação de cada fornada (pasta, espessura, acabamento, ciclo) 20%
Controlo da temperatura e das etapas de cozedura 20%
Desenforna em segurança (EPI, ventilação, proteção ocular e respiratória) 15%
Controlo de qualidade, causas identificadas e relatório 15%

Erros comuns

Bónus (opcional)

Reflexão

No relatório final, responde: qual foi a decisão mais difícil de tomar ao longo desta fornada, e porquê? E se encontraste algum defeito numa peça, explica que causa concreta do processo (não da peça em si) mais provavelmente lhe deu origem, e o que mudarias numa próxima fornada semelhante.