Mini-Projeto · Conjunto de três peças bojudas na roda de oleiro
Contexto
Um pequeno atelier de cerâmica vai apresentar, numa feira de artesanato local, um conjunto de peças utilitárias em barro. Foste contratado/a para produzir, na roda de oleiro, um conjunto de três peças bojudas (por exemplo, um jarro, uma bilha e um pote), coordenadas entre si pela forma e pelo acabamento, prontas a cozer e a expor.
Trabalhas individualmente, na oficina, seguindo o ciclo completo: preparar materiais, amassar e empelar, centrar e puxar, modelar o bojo, remover da roda, acabar, secar, enfornar e cozer.
Requisitos
Funcionais
- Um conjunto de três peças bojudas de pequena ou média dimensão, com o diâmetro máximo acima da base.
- Paredes uniformes em toda a altura de cada peça, verificadas com o compasso.
- Cada peça retirada da roda com o garrote, sem deformações na base.
- Fretes torneados nas três peças, em consistência de couro.
- Pelo menos uma peça com uma alpiota aplicada (pega ou bico).
- As três peças enfornadas e cozidas em chacota, segundo os requisitos de temperatura.
Não-funcionais
- Uso correto e permanente do EPI (avental, calçado fechado) durante toda a produção.
- Bancada e ferramentas limpas e arrumadas no fim de cada sessão.
- Registo do peso de cada pela e do processo seguido (diário de oficina).
- Barro em excesso reutilizado, nunca descartado sem necessidade.
Fases
Fase 1 · Preparação de materiais e utensílios (2h) Organizar a bancada, o kit de ferramentas e o EPI. Selecionar o tipo de barro para as três peças e pesar as pelas na balança.
Fase 2 · Amassar e empelar (2h) Amassar as três pelas até ficarem homogéneas (teste de corte), e empelar cada uma conforme a peça a que se destina.
Fase 3 · Centrar e puxar (4h) Centrar cada pela na roda, abrir e puxar as paredes até à altura pretendida, com espessura uniforme confirmada com o compasso.
Fase 4 · Modelar as formas bojudas (4h) Modelar o bojo de cada peça em pequenos incrementos, controlando a espessura e a centragem em cada fase. Alisar e verificar antes de retirar.
Fase 5 · Remoção e acabamentos (4h) Retirar as três peças com o garrote e as mãos. Depois de secarem até à consistência de couro, desbastar excedentes, tornear os fretes e aplicar a alpiota escolhida.
Fase 6 · Secagem, enforna e cozedura (3h) Secar as peças de forma lenta e homogénea, com rotação periódica. Enfornar sem as peças se tocarem e cozer em chacota, seguindo a curva de temperatura definida.
Fase 7 · Apresentação (1h) Apresentar o conjunto de três peças cozidas à turma, explicando as decisões tomadas em cada fase e os defeitos evitados.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Preparação de materiais, EPI e segurança | 10% |
| Amassar, empelar e centrar | 15% |
| Formas bojudas: paredes uniformes e centragem | 25% |
| Remoção e acabamentos (frete, alpiota) | 20% |
| Secagem, enforna e cozedura | 20% |
| Diário de oficina e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Não pesar as pelas antes de amassar, resultando em peças com pesos díspares no conjunto.
- Avançar para o puxar sem a centragem confirmada.
- Empurrar o bojo depressa demais, perdendo a centragem ou a espessura.
- Pegar na peça só pelo bordo ao remover da roda.
- Tornear o frete com a peça na consistência errada (demasiado mole ou demasiado seca).
- Secar a peça depressa, junto a uma fonte de calor, provocando fissuras.
- Enfornar peças com humidade residual ou a tocarem-se umas nas outras.
Bónus (opcional)
- Aplicar uma decoração texturada no bojo, antes da secagem completa, sem comprometer a espessura da parede.
- Produzir uma quarta peça com alpiotas duplas (duas pegas), coordenada com o conjunto.
- Registar em fotografia cada fase do processo, para um pequeno dossiê do atelier.
- Testar a reutilização de aparas de barro numa peça extra de pequena dimensão.
Reflexão
No diário de oficina, responde: em que fase do processo, se houver um erro, é mais difícil de corrigir sem descartar a peça? E que três cuidados tomaste, ao longo do projeto, para garantir a segurança e o cumprimento das normas de higiene na oficina?