Mini-Projeto · Identidade visual vetorial de um evento cultural
Contexto
A Câmara Municipal de uma cidade fictícia vai lançar um novo evento cultural, uma feira de ilustração e artes gráficas, e decidiu abrir um concurso entre escolas profissionais para escolher a identidade visual do evento. Foste contratado, individualmente ou em par, para conceber essa identidade visual inteiramente em software vetorial (Inkscape ou equivalente comercial), do primeiro esboço à entrega pronta para impressão.
O evento chama-se "Traço, a feira de ilustração e design gráfico" e decorre durante um fim de semana, com expositores, oficinas e uma exposição coletiva. Tema da primeira edição: "Do papel ao ecrã".
O trabalho mobiliza as quatro realizações oficiais da UC: criar imagens vetoriais a partir de bitmaps, trabalhar e gerir pranchetas, criar layouts vetoriais, e exportar e imprimir imagens.
Requisitos
Funcionais
- Logótipo do evento, desenhado em vetor, com uma versão a cores e uma versão a preto e branco.
- Paleta de cores oficial, com 3 a 5 cores documentadas em RGB, CMYK e código Hex.
- Tipografia oficial, uma família para títulos e outra para corpo de texto, ambas gratuitas.
- Cartaz oficial A3, pronto para impressão, com sangria e marcas de corte.
- Conjunto de 3 publicações para redes sociais (1080x1080 px cada), desenhadas em pranchetas do mesmo documento.
- Cartão de visita para os organizadores, com frente e verso.
- Pelo menos um elemento gráfico obtido por traçado automático a partir de uma imagem bitmap (por exemplo, uma textura ou um ícone digitalizado).
Não-funcionais
- Todas as peças partilham a mesma paleta de cores e tipografia, com coerência visual entre si.
- O ficheiro de trabalho está organizado em camadas bem nomeadas e o documento usa pranchetas para todas as peças.
- O texto de todas as peças finais está independente dos tipos de letra instalados (tipos de letra incorporados no PDF ou texto convertido em curvas, conforme a gráfica pedir), com cópia editável guardada.
- O cartaz e o cartão de visita estão preparados corretamente para impressão (cores preparadas para CMYK, sangria, marcas de corte).
Fases
Fase 1 · Pesquisa e conceito (2h) Pesquisa de referências visuais de feiras e eventos culturais semelhantes; definição do conceito, nome, tom e três palavras-chave que a identidade deve transmitir.
Fase 2 · Esboços e moodboard (2h) Criação de um moodboard com referências de cor e estilo; esboços rápidos (analógicos ou digitais) de possíveis logótipos.
Fase 3 · Logótipo em vetor (4h) Construção do logótipo escolhido em software vetorial, com curvas de Bézier, formas primitivas e operações booleanas; criação das versões a cores e a preto e branco.
Fase 4 · Cor e tipografia oficiais (2h) Definição da paleta de cores (RGB, CMYK, Hex) e escolha da tipografia; criação de uma amostra de cores reutilizável no documento.
Fase 5 · Layouts vetoriais (6h) Desenho do cartaz A3, dos três posts de redes sociais e do cartão de visita, cada peça na sua prancheta, aplicando princípios de composição visual (equilíbrio, hierarquia, proporção).
Fase 6 · Traçado automático (2h) Obtenção de pelo menos um elemento gráfico por traçado automático a partir de uma imagem bitmap, com limpeza manual dos nós resultantes.
Fase 7 · Exportação e preparação para impressão (2h) Texto com tipos de letra incorporados no PDF ou convertido em curvas nas versões finais, conforme a gráfica pedir; exportação do cartaz e do cartão de visita em PDF com sangria e marcas de corte, com as cores preparadas para CMYK (no Inkscape, que trabalha em RGB, a conversão faz-se noutra aplicação, como o Scribus ou o Ghostscript, ou pela gráfica com perfil ICC acordado); exportação dos posts em PNG/SVG, em RGB.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Logótipo (Bézier, formas, operações booleanas) | 20% |
| Cor e tipografia (paleta documentada e coerente) | 15% |
| Layouts vetoriais e pranchetas (cartaz, posts, cartão) | 25% |
| Traçado automático (elemento a partir de bitmap) | 10% |
| Preparação e exportação para impressão (sangria, CMYK, texto) | 20% |
| Organização do ficheiro (camadas, nomes, entrega) | 10% |
Erros comuns
- Desenhar cada peça num documento separado, perdendo a coerência de cores e tipografia entre elas.
- Entregar o cartaz em RGB, sem preparar a conversão para CMYK (noutra aplicação ou pela gráfica) antes da entrega final.
- Esquecer a sangria e as marcas de corte no cartaz e no cartão de visita.
- Converter o texto em curvas demasiado cedo, dificultando correções posteriores; guardar sempre uma cópia editável.
- Aceitar o resultado do traçado automático sem qualquer limpeza manual dos nós.
- Ficheiro de trabalho com dezenas de camadas sem nome, difícil de organizar na entrega.
Bónus (opcional)
- Criar uma quarta peça, como um crachá de identificação para os expositores da feira.
- Construir uma pequena mini-norma gráfica (1 a 2 páginas) que documente o uso correto do logótipo.
- Testar uma versão do logótipo em tamanho muito reduzido (favicon), verificando se continua legível.
- Explorar uma variante sazonal da paleta de cores para uma segunda edição do evento.
Reflexão
No final, responde por escrito: porque é que o texto se mantém editável durante quase todo o projeto e só se incorpora no PDF ou se converte em curvas na entrega final? E de que forma o uso de pranchetas, em vez de documentos separados, facilitou manter a coerência visual entre as seis peças produzidas?