Ficha 01 · Monitorização e SNMP
- Aplicar FCAPS
- Definir o que monitorizar
- Compreender SNMP
- Calcular indicadores
Parte I · FCAPS
Exercício 1 · Classificar (15 pts)
Indica a área FCAPS:
a) Backup e versionamento das configurações dos switches. ___
b) Alerta de que um link caiu. ___
c) Relatório de qual departamento consome mais largura de banda. ___
d) Análise de utilização dos links ao longo do mês. ___
e) Revisão de logs de acessos de gestão. ___
a) Configuration. b) Fault. c) Accounting. d) Performance. e) Security.
Exercício 2 · Reativo vs proativo (10 pts)
Explica a diferença e dá um exemplo de gestão proativa de rede.
Reativo — só se age depois de a falha acontecer ("apagar fogos"). Proativo — antecipa-se com base em tendências e prevenção.
Exemplo proativo: a monitorização mostra que um link está a crescer 5%/mês e atingirá 80% em 4 meses → planeia-se o upgrade antes de saturar e causar lentidão aos utilizadores. Outro: substituir um equipamento cujo histórico de erros está a aumentar antes de falhar.
Parte II · Monitorização
Exercício 3 · O que monitorizar (15 pts)
Lista 5 categorias que se devem monitorizar numa rede e um exemplo de métrica de cada.
- Disponibilidade — equipamento/link up/down.
- Desempenho — % de utilização de um link, latência, perda.
- Recursos — CPU/memória do router/switch.
- Ambiente — temperatura da sala, estado do UPS.
- Logs/eventos — erros em syslog, tentativas de login.
- Serviços — DNS/DHCP/web a responder.
(5 quaisquer com métrica.)
Exercício 4 · SNMP (20 pts)
a) Explica o papel de agente, NMS, MIB/OID. (10 pts)
b) Diferença entre polling e trap. (5 pts)
c) Porque usar SNMPv3 e não v2c em produção? (5 pts)
a) - Agente — software no equipamento que expõe métricas. - NMS — sistema gestor que consulta os agentes e mostra/alarma. - MIB — base hierárquica que descreve os objetos geríveis; OID — identificador de uma métrica concreta (ex.: tráfego de uma porta).
b) Polling — o NMS pergunta periodicamente ao agente. Trap — o agente envia espontaneamente um aviso quando algo acontece (ex.: porta caiu), sem esperar pela pergunta. Traps reduzem o tempo de deteção.
c) v1/v2c enviam a "community string" (≈ senha) e os dados em texto claro, sem autenticação forte — fácil de intercetar/abusar. SNMPv3 acrescenta autenticação e cifra. Em produção, v3.
Parte III · Indicadores
Exercício 5 · Disponibilidade (15 pts)
a) Se um serviço tem SLA de 99,9%, quanto tempo de indisponibilidade é permitido por ano (aprox.)? (8 pts)
b) Define MTTR e MTBF. (7 pts)
a) 0,1% de 1 ano. 1 ano ≈ 8760 h → 0,001 × 8760 ≈ 8,76 horas/ano (≈ 43 min/mês). (99,99% ≈ 52 min/ano; 99% ≈ 3,65 dias/ano.)
b) - MTTR (Mean Time To Repair) — tempo médio para repor o serviço após uma falha. - MTBF (Mean Time Between Failures) — tempo médio de funcionamento entre falhas consecutivas.
Boa rede: MTBF alto, MTTR baixo.
Exercício 6 · Fadiga de alertas (10 pts)
O que é "fadiga de alertas" e como evitá-la?
Fadiga de alertas — excesso de notificações (muitas irrelevantes ou repetidas) faz com que a equipa deixe de prestar atenção e ignore também os alertas importantes.
Evitar: afinar limiares sensatos; agrupar/deduplicar alertas; usar severidades e só escalar o que importa; suprimir alertas dependentes (se o switch caiu, não alarmar 30 hosts atrás dele); rever periodicamente as regras.
Parte IV · Cenário
Exercício 7 · Plano de monitorização (15 pts)
A escola tem 2 switches core, 8 switches de acesso, 1 router de borda, 1 servidor. Esboça um plano de monitorização (o quê, como, alertas).
Ferramenta: Zabbix/LibreNMS (open-source, SNMPv3).
O quê: - Disponibilidade (ICMP) de todos os equipamentos + uplink do ISP. - SNMP: CPU/memória dos switches/router; utilização das portas uplink/core; temperatura; estado do UPS. - Serviços: DNS, DHCP, página interna. - Syslog centralizado de todos os equipamentos.
Alertas (com severidade/escalonamento): - Crítico: core/router/uplink down; UPS em bateria; temperatura alta. - Aviso: link > 80% por 5 min; CPU > 90%; switch de acesso down (1 sala). - Escalonamento: aviso → email; crítico → email + SMS/Telegram ao técnico de turno.
Indicadores: dashboard com disponibilidade, top links por utilização, tendência mensal de tráfego. Rever limiares mensalmente para evitar fadiga.