Ficha 02 · Estanquidade, vácuo, carga, arranque, verificação e relatório
Exercício 1 · Prova de pressão e temperatura
Um circuito foi levado a 12,0 bar (manométrica) com 28 °C de ambiente e deixado durante a noite. De manhã, a temperatura é 16 °C e o manómetro marca 11,5 bar.
a) Calcula a pressão manométrica esperada, sem fuga, a 16 °C. b) Há fuga? c) Se o manómetro marcasse 10,4 bar, qual seria a conclusão? d) Outro dia, a mesma prova dá 11,2 bar, e a temperatura do azoto só se conhece com ± 2 K de incerteza. Aceitas o ensaio? O que fazes?
Exercício 2 · Quem propõe ar comprimido
Um colega propõe fazer a prova de estanquidade com o compressor de ar da oficina, "que é mais rápido e não custa nada". Explica porque não é aceitável e o que se usa. Indica também como se garante que a pressão de ensaio é segura, sabendo que o pressostato de baixa e o manómetro de baixa gama estão ligados ao circuito.
Exercício 3 · Três registos de vácuo
Três circuitos foram evacuados a 450 microns e a bomba foi isolada. Registos da subida:
- Circuito A: 700 aos 3 min; 1 000 aos 6 min; 1 400 aos 9 min; 1 900 aos 12 min.
- Circuito B: 600 aos 3 min; 780 aos 6 min; 820 aos 9 min; 820 aos 12 min.
- Circuito C: 600 aos 3 min; 1 400 aos 6 min; 1 600 aos 9 min; 1 600 aos 12 min.
Interpreta cada caso e diz o que fazes a seguir. Tem em conta que os 1 000 microns são uma referência de oficina (nenhuma norma os fixa).
Num quarto circuito, D, a leitura não desce dos 1 500 microns com a bomba a trabalhar. Que verificações fazes, por ordem? Se ligares o vacuómetro diretamente à bomba, sem o circuito, e ela chegar sozinha a 150 microns, o que concluis e o que fazes a seguir?
Exercício 4 · Calcular e organizar a carga
Um expositor tem: unidade de condensação com 1,20 kg de carga de placa, evaporador com 0,60 kg e 14 m de linha de líquido de 1/2". A tabela do fabricante dá 105 g/m para essa linha. O fluido é uma mistura zeotrópica.
a) Calcula a carga de partida. b) Se a carga inicial com o compressor parado for 75 % do total, quanto resta para carregar com o compressor a trabalhar? c) Em que fase deve o fluido ser retirado da garrafa e porquê? Como se termina a carga? d) A unidade deste expositor tem recetor e a pesagem deu 3,05 kg, com bolhas ainda no visor. Que fazes?
Exercício 5 · O sobreaquecimento baixo e o gelo no compressor
Cinco minutos após o arranque, o compressor tem gelo na linha de aspiração até ao cárter, o sobreaquecimento medido é de 1 K, o visor mostra líquido limpo e a corrente está normal.
a) Que risco existe? b) Que ações tomas, por ordem? c) Porque é que não se roda a VET meia volta de cada vez e logo se lê de novo?
Exercício 6 · Diagnóstico por SH e SC
Leituras de um sistema estável: saturação à aspiração (orvalho) −6,0 °C; tubo no bolbo +5,0 °C; saturação à descarga (bolha) 41,0 °C; tubo de líquido à saída do condensador 38,5 °C; o visor mostra bolhas contínuas. O sistema não tem recetor.
a) Calcula SH e SC. b) Qual o diagnóstico mais provável? c) Qual a primeira ação: abrir a VET ou verificar a carga? d) Se o sistema tivesse recetor, com o mesmo SC de 2,5 K mas o visor limpo e a carga pesada igual à calculada, a conclusão seria a mesma?
Exercício 7 · Corrente fora da placa
Uma unidade com corrente nominal de placa de 5,8 A mede 7,1 A numa fase, com a temperatura de condensação a 58 °C e ambiente de 33 °C. O compressor é trifásico (400 V entre fases). A tensão medida entre fase e neutro é 224 V (nominal 230 V).
a) Que ordem de verificações propões? b) A tensão explica o problema?
Exercício 8 · Fluido que sobra
Terminada a carga, ficou fluido na mangueira e a garrafa de carga tem uma sobra. O colega diz que "se abre a mangueira cá fora, que é só um bocadinho". Fala também em ficar com a garrafa já aberta para outro trabalho sem registar nada. Que respondes, e que se deve fazer?