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UC 10960 · T. Refrigeração e Climatização

Ficha 01 · Método, segurança e instrumentos

Conversa com o cliente, cálculo de sobreaquecimento e subarrefecimento, leituras elétricas e de ar
Versão · Aluno
Tempo · 3 horas
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Exercício 1 · A primeira medição é uma pergunta

Uma pastelaria chama o técnico: "a câmara dos lacticínios aquece durante a noite e de manhã está a 10 °C". O dono diz que o equipamento "é velho mas nunca deu problemas". Indica três perguntas que farias antes de abrir o equipamento e, para cada uma, uma hipótese que a resposta poderia sugerir.

Exercício 2 · Calcular sobreaquecimento e subarrefecimento (R410A)

Num equipamento com R410A, sem depósito de líquido, em regime estável, o manómetro de baixa marca 8,3 bar e o de alta 26,3 bar (escala do manómetro). A sonda no tubo de aspiração, junto ao evaporador, marca 12 °C e a sonda no tubo de líquido, à saída do condensador, marca 40 °C. O fabricante indica sobreaquecimento de 5 a 8 K e subarrefecimento de 3 a 8 K. Usa a tabela do R410A da sebenta. (a) Converte as pressões para absoluto e obtém as temperaturas de saturação. (b) Calcula SA e SR e diz se estão dentro do esperado. (c) O que concluis quanto à carga de fluido, e porque é que a conclusão depende de o circuito não ter depósito de líquido?

Exercício 3 · O condensador é o culpado?

Numa vitrine com R134a, o manómetro de alta marca 11,0 bar (escala do manómetro). O ar ambiente junto à unidade está a 30 °C. A temperatura do tubo de líquido à saída do condensador é 40 °C. Usa a tabela de referência (R134a: 45 °C, 11,6 bar absoluto; 50 °C, 13,2 bar absoluto). (a) Estima a temperatura de condensação. (b) Calcula a diferença para o ambiente e o subarrefecimento. (c) O condensador e a carga de fluido (o circuito não tem depósito de líquido) explicam um problema de pouco frio?

Exercício 4 · Corrente nula com tensão presente

O motor do ventilador de um evaporador tem na chapa 0,8 A. A pinça (num só condutor) marca 0 A. O multímetro mostra 230 V aos terminais do motor. O motor está muito quente ao toque e a hélice não roda. (a) O que significam estas leituras? (b) Que passos seguirias, por ordem? (c) Porque não bastaria substituir o motor?

Exercício 5 · Bobinados e fuga à terra

Num compressor monofásico, o disjuntor diferencial dispara de cada vez que se liga. Com tudo consignado e descarregado, medes: C-R = 2,4 Ω; C-S = 5,6 Ω; R-S = 8,0 Ω. Entre o terminal S e a carcaça metálica, o multímetro em continuidade dá sinal sonoro. (a) Os bobinados estão íntegros entre si? (b) O que explica o disparo do diferencial? (c) Que conclusão e que passo seguinte?

Exercício 6 · O ar também fala

Numa conduta de insuflação de um sistema de ar condicionado de um escritório, a secção é 0,60 m × 0,30 m e o anemómetro dá uma velocidade média de 3,2 m/s. O ar de retorno está a 28 °C e o ar insuflado a 21 °C. (a) Calcula o caudal. (b) Calcula a potência sensível. (c) A queda de 7 K está na gama típica de 8 a 12 K? Qual é a leitura seguinte mais útil e porquê?

Exercício 7 · Consignar antes de medir

Numa cobertura de um supermercado do concelho, a unidade condensadora de uma câmara dispara o disjuntor. Ao abrir o quadro do equipamento, o técnico encontra um cadeado de outra empresa no interruptor-seccionador, com uma etiqueta que diz "Não ligar". (a) O que deve fazer? (b) Descreve a sequência de segurança que aplicarias antes de abrir a caixa de ligações do compressor. (c) Indica dois riscos, além do elétrico, desta situação.