Ficha 02 · Brasagem, estanquidade, vácuo, carga, recuperação, manutenção e condutas
Exercício 1 · Três juntas defeituosas
Inspecionas três juntas brasadas num ramal de cobre. A junta 1 tem uma bola de liga em cima e uma falha de cordão num dos lados. A junta 2 tem bom aspeto exterior, mas ao cortá-la ao meio vês uma camada preta no interior do tubo. A junta 3 tem o cobre queimado e escuro, com a parede muito fina, e a liga não penetrou. Para cada junta, diz a causa mais provável e a ação.
Exercício 2 · Azoto num troço fechado
Um aluno vai brasar um acessório num troço cujas duas extremidades estão tapadas. Liga o azoto a 3 l/min com a garrafa regulada pelo redutor a 3 bar e começa a aquecer. Passados segundos, a liga é soprada para fora da junta e ouve-se um assobio. Explica o que correu mal e como corrigir.
Exercício 3 · Ensaio que sobe de temperatura
Um circuito é ensaiado com azoto a 15 bar relativos (16 bar absolutos) às 08:00, com temperatura ambiente de 8 °C (281 K). Fica a ensaiar o dia todo e, às 17:00, a temperatura é 26 °C (299 K). O técnico olha para o manómetro, vê que a pressão não desceu e quer dar o ensaio por aprovado. (a) Calcula a pressão relativa esperada sem fuga. (b) Interpreta cada leitura: 16,0 bar; 16,6 bar; 15,0 bar. (c) Porque é que o técnico não pode aprovar só por a pressão "não ter descido"?
Exercício 4 · O vácuo que não chega ao alvo
Um técnico faz vácuo num circuito de um split e, ao fim de 60 minutos, o vacuómetro estaciona nos 1 800 µm e não desce mais. Para ver se o problema é da bomba, liga-a diretamente ao vacuómetro, sem mangueiras nem circuito: a leitura desce bem abaixo de 500 µm. Volta a ligar tudo, deixa o vácuo estacionar nos 1 800 µm, isola a bomba e lê 2 100 µm aos 5 minutos, 2 250 aos 10 e 2 300 aos 15. (a) O que ficou excluído com o teste da bomba? (b) Interpreta a subida depois de isolar. (c) O que fazes a seguir?
Exercício 5 · Um colega carregou a mais
Um colega carregou um split com 11 m de ligação. O manual indica que a carga de origem da unidade exterior chega para 5 m de tubagem e que, acima disso, se acrescentam 25 g por metro. A unidade exterior já vinha carregada de fábrica. A balança marcava 9,215 kg com a garrafa antes da carga e marca 8,745 kg no fim. (a) Que massa devia ter entrado? (b) Que massa entrou e qual é o desvio? O que fazes ao excesso? (c) Se o fluido fosse uma mistura zeotrópica, em que fase teria de ser carregado e porquê?
Exercício 6 · Garrafa de recuperação quase cheia
Vais recuperar 2,6 kg de fluido de um circuito. A garrafa de recuperação que tens à mão tem um limite de enchimento de 8,0 kg de fluido e já contém 5,9 kg do mesmo fluido. (a) Podes recuperar tudo para esta garrafa? (b) Quanto cabe? (c) Ao retirar o compressor, drenas 180 ml de óleo e vais montar um compressor novo do mesmo tipo: que quantidade de óleo repões, supondo que o fabricante indica a quantidade igual à retirada, e como tratas o óleo usado?
Exercício 7 · Bomba de calor ar-água com pouca capacidade
Um cliente queixa-se de que a sua bomba de calor ar-água aquece pouco. Ao chegares, verificas: filtro de rede do circuito hidráulico muito sujo; pressão do circuito hidráulico a frio de 0,4 bar quando o manual indica cerca de 1 bar; bateria exterior com folhas e sujidade; a bomba circuladora faz ruído. Indica a ordem em que atuarias, o que medirias para confirmar e porque não adicionarias fluido frigorigéneo à partida.
Exercício 8 · Conduta existente com mais caudal
Numa remodelação, um ramal de conduta circular de 250 mm que transportava 0,18 m³/s vai receber mais um difusor e passa a transportar 0,28 m³/s. A velocidade máxima admitida para este ramal é 5 m/s. Os diâmetros normalizados disponíveis são 250, 280, 315 e 355 mm. (a) Calcula a velocidade antes e depois da remodelação. (b) A conduta existente serve? Se não, qual é o menor diâmetro normalizado que cumpre? (c) Indica dois cuidados na montagem da conduta nova.