UC05433

Executar as operações de manutenção e armazenamento dos moldes

Controlo do molde, materiais, reparação, acabamento e armazenamento

Curso profissional · 25h · Técnico de Projeto de Moldes e Modelos, Fundição

Plano

  1. O molde na fundição em areia
  2. Controlo visual do molde
  3. Controlo dimensional e instrumentos de medição
  4. Desgastes e defeitos
  5. Preparar o material para manutenção
  6. Madeiras e resinas
  7. Técnicas de uso de abrasivos
  8. Máquinas para trabalhar madeira
  9. Reparação do molde: massas de reparação
  10. Tintas e vernizes
  11. Desmoldantes e moldação em areia
  12. Armazenamento de moldes
  13. Segurança: EPI e normas
  14. Resíduos, ambiente e qualidade
  15. Síntese e boas práticas

Bloco 1 · O molde na fundição em areia

O que é o molde e o modelo

Na fundição em areia, o modelo é a peça (normalmente em madeira ou resina) que reproduz a forma da peça a fundir. Compactada a areia à volta do modelo, obtém se o molde: a cavidade onde o metal líquido vai ser vazado.

  • O modelo é reutilizado dezenas ou centenas de vezes.
  • Cada compactação desgasta ligeiramente as suas superfícies e arestas.
  • Um modelo em mau estado dá origem a peças fundidas defeituosas.

Manter o molde é garantir que a peça de amanhã sai tão rigorosa como a de hoje.

Porque a manutenção é crítica

Um modelo/molde ao serviço está sujeito a atrito com a areia, humidade, golpes de manuseamento e variações de temperatura na oficina.

  • Sem manutenção: cotas fora de tolerância, superfícies rugosas, arestas partidas, peças fundidas com rebarbas ou defeitos.
  • Com manutenção regular: vida útil prolongada, qualidade constante, menos refugo.
  • É aplicável a diferentes contextos da indústria metalomecânica, de pequenas oficinas a fundições de série.

Esta UC cobre o ciclo completo: controlar, preparar, reparar e armazenar.

Bloco 2 · Controlo visual do molde

Controlar o estado do molde

Controlar o estado do molde é a primeira realização desta UC: antes de qualquer intervenção, é preciso saber exatamente o que está em causa.

  • Inspeção visual: percorrer toda a superfície à procura de sinais de desgaste.
  • Critérios a observar: arestas, superfícies de moldação, furos de referência, saída de gases, zonas de maior atrito.
  • Boa luz e limpeza prévia da poeira de areia são condições para uma inspeção fiável.

Sem um controlo rigoroso, uma reparação corrige o sintoma errado.

O que a inspeção visual revela

Sinal observado Indica
Arestas arredondadas desgaste por atrito repetido
Fissuras na madeira secagem, choque ou humidade
Zonas lustrosas/polidas atrito excessivo da areia
Verniz descascado fim de vida do acabamento protetor
Deformação/empeno exposição a humidade ou calor

Cada sinal aponta para uma causa e, mais à frente nesta UC, para uma técnica de reparação diferente.

Bloco 3 · Controlo dimensional e instrumentos de medição

Instrumentos de medição

Depois do controlo visual, verificam se as medidas do molde contra o desenho técnico, com instrumentos adequados a cada grandeza:

  • Metros e fitas métricas: dimensões gerais, comprimentos maiores.
  • Paquímetros: medições rigorosas de espessuras, diâmetros e profundidades.
  • Compassos: transferência e comparação de medidas e centros.
  • Esquadros: verificação de ângulos retos entre faces.
  • Graminhos: traçagem e verificação de alturas e paralelismo em relação a uma base.

Verificar as medidas do molde

O procedimento de controlo dimensional segue sempre o mesmo raciocínio:

  1. Consultar o desenho técnico do modelo/molde (cotas e tolerâncias).
  2. Medir com o instrumento adequado a cada cota.
  3. Comparar o valor medido com o valor nominal e a tolerância admitida.
  4. Registar os desvios encontrados.

Exemplo resolvido: uma cota nominal de 120,0 mm com tolerância ± 0,3 mm é medida em 120,5 mm com o paquímetro. O desvio (0,5 mm) excede a tolerância (0,3 mm): o molde não cumpre e segue para reparação.

Bloco 4 · Desgastes e defeitos

Identificar desgastes e defeitos

Identificar corretamente o tipo de defeito determina o tipo de reparação a aplicar mais à frente:

  • Desgaste superficial: perda progressiva de material por atrito da areia.
  • Fissura/racha: rotura na madeira ou na resina, por secagem ou choque.
  • Lasca/quebra de aresta: perda pontual de material num canto ou rebordo.
  • Empeno: deformação da peça por variação de humidade.
  • Degradação do acabamento: verniz ou tinta descascados, expondo o material de base.

Do defeito à decisão de intervenção

Defeito Gravidade típica Ação
Desgaste ligeiro de superfície baixa lixar e revernizar
Lasca de aresta média massa de reparação + lixar
Fissura na madeira média/alta massa de reparação ou substituição local
Empeno acentuado alta avaliação de substituição do modelo

Nem todo o defeito se resolve com massa de reparação: o sentido crítico do técnico decide o que é reparável e o que compromete o modelo.

Bloco 5 · Preparar o material para manutenção

Preparar o material a utilizar na manutenção

Preparar o material a utilizar na manutenção e reparação dos moldes é a segunda realização da UC: antes de reparar, junta se e organiza se tudo o que vai ser necessário.

  • Selecionar a massa de reparação adequada ao tipo de defeito.
  • Preparar lixas de vários grãos, do mais grosso ao mais fino.
  • Ter à mão vernizes, tintas e desmoldantes compatíveis com o material do modelo.
  • Verificar as balanças para doseamento de resinas e endurecedores.
  • Confirmar o equipamento de proteção individual (EPI) antes de começar.

Do defeito à lista de material

Antes de qualquer reparação, o técnico organiza mentalmente (ou por escrito) uma pequena lista:

  1. Que defeito foi identificado (fissura, lasca, desgaste).
  2. Que material de reparação corresponde a esse defeito.
  3. Que ferramentas e abrasivos serão precisos para acabar a superfície.
  4. Que acabamento (tinta, verniz, desmoldante) fecha o trabalho.

Sentido de organização e rigor: preparar tudo antes de começar poupa tempo e evita erros a meio da reparação.

Bloco 6 · Madeiras e resinas

Materiais: características técnicas de madeiras

Os modelos e moldes tradicionais são maioritariamente em madeira, escolhida pelas suas características:

  • Madeiras macias (ex.: tília, choupo): fáceis de trabalhar, para modelos simples ou protótipos.
  • Madeiras duras e estáveis (ex.: faia, mogno): maior resistência ao desgaste, para modelos de produção.
  • Devem estar secas e estabilizadas, para não empenar nem fender com a variação de humidade da oficina.
  • O sentido do veio influencia a resistência e a forma como a madeira reage ao lixar e ao envernizar.

Materiais: características técnicas de resinas

As resinas (poliéster, epóxi) são cada vez mais usadas em modelos, sozinhas ou a reforçar a madeira:

  • Maior resistência ao desgaste e à humidade do que a madeira sozinha.
  • Permitem obter superfícies muito lisas, importantes para a qualidade da peça fundida.
  • Aplicam se em camadas, com um endurecedor doseado (por peso, na balança).
  • São também a base de muitas massas de reparação usadas nesta UC.

Madeira e resina não competem: combinam se, cada uma onde dá melhor resultado.

Bloco 7 · Técnicas de uso de abrasivos

Lixas e abrasivos

O lixamento prepara a superfície para reparação e para o acabamento final:

  • Grão grosso (ex.: 60 a 100): remove material rapidamente, nivela irregularidades grandes.
  • Grão médio (ex.: 150 a 220): uniformiza a superfície após a massa de reparação secar.
  • Grão fino (ex.: 320 ou mais): prepara a superfície para receber tinta ou verniz, sem marcas visíveis.
  • A sequência correta é sempre do grão mais grosso para o mais fino, nunca ao contrário.

Boas práticas ao lixar

  • Lixar sempre no sentido do veio da madeira, para não marcar riscos transversais.
  • Limpar o pó de lixa entre grãos, para não misturar partículas grossas na fase fina.
  • Usar bloco de lixar ou máquina para manter a superfície plana, em vez de lixar só à mão em superfícies grandes.
  • Verificar ao tato e à luz rasante se a superfície ficou uniforme antes de avançar para o acabamento.

O lixamento é o passo que decide se o verniz final vai ficar liso ou vai marcar cada imperfeição.

Bloco 8 · Máquinas para trabalhar madeira

Operar os equipamentos de trabalhar madeira

Um dos critérios de desempenho desta UC é operar corretamente os equipamentos de trabalhar madeira, usados em reparações mais profundas:

  • Serras (de fita, circular): cortes e ajustes de peças de substituição.
  • Plainas (mecânicas ou elétricas): aplanar e igualar superfícies.
  • Lixadoras elétricas: acelerar e uniformizar o lixamento em áreas grandes.
  • Furadoras/berbequins: reabrir ou ajustar furos de referência e de saída de gases.

Cada máquina exige a proteção adequada e o respeito pelas normas de segurança das máquinas.

Segurança nas máquinas de madeira

  • Nunca operar sem os resguardos e proteções de origem da máquina.
  • Usar sempre o EPI adequado: óculos, proteção auditiva e máscara para o pó.
  • Manter mãos afastadas das zonas de corte; usar empurradores em serras.
  • Verificar o estado das lâminas e discos antes de ligar a máquina.
  • Seguir sempre as normas de segurança das máquinas da oficina.

Rigor e responsabilidade não são só sobre o molde: são sobretudo sobre quem o trabalha.

Bloco 9 · Reparação do molde: massas de reparação

Efetuar a reparação do molde

Efetuar a reparação do molde é a terceira realização da UC, o momento em que se corrige o que foi identificado nos blocos anteriores.

  • Massas de reparação: pastas à base de resina que preenchem fissuras, lascas e zonas desgastadas.
  • Aplicam se em camadas finas, respeitando o tempo de cura entre camadas.
  • Depois de curadas, são lixadas até ficarem niveladas com a superfície original.
  • A técnica de aplicação depende do fabricante: seguir sempre a ficha técnica do produto.

Exemplo resolvido: reparar uma lasca de aresta

Situação: uma aresta do modelo tem uma lasca de cerca de 3 mm de profundidade.

  1. Limpar a zona, removendo poeiras e gorduras.
  2. Preparar a massa de reparação, dosear a proporção indicada na ficha técnica.
  3. Aplicar em ligeiro excesso sobre a zona da lasca, com espátula.
  4. Deixar curar o tempo indicado pelo fabricante.
  5. Lixar, do grão grosso ao fino, até nivelar com a superfície envolvente.
  6. Verificar com o instrumento de medição adequado se a cota foi restabelecida.

O ciclo repara controlo, prepara, aplica, verifica fecha se sempre com uma nova medição.

Bloco 10 · Tintas e vernizes

Aplicação de tintas e vernizes

Depois de reparado e lixado, o modelo/molde recebe um acabamento protetor:

  • Verniz: protege a madeira da humidade e do atrito da areia, mantendo o aspeto natural.
  • Tinta: protege e, em muitas oficinas, codifica por cor o tipo de modelo ou de material fundido.
  • Aplicação com pincel, rolo ou pistola, consoante a dimensão e o acabamento pretendido.
  • Respeitar sempre o número de demãos e o tempo de secagem entre elas.

Procedimentos e cuidados na pintura

  • Trabalhar em local ventilado, longe de fontes de faísca (solventes são inflamáveis).
  • Usar máscara adequada aos vapores e luvas resistentes a solventes.
  • Aplicar em camadas finas e uniformes, evitando escorridos.
  • Limpar as ferramentas de aplicação de imediato, antes que a tinta seque nelas.
  • Deixar secar completamente antes de manusear ou empilhar o modelo.

A qualidade do acabamento final depende tanto da mão do técnico como da preparação da superfície feita nos blocos anteriores.

Bloco 11 · Desmoldantes e moldação em areia

Materiais usados na moldação de areia

O modelo trabalha em contacto direto com a areia de moldação, cujas características influenciam a manutenção:

  • Areia verde (com argila e água): a mais comum, exige maior atenção à humidade do modelo.
  • Areias aglomeradas com resina: mais abrasivas em alguns processos, aumentam o desgaste de superfície.
  • A compactação da areia à volta do modelo é o momento de maior atrito e desgaste.
  • Conhecer o tipo de areia usado ajuda a prever onde o desgaste será maior.

Desmoldantes

O desmoldante é aplicado na superfície do modelo antes da compactação, para facilitar a sua extração da areia sem danificar o molde formado:

  • Cria uma fina película que reduz a aderência entre o modelo e a areia.
  • Aplica se em camada fina e uniforme, normalmente por pulverização.
  • Um desmoldante mal aplicado (a mais ou a menos) prejudica o acabamento da peça fundida.
  • É também usado para proteger temporariamente o modelo durante o armazenamento em alguns processos.

Sem desmoldante, cada extração desgasta e agride ainda mais a superfície do modelo.

Bloco 12 · Armazenamento de moldes

Preparar os moldes para armazenar

Preparar os moldes para armazenar é a quarta e última realização da UC: fechar bem o ciclo de manutenção garante que o próximo uso começa sem surpresas.

  • Confirmar que o acabamento (tinta/verniz) está completamente seco.
  • Limpar toda a poeira de areia e de lixamento antes de guardar.
  • Aplicar, se aplicável, uma proteção adicional para o período de armazenamento.
  • Verificar uma última vez as medidas do molde, registando o seu estado atual.

Técnicas, procedimentos e cuidados no armazenamento

  • Prateleiras ou estruturas próprias, que apoiem o modelo sem o deformar.
  • Ambiente com humidade e temperatura controladas, para evitar empeno.
  • Identificação clara: referência, cotas principais e data da última manutenção.
  • Modelos pesados ou de grandes dimensões: apoios adicionais para evitar flexão ao longo do tempo.
  • Evitar o contacto direto com o chão ou com outros modelos, que pode marcar as superfícies.

Um armazenamento bem feito é o que faz o modelo chegar intacto à próxima utilização.

Bloco 13 · Segurança: EPI e normas

Equipamentos de proteção individual

Cada operação desta UC tem o seu EPI associado, e o técnico deve saber escolhê lo:

Operação EPI típico
Lixar / máquinas de madeira óculos, máscara de pó, proteção auditiva
Aplicar massas de reparação luvas
Aplicar tintas e vernizes máscara para vapores, luvas, ventilação
Manuseamento geral do modelo luvas, calçado de proteção

O EPI não é opcional: é parte integrante do procedimento, tal como a ferramenta certa para o trabalho.

Normas de segurança dos materiais e das máquinas

  • Normas de segurança dos materiais: consultar a ficha de dados de segurança de resinas, solventes e tintas antes de as usar.
  • Normas de segurança das máquinas: resguardos, formação prévia e manutenção do equipamento.
  • Normas de segurança e saúde no trabalho: sinalização, primeiros socorros, procedimentos em caso de acidente.
  • Rigor e respeito pelas normas definidas são atitudes centrais nesta UC, não apenas boas intenções.

Bloco 14 · Resíduos, ambiente e qualidade

Gestão de resíduos e proteção ambiental

As operações de manutenção geram resíduos que têm de ser tratados corretamente:

  • Pó de lixa e serradura: recolhidos e encaminhados conforme as normas de gestão de resíduos.
  • Restos de massa de reparação e resina curada: resíduo sólido, nunca despejado no lixo comum se houver via própria.
  • Solventes, tintas e vernizes usados: resíduos perigosos, com recolha e destino específicos.
  • Aplicar as normas de proteção ambiental é uma aptidão avaliada, tal como aplicar as de segurança.

Normas da qualidade

  • Cada reparação e cada armazenamento seguem procedimentos normalizados da oficina.
  • O registo de medições e de intervenções permite rastrear o histórico de cada modelo.
  • A qualidade final da peça fundida começa muito antes da fundição: começa na manutenção do modelo.
  • Sentido crítico e rigor são as atitudes que sustentam a qualidade ao longo de todo o processo.

Cumprir as normas da qualidade não é burocracia: é o que garante que o cliente recebe sempre a mesma peça bem feita.

Bloco 15 · Síntese e boas práticas

O ciclo completo da manutenção do molde

  1. Controlar o estado do molde (inspeção visual e dimensional).
  2. Preparar o material a utilizar na manutenção e reparação.
  3. Efetuar a reparação (massas de reparação, lixamento, acabamento).
  4. Preparar o molde para armazenar.

Este ciclo repete se ao longo de toda a vida útil do modelo, e é a estrutura de toda esta UC.

Atitudes profissionais nesta UC

  • Responsabilidade pelas suas ações e autonomia no âmbito das suas funções.
  • Rigor na medição, na reparação e no registo.
  • Sentido de organização na preparação de materiais e no armazenamento.
  • Sentido crítico para decidir o que é reparável.
  • Iniciativa e proatividade, cooperação com a equipa e respeito pelas normas definidas.

Um bom técnico de manutenção de moldes não segue só os passos: entende porque cada um existe.

Recapitulando

  • O molde vive um ciclo de controlar, preparar, reparar e armazenar, que se repete ao longo da sua vida útil.
  • Inspeção visual e dimensional com os instrumentos certos identificam desgastes e defeitos.
  • Madeiras, resinas, abrasivos, massas de reparação, tintas, vernizes e desmoldantes são os materiais de trabalho.
  • Segurança (EPI e normas), gestão de resíduos e normas da qualidade atravessam todas as operações.
  • Um armazenamento cuidado fecha o ciclo e protege o investimento no modelo.

Próximo: fichas e projeto, o ciclo completo de manutenção aplicado a um caso real.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a diferença entre modelo (a ferramenta) e molde (a cavidade obtida na areia) - erro comum: os alunos confundem "molde" com a peça final fundida - exemplo: comparar com um carimbo, usado muitas vezes, que precisa de limpeza e cuidado para continuar a imprimir bem

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que este ciclo de 4 fases é o fio condutor de toda a UC (liga se ao índice) - pergunta: porque é que um modelo desgastado sai mais caro à empresa do que investir na sua manutenção? (refugo, reclamações, paragens) - analogia: o molde é como uma matriz de estampagem, quanto mais rigoroso o cuidado, mais peças boas produz

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que a inspeção visual precede sempre a medição, poupa tempo ao focar onde medir - erro comum: inspecionar com o modelo sujo de areia solta, que esconde fissuras finas - exemplo: pedir à turma para descrever, num modelo real ou em foto, três zonas onde inspecionaria primeiro

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar o raciocínio: sinal observado -> causa provável -> ação de manutenção adequada - erro comum: tratar todos os defeitos da mesma forma (lixar tudo) sem perceber a causa - exemplo/analogia: um mecânico não troca a peça sem perceber porque falhou, aqui é igual

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que cada instrumento serve uma grandeza específica, escolher mal o instrumento é um erro de rigor - erro comum: usar só a fita métrica para tudo, perdendo precisão em cotas críticas - exemplo: mostrar em sala um paquímetro e um graminho e pedir para identificar a leitura

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a comparação numérica simples (medido vs nominal vs tolerância) como raciocínio central - erro comum: comparar o valor medido só "a olho", sem calcular o desvio real - pergunta: e se o desvio fosse 0,2 mm? (dentro da tolerância, molde aprovado, sem necessidade de reparação)

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que classificar o defeito é o passo que liga a inspeção à reparação correta - erro comum: confundir fissura superficial (do verniz) com fissura estrutural (na própria madeira) - exemplo: mostrar fotografias de cada tipo de defeito e pedir à turma para classificar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que o sentido crítico e a responsabilidade pelas ações são atitudes avaliadas nesta decisão - erro comum: tentar reparar um empeno estrutural em vez de sinalizar substituição - exemplo: perguntar à turma o que fariam a um modelo com uma fissura a atravessar toda a espessura

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que preparar bem o posto de trabalho evita interrupções a meio de uma reparação (ex.: resina já misturada a secar à espera de lixa) - erro comum: começar a reparação sem confirmar se a massa de reparação está dentro do prazo de validade - exemplo: simular a lista de materiais necessária para reparar uma lasca de aresta

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que este passo liga se diretamente às atitudes "sentido de organização" e "rigor" do referencial - erro comum: misturar massa de reparação em excesso, que seca antes de ser toda aplicada - pergunta: porque é vantajoso preparar tudo antes de abrir a embalagem da massa de reparação?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a relação direta entre a escolha da madeira e a durabilidade do modelo - erro comum: usar madeira mal seca, que empena passado pouco tempo de uso - exemplo: mostrar amostras (ou fotos) de madeira macia vs dura e discutir para que modelo cada uma serviria

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar o doseamento correto resina/endurecedor como fator crítico de qualidade - erro comum: dosear "a olho" em vez de usar a balança, o que compromete a cura da resina - exemplo: relacionar com as massas de reparação do Bloco 9, que usam o mesmo princípio de mistura dosada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a sequência grosso a fino como regra fixa, saltar etapas deixa marcas no acabamento final - erro comum: usar só um grão de lixa "porque está à mão", sem adequar ao estado da superfície - exemplo: passar uma lixa fina numa superfície muito irregular e mostrar como não nivela nada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a verificação "à luz rasante", técnica simples e eficaz para ver imperfeições - erro comum: lixar contra o veio, criando riscos que só aparecem depois de aplicar o verniz - exemplo: pedir à turma para descrever como testariam se uma superfície está pronta para pintar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que "operando os equipamentos de trabalhar madeira" é um critério de desempenho avaliado, não um extra - erro comum: usar a máquina errada para o trabalho (ex.: lixadora onde era preciso plaina, perdendo tempo e rigor) - exemplo: mostrar (ou descrever) o uso de uma lixadora orbital numa superfície reparada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que a segurança nas máquinas é inegociável, antes de qualquer preocupação com prazo - erro comum: retirar resguardos "para ver melhor" o corte, prática extremamente perigosa - exemplo: perguntar à turma que EPI usariam antes de ligar uma lixadora

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que reparar não é só "tapar o buraco", é devolver a superfície e a cota originais - erro comum: aplicar a massa de reparação numa só camada grossa, que fissura ao curar - exemplo: comparar com massa de vidraceiro ou betume de carroçaria, mesma lógica de aplicação em camadas

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que o ciclo termina sempre numa nova verificação dimensional, ligando este bloco ao Bloco 3 - erro comum: não deixar curar o tempo suficiente antes de lixar, arrancando a massa aplicada - pergunta: porque se aplica a massa "em ligeiro excesso" e não exatamente à medida?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a função dupla da pintura: proteção do material e comunicação visual (código de cores) na oficina - erro comum: aplicar uma demão só, sem tempo de secagem, resultando em acabamento irregular - exemplo: mostrar (ou descrever) uma convenção de cores usada em fundições para identificar modelos

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que segurança (ventilação, EPI) vem antes de qualquer preocupação estética - erro comum: guardar o modelo ainda com o verniz por secar, colando o com o material de armazenamento - exemplo: relacionar com as normas de segurança dos materiais, aplicáveis a solventes e vernizes

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que o tipo de areia usado na oficina explica muito do padrão de desgaste observado na inspeção (Bloco 2) - erro comum: tratar todos os tipos de areia como iguais em termos de abrasão - exemplo: perguntar à turma em que zonas do modelo a areia compactada mais desgasta (arestas e saliências)

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a função dupla do desmoldante: facilita a extração e protege a superfície do modelo - erro comum: aplicar desmoldante em excesso, que escorre e acumula, alterando a cota da peça - exemplo: comparar com um óleo desmoldante numa forma de bolos, mesma lógica de separação limpa

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que armazenar não é só "arrumar", é a última oportunidade de garantir qualidade antes do próximo uso - erro comum: guardar um modelo com verniz por secar ou com poeira acumulada - exemplo: perguntar o que aconteceria se dois modelos ainda húmidos de verniz fossem empilhados um sobre o outro

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a identificação clara como prática de organização, atitude avaliada no referencial - erro comum: empilhar modelos sem apoios, deformando os de baixo com o peso dos de cima - exemplo: mostrar (ou descrever) uma prateleira de armazenamento de modelos bem organizada, com etiquetas

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que "utilizar os equipamentos de proteção individual" é uma aptidão avaliada, não um detalhe - erro comum: usar o mesmo EPI para todas as operações, ignorando o risco específico de cada uma - exemplo: perguntar à turma que EPI falta a um colega que vai aplicar verniz sem máscara

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que consultar a ficha de dados de segurança é um hábito profissional, não uma formalidade - erro comum: assumir que "sempre se fez assim" substitui a leitura da norma ou da ficha de segurança - exemplo: mostrar um excerto de uma ficha de dados de segurança de uma resina ou solvente

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que gerir resíduos corretamente é responsabilidade do técnico, não só da empresa - erro comum: misturar resíduos perigosos (solventes) com resíduos comuns - exemplo: perguntar à turma onde encaminhariam um pano embebido em solvente usado na limpeza

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a ligação entre manutenção do modelo e qualidade da peça fundida final, o fio condutor de toda a UC - erro comum: ver o registo de qualidade como papelada extra e não como ferramenta de rastreabilidade - exemplo: perguntar como um registo de manutenção ajudaria a investigar uma peça fundida com defeito

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que estas quatro fases são exatamente as quatro realizações do referencial, recapituladas aqui - erro comum: saltar a fase de controlo final e armazenar sem verificar o acabamento - exemplo: pedir à turma para recapitular o ciclo completo com um defeito à sua escolha (ex.: uma lasca de aresta)

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que estas atitudes são avaliadas ao longo de toda a UC, não só no exame final - erro comum: focar só nas técnicas manuais e esquecer que as atitudes contam para a avaliação - exemplo: perguntar à turma em que momento do ciclo sentiram mais necessidade de "sentido crítico"