NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre modelo mestre (o original, guardado) e o negativo reproduzido (a ferramenta de trabalho do dia a dia).
- Erro comum: confundir "reproduzir o molde" com "fazer a peça final fundida". Aqui reproduz-se a ferramenta, não a peça.
- Analogia: como tirar um molde de gesso de uma chave, para depois copiar a chave sem gastar o original.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a análise da geometria do modelo mestre decide quantas partes o negativo vai ter.
- Erro comum: tentar reproduzir com molde simples uma peça com reentrâncias; fica presa e parte-se ao desmoldar.
- Exemplo/analogia: um molde de gelo simples serve para um cubo; uma forma com relevo por baixo precisa de várias partes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que esta é a realização "preparar o molde e o processo de reprodução": decide tudo o que vem a seguir.
- Erro comum: avançar direto para o vazamento sem verificar reentrâncias, ficando o negativo preso ao modelo.
- Pergunta: que defeito do modelo mestre se copia sempre para o negativo? (qualquer risco ou sujidade na superfície).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à atitude "sentido de organização" do referencial: aqui é avaliada, não é um extra.
- Erro comum: começar a pesar resina com pó de madeira na bancada; contamina a mistura.
- Exemplo: comparar com a organização de um posto de cozinha profissional antes do serviço, tudo à mão e limpo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a caixa não é decorativa, é o molde do próprio negativo. Mal dimensionada, gasta-se resina a mais ou falta espessura.
- Erro comum: caixa demasiado justa ao modelo, sem margem para a parede de resina.
- Exemplo: mostrar uma caixa de vazamento montada com parafusos, fácil de desmontar sem forçar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir aos alunos que identifiquem qual ferramenta usariam para cada etapa (montar caixa, vedar, desmontar).
- Erro comum: usar a espátula errada e deixar marcas na resina ainda fresca.
- Analogia: a plasticina de vedar funciona como o silicone de um aquário, fecha frestas sem deixar fugas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: não existe "a melhor resina", existe a resina certa para cada geometria e exigência.
- Erro comum: escolher sempre a mesma resina por hábito, ignorando reentrâncias que pedem silicone flexível.
- Exemplo: uma peça com relevo profundo só sai inteira de um negativo de silicone, que se dobra para libertar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar retração ao bloco de controlo dimensional mais à frente: aqui nasce o desvio que se vai medir depois.
- Erro comum: ignorar o tempo de gel e ser "apanhado" pela resina a endurecer a meio do vazamento.
- Pergunta: porque é que uma resina muito viscosa é má escolha para um modelo com detalhe fino? (não preenche as reentrâncias pequenas).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esquecer o desmoldante é o erro mais destrutivo de toda a UC, perde-se o modelo mestre ou o negativo.
- Erro comum: aplicar desmoldante só nas zonas planas e esquecer cantos e reentrâncias.
- Analogia: como untar uma forma de bolo antes de deitar a massa, sem untar não sai inteiro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao critério de desempenho "manuseando as resinas e desmoldantes de acordo com as normas de segurança".
- Erro comum: misturar desmoldantes incompatíveis (cera por cima de silicone), a aderência falha.
- Exercício rápido: ler uma FDS simplificada e identificar o EPI obrigatório.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a sequência: fixar → montar caixa → vedar → desmoldante → nivelar. Saltar um passo obriga a repetir tudo.
- Erro comum: nivelar a caixa antes de a vedar, e só descobrir a fuga depois de verter a resina.
- Exemplo: mostrar em vídeo ou foto uma caixa de vazamento pronta, com todas as juntas fechadas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma listar de memória os cinco elementos da tabela, sem consultar.
- Erro comum: usar uma base de fixação instável, o modelo desloca-se ligeiramente durante a cura e desalinha o negativo.
- Perguntar: qual destes elementos, se falhar, é o mais difícil de corrigir depois de a resina estar vazada? (a vedação, a fuga já aconteceu).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a base tem de aguentar o peso da resina líquida sem flectir.
- Erro comum: fixar o modelo com fita adesiva fraca, que cede quando a caixa é enchida.
- Exemplo: comparar com nivelar um móvel antes de o pintar, se a base baloiça, o resultado sai torto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao critério de desempenho "garantindo a sua estanqueidade, a fixação dos elementos do negativo".
- Erro comum: confiar "a olho" numa junta e não testar; a fuga aparece só depois de a resina estar a curar.
- Pergunta: porque é preferível testar com água a testar já com resina? (a água não estraga nada se houver fuga).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a balança é o instrumento mais importante desta fase, não a "vista".
- Erro comum: arredondar a proporção "para ficar mais rápido", a resina não cura ou fica mole.
- Analogia: como uma receita de pastelaria, trocar as proporções muda completamente o resultado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma calcular outra proporção (ex.: 100:10 para 500 g) no quadro.
- Erro comum: esquecer de tarar a balança entre a resina e o catalisador, o peso final fica errado.
- Deixar o desafio: se a caixa precisar de 1,2 kg de resina na mesma proporção 100:4, quanto catalisador?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre os três tempos: pot life (trabalhar), gel (deixa de fluir), cura (pronto a usar).
- Erro comum: misturar de uma vez uma quantidade grande demais e a resina gelar dentro do recipiente antes de ser vazada.
- Pergunta: porque é que a reação liberta calor? (é exotérmica, tal como outras reações de cura de plásticos).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à aptidão "controlar condições de cura": não é passivo, o técnico intervém no ambiente (temperatura, ventilação).
- Erro comum: vazar resina num dia muito frio sem ajustar o tempo de espera antes de desmoldar.
- Exemplo: comparar com deixar uma massa de pão a levedar mais tempo num dia frio.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ligação direta ao critério de desempenho: "executando o vazamento de forma contínua e controlada, evitando a incorporação de ar".
- Erro comum: verter de grande altura, o impacto incorpora bolhas de ar na mistura.
- Analogia: como servir um líquido espesso devagar por um canto do copo, para não fazer espuma.
NOTAS DO PROFESSOR
- Referir que nem toda a oficina tem desaerador a vácuo; a vibração e o pincel são alternativas acessíveis.
- Erro comum: confiar só na gravidade em detalhes finos e deixar bolsas de ar presas em reentrâncias.
- Exercício: identificar, num modelo com relevo, onde aplicariam a primeira camada com pincel.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cura completa não é o mesmo que "já não pega no dedo"; a dureza final continua a subir durante horas.
- Erro comum: desmoldar cedo demais porque a superfície já não é pegajosa; o interior ainda está mole.
- Pergunta: porque testar num canto escondido em vez de arriscar logo na peça inteira?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ordem: desmontar caixa → libertar por pontos → cunhas → nunca forçar de repente.
- Erro comum: puxar com força de um só lado e partir uma reentrância fina do negativo.
- Analogia: como descolar um autocolante com cuidado pelas pontas, em vez de arrancar pelo meio.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao critério de "responsabilidade": um erro nesta fase custa horas de trabalho anterior.
- Erro comum adicional: não limpar o modelo mestre logo a seguir, secando resíduos de desmoldante.
- Exercício: mostrar fotos de negativos com arestas partidas e discutir a causa provável.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: acabar bem não salva um vazamento mal feito, só disfarça a superfície.
- Erro comum: lixar em excesso numa zona e alterar a dimensão que devia manter-se dentro da tolerância.
- Exemplo: mostrar uma peça antes e depois de rebarbada, apontando a linha de junta original.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a sequência progressiva de grãos, tal como noutras UCs de acabamento em madeira.
- Erro comum: começar logo com grão fino, demora imenso tempo e não remove excessos maiores.
- Pergunta: o que acontece se se saltar do grão 80 direto para o 600? (ficam marcas do grão grosso visíveis).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à UC irmã de metrologia já vista pela turma, reforçar transferência de conhecimento.
- Erro comum: usar só a régua onde a tolerância exige paquímetro; a medição fica pouco fiável.
- Exercício: dado um desenho com uma cota apertada, escolher o instrumento certo para a verificar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que "verificar conformidade" é um critério de desempenho explícito do referencial: registar, não só olhar.
- Erro comum: validar "a olho" sem medir, deixando passar um desvio fora da tolerância.
- Pergunta: que aconteceria a uma peça fundida a partir de um negativo fora de tolerância?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que cada defeito remete diretamente para um bloco anterior (vazamento, cura, vedação).
- Erro comum: tentar corrigir o defeito só no acabamento, sem perceber a causa real no processo.
- Exercício: dado um negativo com bolhas, a turma indica em que fase o processo falhou.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à atitude "sentido crítico": nem tudo se corrige, saber quando repetir poupa tempo a longo prazo.
- Erro comum: aceitar um molde com defeito estrutural "porque já deu muito trabalho".
- Pergunta: quando compensa mais repetir a reprodução do que tentar corrigir?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: resinas e catalisadores são produtos químicos, tratam-se com o mesmo rigor de um laboratório.
- Erro comum: dispensar luvas "só para uma mistura rápida"; o contacto repetido causa sensibilização cutânea.
- Exemplo: mostrar o pictograma de perigo químico presente nas fichas de dados de segurança.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que catalisadores e resinas não vão para o ralo nem para o lixo comum, são resíduos perigosos.
- Erro comum: deitar restos de mistura na sanita ou no lavatório "porque já vai curar sozinho lá dentro".
- Ligar às atitudes finais do referencial: responsabilidade, rigor e respeito pelas normas definidas.