NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: "perdido" refere-se ao molde cerâmico e ao modelo de cera, ambos destruídos; só o modelo original (o objeto de partida) pode ser reaproveitado.
- Erro comum: confundir o molde de borracha de silicone (reutilizável) com o molde cerâmico de revestimento (perdido, usado uma vez).
- Exemplo: mostrar uma peça de joalharia com pormenores finos que só a cera perdida consegue reproduzir com fidelidade.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que estas cinco frases são as realizações oficiais do referencial: todo o resto da UC é o "como fazer" de cada uma.
- Erro comum: saltar etapas (por exemplo, gitar sem verificar a qualidade do positivo de cera).
- Analogia: uma linha de montagem em que cada posto herda o erro do anterior.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o sentido de organização é uma atitude avaliada, não um extra.
- Erro comum: misturar espátulas de gesso com espátulas de silicone, contaminando as misturas seguintes.
- Pergunta à turma: porque é que a zona do forno fica sempre separada das zonas de modelação?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que cada material tem uma função precisa; usar o errado (por exemplo, gesso a mais ou a menos) compromete a peça final.
- Erro comum: não pesar o desmoldante e aplicá-lo "a olho", o que causa colagens entre camadas.
- Exemplo: mostrar fisicamente (ou em fotografia) cada material antes de avançar para a prática.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que esta decisão é tomada antes de qualquer mistura de gesso ou silicone.
- Erro comum: escolher a linha só pela comodidade de modelar, ignorando as reentrâncias da peça.
- Exemplo: numa peça com uma face lisa e outra com relevo, a linha passa geralmente pela face lisa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o cuidado no alisamento: a plasticina é o "negativo" temporário da primeira metade do molde.
- Erro comum: deixar a plasticina irregular, o que faz o primeiro contramolde encaixar mal no segundo.
- Pergunta: porque é que a plasticina não pode ficar no molde definitivo? (é apenas um apoio de modelação, não um material do molde).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a preparação do gesso estuque como um conhecimento específico do referencial: proporção de água, tempo de presa.
- Erro comum: misturar gesso a mais lentamente, deixando-o iniciar a presa antes de vazar.
- Exemplo: comparar com a preparação de um gesso ortopédico, o princípio de mistura é semelhante.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que "vedar" aqui significa isolar as superfícies com desmoldante, não "fechar hermeticamente".
- Erro comum: aplicar desmoldante a menos, sobretudo nos cantos e reentrâncias.
- Exemplo/analogia: como untar uma forma de bolo antes de despejar a massa seguinte.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o rigor na pesagem: é um dos pontos onde "aproximar" custa caro em tempo e material.
- Erro comum: pesar o catalisador a olho, sem balança, confiando na experiência.
- Exemplo: mostrar a ficha técnica de um silicone real com a proporção recomendada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a técnica do vazamento contínuo e lento: interromper o jorro introduz bolhas.
- Erro comum: verter de vários pontos ao mesmo tempo, prendendo ar entre as frentes de silicone.
- Pergunta: que efeito tem uma bolha de ar junto ao modelo no positivo de cera final? (uma falha/relevo indesejado na peça).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a polimerização é um processo químico, não apenas "secar": o tempo indicado pelo fabricante é para respeitar.
- Erro comum: abrir o molde cedo demais para "poupar tempo", ficando com um molde mole e impreciso.
- Analogia: como retirar um bolo do forno antes do tempo, fica cru por dentro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre o modelo original (reaproveitável) e o molde de silicone (reutilizável, mas não é "perdido" nesta fase).
- Erro comum: cortes grandes ou irregulares que deixam a marca visível nos positivos de cera seguintes.
- Exemplo: comparar com abrir uma embalagem de vácuo com um corte único e preciso, em vez de rasgar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a escolha maciço/oco em função do tamanho e da espessura da peça, não por preferência.
- Erro comum: desenformar a cera ainda demasiado quente, deformando os pormenores finos.
- Exemplo: um anel é normalmente maciço; uma taça de escultura é oca.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que corrigir a cera é barato; corrigir a peça metálica já fundida é caro ou impossível.
- Erro comum: aceitar um positivo com pequenas bolhas "porque não se vê muito", ignorando o critério de conformidade.
- Pergunta: em que fase seguinte é que este defeito, se não for corrigido, se torna irreversível? (no vazamento da liga).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a gitagem não é decorativa: a posição e o ângulo dos canais decidem se a peça enche bem ou fica com falhas.
- Erro comum: colocar canais demasiado finos para peças grossas, estrangulando o fluxo do metal líquido.
- Exemplo: comparar com os ramos de uma árvore que alimentam cada fruto a partir do tronco.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a escolha entre árvore e cacho depende do número, tamanho e forma das peças, não é arbitrária.
- Erro comum: sobrecarregar uma árvore com demasiados positivos, tornando o revestimento e o cozimento mais difíceis.
- Exercício rápido: dado um conjunto de 20 anéis pequenos, que configuração escolher? (árvore).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que o revestimento refratário é diferente do gesso estuque usado nos contramoldes (esse não aguenta temperaturas de fusão).
- Erro comum: misturar o revestimento com bolhas de ar, que depois aparecem como falhas na superfície da peça fundida.
- Exemplo: mostrar um cilindro de revestimento antes e depois do cozimento.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a lógica de dupla função do cozimento: eliminar a cera E endurecer o revestimento ao mesmo tempo.
- Erro comum: subir a temperatura depressa demais, o que racha o cilindro por choque térmico.
- Pergunta: porque é que o vazamento do metal tem de acontecer com o cilindro ainda quente? (para evitar contração térmica brusca e permitir o preenchimento completo antes de o metal solidificar).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a escolha da liga é decidida antes, em função da peça e da sua função (decorativa, técnica).
- Erro comum: não pré-aquecer o cilindro de revestimento à temperatura correta antes do vazamento.
- Exemplo: comparar temperaturas de fusão de diferentes ligas usadas em joalharia e escultura.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a importância da preparação prévia: uma vez começado o vazamento, não há pausa possível.
- Erro comum: vazar devagar ou interrompendo o jorro, o que dá falta de enchimento em zonas finas da gitagem.
- Pergunta: porque é que a fusão e o vazamento exigem sempre o equipamento de proteção individual? (temperaturas elevadas, projeções de metal líquido).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre o molde de silicone (reutilizável, dura para várias séries) e o revestimento cerâmico (perdido, um por vazamento).
- Erro comum: forçar a desmoldação com a peça ainda demasiado quente, deformando-a.
- Exemplo: relacionar com a "granalhagem" ou limpeza mecânica usada noutros processos de fundição.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que patinar é uma técnica com receitas próprias por metal (por exemplo, patines diferentes para bronze e para prata).
- Erro comum: polir a peça antes de decidir a patine, removendo textura necessária para o tratamento pegar bem.
- Exemplo: mostrar amostras de peças com diferentes patines sobre o mesmo metal.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que este controlo cruza toda a cadeia: um defeito na peça final aponta quase sempre para uma etapa anterior mal feita.
- Erro comum: inspecionar só visualmente e à pressa, sem comparar sistematicamente com as especificações.
- Pergunta: se aparece uma bolha na superfície da peça, em que etapa é mais provável ter começado o problema? (no positivo de cera ou no vazamento do revestimento).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a lógica de diagnóstico: cada defeito remete para uma etapa concreta do processo, não é "azar".
- Erro comum: corrigir só a peça (limar, tapar) sem corrigir a causa no processo seguinte.
- Exercício em grupo: dado um defeito, a turma aponta a etapa mais provável de origem.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que os riscos mudam por etapa (químicos na modelação, térmicos no forno, mecânicos no acabamento) e o EPI acompanha cada mudança.
- Erro comum: retirar as luvas "só um bocadinho" perto do forno ou da zona de vazamento.
- Exemplo: simular ou descrever um acidente típico (queimadura por projeção de metal) e como o EPI o evitaria.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que segurança, ambiente e qualidade não são um capítulo à parte, mas critérios presentes em cada etapa anterior.
- Erro comum: tratar os resíduos de revestimento como lixo comum, ignorando as normas próprias.
- Fechar com a ligação às atitudes da UC: responsabilidade, rigor, sentido de organização e respeito pelas normas.