NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: orçamentar é competência profissional, não "adivinhar um número".
- Erro comum: alunos acham que basta somar o preço do metal. Falta ferramentas, mão de obra e margem.
- Exemplo/analogia: comparar com um restaurante, o preço do prato inclui muito mais do que os ingredientes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar cada critério a um capítulo posterior: 1 → apresentação, 2 → cálculo de custos, 3 → normas internas.
- Perguntar à turma: em que contexto (galeria vs feira) o preço aceita mais negociação?
- Exemplo: um orçamento para um espaço público pode ter procedimentos administrativos próprios (concurso, faturação ao município).
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: avançar sem confirmar dimensões ou prazo, e ter de refazer o orçamento a meio.
- Exercício rápido: pedir à turma para listar as perguntas que fariam a um cliente antes de orçamentar.
- Ligar às atitudes do referencial: escuta ativa e assertividade com empatia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar como cada linha da tabela vira uma decisão técnica concreta (metal, tempo, acabamento).
- Perguntar: o que falta perguntar neste briefing? (ex.: transporte, base de apoio, seguro de transporte).
- Reforçar que um briefing escrito evita mal-entendidos com o cliente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar que os preços variam com fornecedor e mercado internacional (o cobre bateu máximos históricos na LME em 2026); confirmar sempre antes de orçamentar.
- "Ferro forjado" é o nome da peça trabalhada à forja; o material que hoje se compra é aço macio (S235JR). O ferro pudelado histórico já não se produz.
- Mostrar a conta da escultura: 0,34 m² × 0,0015 m × 7 900 kg/m³ ≈ 4 kg de inox. Comparar metais só pelo €/kg engana: o alumínio pesa um terço.
- Erro comum: escolher o metal só pelo preço, ignorando o pedido do cliente (brilho, exterior).
- Exemplo/analogia: escolher o metal é como escolher o tecido de uma peça de roupa, define custo e comportamento.
NOTAS DO PROFESSOR
- Refazer o raciocínio em voz alta: primeiro o requisito do cliente, só depois o metal.
- Perguntar: e se o orçamento do cliente fosse 150 €? (provavelmente teria de ser alumínio ou peça mais pequena).
- Reforçar: informar o cliente da escolha e da razão antes de avançar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o tempo estimado aqui é o que entra no cálculo da mão de obra mais adiante.
- Erro comum: subestimar o tempo por otimismo, sem contar imprevistos.
- Exemplo: pedir à turma para estimar o tempo de um objeto simples (um gancho de parede).
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar porque se usa TIG (melhor acabamento e maior controlo do banho de fusão em chapa fina de inox).
- Pergunta: se faltasse a fase de ajustes finais, que risco haveria? (peça entregue com defeitos).
- Guardar este número de 18h, vai reaparecer nos próximos blocos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Explicar que o desperdício varia com a complexidade do corte (formas orgânicas desperdiçam mais do que retas).
- Erro comum: contar só o peso da peça final, esquecendo os recortes.
- Perguntar: porque o desperdício de uma escultura orgânica é maior do que o de uma placa rectangular?
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer a tabela linha a linha, mostrando de onde vem cada valor.
- Erro comum: esquecer o desperdício e ficar com 45,00 € em vez de 49,50 €, uma diferença que se acumula em vários orçamentos.
- Guardar este total de 49,50 €, entra no orçamento final do bloco 9.
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir: usar uma máquina "de graça" é o próprio artesão a pagá-la do bolso.
- Erro comum: contar só os consumíveis (elétrodos, discos) e ignorar a máquina em si.
- Pergunta: por que motivo a TIG tem depreciação por hora tão mais alta do que a rebarbadora? (custo de aquisição muito maior).
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar que as horas de uso vêm diretamente da estimativa de tempo do bloco 4.
- Usar o valor exato da TIG (2 800 / 2 100 = 1,333... €/h): 6 h dão 8,00 €. Com 1,33 arredondado dava 7,98 €; arredondar só no fim.
- Erro comum: usar o total de horas da peça (18h) em vez das horas específicas de cada equipamento.
- Reforçar o valor final de 8,60 €, vai reaparecer no bloco 9.
NOTAS DO PROFESSOR
- "Amortização" é o nome corrente; em contabilidade, para máquinas, diz-se depreciação. Os alunos vão ouvir os dois.
- Valor residual: na dúvida, zero, que é a opção prudente.
- Avisar para não contar duas vezes: se a depreciação já estiver nos custos fixos anuais, não se soma peça a peça.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: usar só o salário líquido é o erro mais caro que um artesão pode cometer nesta UC.
- Perguntar: que custos fixos tem uma oficina de artes do metal? (renda, eletricidade, seguro, manutenção do espaço).
- Analogia: é como calcular o preço à hora de um profissional liberal, o valor cobrado não é só o "tempo em si".
NOTAS DO PROFESSOR
- O passo mais esquecido é tirar as horas não faturáveis: orçamentos, compras, limpeza, feiras.
- Com empregados: 14 salários por ano + 23,75% de Segurança Social da entidade empregadora + seguro de acidentes de trabalho. 1 000 € brutos × 14 × 1,2375 = 17 325 € → 12,83 € por hora faturável.
- Exercício: cada aluno faz a conta com os seus próprios números (renda realista, horas realistas).
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar que 270 € de mão de obra contra 49,50 € de material mostra onde está o verdadeiro valor da peça.
- Erro comum: um cliente questionar "porque é tão caro se o metal é barato" sem entender o custo do tempo.
- Preparar a resposta a essa objeção, útil para o bloco de apresentação ao cliente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Markup divide-se pelo CUSTO; margem divide-se pelo PREÇO DE VENDA. Com a mesma percentagem, a margem dá sempre preço mais alto.
- Na oficina chama-se "margem" às duas coisas; o referencial também usa "margem de lucro" em sentido largo. O erro está em misturar as fórmulas.
- Caso real: a galeria fica com 40% do preço ao público. Para receber 426,53 €, o preço tem de ser 426,53 / 0,60 = 710,88 €, não 426,53 × 1,40.
- Perguntar: porque uma peça de feira aceita percentagem mais baixa do que uma de galeria?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o cálculo com a turma no quadro, confirmando os 426,53 € e os 468,71 €: 42,18 € de diferença só por trocar a palavra.
- Perguntar: e com markup de 40%? (328,10 × 1,40 = 459,34 €). Comparar os cenários.
- Guardar este valor de 426,53 €, é a base do orçamento final no bloco seguinte.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar cada item à secção correspondente já estudada (materiais, equipamento, mão de obra, margem).
- Erro comum: omitir o prazo de validade e aceitar meses depois um preço já desatualizado.
- Perguntar: porque é importante numerar os orçamentos?
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer a tabela de cima a baixo, mostrando que cada linha já foi calculada num bloco anterior.
- Sublinhar que 524,63 € ultrapassa os 500 € de referência do cliente, o que se resolve no bloco 11.
- Perguntar: o IVA incide sobre o custo ou sobre o preço já com lucro? (sobre o preço já com lucro).
NOTAS DO PROFESSOR
- Um orçamento aceite é um acordo: o que não estiver escrito discute-se no fim, quando já não há margem para negociar.
- O orçamento é uma proposta, não um documento fiscal; o documento fiscal é a fatura.
- Regime de isenção do artigo 53.º do CIVA: quem está abrangido não liquida IVA e indica-o no documento. Confirmar com o contabilista.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar (ou descrever) uma folha de cálculo real com as fórmulas em cadeia: materiais → custo total → markup ou margem → IVA.
- Custo horário e taxa de IVA em células próprias, com nome, nunca escritos dentro das fórmulas.
- Erro comum: refazer os cálculos à mão em cada orçamento, sem guardar um modelo reutilizável.
- Perguntar: que vantagem tem guardar o histórico de orçamentos enviados?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: reduzir sempre a margem para agradar ensina o cliente a negociar sempre dessa forma.
- Exemplo: a Galeria Arte Viva (500 € com IVA incluído) aceita reduzir ligeiramente a base: 17 h e 3,6 kg de chapa, mesmo markup → 402,17 € sem IVA, 494,67 € com IVA.
- Pergunta: como responderias a um cliente que diz "achei caro"?
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao critério de desempenho "cumprindo as normas e procedimentos internos de orçamentação".
- Ligar às atitudes: sentido de organização e responsabilidade.
- Exercício: pedir à turma para desenhar o seu próprio modelo de checklist de revisão.
NOTAS DO PROFESSOR
- Recapitular com a turma usando o exemplo da escultura, do briefing ao orçamento final de 524,63 €.
- Perguntar: qual destes sete passos é o mais frequentemente saltado por artesãos iniciantes? (o levantamento inicial e a margem correta).
- Anunciar as fichas e o mini-projeto: orçamentar uma peça de raiz.