UC04876

Soldar peças em metal

Soldadura oxiacetilénica, elétrodo revestido (SER) e MIG/MAG, oxi-corte, ligações e normas de segurança e qualidade

Curso profissional · 50h · Artesão/ã das Artes do Metal

Plano

  1. Segurança e o ofício da soldadura
  2. Postos de soldadura: O.A., SER e MIG/MAG
  3. Preparação de peças e limpeza de superfícies
  4. Soldadura oxiacetilénica: equipamento e chama
  5. Linhas de fusão com e sem adição de metal
  6. Juntas topo a topo e juntas de ângulo
  7. Oxi-corte
  8. Soldadura por elétrodo revestido (SER)
  9. Soldadura MIG/MAG
  10. Parâmetros de soldadura
  11. Deposição de cordões e ligações por pontos
  12. Inspeção visual e não destrutiva
  13. Ferramentas de medição e acabamento
  14. Normas de segurança, saúde e qualidade
  15. Do esboço à peça acabada

Bloco 1 · Segurança e o ofício da soldadura

O que é soldar

Soldar é unir duas peças metálicas fundindo o metal na zona de junção, com ou sem adição de outro metal. É a técnica central do artesão das artes do metal: portões, grades, esculturas, mobiliário e peças decorativas nascem de chapas e perfis soldados.

  • Trabalha-se em oficinas e ateliês, mas também em galerias, estúdios de design, espaços públicos e feiras de artesanato.
  • Cada processo (oxiacetilénico, SER, MIG/MAG) tem o seu equipamento, os seus parâmetros e os seus riscos.
  • O fio condutor de toda a UC: rigor técnico + segurança em primeiro lugar.

Equipamento de proteção individual (EPI)

Nenhuma soldadura começa sem o EPI completo:

  • Máscara de soldadura (com vidro filtrante adequado ao processo).
  • Óculos de proteção para operações sem máscara: de impacto para esmerilar e lixar, com vidro filtrante para oxi-cortar.
  • Luvas de couro, avental e botas de segurança.
  • Protetores auriculares em ambientes ruidosos (rebarbadora, esmeril).

Cumprir rigorosamente as normas de segurança e saúde no trabalho é um critério de desempenho da UC, não um extra.

Bloco 2 · Postos de soldadura: O.A., SER e MIG/MAG

Os três processos da UC

Processo Nome completo Fonte de calor
O.A. Oxiacetilénica chama (oxigénio + acetileno)
SER Soldadura por Elétrodo Revestido arco elétrico
MIG/MAG Metal Inert/Active Gas arco elétrico + gás de proteção

Cada posto de soldadura tem características e componentes próprios. Escolher o processo certo depende do material, da espessura e do resultado pretendido.

Componentes do posto oxiacetilénico

  • Cilindro de oxigénio (ogiva branca, NP EN 1089-3) e cilindro de acetileno (ogiva castanho-avermelhada, massa porosa com acetona).
  • Reguladores de pressão, um por cilindro, com manómetros de alta e baixa pressão.
  • Mangueiras codificadas por cor (azul para oxigénio, vermelha para acetileno) e válvulas antirretorno.
  • Maçarico com bicos intermutáveis, conforme a espessura a soldar.

Componentes dos postos SER e MIG/MAG

  • Máquina de soldadura SER: transformador/inversor, cabos de massa e de elétrodo, porta-elétrodos.
  • Máquina MIG/MAG: fonte de energia, alimentador de arame, tocha, cabo de massa, garrafa de gás de proteção (árgon, dióxido de carbono ou mistura).
  • Elétrodos revestidos para SER; arames de soldar para MIG/MAG, escolhidos conforme o metal base.

Ligar sempre a massa antes de qualquer teste; nunca tocar no elétrodo ou na tocha com a máquina ligada sem EPI.

Bloco 3 · Preparação de peças e limpeza de superfícies

Selecionar e preparar as peças

Antes de soldar:

  1. Selecionar as peças metálicas que serão unidas, conferindo material, espessura e dimensões.
  2. Limpar a área de trabalho para remover contaminação, óleo ou ferrugem.
  3. Aplicar os métodos de preparação de juntas: chanfro, esquadria e folga entre peças.
  4. Posicionar e fixar as peças com grampos, alicates de soldador ou gabaritos.

Uma junta mal preparada nunca dá uma soldadura sólida, por melhor que seja o processo.

Ferramentas de limpeza e fixação

  • Escovas de aço e raspadores para remover óxidos e resíduos.
  • Alicates de soldador e grampos de fixação para segurar as peças.
  • Dispositivos de fixação e gabaritos para garantir o posicionamento correto.
  • Serras manuais e elétricas, tesouras de corte, para preparar as peças à medida.

A fixação correta evita que a peça se desloque com o calor da soldadura, o que deformaria a junta.

Bloco 4 · Soldadura oxiacetilénica: equipamento e chama

Regular o equipamento oxiacetilénico

Antes de acender o maçarico:

  1. Verificar e ajustar o equipamento de soldadura oxiacetilénica: cilindros, reguladores, mangueiras.
  2. Selecionar os bicos de soldar apropriados à espessura da peça.
  3. Regular a pressão e a mistura de gases (oxigénio e acetileno) nos valores indicados para o bico escolhido.
  4. Abrir primeiro o acetileno, acender, e só depois abrir o oxigénio até obter a chama correta.

Os três tipos de chama

Chama Proporção O2/C2H2 Uso típico
Redutora (carburante) défice de oxigénio alumínio, alguns aços especiais
Neutra equilibrada a maioria das soldaduras de aço
Oxidante excesso de oxigénio corte e alguns metais não ferrosos

A chama neutra é a referência para a generalidade das soldaduras de aço: cone interno bem definido, sem penacho.

Bloco 5 · Linhas de fusão com e sem adição de metal

O que é uma linha de fusão

Efetuar linhas de fusão com e sem adição de metal é o primeiro exercício de mão do soldador: fundir o bordo das peças ao longo de uma linha, de forma contínua e uniforme.

  • Sem adição: funde-se apenas o metal base das duas peças, que se juntam por fusão direta.
  • Com adição: acrescenta-se uma vareta de metal de adição à poça de fusão, para reforçar ou preencher a junta.
  • O objetivo é uma penetração adequada e uma ligação sólida entre as partes, sem furos nem faltas de fusão.

Técnica da linha de fusão

  1. Manter o ângulo do maçarico constante (tipicamente 45°) em relação à peça.
  2. Formar a poça de fusão e deslocar o maçarico com velocidade uniforme.
  3. Com adição, mergulhar a vareta na poça em movimentos rítmicos, sem tocar diretamente na chama.
  4. Observar a cor e a forma da poça: um brilho intenso e circular indica boa fusão.

A qualidade da linha de fusão prevê a qualidade de todas as soldaduras seguintes.

Bloco 6 · Juntas topo a topo e juntas de ângulo

Soldadura oxiacetilénica em juntas topo a topo

Executar soldaduras oxiacetilénicas com juntas topo a topo une duas peças alinhadas na mesma superfície, bordo a bordo.

  • Peças finas: bordos retos, sem chanfro, com pequena folga.
  • Peças mais espessas: chanfro em V, para garantir penetração até à raiz da junta.
  • Garantir a resistência necessária para uma ligação sólida e durável, sem falta de fusão na raiz.

Soldadura oxiacetilénica em juntas de ângulo

Executar soldaduras oxiacetilénicas com juntas de ângulo une duas peças que formam um canto, tipicamente a 90°, muito comum em estruturas de metal (cantoneiras, caixilhos, grades).

  • O maçarico trabalha na "raiz" do ângulo, distribuindo o calor pelas duas peças.
  • A penetração e a resistência têm de ser garantidas em toda a extensão da junta.
  • Boa prática de artesão: pontear a peça antes do cordão final, para manter o esquadro.

Bloco 7 · Oxi-corte

Princípios e fundamentos do oxi-corte

O oxi-corte usa o mesmo par de gases da soldadura O.A., mas com outro objetivo: cortar o metal, não uni-lo.

  • Uma chama de aquecimento leva o aço à temperatura de ignição.
  • Um jato de oxigénio puro de alta pressão queima o metal e sopra a escória, abrindo o corte.
  • Só funciona bem em aços ao carbono, porque dependem da oxidação rápida do ferro; não corta alumínio nem aço inoxidável por este processo.

Equipamento e técnica de oxi-corte

  • Conjunto de oxi-corte: maçarico de corte, bicos de corte próprios (diferentes dos de soldadura) e reguladores de pressão.
  • Regular a chama de aquecimento (neutra a ligeiramente oxidante) antes de abrir o gatilho de oxigénio de corte.
  • Deslocar o maçarico a velocidade constante, perpendicular à peça, seguindo a linha de corte.
  • Usar sempre os EPI adequados: a projeção de escória incandescente é maior do que na soldadura.

Bloco 8 · Soldadura por elétrodo revestido (SER)

Preparar e regular o posto SER

  1. Preparar o equipamento de soldadura adequado (SER): máquina, cabos, porta-elétrodos e pinça de massa.
  2. Selecionar o elétrodo apropriado ao metal base e à posição de soldadura.
  3. Definir a corrente de soldadura conforme o diâmetro do elétrodo (indicado na embalagem).
  4. Ligar a massa junto à peça, para um arco estável.

O elétrodo revestido funde-se ao mesmo tempo que o seu revestimento gera um gás protetor e escória, que protegem a poça de fusão do ar.

Técnica de arco e movimento em SER

  • Abrir o arco por raspagem ou toque rápido, mantendo depois uma distância curta e constante (o comprimento do arco).
  • Ângulo do elétrodo entre 70° e 80° em relação à peça, na direção do avanço.
  • Movimento uniforme, sem "andar e parar", para um cordão regular.
  • No fim de cada elétrodo, picar a escória com o martelo de picar antes de continuar.

Bloco 9 · Soldadura MIG/MAG

Preparar e regular o posto MIG/MAG

  1. Preparar o equipamento de soldadura adequado (MIG/MAG): fonte, alimentador de arame, tocha e gás.
  2. Selecionar o arame de soldar apropriado, com o diâmetro certo para a tocha.
  3. Escolher o gás de proteção: árgon (ou misto) para MIG, dióxido de carbono ou misturas para MAG.
  4. Definir a corrente, a voltagem e a velocidade de alimentação do arame, conforme a espessura e a posição.

Técnica MIG/MAG na prática

  • Distância do bico de gás à peça curta e constante (10 a 15 mm).
  • Ângulo da tocha entre 10° e 15°, empurrando ou puxando conforme a técnica escolhida.
  • Movimento uniforme, com ou sem oscilação, conforme a largura do cordão pretendida.
  • Verificar sempre a saída correta de gás antes de iniciar o cordão.

O MIG/MAG produz cordões contínuos com maior produtividade do que o SER, mas exige regulação fina dos parâmetros.

Bloco 10 · Parâmetros de soldadura

Corrente, voltagem e velocidade

Os três parâmetros que decidem a qualidade do cordão, em qualquer processo elétrico (SER ou MIG/MAG):

Parâmetro Efeito se baixo Efeito se alto
Corrente pouca penetração, arco instável excesso de penetração, furos
Voltagem (MIG/MAG) cordão estreito e alto cordão largo e achatado, salpicos
Velocidade de alimentação do arame poça pobre em metal acumulação excessiva

Realizar a fusão e monitorar a solda são competências práticas: ajustar em tempo real ao observar a poça.

Bloco 11 · Deposição de cordões e ligações por pontos

Técnicas de deposição de cordões

Técnicas de deposição de cordões de soldadura com processos SER e MIG/MAG incluem diferentes movimentos da tocha ou do elétrodo:

  • Cordão reto (stringer): sem oscilação, para juntas estreitas ou várias passagens.
  • Cordão em zigue-zague ou em C: para cobrir juntas mais largas numa só passagem.
  • Multipasse: várias camadas sobrepostas em peças espessas, com limpeza de escória entre cada passagem.

A escolha da técnica depende da espessura, da posição e do acabamento pretendido pelo artesão.

Ligações de peças por pontos ou pequenos cordões

Executar ligações de peças por pontos ou por pequenos cordões de soldadura por SER ou MIG/MAG é a técnica de fixação rápida, muito usada antes do cordão final.

  • Ponto de soldadura: fusão curta e localizada, só para fixar a posição.
  • Pequeno cordão: uma passagem curta, mais resistente que o ponto, usada em ligações de menor esforço.
  • Sequência habitual: pontear as peças em vários locais, verificar o esquadro e o alinhamento, e só depois soldar o cordão definitivo.

Bloco 12 · Inspeção visual e não destrutiva

Verificar a qualidade da soldadura

Depois de soldar, o artesão inspeciona antes de dar a peça por terminada:

  • Inspeção visual: forma do cordão, ausência de fissuras, poros ou faltas de fusão à superfície.
  • Equipamentos de inspeção não destrutiva: lupas e líquidos penetrantes, que revelam fissuras invisíveis a olho nu.
  • Comparar o resultado com os critérios de desempenho: penetração, resistência e ligação sólida.

Bloco 13 · Ferramentas de medição e acabamento

Medir, marcar e acabar

  • Paquímetros, micrómetros, réguas de aço e esquadros para conferir medidas e ângulos.
  • Martelos, marretas e punções para conformar, marcar e picar escória.
  • Rebarbadoras e esmerilhadoras para preparar chanfros e acabar cordões.
  • Furadoras e brocas, equipamentos de lixamento e polimento, para o acabamento final da peça.

O acabamento é o que separa uma peça funcional de uma peça de artesão apresentável.

Bloco 14 · Normas de segurança, saúde e qualidade

Segurança, saúde e normas da qualidade

  • Cumprir rigorosamente as normas de segurança e saúde no trabalho em todas as fases: preparação, soldadura, corte e acabamento.
  • Ventilação adequada, sobretudo em MIG/MAG (fumos) e em espaços fechados.
  • Manuseamento correto dos cilindros de gás: presos, na vertical, longe de fontes de calor.
  • Aplicar as normas da qualidade: seguir manuais de procedimentos e especificações técnicas dos materiais.

Estas normas atravessam toda a UC: não são um capítulo à parte, são a condição para trabalhar.

Bloco 15 · Do esboço à peça acabada

O fluxo completo do artesão soldador

  1. Selecionar as peças e preparar a junta (limpeza, chanfro, folga).
  2. Fixar com grampos ou gabarito e pontear.
  3. Escolher o processo (O.A., SER ou MIG/MAG) e regular os parâmetros.
  4. Soldar o cordão definitivo, com técnica e movimento controlados.
  5. Inspecionar, acabar e verificar contra as normas de qualidade.

Este fluxo aplica-se a uma linha de fusão simples ou a um portão inteiro: muda a escala, não a lógica.

Recapitulando

  • Três processos: oxiacetilénico (O.A.), elétrodo revestido (SER) e MIG/MAG, cada um com equipamento e parâmetros próprios.
  • Linhas de fusão, juntas topo a topo e de ângulo, oxi-corte, cordões e ligações por pontos.
  • Preparação e inspeção decidem a qualidade tanto quanto o próprio ato de soldar.
  • Segurança e normas de qualidade atravessam todo o processo, do EPI ao acabamento final.

Próximo: fichas e projeto, soldar peças reais em metal.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: soldar não é "colar metal", é fundir e ligar. Distinguir de brasagem/soldadura branda, que não entra aqui. - Erro comum: achar que basta "aquecer até derreter". Sem preparação da junta e sem controlo dos parâmetros não há ligação sólida. - Exemplo: mostrar fotos de peças de artesão em metal (portão, escultura) e perguntar que processos podem ter sido usados.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o EPI é verificado ANTES de ligar qualquer máquina, sempre. - Erro comum: usar óculos de sol em vez do filtro correto para o processo. Explicar o risco de queratoconjuntivite, a queimadura da córnea e da conjuntiva a que se chama "olho de soldador" (radiação ultravioleta do arco). - Pergunta à turma: porque é que o couro e não um tecido sintético nas luvas e avental? (o sintético derrete e cola à pele).

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar que a UC pede o domínio dos TRÊS postos, não a especialização num só. - Erro comum: confundir MIG (gás inerte, argónio, para alumínio e inoxidável) com MAG (gás ativo, CO2 ou misturas, para aço ao carbono). - Analogia: O.A. é o "bisturi" de precisão e versatilidade; SER é o processo robusto de obra e reparação; MIG/MAG é o processo de produtividade em série.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar as válvulas antirretorno: evitam que a chama regresse ao cilindro, risco de explosão. - Erro comum: trocar as mangueiras de cor (ligar acetileno à entrada de oxigénio). Reforçar o código de cores. - Exemplo: mostrar um cilindro de acetileno real e explicar porque nunca se deita ao chão nem se usa acima de 1,5 bar.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar a diferença entre "elétrodo consumível" (SER, MIG/MAG) e "não consumível" (TIG, que não entra nesta UC). - Erro comum: ligar a pinça de massa longe da peça, o que degrada a qualidade do arco. - Pergunta: porque é que o MIG usa árgon puro para alumínio e o MAG usa CO2 ou mistura para aço? (reatividade do gás com o metal fundido).

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: 80% da qualidade final decide-se antes de acender o maçarico ou abrir o arco. - Erro comum: soldar sobre ferrugem, tinta ou massa lubrificante. O cordão fica poroso e frágil. - Exemplo: mostrar uma escova de aço e um raspador, e o efeito de os passar numa chapa oxidada.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar o efeito da dilatação térmica: metal quente expande, arrefece e contrai, e pode empenar a peça se não estiver bem fixa. - Erro comum: confiar só no peso da peça. Usar sempre grampos ou gabarito em juntas críticas. - Analogia: os gabaritos são o "molde" que garante que todas as peças da série ficam iguais.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar a ordem dos gases: para acender, acetileno primeiro. Para fechar, seguir o manual do maçarico em uso (os fabricantes divergem: uns mandam fechar primeiro o acetileno, outros o oxigénio). - Erro comum: pressões erradas para o bico, o que dá uma chama instável ou insuficiente. - Exemplo: comparar um bico fino (chapa fina) com um bico grosso (chapa espessa) e o efeito na chama.

NOTAS DO PROFESSOR - Fazer a turma identificar visualmente as três chamas em fotografias ou numa demonstração controlada. - Erro comum: usar chama oxidante para soldar aço comum, o que queima o metal e fragiliza a junta. - Pergunta: que chama escolherias para soldar uma chapa fina de alumínio decorativo? (redutora, controlada).

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a linha de fusão sem adição treina o controlo da chama e da velocidade; com adição acrescenta a coordenação da vareta. - Erro comum: avançar depressa demais e não deixar a poça de fusão formar-se, resultando em falta de penetração. - Exemplo: fazer um cordão de treino numa chapa de sucata antes de qualquer junta real.

NOTAS DO PROFESSOR - Demonstrar o movimento correto do maçarico e da vareta antes de a turma praticar. - Erro comum: velocidade irregular, que produz cordão com zonas largas e estreitas. - Deixar a turma treinar em chapa de sucata e comparar cordões entre colegas.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar que a folga e o chanfro dependem da espessura: sem chanfro em chapa espessa, a raiz não funde. - Erro comum: folga excessiva, que faz a poça de fusão cair através da junta (furo). - Exemplo: comparar uma junta topo a topo em chapa de 1 mm e outra em perfil de 6 mm.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: numa junta de ângulo o calor tem de chegar às duas peças por igual, senão uma funde mais depressa que a outra. - Erro comum: não pontear antes do cordão final, deixando a peça abrir com o calor. - Ligar ao critério de desempenho: penetração adequada e ligação sólida em ambos os tipos de junta.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar que soldar e cortar por oxi-corte não são a mesma operação, apesar de partilharem cilindros e gases. - Erro comum: pensar que o oxi-corte serve para qualquer metal. Não serve para inoxidável nem alumínio. - Analogia: a chama "prepara" o metal como o rasgo de um cortador de papel, e o jato de oxigénio "corta" como a lâmina.

NOTAS DO PROFESSOR - Demonstrar a diferença entre o bico de soldar (uma saída) e o de cortar (várias saídas em coroa à volta do jato central). - Erro comum: velocidade demasiado rápida, que não permite ao jato atravessar toda a espessura, deixando rebarba grossa. - Pergunta: porque é que o oxi-corte não funciona em alumínio? (o óxido de alumínio não funde à temperatura do processo).

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar que o revestimento do elétrodo não é acessório: protege quimicamente a soldadura. - Erro comum: escolher a corrente pela "sensação", em vez de consultar a tabela do fabricante para o diâmetro do elétrodo. - Exemplo: mostrar embalagens reais de elétrodos e ler a corrente recomendada.

NOTAS DO PROFESSOR - Demonstrar a abertura do arco: muitos alunos "colam" o elétrodo à peça à primeira tentativa. - Erro comum: arco demasiado comprido (salpicos e falta de penetração) ou demasiado curto (elétrodo cola). - Exercício: fazer cordões de treino em chapa de sucata e comparar regularidade.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar a diferença MIG (gás inerte, metais não ferrosos e inoxidável) vs MAG (gás ativo, aço ao carbono). - Erro comum: caudal de gás errado, que deixa a poça desprotegida (porosidade) ou desperdiça gás. - Exemplo: mostrar o caudalímetro da garrafa e o valor típico de trabalho.

NOTAS DO PROFESSOR - Demonstrar o som do arco: um "chiar" regular indica parâmetros corretos; um "estalar" grosseiro indica ajuste errado. - Erro comum: distância excessiva do bico à peça, que causa salpicos e falta de proteção gasosa. - Pergunta: que vantagem tem o MIG/MAG sobre o SER numa série de peças iguais? (produtividade, menos paragens para trocar elétrodo).

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar que estes parâmetros se ajustam uns aos outros: mudar um obriga muitas vezes a corrigir outro. - Erro comum: mexer só num parâmetro quando o cordão sai mal, ignorando os outros dois. - Exercício mental: se o cordão sai estreito e alto em MIG, o que ajustar primeiro? (a voltagem).

NOTAS DO PROFESSOR - Mostrar exemplos visuais dos três tipos de cordão numa mesma chapa. - Erro comum: usar multipasse sem limpar a escória entre camadas, o que aprisiona inclusões no metal. - Ligar à atitude "sentido de organização": planear a sequência de passagens antes de começar.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar que pontear não substitui o cordão final: garante só a posição durante a soldadura definitiva. - Erro comum: soldar o cordão completo sem pontear antes, o que deixa a peça empenar com o calor. - Exemplo: montar uma pequena estrutura em cantoneira, pontear os quatro cantos e só depois fechar os cordões.

NOTAS DO PROFESSOR - Demonstrar a aplicação de um líquido penetrante numa amostra com uma fissura fina. - Erro comum: dar a peça por boa só pelo aspeto exterior, sem verificar sinais de falta de fusão na raiz. - Pergunta: que defeito é mais perigoso numa peça estrutural, um poro à superfície ou uma falta de fusão na raiz? (a falta de fusão, porque compromete a resistência).

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar cada ferramenta a um momento concreto do processo: esquadro antes de pontear, esmerilhadora depois de soldar. - Erro comum: esmerilar em excesso e enfraquecer a secção da peça. Rebarbar só o necessário. - Exercício: medir o esquadro de uma peça soldada com esquadro e régua, e corrigir se necessário.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar que "normas de qualidade" não é burocracia: é o que garante que a peça é segura e repetível. - Erro comum: relaxar o EPI ou a ventilação "só desta vez". Reforçar que o risco é cumulativo. - Ligar às atitudes do referencial: responsabilidade, autocontrolo e respeito pelas regras definidas.

NOTAS DO PROFESSOR - Recapitular o fluxo com um exemplo real: uma peça decorativa simples, do esboço ao acabamento. - Ligar cada etapa a um bloco anterior da apresentação. - Anunciar as fichas e o projeto: aplicar este fluxo a peças concretas em metal.