NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: controlar não é fiscalizar no fim, é acompanhar durante, para corrigir a tempo
- erro comum: os alunos confundem "planeamento" com "controlo"; o planeamento decide o quê e quando, o controlo verifica se aconteceu
- exemplo/analogia: um GPS num carro, planeia a rota mas também recalcula quando há um desvio; o controlo de produção faz o mesmo com a fábrica
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nenhuma empresa real é 100% push ou 100% pull, a maioria combina os dois
- erro comum: achar que "pull" significa "sem planeamento"; o Kanban também exige um plano por trás
- exemplo/analogia: um restaurante à la carte é pull (cozinha só quando o cliente pede), um bufete é push (cozinha-se tudo antes)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar explicitamente esta lista às três realizações do referencial da UC
- erro comum: pensar que o encarregado só "vigia"; a parte de propor melhorias é tão importante como a de registar
- exemplo/analogia: é como um piloto de avião, não só voa pelo plano de voo, monitoriza os instrumentos e corrige o rumo
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o SM-204 da Metalúrgica do Vale é produção por lotes, típica da metalomecânica
- erro comum: confundir "em série" com "contínuo"; em série há unidades discretas, contínuo é um fluxo sem interrupção natural
- exemplo/analogia: uma padaria industrial de pão de forma é contínua; uma oficina que faz mobiliário metálico por encomenda é por projeto
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o layout não é só arrumação, é uma decisão que afeta diretamente os indicadores de eficiência
- erro comum: achar que o layout funcional é sempre melhor por ser "mais organizado por especialidade"; na prática gera mais transporte e tempo de espera
- exemplo/analogia: o layout celular é como uma bancada de cozinha em U, tudo o que é preciso está ao alcance, sem andar de um lado ao outro da cozinha
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estes quatro nomes vão reaparecer em blocos dedicados; este slide é só o mapa
- erro comum: tratar "Lean" e "Six Sigma" como sinónimos; Lean elimina desperdício, Six Sigma reduz variabilidade, são complementares
- exemplo/analogia: MRP é o "mapa de estradas" (o que e quando produzir), Lean e Six Sigma são a "condução eficiente" nesse mapa
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a decisão de subcontratar é sempre um equilíbrio entre custo, capacidade própria e controlo de qualidade
- erro comum: esquecer o tempo de transporte e de fila do subcontratado no cálculo do prazo de entrega
- exemplo/analogia: a rede de fabrico é como uma equipa de estafetas, o tempo total depende de cada corredor, não só do mais rápido
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada indicador serve para responder a uma pergunta concreta de gestão, não é número por número
- erro comum: olhar só para um indicador (ex.: produtividade) e ignorar que pode estar a subir à custa da qualidade
- exemplo/analogia: são como os sinais vitais de um doente, pressão, temperatura, pulso e oxigénio, um só não chega para diagnosticar
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o OEE é uma multiplicação, não uma média; um único fator baixo arrasta o resultado todo
- erro comum: somar os três fatores em vez de multiplicar
- exemplo/analogia: é como três "torneiras" em série, mesmo que duas estejam quase abertas, a mais fechada limita o caudal final
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: fazer este cálculo passo a passo no quadro, sem saltar nenhuma fração
- erro comum: usar o tempo total do turno (480 min) em vez do tempo de funcionamento planeado (450 min) no cálculo da disponibilidade
- exemplo/analogia: nenhuma, este é o exemplo condutor da UC, vai voltar nas fichas e no projeto com os mesmos números
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um indicador sem causa associada é só um número; ligar sempre o desvio ao registo de paragens
- erro comum: calcular o desvio em percentagem sobre o realizado (780) em vez de sobre o plano (800)
- exemplo/analogia: nenhuma, mantém-se o exemplo condutor
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a codificação não é burocracia, é o que permite encontrar e rastrear qualquer peça em segundos
- erro comum: reutilizar códigos antigos para produtos diferentes "para poupar trabalho"; gera confusões graves
- exemplo/analogia: o código do produto é como o número de matrícula de um carro, único, e permite encontrar todo o histórico
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: distinguir lote (grupo) de número de série (unidade); é uma confusão frequente
- erro comum: achar que rastreabilidade só interessa em caso de reclamação; serve também para auditorias e certificações
- exemplo/analogia: é como o cartão de vacinação, regista o que aconteceu, quando e com que produto, para se poder consultar mais tarde
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o MRP não decide "o que vender", só traduz um plano de vendas/produção em necessidades de componentes
- erro comum: esquecer as receções já programadas e duplicar encomendas
- exemplo/analogia: é como fazer a lista de compras a partir de uma receita multiplicada pelo número de convidados, olhando primeiro ao que já há no frigorífico
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: fazer o cálculo em conjunto, linha a linha, para fixar a fórmula
- erro comum: subtrair só o stock e esquecer a receção programada, ou vice-versa
- exemplo/analogia: nenhuma, exemplo condutor: mesma empresa, mesmo produto
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: JIT exige disciplina e fiabilidade em toda a cadeia, não é "trabalhar sem rede" ao acaso
- erro comum: achar que JIT significa "zero stock sempre"; na prática mantém-se um pequeno buffer de segurança
- exemplo/analogia: é como cozinhar à minuta num restaurante, só se prepara o prato quando o cliente pede, mas os ingredientes têm de estar sempre prontos
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o cartão é um sinal físico (ou digital) de reposição, não uma etiqueta qualquer
- erro comum: confundir kanban com "sistema de gestão visual" genérico; kanban tem uma regra de reposição precisa
- exemplo/analogia: é como o sistema de garrafas de gás vazias/cheias em casa, a garrafa vazia é o "cartão" que pede a reposição
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: arredondar sempre para cima em kanban, um cartão a menos gera rutura
- erro comum: arredondar para baixo "porque 2,2 está mais perto de 2"; a regra aqui não é arredondamento matemático normal
- exemplo/analogia: nenhuma, mantém a linha do exemplo condutor
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o técnico de controlo de produção lê e interpreta estes sistemas, não precisa de os programar
- erro comum: achar que ter um MES resolve tudo sozinho; os dados só valem se forem analisados e usados
- exemplo/analogia: o MES é como o painel de instrumentos de um carro moderno, mostra tudo em tempo real, mas quem decide travar ou acelerar é o condutor
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os exemplos de OEE e MRP desta UC podem (e devem) ser reproduzidos numa folha de cálculo
- erro comum: copiar fórmulas sem perceber a lógica, o que propaga erros silenciosos por toda a folha
- exemplo/analogia: uma folha de cálculo bem feita é como uma receita escrita com rigor, qualquer pessoa a segue e chega ao mesmo resultado
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: retomar o exemplo condutor, o desvio de −2,5% do turno já tem causa identificada (avaria de 30 min)
- erro comum: analisar um único turno isolado; os desvios só ganham sentido quando comparados ao longo do tempo
- exemplo/analogia: um médico não decide só com uma medição, olha à evolução ao longo de várias consultas
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: aumentar a capacidade de A ou C sem tocar em B não aumenta em nada a produção da linha
- erro comum: calcular a capacidade da linha pela média dos tempos de ciclo em vez do maior (o gargalo)
- exemplo/analogia: uma auto-estrada com três faixas que estreita para uma só, o trânsito flui ao ritmo do troço mais estreito
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: melhoria contínua é um ciclo permanente, nunca "está feito"
- erro comum: tratar a melhoria como um projeto pontual em vez de uma rotina
- exemplo/analogia: é como manter a forma física, não se treina uma vez e fica resolvido para sempre
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os 5S são a base, sem eles as ferramentas mais avançadas (SMED, TPM) não se sustentam
- erro comum: fazer uma "limpeza geral" pontual e chamar-lhe 5S; falta a normalização e a disciplina para durar
- exemplo/analogia: é como arrumar uma oficina, se cada ferramenta tem o seu lugar marcado, ninguém perde tempo à procura
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar cada ferramenta ao fator do OEE que ela melhora, é o que dá sentido prático ao Lean
- erro comum: escrever "Jikoda" (erro de grafia comum no próprio referencial); a grafia correta é Jidoka
- exemplo/analogia: SMED é como o pit-stop de Fórmula 1, treinar a sequência até reduzir os minutos a segundos
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o Six Sigma complementa o Lean, o Lean elimina desperdício de tempo, o Six Sigma elimina variabilidade e defeitos
- erro comum: achar que o Six Sigma é só para grandes multinacionais; os princípios aplicam-se a qualquer PME
- exemplo/analogia: DMAIC é como um checklist de investigação policial, define o crime, recolhe provas, analisa, resolve e vigia para não se repetir
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o DPMO usa o mesmo par de números (30 refugadas em 780) já usado no OEE; mostrar a ligação entre indicadores
- erro comum: esquecer de multiplicar por 1 000 000, ou confundir DPMO com percentagem de refugo (são a mesma ideia em escalas diferentes)
- exemplo/analogia: nenhuma, mantém o exemplo condutor
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os limites de controlo vêm dos dados do próprio processo, não são a tolerância do desenho técnico
- erro comum: confundir limites de controlo (estatísticos, do processo) com limites de especificação (do desenho, definidos pelo cliente)
- exemplo/analogia: os limites de controlo são como a "temperatura normal" de uma pessoa saudável, os limites de especificação são o que o médico considera aceitável antes de agir
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: fazer a turma confirmar pelo menos duas médias e a X̿ com a calculadora, para não ficar mágico
- erro comum: usar a amplitude de todas as 20 medições juntas em vez da média das 5 amplitudes por subgrupo
- exemplo/analogia: nenhuma, mantém o exemplo condutor com uma nova característica do mesmo produto
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: capacidade do processo (limites de controlo dentro da tolerância) é diferente de estar "sob controlo"
- erro comum: parar a produção só porque um ponto está perto do limite, sem confirmar se de facto ultrapassou
- exemplo/analogia: uma sequência de pontos do mesmo lado é como uma febre que não passa dos 38°C mas nunca desce, não é uma emergência mas exige atenção
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: sem calibração dos instrumentos, uma carta de controlo "bonita" pode estar a medir erros do próprio instrumento
- erro comum: tratar a não conformidade caso a caso, sem registo, perdendo o histórico necessário para o Six Sigma
- exemplo/analogia: um instrumento descalibrado é como um relógio adiantado, dá sempre a mesma hora errada, com toda a confiança
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: registar não é burocracia, é a memória do processo, sem ela cada problema repete-se do zero
- erro comum: registar só os problemas, sem registar também os turnos normais, o que impede comparar
- exemplo/analogia: é como o diário de bordo de um navio, regista-se tudo, não só as tempestades
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a Indústria 4.0 automatiza a recolha de dados, mas a análise e a decisão continuam a ser humanas
- erro comum: achar que basta instalar sensores para resolver problemas de produção; os dados só ajudam se forem analisados
- exemplo/analogia: um sensor de vibração é como um estetoscópio permanente na máquina, avisa antes de o problema se tornar audível a olho nu
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar sustentabilidade a indicadores já vistos (taxa de refugo, OEE), não como tema à parte
- erro comum: tratar sustentabilidade como assunto exclusivo do departamento ambiental, sem ligação ao chão de fábrica
- exemplo/analogia: reduzir refugo é como reduzir desperdício alimentar numa cozinha, poupa matéria-prima, energia e dinheiro ao mesmo tempo
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar cada norma a uma atitude do referencial (responsabilidade, respeito pelas regras)
- erro comum: tratar segurança e ambiente como "extra" a atender depois de cumprir a produção; são condição de base
- exemplo/analogia: as normas são como as regras de trânsito, não aceleram a viagem, mas sem elas ninguém chega