UC04461

Efetuar o controlo da produção

Indicadores, MRP, JIT/Kanban, cartas de controlo e melhoria contínua na indústria metalomecânica

Curso profissional · 50h · Técnico/a de Planeamento Industrial

Plano

  1. Controlo da produção: conceito e sistemas
  2. Processos produtivos e layout industrial
  3. Modelos de gestão industrial e redes de fabrico
  4. Indicadores de desempenho industrial
  5. Codificação, nomenclatura e rastreabilidade
  6. Planeamento de necessidades de materiais (MRP)
  7. Just In Time e Kanban
  8. Aplicações informáticas de controlo da produção
  9. Análise de resultados: desvios e gargalos
  10. Melhoria contínua: Lean Manufacturing
  11. Six Sigma
  12. Cartas de controlo da qualidade
  13. Qualidade e rastreabilidade de produtos
  14. Registos, novas tecnologias e sustentabilidade
  15. Normas, segurança e fecho

Bloco 1 · Controlo da produção: conceito e sistemas

O que é o controlo da produção

Controlar a produção é acompanhar, em tempo real, o que está a ser fabricado e compará-lo com o que foi planeado, agindo sempre que há um desvio.

  • Objetivo: garantir que se produz a quantidade certa, com a qualidade certa, no prazo certo e ao custo previsto.
  • Fecha o ciclo do planeamento: planear → executar → controlar → corrigir.
  • É a ponte entre o plano de produção (o que devia acontecer) e o chão de fábrica (o que realmente acontece).

Ao longo desta UC vamos seguir o caso da Metalúrgica do Vale, Lda., uma empresa metalomecânica que fabrica o suporte metálico SM-204, para dar corpo a cada indicador e cálculo.

Tipos de sistemas de controlo de produção

Sistema Lógica Exemplo
Push (empurrar) produz-se conforme o plano, independentemente da procura imediata MRP clássico
Pull (puxar) só se produz quando há um pedido a jusante Kanban, JIT
Contínuo fluxo constante, produto sempre igual cimento, laminagem de aço
Intermitente / por lotes séries de produtos diferentes na mesma linha peças metalomecânicas por encomenda

A Metalúrgica do Vale usa um sistema misto: MRP (push) para planear os componentes e Kanban (pull) para regular o abastecimento da linha de montagem.

Funções do encarregado de controlo de produção

O encarregado (ou técnico) de controlo da produção é responsável por:

  • Emitir e acompanhar as ordens de produção, verificando que arrancam e terminam no prazo.
  • Monitorizar stocks, fluxos e indicadores de desempenho ao longo do turno.
  • Registar o realizado (quantidades, tempos, paragens, refugo) e compará-lo com o plano.
  • Identificar desvios e gargalos, e propor ou aplicar ações corretivas.
  • Reportar aos responsáveis de produção através de relatórios analíticos.
  • Garantir o cumprimento das normas de segurança, qualidade e ambiente.

É a função central desta UC: as realizações do referencial (monitorizar, analisar, otimizar) descrevem exatamente este papel.

Bloco 2 · Processos produtivos e layout industrial

Tipos de processos produtivos

  • Produção contínua: fluxo ininterrupto do mesmo produto (refinarias, cimenteiras).
  • Produção em série / massa: grandes quantidades de um produto padronizado (parafusos, chapas).
  • Produção por lotes (batch): séries de produtos diferentes, com mudanças de ferramenta entre lotes.
  • Produção por projeto / encomenda: produto único, feito à medida (uma estrutura metálica sob desenho do cliente).

A escolha do processo condiciona o tipo de controlo: quanto mais repetitivo o processo, mais fácil é medir e comparar indicadores turno a turno.

Tipos de layout industrial

Layout Organização Vantagem
Posição fixa o produto fica parado, os recursos deslocam-se até ele produtos grandes (navios, estruturas)
Funcional / por processo máquinas agrupadas por função (corte, soldadura, pintura) flexibilidade para produtos variados
Produto / linha máquinas na sequência do processo alto volume, produto padronizado
Celular células com várias máquinas para uma família de peças equilíbrio entre flexibilidade e fluxo

A Metalúrgica do Vale organiza a linha do SM-204 num layout celular: corte, quinagem e soldadura na mesma célula, o que reduz deslocações e tempo de fabrico.

Bloco 3 · Modelos de gestão industrial e redes de fabrico

Modelos de gestão industrial

Um modelo de gestão industrial é um conjunto coerente de princípios e ferramentas para planear e controlar a produção. Os principais, que vamos aprofundar nesta UC:

  • MRP / MRP II: planeamento de materiais e capacidade a partir da procura prevista.
  • JIT / Lean Manufacturing: eliminar desperdício, produzir só o necessário.
  • Six Sigma: reduzir a variabilidade e os defeitos com métodos estatísticos.
  • TOC (Teoria das Restrições): gerir a produção a partir do gargalo do sistema.

Nenhum modelo é usado sozinho, na prática as empresas combinam MRP para planear com Lean e Six Sigma para melhorar continuamente.

Redes de fabrico

A produção raramente acontece numa única fábrica isolada. Uma rede de fabrico é o conjunto de unidades produtivas e fornecedores que, em conjunto, entregam o produto final:

  • Produção própria vs subcontratação de componentes ou operações (ex.: tratamento de superfície, tratamentos térmicos).
  • Rede de fornecedores: matéria-prima (chapa, perfis, parafusaria) com prazos e qualidade a controlar.
  • Cadeia de abastecimento (supply chain): do fornecedor à expedição do produto acabado.

A Metalúrgica do Vale subcontrata a zincagem do SM-204 a um parceiro externo, o que obriga a incluir o tempo de transporte no planeamento do lead time.

Bloco 4 · Indicadores de desempenho industrial

Os quatro grupos de indicadores

Os indicadores de desempenho industrial organizam-se em quatro grupos, que respondem a quatro perguntas:

Grupo Pergunta Exemplos
Produtividade quanto se produz por recurso usado? unidades/hora, unidades/trabalhador
Eficiência quão bem se aproveita o tempo e a capacidade disponíveis? OEE, taxa de utilização
Prazos cumprem-se os prazos planeados? desvio face ao plano, atrasos
Qualidade o que se produz está conforme? taxa de refugo, taxa de retrabalho

Estes quatro grupos mapeiam diretamente a realização "monitorizar os fluxos de produção, níveis de stock, indicadores de desempenho e qualidade do produto" do referencial.

O indicador OEE (Overall Equipment Effectiveness)

O OEE é o indicador mais usado para medir a eficiência global de um equipamento ou linha. Combina três fatores:

OEE = Disponibilidade × Desempenho × Qualidade

  • Disponibilidade: quanto tempo a linha esteve realmente a funcionar, face ao tempo planeado.
  • Desempenho: a que ritmo produziu, face ao ritmo ideal (tempo de ciclo teórico).
  • Qualidade: que fração do produzido está conforme.

Um OEE de 100% significaria produzir sempre, ao ritmo máximo, sem nenhum defeito, o que na prática nunca acontece. Um OEE acima de 85% é considerado de classe mundial.

Exemplo resolvido · Calcular o OEE

Turno da Metalúrgica do Vale na linha do SM-204: 8 horas (480 minutos).

  • Paragens planeadas (mudança de ferramenta): 30 min → tempo de funcionamento planeado = 480 − 30 = 450 min.
  • Paragem não planeada (avaria): 30 min → tempo de funcionamento real = 450 − 30 = 420 min.
  • Tempo de ciclo ideal: 0,5 min/peça.
  • Total produzido no turno: 780 unidades, das quais 750 conformes e 30 refugadas.

Disponibilidade = 420 / 450 = 93,3%
Desempenho = (0,5 × 780) / 420 = 390 / 420 = 92,9%
Qualidade = 750 / 780 = 96,2%

OEE = 0,933 × 0,929 × 0,962 ≈ 83,3%

Produtividade, taxa de refugo e desvio face ao plano

Continuando o turno da Metalúrgica do Vale (780 unidades em 8 horas, 30 refugadas, plano do turno = 800 unidades):

  • Produtividade = unidades produzidas / horas = 780 / 8 = 97,5 unidades/hora.
  • Taxa de refugo = refugadas / total × 100 = (30 / 780) × 100 ≈ 3,8%.
  • Desvio face ao plano = realizado − plano = 780 − 800 = −20 unidades, ou (−20 / 800) × 100 = −2,5%.

Um desvio de −2,5% com uma paragem por avaria de 30 minutos está diretamente relacionado: explicar o desvio pela causa registada é o que transforma um número num relatório útil.

Bloco 5 · Codificação, nomenclatura e rastreabilidade

Sistemas de codificação e nomenclatura de produtos

Cada produto e família de produtos precisa de um código único, para não haver confusões entre referências parecidas:

  • Código interno (SKU): identifica o produto e as suas variantes na empresa (ex.: SM-204-ZN para o suporte SM-204 zincado).
  • Código de barras / GS1-EAN: identificação normalizada, lida por leitor ótico, usada em logística e faturação.
  • Codificação por família: agrupa produtos com processo semelhante (ex.: prefixo SM para suportes metálicos).
  • Nomenclatura estruturada: código + descrição + versão/revisão, para acompanhar alterações ao produto.

Um sistema de codificação bem desenhado poupa erros de picking, de faturação e de rastreabilidade.

Rastreabilidade de produtos

Rastreabilidade é a capacidade de seguir um produto ao longo de todo o processo, desde a matéria-prima até à entrega, e de o localizar em caso de problema.

  • Lote de fabrico: agrupa peças produzidas nas mesmas condições (mesmo dia, mesma matéria-prima).
  • Número de série: identifica uma unidade específica dentro do lote.
  • Ficha de fabrico: regista matéria-prima usada, operações, datas, responsáveis e resultados de controlo.
  • Permite, por exemplo, se um lote de aço vier com defeito, identificar exatamente que peças SM-204 o usaram e isolá-las, sem ter de recolher toda a produção.

Rastreabilidade e qualidade andam de mãos dadas: sem registo, não há como provar conformidade nem localizar uma não conformidade.

Bloco 6 · Planeamento de necessidades de materiais (MRP)

O que é o MRP

O MRP (Material Requirements Planning) calcula quanto e quando encomendar ou produzir cada componente, a partir da procura do produto final.

Precisa de três entradas:

  • Plano diretor de produção (PDP): quantidades e datas do produto final a produzir.
  • Lista de materiais (BOM, Bill of Materials): os componentes e quantidades que entram em cada produto.
  • Registo de stocks: o que já existe em armazém e o que está encomendado (receções programadas).

Saída: ordens de produção e de compra, com quantidade e data, para cada componente.

Necessidades líquidas = Necessidades brutas − Stock disponível − Receções programadas

Exemplo resolvido · Necessidades líquidas de um componente

O SM-204 usa 2 unidades da base B-10 por cada suporte. A Metalúrgica do Vale recebeu uma encomenda de 800 unidades de SM-204 para a próxima semana.

  • Necessidades brutas de B-10 = 800 × 2 = 1 600 unidades.
  • Stock disponível de B-10 em armazém: 300 unidades.
  • Receção já programada de um fornecedor: 200 unidades.

Necessidades líquidas = 1 600 − 300 − 200 = 1 100 unidades de B-10 a produzir ou encomendar, com data limite antes do arranque da linha.

Bloco 7 · Just In Time e Kanban

Just In Time (JIT)

O JIT é uma filosofia de produção que visa produzir apenas o necessário, na quantidade necessária, no momento necessário, eliminando stocks e desperdícios.

  • Reduz stock parado (capital imobilizado) e espaço de armazenagem.
  • Obriga a qualidade elevada: sem stock de segurança, um defeito para a linha.
  • Exige fornecedores fiáveis e processos estáveis.
  • É "puxado" pela procura real, ao contrário do MRP clássico, que "empurra" segundo previsões.

O JIT não é ausência de planeamento, é um planeamento tão afinado que dispensa stocks de reserva.

Kanban: o sistema pull em cartões

O Kanban é o método mais comum para implementar o JIT: um sistema de cartões (ou sinais visuais) que autorizam a produção ou o transporte de um contentor de peças.

  • Cada cartão representa um contentor de quantidade fixa.
  • Quando um contentor esvazia, o cartão volta à origem e autoriza a reposição.
  • Só se produz quando há um cartão livre: é o consumo a jusante que puxa a produção a montante.

Número de kanbans necessários:

N = (D × L × (1 + S)) / C

D = procura por unidade de tempo, L = lead time de reposição, S = fator de segurança, C = capacidade do contentor.

Exemplo resolvido · Número de cartões Kanban

A célula de montagem do SM-204 consome a base B-10 a um ritmo de D = 100 unidades/hora. O fornecedor interno demora L = 0,5 hora a repor um contentor, e a empresa usa um fator de segurança de S = 10%. Cada contentor tem capacidade C = 25 unidades.

N = (100 × 0,5 × 1,10) / 25 = 55 / 25 = 2,2

Como o número de cartões tem de ser inteiro, arredonda-se sempre para cima: são precisos 3 kanbans em circulação para garantir o abastecimento sem parar a linha.

Bloco 8 · Aplicações informáticas de controlo da produção

Sistemas de monitorização e informação

O controlo da produção apoia-se hoje em sistemas informáticos que recolhem dados diretamente do chão de fábrica:

  • MES (Manufacturing Execution System): liga o plano de produção às máquinas em tempo real, regista arranques, paragens e quantidades.
  • ERP (Enterprise Resource Planning): integra produção com compras, stocks, faturação e recursos humanos.
  • Sensores e terminais de chão de fábrica: leitura automática de tempos de ciclo, temperaturas, consumos.
  • Painéis (dashboards): mostram indicadores em tempo real ao encarregado e à direção.

Estes sistemas substituem os registos em papel, reduzem erros de transcrição e permitem calcular o OEE quase automaticamente.

Folhas de cálculo e registo manual

Nem todas as empresas (nem todas as linhas) têm um MES. A folha de cálculo continua a ser uma ferramenta central de controlo da produção:

  • Registo de planeado vs. realizado por turno, linha ou operador.
  • Cálculo de indicadores (produtividade, taxa de refugo, OEE) com fórmulas simples.
  • Gráficos de evolução ao longo do tempo (tendências, sazonalidade).
  • Base para relatórios periódicos à direção.

Saber construir uma folha de registo clara e uma fórmula correta é, muitas vezes, mais importante do que dominar um software caro.

Bloco 9 · Análise de resultados: desvios e gargalos

Recolha e tratamento de dados de produção

Analisar resultados começa por comparar sistematicamente o que estava planeado com o que foi realizado:

  1. Recolher os dados do turno: quantidades, tempos, paragens, refugo.
  2. Tratar: organizar por linha, produto e turno, calcular os indicadores.
  3. Comparar planeado vs. realizado, e calcular o desvio.
  4. Analisar tendências: o desvio repete-se? Está a piorar ou a melhorar?
  5. Identificar a causa: avaria, falta de material, formação, método.

Um relatório analítico só é útil quando liga o número à causa e a uma proposta de ação.

Gargalos e limitações da capacidade produtiva

Um gargalo é a estação ou recurso que limita a capacidade de toda a linha: ninguém pode produzir mais depressa do que o gargalo permite.

Exemplo: uma linha com três estações em sequência.

Estação Tempo de ciclo
A · Corte 2,0 min/peça
B · Soldadura 3,5 min/peça
C · Acabamento 2,5 min/peça

A estação B é o gargalo: a linha inteira só consegue produzir ao ritmo de B.

Capacidade da linha = 60 / 3,5 ≈ 17,1 peças/hora, mesmo que A e C consigam mais.

Bloco 10 · Melhoria contínua: Lean Manufacturing

Otimização da produção: o que é

Otimizar a produção é procurar, de forma sistemática e contínua, formas de produzir melhor: mais rápido, com menos desperdício e com mais qualidade, sem baixar as condições de trabalho.

  • Nasce sempre da análise de resultados: um gargalo, um desvio recorrente, uma taxa de refugo alta.
  • Aplica-se com metodologias de melhoria contínua, sobretudo o Lean Manufacturing.
  • Envolve toda a equipa, não é uma decisão só da chefia.

A realização "propor e implementar estratégias e medidas para otimizar a eficiência da produção" do referencial é exatamente isto: dos dados à ação.

5S: a base da organização do posto de trabalho

Os 5S são cinco práticas japonesas para organizar o posto de trabalho, base de qualquer melhoria contínua:

S Significado Na prática
Seiri triagem separar o necessário do desnecessário
Seiton arrumação um lugar para cada coisa, cada coisa no seu lugar
Seiso limpeza limpar e inspecionar regularmente
Seiketsu normalização criar normas visuais para manter os 3 primeiros S
Shitsuke disciplina manter o hábito, com auditorias periódicas

Um posto de trabalho em 5S reduz tempo perdido à procura de ferramentas e previne acidentes.

SMED, TPM e Jidoka

  • SMED (Single-Minute Exchange of Die): reduzir o tempo de mudança de ferramenta/série para minutos, distinguindo o que se prepara com a máquina parada do que se pode preparar antes, com a máquina a trabalhar.
  • TPM (Total Productive Maintenance): manutenção preventiva feita também pelos operadores, para reduzir avarias, a principal causa de perdas de disponibilidade no OEE.
  • Jidoka: dar à máquina (ou ao operador) autonomia para parar automaticamente ao detetar um defeito, em vez de deixar passar peças más.

Estas três ferramentas atacam diretamente os três fatores do OEE: SMED e TPM melhoram a disponibilidade, Jidoka melhora a qualidade.

Bloco 11 · Six Sigma

Six Sigma e o método DMAIC

O Six Sigma é uma metodologia orientada para reduzir a variabilidade e os defeitos, usando dados e estatística. Aplica-se através do ciclo DMAIC:

  • Define (definir): qual é o problema e o objetivo.
  • Measure (medir): recolher dados fiáveis sobre o processo atual.
  • Analyze (analisar): encontrar as causas-raiz da variabilidade.
  • Improve (melhorar): implementar soluções.
  • Control (controlar): garantir que a melhoria se mantém no tempo, com cartas de controlo.

O nome "Six Sigma" vem da meta estatística de 3,4 defeitos por milhão de oportunidades (DPMO), um nível de qualidade muito exigente.

Exemplo resolvido · DPMO

Retomando o turno da Metalúrgica do Vale: 780 unidades produzidas, 30 refugadas, considerando uma oportunidade de defeito por unidade.

DPMO = (defeitos / (unidades × oportunidades)) × 1 000 000

DPMO = (30 / (780 × 1)) × 1 000 000 = 0,03846... × 1 000 000 ≈ 38 462 DPMO

Este valor está muito longe da meta de 3,4 DPMO do Six Sigma: mostra que há margem grande de melhoria na qualidade desta linha, e justifica abrir um projeto DMAIC.

Bloco 12 · Cartas de controlo da qualidade

O que é uma carta de controlo

A carta de controlo é um gráfico que acompanha uma característica do produto ao longo do tempo, para distinguir a variação normal (do processo) da variação anormal (uma causa a corrigir).

  • Recolhem-se subgrupos de amostras (ex.: 4 peças de cada vez).
  • Calcula-se a média e a amplitude (R) de cada subgrupo.
  • A partir da média das médias e da média das amplitudes, calculam-se os limites de controlo (UCL e LCL).
  • Pontos dentro dos limites: processo sob controlo. Pontos fora: processo a precisar de intervenção.

A carta de controlo é a ferramenta central da etapa Control do DMAIC.

Exemplo resolvido · Limites de controlo (X̄-R)

Controlo do diâmetro do furo de fixação do SM-204 (nominal 20,00 mm). Recolhidas 5 amostras de 4 peças (mm):

Amostra Medições Média Amplitude (R)
1 20,02 · 19,99 · 20,01 · 20,02 20,010 0,03
2 19,98 · 20,00 · 19,99 · 20,01 19,995 0,03
3 20,01 · 20,02 · 19,99 · 20,02 20,010 0,03
4 19,99 · 20,00 · 20,01 · 20,00 20,000 0,02
5 20,02 · 20,01 · 20,00 · 20,01 20,010 0,02

Média das médias (X̿) = 100,025 / 5 = 20,005 mm. Média das amplitudes (R̄) = 0,13 / 5 = 0,026 mm.

Com n = 4, A₂ = 0,729: UCL = 20,005 + 0,729 × 0,026 ≈ 20,024 mm; LCL = 20,005 − 0,019 ≈ 19,986 mm.

Interpretar uma carta de controlo

Uma carta de controlo lê-se para além de "dentro ou fora dos limites":

  • Ponto fora dos limites (UCL/LCL): sinal claro de causa especial, parar e investigar.
  • Sequência de 7 ou mais pontos do mesmo lado da média: tendência, mesmo dentro dos limites, indica uma mudança no processo (ferramenta a desgastar, matéria-prima diferente).
  • Padrões cíclicos: podem indicar turnos, operadores ou fornecedores diferentes.
  • Processo sob controlo estatístico não significa produto dentro da tolerância do cliente: é preciso comparar UCL/LCL com os limites de especificação.

No exemplo do SM-204, com tolerância ±0,05 mm (19,95 a 20,05 mm), os limites de controlo (19,986 a 20,024 mm) estão dentro da tolerância: o processo é capaz.

Bloco 13 · Qualidade e rastreabilidade de produtos

Gestão da qualidade e procedimentos

Garantir a qualidade de um produto metalomecânico exige procedimentos definidos e seguidos, não apenas boa vontade:

  • Plano de controlo: que características se medem, com que frequência e com que instrumento.
  • Procedimentos de inspeção: à receção da matéria-prima, durante o processo e no produto final.
  • Não conformidades: registo, isolamento do produto afetado e decisão (retrabalho, refugo, aceitação com desvio).
  • Instrumentos calibrados: um paquímetro ou micrómetro fora de calibração invalida todas as medições feitas com ele.

Precisão e rigor na identificação e rastreabilidade do produto são, em si, um critério de desempenho avaliado nesta UC.

Registos e documentação técnica

O controlo da produção só existe, de facto, se ficar registado:

  • Folhas de controlo: registo estruturado do que foi medido, por quem e quando.
  • Fichas de fabrico: sequência de operações, tempos e parâmetros de cada produto.
  • Relatórios técnicos: análise periódica de indicadores, desvios e ações corretivas.
  • Documentação técnica e desenhos: referência para tolerâncias e especificações do produto.

Um registo bem feito serve três públicos: o próprio encarregado (decidir), a direção (acompanhar) e um auditor (comprovar conformidade).

Bloco 14 · Registos, novas tecnologias e sustentabilidade

Novas tecnologias: sistemas de produção e IoT

A indústria atual integra sensores e conectividade no controlo da produção, o que se costuma chamar Indústria 4.0:

  • IoT (Internet of Things): sensores nas máquinas que enviam dados em tempo real (temperatura, vibração, ciclos).
  • Manutenção preditiva: prever a avaria antes de acontecer, a partir dos dados dos sensores.
  • Rastreabilidade automática: leitura de código de barras ou RFID em cada etapa, sem registo manual.
  • Painéis em tempo real: OEE e outros indicadores atualizados ao minuto, sem esperar pelo fim do turno.

Estas tecnologias não substituem os conceitos desta UC, tornam-nos mais rápidos a calcular e mais fiáveis a registar.

Sustentabilidade e eficiência energética

O controlo da produção também acompanha o consumo de recursos e o impacto ambiental:

  • Eficiência energética: monitorizar consumo de energia por unidade produzida, e não só o total.
  • Gestão de resíduos: separar e encaminhar aparas metálicas, óleos e embalagens conforme a legislação.
  • Redução de desperdício: menos refugo (visto no Bloco 4) significa também menos matéria-prima e energia desperdiçadas.
  • Normas de proteção ambiental: cumprimento obrigatório, com registo e reporte.

Um OEE mais alto não é só mais produtivo, é também mais sustentável: cada unidade refugada gastou energia e material que não geraram valor.

Bloco 15 · Normas, segurança e fecho

Normas, segurança e proteção ambiental

O controlo da produção cumpre-se sempre dentro de um quadro de normas obrigatórias:

  • Segurança e saúde no trabalho: procedimentos de operação segura de máquinas e riscos identificados.
  • Equipamentos de proteção individual (EPI): luvas, óculos, calçado de proteção, conforme o posto de trabalho.
  • Normas e regulamentos do setor industrial: aplicáveis ao processo e ao produto.
  • Normas de gestão de resíduos e de proteção ambiental: já referidas no bloco anterior.
  • Normas da qualidade (ex.: família ISO 9001): estruturam os procedimentos vistos no Bloco 13.

Cumprir estas normas não é opcional nem negociável: é uma condição para operar, tal como qualquer indicador de produção.

Recapitulando

  • O controlo da produção fecha o ciclo planear → executar → controlar → corrigir, com sistemas push (MRP) e pull (JIT/Kanban).
  • Os indicadores (produtividade, eficiência, prazos, qualidade) culminam no OEE: o caso da Metalúrgica do Vale deu 83,3%, a partir de 93,3% × 92,9% × 96,2%.
  • MRP calcula necessidades líquidas de materiais; Kanban regula o abastecimento com cartões.
  • Lean (5S, SMED, TPM, Jidoka) e Six Sigma (DMAIC, DPMO) são os dois motores da melhoria contínua.
  • Cartas de controlo distinguem variação normal de anormal; registos, rastreabilidade e normas sustentam tudo isto.

Próximo: fichas e mini-projeto, aplicar o controlo de produção a um caso completo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: controlar não é fiscalizar no fim, é acompanhar durante, para corrigir a tempo - erro comum: os alunos confundem "planeamento" com "controlo"; o planeamento decide o quê e quando, o controlo verifica se aconteceu - exemplo/analogia: um GPS num carro, planeia a rota mas também recalcula quando há um desvio; o controlo de produção faz o mesmo com a fábrica

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: nenhuma empresa real é 100% push ou 100% pull, a maioria combina os dois - erro comum: achar que "pull" significa "sem planeamento"; o Kanban também exige um plano por trás - exemplo/analogia: um restaurante à la carte é pull (cozinha só quando o cliente pede), um bufete é push (cozinha-se tudo antes)

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: ligar explicitamente esta lista às três realizações do referencial da UC - erro comum: pensar que o encarregado só "vigia"; a parte de propor melhorias é tão importante como a de registar - exemplo/analogia: é como um piloto de avião, não só voa pelo plano de voo, monitoriza os instrumentos e corrige o rumo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o SM-204 da Metalúrgica do Vale é produção por lotes, típica da metalomecânica - erro comum: confundir "em série" com "contínuo"; em série há unidades discretas, contínuo é um fluxo sem interrupção natural - exemplo/analogia: uma padaria industrial de pão de forma é contínua; uma oficina que faz mobiliário metálico por encomenda é por projeto

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o layout não é só arrumação, é uma decisão que afeta diretamente os indicadores de eficiência - erro comum: achar que o layout funcional é sempre melhor por ser "mais organizado por especialidade"; na prática gera mais transporte e tempo de espera - exemplo/analogia: o layout celular é como uma bancada de cozinha em U, tudo o que é preciso está ao alcance, sem andar de um lado ao outro da cozinha

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: estes quatro nomes vão reaparecer em blocos dedicados; este slide é só o mapa - erro comum: tratar "Lean" e "Six Sigma" como sinónimos; Lean elimina desperdício, Six Sigma reduz variabilidade, são complementares - exemplo/analogia: MRP é o "mapa de estradas" (o que e quando produzir), Lean e Six Sigma são a "condução eficiente" nesse mapa

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a decisão de subcontratar é sempre um equilíbrio entre custo, capacidade própria e controlo de qualidade - erro comum: esquecer o tempo de transporte e de fila do subcontratado no cálculo do prazo de entrega - exemplo/analogia: a rede de fabrico é como uma equipa de estafetas, o tempo total depende de cada corredor, não só do mais rápido

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: cada indicador serve para responder a uma pergunta concreta de gestão, não é número por número - erro comum: olhar só para um indicador (ex.: produtividade) e ignorar que pode estar a subir à custa da qualidade - exemplo/analogia: são como os sinais vitais de um doente, pressão, temperatura, pulso e oxigénio, um só não chega para diagnosticar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o OEE é uma multiplicação, não uma média; um único fator baixo arrasta o resultado todo - erro comum: somar os três fatores em vez de multiplicar - exemplo/analogia: é como três "torneiras" em série, mesmo que duas estejam quase abertas, a mais fechada limita o caudal final

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: fazer este cálculo passo a passo no quadro, sem saltar nenhuma fração - erro comum: usar o tempo total do turno (480 min) em vez do tempo de funcionamento planeado (450 min) no cálculo da disponibilidade - exemplo/analogia: nenhuma, este é o exemplo condutor da UC, vai voltar nas fichas e no projeto com os mesmos números

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: um indicador sem causa associada é só um número; ligar sempre o desvio ao registo de paragens - erro comum: calcular o desvio em percentagem sobre o realizado (780) em vez de sobre o plano (800) - exemplo/analogia: nenhuma, mantém-se o exemplo condutor

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a codificação não é burocracia, é o que permite encontrar e rastrear qualquer peça em segundos - erro comum: reutilizar códigos antigos para produtos diferentes "para poupar trabalho"; gera confusões graves - exemplo/analogia: o código do produto é como o número de matrícula de um carro, único, e permite encontrar todo o histórico

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: distinguir lote (grupo) de número de série (unidade); é uma confusão frequente - erro comum: achar que rastreabilidade só interessa em caso de reclamação; serve também para auditorias e certificações - exemplo/analogia: é como o cartão de vacinação, regista o que aconteceu, quando e com que produto, para se poder consultar mais tarde

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o MRP não decide "o que vender", só traduz um plano de vendas/produção em necessidades de componentes - erro comum: esquecer as receções já programadas e duplicar encomendas - exemplo/analogia: é como fazer a lista de compras a partir de uma receita multiplicada pelo número de convidados, olhando primeiro ao que já há no frigorífico

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: fazer o cálculo em conjunto, linha a linha, para fixar a fórmula - erro comum: subtrair só o stock e esquecer a receção programada, ou vice-versa - exemplo/analogia: nenhuma, exemplo condutor: mesma empresa, mesmo produto

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: JIT exige disciplina e fiabilidade em toda a cadeia, não é "trabalhar sem rede" ao acaso - erro comum: achar que JIT significa "zero stock sempre"; na prática mantém-se um pequeno buffer de segurança - exemplo/analogia: é como cozinhar à minuta num restaurante, só se prepara o prato quando o cliente pede, mas os ingredientes têm de estar sempre prontos

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o cartão é um sinal físico (ou digital) de reposição, não uma etiqueta qualquer - erro comum: confundir kanban com "sistema de gestão visual" genérico; kanban tem uma regra de reposição precisa - exemplo/analogia: é como o sistema de garrafas de gás vazias/cheias em casa, a garrafa vazia é o "cartão" que pede a reposição

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: arredondar sempre para cima em kanban, um cartão a menos gera rutura - erro comum: arredondar para baixo "porque 2,2 está mais perto de 2"; a regra aqui não é arredondamento matemático normal - exemplo/analogia: nenhuma, mantém a linha do exemplo condutor

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o técnico de controlo de produção lê e interpreta estes sistemas, não precisa de os programar - erro comum: achar que ter um MES resolve tudo sozinho; os dados só valem se forem analisados e usados - exemplo/analogia: o MES é como o painel de instrumentos de um carro moderno, mostra tudo em tempo real, mas quem decide travar ou acelerar é o condutor

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: os exemplos de OEE e MRP desta UC podem (e devem) ser reproduzidos numa folha de cálculo - erro comum: copiar fórmulas sem perceber a lógica, o que propaga erros silenciosos por toda a folha - exemplo/analogia: uma folha de cálculo bem feita é como uma receita escrita com rigor, qualquer pessoa a segue e chega ao mesmo resultado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: retomar o exemplo condutor, o desvio de −2,5% do turno já tem causa identificada (avaria de 30 min) - erro comum: analisar um único turno isolado; os desvios só ganham sentido quando comparados ao longo do tempo - exemplo/analogia: um médico não decide só com uma medição, olha à evolução ao longo de várias consultas

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: aumentar a capacidade de A ou C sem tocar em B não aumenta em nada a produção da linha - erro comum: calcular a capacidade da linha pela média dos tempos de ciclo em vez do maior (o gargalo) - exemplo/analogia: uma auto-estrada com três faixas que estreita para uma só, o trânsito flui ao ritmo do troço mais estreito

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: melhoria contínua é um ciclo permanente, nunca "está feito" - erro comum: tratar a melhoria como um projeto pontual em vez de uma rotina - exemplo/analogia: é como manter a forma física, não se treina uma vez e fica resolvido para sempre

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: os 5S são a base, sem eles as ferramentas mais avançadas (SMED, TPM) não se sustentam - erro comum: fazer uma "limpeza geral" pontual e chamar-lhe 5S; falta a normalização e a disciplina para durar - exemplo/analogia: é como arrumar uma oficina, se cada ferramenta tem o seu lugar marcado, ninguém perde tempo à procura

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: ligar cada ferramenta ao fator do OEE que ela melhora, é o que dá sentido prático ao Lean - erro comum: escrever "Jikoda" (erro de grafia comum no próprio referencial); a grafia correta é Jidoka - exemplo/analogia: SMED é como o pit-stop de Fórmula 1, treinar a sequência até reduzir os minutos a segundos

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o Six Sigma complementa o Lean, o Lean elimina desperdício de tempo, o Six Sigma elimina variabilidade e defeitos - erro comum: achar que o Six Sigma é só para grandes multinacionais; os princípios aplicam-se a qualquer PME - exemplo/analogia: DMAIC é como um checklist de investigação policial, define o crime, recolhe provas, analisa, resolve e vigia para não se repetir

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o DPMO usa o mesmo par de números (30 refugadas em 780) já usado no OEE; mostrar a ligação entre indicadores - erro comum: esquecer de multiplicar por 1 000 000, ou confundir DPMO com percentagem de refugo (são a mesma ideia em escalas diferentes) - exemplo/analogia: nenhuma, mantém o exemplo condutor

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: os limites de controlo vêm dos dados do próprio processo, não são a tolerância do desenho técnico - erro comum: confundir limites de controlo (estatísticos, do processo) com limites de especificação (do desenho, definidos pelo cliente) - exemplo/analogia: os limites de controlo são como a "temperatura normal" de uma pessoa saudável, os limites de especificação são o que o médico considera aceitável antes de agir

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: fazer a turma confirmar pelo menos duas médias e a X̿ com a calculadora, para não ficar mágico - erro comum: usar a amplitude de todas as 20 medições juntas em vez da média das 5 amplitudes por subgrupo - exemplo/analogia: nenhuma, mantém o exemplo condutor com uma nova característica do mesmo produto

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: capacidade do processo (limites de controlo dentro da tolerância) é diferente de estar "sob controlo" - erro comum: parar a produção só porque um ponto está perto do limite, sem confirmar se de facto ultrapassou - exemplo/analogia: uma sequência de pontos do mesmo lado é como uma febre que não passa dos 38°C mas nunca desce, não é uma emergência mas exige atenção

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sem calibração dos instrumentos, uma carta de controlo "bonita" pode estar a medir erros do próprio instrumento - erro comum: tratar a não conformidade caso a caso, sem registo, perdendo o histórico necessário para o Six Sigma - exemplo/analogia: um instrumento descalibrado é como um relógio adiantado, dá sempre a mesma hora errada, com toda a confiança

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: registar não é burocracia, é a memória do processo, sem ela cada problema repete-se do zero - erro comum: registar só os problemas, sem registar também os turnos normais, o que impede comparar - exemplo/analogia: é como o diário de bordo de um navio, regista-se tudo, não só as tempestades

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a Indústria 4.0 automatiza a recolha de dados, mas a análise e a decisão continuam a ser humanas - erro comum: achar que basta instalar sensores para resolver problemas de produção; os dados só ajudam se forem analisados - exemplo/analogia: um sensor de vibração é como um estetoscópio permanente na máquina, avisa antes de o problema se tornar audível a olho nu

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: ligar sustentabilidade a indicadores já vistos (taxa de refugo, OEE), não como tema à parte - erro comum: tratar sustentabilidade como assunto exclusivo do departamento ambiental, sem ligação ao chão de fábrica - exemplo/analogia: reduzir refugo é como reduzir desperdício alimentar numa cozinha, poupa matéria-prima, energia e dinheiro ao mesmo tempo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: ligar cada norma a uma atitude do referencial (responsabilidade, respeito pelas regras) - erro comum: tratar segurança e ambiente como "extra" a atender depois de cumprir a produção; são condição de base - exemplo/analogia: as normas são como as regras de trânsito, não aceleram a viagem, mas sem elas ninguém chega