NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: orçamentar não é fabricar, é ANTECIPAR o custo de fabricar com método, não por intuição.
- Erro comum: pensar que "chutar por baixo" ganha a proposta. Ganha a proposta e perde o dinheiro na produção.
- Pergunta à turma: já compraram algo com "orçamento à parte" que depois custou muito mais? Ligar à importância do rigor.
NOTAS DO PROFESSOR
- Esta tabela é o "esqueleto" da UC toda; vale a pena escrevê-la no quadro e ir preenchendo ao longo das aulas.
- Erro comum: misturar rubricas (ex.: meter a energia dentro do custo-hora-máquina). Manter as linhas separadas.
- Anunciar: o SMR-01 é o exemplo fio-condutor; todos os cálculos seguintes referem-se a ele.
NOTAS DO PROFESSOR
- Trazer um desenho técnico real (cotado) e pedir à turma para identificar cada um destes elementos.
- Erro comum: ler a cota errada por confundir escala (1:2, 1:5) com tamanho real.
- Ligar ao critério de desempenho "assegurando o registo da informação": tudo o que se lê aqui fica escrito no orçamento.
NOTAS DO PROFESSOR
- Distribuir (ou desenhar no quadro) a ficha técnica do SMR-01; vamos voltar a ela a UC toda.
- Perguntar: falta algum dado para orçamentar esta peça? (normalmente falta o prazo e a distância de entrega, que vêm mais à frente).
- Reforçar: sem esta análise, nenhuma conta seguinte é possível.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar: densidade é o "conversor" entre o mundo do desenho (mm) e o mundo do custo (€).
- Erro comum: usar a densidade do aço para calcular o alumínio, ou vice-versa; a diferença é quase 3×.
- Curiosidade: por isso o alumínio, apesar de mais caro por kg, às vezes compensa em peças grandes e leves.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar um símbolo de soldadura ISO 2553 e decompor: tipo de junta, perna, comprimento, posição.
- Erro comum: inventar uma notação própria "porque se percebe". Não se percebe fora da oficina de origem.
- Ligar à atitude "respeito pelas regras e normas definidas" do referencial.
NOTAS DO PROFESSOR
- Perguntar porque é que o mesmo aço (S275JR) custa mais em perfil do que em chapa; ligar ao processo de fabrico do próprio perfil.
- Erro comum: usar sempre o preço da chapa para orçamentar peças feitas de perfil ou tubo; o desvio de preço é significativo.
- Estes valores são o ponto de partida da ficha 1; o preço real varia com o fornecedor e a cotação da bolsa do aço.
NOTAS DO PROFESSOR
- Escrever as 4 fórmulas num cartaz/slide fixo na sala; vão ser usadas dezenas de vezes.
- Erro comum: trocar as unidades (mm com cm com m) dentro da mesma conta. Fixar uma unidade por exercício.
- Exercício rápido: pedir o volume de uma chapa 100×100×10 mm de cabeça, em cm3.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer esta conta no quadro passo a passo com a turma, sem saltar a conversão g→kg.
- Erro comum: esquecer de somar as duas peças (base + cartela) e usar só uma.
- Este valor (1,922 kg) volta a aparecer no bloco seguinte, com o desperdício.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar: no tubo, a espessura da parede entra na área da secção, não no comprimento nem na largura exterior.
- Erro comum: calcular o tubo como se fosse maciço (comp × larg × altura), o que dá uma massa muito superior à real.
- Para o perfil, mostrar uma página de catálogo real (UPN, IPE) e localizar a coluna da massa linear em kg/m.
NOTAS DO PROFESSOR
- Perguntar: porque é que o laser desperdiça menos? (o software otimiza o encaixe das peças na chapa).
- Erro comum: aplicar o mesmo fator de desperdício a todos os processos, sem distinguir laser de guilhotina.
- Mostrar uma chapa "nesteada" (imagem ou desenho) com as peças encaixadas e as sobras à volta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Repetir a conta em conjunto: massa útil (bloco anterior) × 1,12 × preço.
- Erro comum: multiplicar por 12% em vez de por 1,12 (esquecer de somar o material que já existia).
- Este 2,58 €/unidade vai reaparecer na tabela final do Bloco 11.
NOTAS DO PROFESSOR
- Perguntar: porque é que o oxicorte manual desperdiça tanto mais do que o laser? Kerf largo e falta de otimização automática do nesting.
- Erro comum: assumir que "processo CNC" implica sempre pouco desperdício; o plasma CNC ainda desperdiça mais do que o laser CNC.
- Ligar ao Bloco 6: o processo mais caro por hora pode compensar pelo desperdício menor, é preciso comparar os dois efeitos juntos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar: este custo existe mesmo que a máquina esteja parada, por isso a oficina só ganha quando a usa.
- Erro comum: confundir este valor com o preço da eletricidade (isso é o Bloco 10, energia).
- Perguntar: o que acontece ao custo-hora se a máquina trabalhar menos horas por ano? (sobe, o mesmo custo fixo reparte por menos horas).
NOTAS DO PROFESSOR
- Repetir a fórmula do slide anterior com estes números; é a mesma lógica, só muda o equipamento.
- Erro comum: arredondar a meio do cálculo (3,515625 arredonda a 3,52 só no fim, não em cada linha).
- Este valor entra na tabela de custos-hora do slide seguinte.
NOTAS DO PROFESSOR
- Explicar que esta tabela é um dado da oficina, calculado uma vez e reutilizado em todos os orçamentos.
- Erro comum: esquecer de converter minutos em horas antes de multiplicar pelo custo-hora.
- Este 1,59 €/unidade também vai para a tabela final do Bloco 11.
NOTAS DO PROFESSOR
- Explicar TSU e encargos sociais em termos simples: o que a empresa paga é mais do que o que o trabalhador recebe.
- Erro comum: usar o salário líquido do trabalhador como custo-hora da empresa. Subestima muito o custo real.
- Perguntar: num lote de 5 peças vs 500, o setup pesa igual por peça? (não, pesa muito mais no lote pequeno).
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar: a certificação EN ISO 9606 tem custo próprio para o soldador, por isso o seu custo-hora é mais alto.
- Erro comum: escolher sempre a categoria mais barata para baixar o preço da proposta, ignorando o risco de retrabalho ou reprovação em ensaio.
- Perguntar: que peças desta UC exigiriam um soldador certificado em vez de um oficial qualificado?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a conversão 18 min → 0,30 h em conjunto (18÷60), é um passo onde surgem muitos erros.
- Erro comum: esquecer um dos quatro processos ao somar os tempos.
- Este 4,95 €/unidade é a segunda maior rubrica do custo direto do SMR-01, depois da hora-máquina.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar que o extra por categoria costuma ser pequeno por peça, mas decisivo na qualidade e na conformidade do ensaio.
- Erro comum: comparar só o custo-hora das duas categorias, sem multiplicar pelo tempo real da tarefa.
- Ligar à aptidão "calcular custos de mão-de-obra" e ao critério de desempenho de categorização de custos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Desenhar no quadro a secção triangular de um cordão de ângulo para visualizar a fórmula a²÷2.
- Erro comum: calcular o material de adição a partir da massa da peça soldada, em vez da geometria do cordão.
- Explicar o rendimento de deposição: nem todo o arame fundido fica no cordão, há salpico e rebarba.
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer a conta linha a linha; é a mais longa da UC e a que mais erros de arredondamento gera.
- Erro comum: esquecer de dividir pelo rendimento de deposição (dá um valor de arame otimista a menos).
- Ligar à aptidão "calcular comprimento, material de adição e tempos em processos de soldadura".
NOTAS DO PROFESSOR
- Perguntar porque é que se soma a área dos bordos e não só das duas faces (perímetro × espessura); mostrar numa peça real.
- Erro comum: esquecer os bordos, sobretudo em chapas grossas onde o erro pesa mais.
- Explicar a diferença entre pintura (área) e matéria-prima (massa): unidades de custo diferentes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a conta completa no quadro: área → litros → custo, sem saltar passos.
- Erro comum: usar o rendimento de 1 demão quando a peça leva 2 demãos (o rendimento combinado é menor).
- Anunciar: para 80 unidades (usado no projeto), este valor multiplica-se diretamente por 80.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar a diferença de base de cobrança: pintura por área, galvanização por massa. É um erro clássico de orçamentação trocar as duas.
- Erro comum: aplicar o preço por m² da pintura a uma peça que vai ser galvanizada.
- Exercício rápido: recalcular o custo de galvanizar o SMR-01 (massa útil 1,922 kg) a 1,10 €/kg. Solução: 1,922 × 1,10 ≈ 2,11 €/unidade.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar: a potência vem da chapa de características da máquina, não é um valor que se "adivinha".
- Erro comum: usar a mesma potência para todos os equipamentos; o plasma CNC consome muito mais do que um torno mecânico.
- Este quadro é a base do cálculo de energia do slide seguinte, para o SMR-01.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar: consumíveis e energia são pequenos por unidade mas nunca se ignoram; em lotes grandes somam bastante.
- Erro comum: esquecer que a energia depende da POTÊNCIA da máquina e do TEMPO de uso, não só de uma tarifa.
- Rever de onde vêm os 0,1167 h e os 0,10 h (Bloco 6, tempos de corte+quinagem e soldadura).
NOTAS DO PROFESSOR
- Repetir: despesas gerais aplicam-se ao custo DIRETO já somado, não a cada rubrica em separado.
- Erro comum: aplicar a percentagem só à matéria-prima, esquecendo mão de obra e hora-máquina.
- Este 10,75 €/unidade é a base para o Bloco 11 (margem e IVA).
NOTAS DO PROFESSOR
- Fixar a ordem: primeiro a margem sobre o custo industrial, só depois o IVA sobre o resultado. Nunca ao contrário.
- Erro comum: aplicar o IVA sobre o custo industrial e só depois somar a margem. Dá um preço final diferente (errado).
- IVA 23% é a taxa normal em Portugal continental; lembrar que há taxas diferentes nas regiões autónomas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Esta tabela reúne TODOS os cálculos dos blocos anteriores; vale a pena parar aqui e rever de onde vem cada linha.
- Erro comum: multiplicar o custo unitário arredondado por 50 numa linha e recalcular a percentagem no total noutra; escolher sempre a mesma convenção (ver sebenta).
- Perguntar: se a margem subisse para 25%, qual seria o novo PVP com IVA? Deixar a turma refazer a conta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar: a secagem da pintura NÃO se pode apressar, é um limite físico do processo, não de mão de obra.
- Erro comum: prometer o prazo só com base na produção, esquecendo preparação e secagem.
- Exercício: a partir de uma segunda-feira, contando só dias úteis, em que dia cai a entrega?
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar que o transporte tem o SEU PRÓPRIO IVA (23% também, mas calculado à parte do produto).
- Erro comum: esquecer o transporte por completo e o cliente ficar surpreendido com um custo extra.
- Perguntar: e se a distância fosse o dobro? Recalcular rapidamente com a turma.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar: o custo variável (matéria-prima, mão de obra por peça) não muda com a quantidade; só o setup se dilui.
- Erro comum: cotar o mesmo preço unitário para um lote de 10 e um lote de 200; o cliente do lote pequeno paga a menos e a fábrica perde dinheiro nesse lote.
- Perguntar: um prazo apertado que obrigue a horas extra (custo-hora mais caro) tem um efeito parecido ao contrário, sobe o preço unitário mesmo com o mesmo lote.
NOTAS DO PROFESSOR
- Explicar a sigla BOM (Bill of Materials) e mostrar que é a mesma lógica das bibliotecas de componentes de outras UCs.
- Erro comum: esquecer os elementos de fixação (parafusos, porcas, anilhas) na árvore de produto.
- Exercício: pedir à turma para desenhar a árvore de produto de um objeto simples do dia a dia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Se houver acesso a computadores, montar esta folha de cálculo ao vivo com a turma.
- Erro comum: escrever números "fixos" em vez de fórmulas ligadas às células de entrada; perde-se a automatização.
- Ligar à aptidão "automatizar processos de orçamentação" e "utilizar folhas de cálculo e formulário".
NOTAS DO PROFESSOR
- Perguntar: porque é que registar o orçamento ajuda a melhorar o próximo? (compara-se o previsto com o real).
- Erro comum: tratar segurança e qualidade como "extras" em vez de rubricas com custo real e mensurável.
- Ligar às atitudes do referencial: rigor, sentido de organização, respeito pelas normas definidas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer os dois cálculos com a turma; são dois dos erros mais comuns e mais caros vistos em orçamentos reais.
- Erro comum (meta): o próprio aluno cometer um destes erros na ficha ou no projeto sem se dar conta.
- Perguntar: qual destes quatro erros é mais fácil de detetar antes de enviar o orçamento ao cliente, e qual só se descobre depois, já na produção?
NOTAS DO PROFESSOR
- Recapitular a cascata completa do preço, do desenho técnico ao PVP com IVA, com a turma a completar cada seta.
- Perguntar qual foi o passo que mais gerou dúvidas ao longo da UC, e reforçá-lo antes da ficha 1.
- Anunciar que o projeto retoma o SMR-01 numa escala maior (80 unidades), com transporte e prazo incluídos.