NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a qualidade constrói-se durante o fabrico, não se "inspeciona no fim". Ligar à atitude de responsabilidade pelas próprias ações.
- Erro comum: achar que o controlo da qualidade é só o trabalho do inspetor. Toda a equipa participa.
- Exemplo: uma solda mal executada detetada no posto seguinte custa uma retificação; detetada só na obra pode custar a substituição de toda a peça.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: analisar os requisitos é a primeira realização do referencial da UC. Nada se controla sem saber o que se exige.
- Pergunta: quem define a tolerância de uma cota, o operário ou o desenho técnico? (o desenho técnico, sempre).
- Exemplo: uma cota de 50 ± 0,1 mm significa que qualquer valor entre 49,9 e 50,1 mm é aceite.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: as propriedades do material condicionam a escolha do processo de fabrico e dos ensaios.
- Erro comum: assumir que "é aço" chega. Existem várias ligas com propriedades muito diferentes.
- Analogia: escolher o material é como escolher o tecido de uma peça de roupa, cada um serve para um fim.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a rastreabilidade é exigida pela EN 1090 e é a base de qualquer investigação de não conformidade.
- Pergunta: se uma peça falhar num ensaio à tração, o que se verifica primeiro? (o certificado do lote de material).
- Exemplo: um número de lote gravado na peça permite encontrar, anos depois, de onde veio o aço.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada processo introduz um tipo de erro diferente; o controlo tem de ser adaptado ao processo.
- Erro comum: usar o mesmo plano de inspeção para peças cortadas e para peças soldadas. Os riscos são diferentes.
- Exemplo/analogia: a soldadura é o processo com mais variáveis (corrente, velocidade, gás), por isso concentra mais ensaios.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: planear o controlo é decidir, antes de fabricar, o que se mede e onde.
- Pergunta: porque não basta controlar só a peça final? (um defeito de uma etapa anterior pode ficar escondido).
- Exemplo: um furo mal posicionado só aparece na montagem se não for controlado logo após a furação.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: aferição e ajuste dos instrumentos são um critério de desempenho explícito do referencial.
- Erro comum: usar um paquímetro riscado ou descalibrado "porque estava à mão".
- Exemplo: um paquímetro caído ao chão deve ser verificado antes de voltar a usar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a leitura é sempre "escala principal + nónio", nunca só um dos dois.
- Erro comum: ler o nónio na divisão errada ou esquecer de somar à escala principal.
- Exemplo/analogia: o nónio é como uma "lupa" que decompõe o milímetro em partes mais pequenas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o micrómetro é mais preciso mas mais lento a usar; escolher o instrumento certo para cada tolerância.
- Erro comum: apertar sem usar a catraca, esmagando a peça ou empenando o fuso.
- Exemplo: pedir aos alunos para lerem 3 valores diferentes num micrómetro real ou num simulador.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o calibre não mede o valor, só classifica aceite/rejeitado. Diferente do paquímetro/micrómetro.
- Erro comum: forçar o lado "não passa" a entrar. Se não entra normalmente, a peça está boa.
- Exemplo: um calibre de furos para verificar rapidamente 200 peças iguais numa linha de produção.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o comparador não dá uma cota absoluta, dá um desvio face a um zero definido pelo operador.
- Erro comum: esquecer de zerar o comparador antes de medir o desvio.
- Exemplo: verificar o batimento de um veio rodando-o sobre dois "V" e lendo o comparador.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a escolha da técnica depende da tolerância exigida e da geometria da peça, não do que "está mais à mão".
- Erro comum: usar medição direta onde a tolerância exige comparação de maior precisão.
- Exemplo: uma cota geral mede-se com paquímetro; uma planeza fina mede-se por comparação.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o plano de medição normaliza o controlo entre turnos e operadores.
- Erro comum: medir "o que dá jeito" em vez de seguir o plano definido.
- Exemplo: numa auditoria, o plano de medição é o primeiro documento pedido.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: rugosidade é uma especificação técnica, não uma questão estética.
- Erro comum: avaliar o acabamento "a olho" quando a especificação exige valor de Ra medido.
- Exemplo: uma superfície de vedação exige Ra baixo; uma estrutura pintada tolera Ra mais alto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: escolher o equipamento em função da dimensão e complexidade da peça, não usar sempre o mesmo por hábito.
- Erro comum: tentar medir uma peça grande e complexa só com paquímetro, perdendo tempo e rigor.
- Exemplo: verificar a planeza de uma chapa de 2 metros com coluna de medição sobre mesa de referência.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: normas não são burocracia, são a linguagem comum que permite a um cliente confiar na peça sem a desmontar.
- Erro comum: achar que "sempre se fez assim" substitui a norma aplicável.
- Exemplo: uma obra pública exige, por contrato, o cumprimento de normas específicas de execução.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a EN 1090 liga-se diretamente ao referencial ("normas específicas para estruturas metálicas").
- Pergunta: porque é que a classe de execução aumenta as exigências de ensaio? (mais risco associado à falha da estrutura).
- Exemplo: uma escada de acesso (baixo risco) tem classe de execução inferior à de uma ponte (alto risco).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a inspeção visual é a primeira linha de defesa, mas tem limites (não vê defeitos internos).
- Erro comum: pular a inspeção visual e ir logo para ensaios instrumentais mais caros.
- Exemplo: um cordão de soldadura com salpicos visíveis é rejeitado logo na inspeção visual, sem gastar um ensaio de ultrassons.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: registar na carta de controlo é um critério de desempenho explícito do referencial, mesmo para peças aprovadas.
- Erro comum: só registar as peças rejeitadas. O histórico das aprovadas também é necessário para as cartas de controlo.
- Exemplo: sem registo do "conforme", não é possível construir depois um gráfico de controlo estatístico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: destrutivo significa que a peça ensaiada não pode voltar a ser usada, por isso ensaia-se uma amostra.
- Erro comum: confundir ensaio de qualificação de um procedimento de soldadura com o controlo de cada peça produzida.
- Exemplo: qualificar um novo processo de soldadura implica ensaios destrutivos de provetes soldados nas mesmas condições da produção.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: NDT complementa a inspeção visual, procurando o que o olho não vê (defeitos internos ou subsuperficiais).
- Erro comum: usar partículas magnéticas em material não magnético (ex.: alumínio); aí usa-se líquidos penetrantes.
- Exemplo: um cordão de soldadura estrutural crítico é frequentemente ensaiado por ultrassons ou radiografia, conforme a norma.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o Ishikawa organiza o brainstorming, não substitui a investigação real da causa.
- Erro comum: preencher só uma categoria (normalmente "mão de obra") e ignorar as outras.
- Exemplo/analogia: as "espinhas" do peixe são como gavetas onde se arruma cada hipótese de causa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o Pareto prioriza onde investir esforço de melhoria primeiro. Nem todos os defeitos pesam o mesmo.
- Erro comum: distribuir o esforço de melhoria igualmente por todos os defeitos, em vez de atacar os 20% que causam 80% do problema.
- Exemplo: com estes dados, uma equipa concentrada em porosidade resolve mais rápido do que uma equipa dispersa por 4 frentes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a estatística não elimina a variação, ajuda a distinguir variação normal de um problema real.
- Erro comum: reagir a cada medição isolada como se fosse um defeito, sem olhar para a tendência.
- Exemplo: fazer a turma calcular a média de 5 medições reais de uma peça em sala.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um ponto fora dos limites não é "má sorte", é um sinal estatístico para investigar (ligar ao Ishikawa).
- Erro comum: ajustar o processo a cada ponto que se afasta ligeiramente da média, mesmo dentro dos limites (sobre-ajuste).
- Exemplo: mostrar uma carta com uma tendência crescente ainda dentro dos limites, mas já a avisar de deriva do processo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: 5S não é "arrumar por arrumar", é reduzir erro e tempo perdido a procurar ferramentas e instrumentos.
- Erro comum: fazer os 3 primeiros S (triagem, arrumação, limpeza) e esquecer normalização e disciplina, que mantêm o resultado no tempo.
- Exemplo: um paquímetro sempre no mesmo local, limpo, é usado mais depressa e com menos erro do que um perdido na gaveta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o DMAIC não é teoria isolada, reutiliza Ishikawa, Pareto e cartas de controlo já ensinados.
- Erro comum: saltar direto para "Improve" sem medir e analisar primeiro, resolvendo o problema errado.
- Exemplo: aplicar o DMAIC ao problema dos cordões porosos do bloco anterior, etapa a etapa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o PDCA é um ciclo, não uma lista linear. "Act" volta a alimentar um novo "Plan".
- Erro comum: implementar a ação (Do) sem planear (Plan) nem depois verificar (Check) se resultou.
- Analogia: o PDCA é como afinar um instrumento, tocar, ouvir se soa bem e ajustar de novo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: corretiva reage a algo que já aconteceu; preventiva antecipa-se a algo que ainda não aconteceu.
- Erro comum: aplicar só uma correção pontual (retificar a peça) sem tratar a causa (ação corretiva no processo).
- Exemplo: retificar uma cota fora de tolerância é uma correção; recalibrar a máquina para não voltar a acontecer é a ação corretiva.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o risco justifica o esforço de controlo; uma peça estrutural crítica exige mais ensaios do que uma peça decorativa.
- Erro comum: aplicar o mesmo nível de controlo a peças de risco muito diferente.
- Exemplo: ligar de novo às classes de execução da EN 1090, que graduam exatamente este risco.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta hierarquia documental é a estrutura de qualquer sistema da qualidade, incluindo o exigido pela EN 1090.
- Erro comum: confundir procedimento (como fazer) com registo (prova de que se fez).
- Exemplo: mostrar uma ficha de registo real preenchida com cotas medidas e assinatura do operador.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: usar equipamentos de proteção individual e cumprir as normas de segurança é um conhecimento e uma aptidão explícitos do referencial.
- Erro comum: retirar EPI para "ver melhor" durante uma inspeção visual detalhada.
- Exemplo: um ensaio de partículas magnéticas ou radiografia tem riscos próprios (campo magnético, radiação) que exigem formação específica.