NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: no TIG, "o que faz o arco" (elétrodo) e "o que enche a junta" (vareta) são coisas diferentes, ao contrário do SER e do MAG.
- erro comum: os alunos confundem o elétrodo de tungsténio com um elétrodo revestido do SER, pensando que também se consome.
- analogia: o elétrodo é como a ponta de um soldador de estanho, que aquece mas não se gasta; o estanho (aqui, a vareta) é que se derrete.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o TIG não é "melhor" em absoluto, é a escolha certa quando a qualidade e o controlo pesam mais do que a velocidade.
- pergunta: porque é que o TIG é tão usado na indústria alimentar e química (inox)? Ligar à ausência de escória e ao cordão limpo.
- exemplo: tubagem de inox alimentar solda-se quase sempre em TIG, para não deixar resíduos na junta.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o pedal é típico em aço/inox (mãos livres para vareta e tocha); em alumínio usa-se muitas vezes o botão da tocha.
- erro comum: bocal cerâmico rachado ou sujo, que deixa entrar ar e degrada a proteção.
- exemplo: mostrar a diferença entre uma tocha arrefecida a ar e uma arrefecida a água (correntes mais altas).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a escolha da tocha não é só "a que está disponível", tem um limite de corrente e de ciclo de trabalho.
- erro comum: usar uma tocha a ar em correntes altas e contínuas, "porque aguentou da última vez".
- exemplo: comparar o peso e o diâmetro de uma tocha a ar e uma a água, e explicar a razão da diferença.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: antes de qualquer soldadura, confirmar o seletor DC/AC está na posição correta para o material.
- erro comum: deixar a fonte na configuração do trabalho anterior (ex.: AC de alumínio) e tentar soldar aço.
- exemplo: percorrer com a turma, ao vivo, cada botão de uma fonte real da oficina.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o código de cores existe precisamente para não trocar um elétrodo pensado para DC com um pensado para AC.
- erro comum: usar WP (verde, para AC) em DC no aço, ou vice-versa, com arco instável como resultado.
- exemplo: passar a caixa de elétrodos e pedir à turma que identifique tipo e uso pela cor da ponta.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nunca partilhar a mó do tungsténio com aço, contamina o elétrodo.
- erro comum: afiar em riscos transversais (círculos), que fazem o arco "saltar" de forma imprevisível.
- exemplo: mostrar dois elétrodos afiados, um correto (longitudinal) e um errado (transversal), ao microscópio ou lupa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os valores da tabela são um ponto de partida, a EPS é que fixa os valores exatos de cada trabalho.
- erro comum: escolher o diâmetro do elétrodo pela corrente máxima da fonte, e não pela espessura real da chapa a soldar.
- exemplo: medir a chapa com um paquímetro antes de escolher elétrodo e vareta, em vez de "confiar à vista".
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: mistura árgon+hélio não é "melhor" por defeito, é mais cara e menos estável, só compensa em espessura/penetração.
- erro comum: assumir que "mais hélio é sempre melhor". Depende do material e da espessura.
- exemplo: comparar o mesmo cordão em árgon puro e em 75/25 Ar/He, mesma corrente, ver a diferença de penetração.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: mais caudal não é sempre melhor, há um ponto ótimo por bocal.
- erro comum: "abrir tudo" no caudalímetro pensando que protege mais.
- exemplo: pedir aos alunos que observem o cordão com caudal correto vs caudal excessivo, mesmo material.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: DCEN é o normal em aço/inox; não confundir com a polaridade inversa usada no SER com certos elétrodos.
- erro comum: assumir que a polaridade em TIG funciona como no SER/MAG. Em TIG, aço = DCEN, sempre.
- exemplo: mostrar num esquema simples o sentido da corrente e onde se concentra o calor.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: este é o ponto mais importante do bloco. A razão do AC não é "tradição", é a decapagem catódica.
- erro comum: tentar soldar alumínio em DC "porque deu certo no aço". A alumina impede a fusão.
- analogia: a alumina é como uma "casca" que tem de ser quebrada antes de conseguir mexer no que está por baixo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o balanço é um parâmetro real da fonte, não um detalhe teórico, os alunos vão vê-lo no painel da fonte inversora.
- erro comum: subir o balanço para EP a mais "para limpar melhor" e queimar a ponta do elétrodo mais depressa.
- exemplo: mostrar duas pontas de elétrodo WP usadas, uma com balanço equilibrado e outra com EP excessivo (calote grande e irregular).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: HF preserva a geometria da ponta do elétrodo, ao contrário do arranque por raspagem (lift arc).
- erro comum: raspar o elétrodo na peça para arrancar o arco, deformando a ponta.
- exemplo: ouvir/ver a faísca de HF antes do arco arrancar, numa fonte da oficina.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada passo tem uma razão técnica própria, saltar um só (por exemplo, avançar sem esperar a poça formar) já compromete o cordão.
- erro comum: avançar assim que o arco abre, sem esperar que a poça fique brilhante e fluida.
- exemplo: cronometrar em voz alta os primeiros segundos de uma soldadura de demonstração, nomeando cada passo da sequência.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: parar o arco de repente, sem rampa, deixa uma cratera (vazio/fenda) que é defeito.
- erro comum: cortar o pós-gás demasiado cedo para "poupar" gás, oxidando o fim do cordão.
- exemplo: mostrar um cordão com cratera final ao lado de um com rampa de descida bem regulada.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a vareta funde-se na poça, o elétrodo não. É a distinção central do processo.
- erro comum: tocar a vareta no elétrodo, causa quase certa de inclusão de tungsténio.
- exemplo: demonstrar o gesto de "picar" a poça com a vareta, sem tocar no arco.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o gesto de "picar" a poça é o que distingue um cordão TIG limpo de um irregular.
- erro comum: empurrar a vareta como se fosse fio contínuo de MAG, perdendo o controlo da poça.
- exemplo: demonstrar o gesto correto lentamente, depois em velocidade real de trabalho.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: t>1 nas juntas em T e de canto do referencial normalmente pede multipasse.
- erro comum: tentar fechar uma junta espessa num único passe, com falta de fusão nas camadas mais profundas.
- exemplo: mostrar em corte transversal um cordão multipasse (raiz + enchimento + acabamento).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a EPS não é burocracia, é o que garante que o soldador replica um procedimento validado.
- erro comum: ignorar a EPS e escolher gás/corrente/vareta por hábito.
- exemplo: analisar em conjunto uma EPS real, campo a campo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o TIG é o mais sensível dos três processos a gordura, óxido e humidade na junta.
- erro comum: saltar a limpeza "porque a chapa parece limpa a olho nu".
- exemplo: comparar um cordão em chapa limpa vs chapa com óxido superficial não removido.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a preparação da junta pesa tanto no resultado final como os parâmetros elétricos.
- erro comum: confiar só na corrente e no gás para "compensar" uma junta mal preparada ou mal alinhada.
- exemplo: mostrar duas juntas de canto, uma bem alinhada e outra com desalinhamento, e o efeito no cordão final.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a PA é o ponto de partida da aprendizagem e a referência (100%) para os ajustes das outras posições.
- erro comum: já em PA, negligenciar o caudal de gás "porque é a posição fácil".
- exemplo: comparar o mesmo cordão em PA com caudal correto e com caudal a menos.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: em PB a gravidade puxa a poça para a chapa horizontal inferior, por isso o ângulo da tocha tem de compensar.
- erro comum: manter o ângulo e a intensidade exatamente iguais aos da PA, resultando em filete assimétrico.
- exemplo: soldar o mesmo tipo de junta em T primeiro em PA depois em PB e comparar a simetria do filete.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a PC não é "a PA rodada": a gravidade atua numa direção diferente da direção de avanço, e isso muda toda a técnica.
- erro comum: usar a mesma poça grande e o mesmo ritmo lento da PA numa parede vertical, resulta em escorrimento quase certo.
- exemplo: filmar (ou observar ao vivo) a mesma junta soldada em PA e em PC, comparando o tamanho da poça e a velocidade de avanço.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: em PF a gravidade opõe-se diretamente ao avanço, por isso a corrente pulsada ajuda a controlar o peso da poça.
- erro comum: subir a corrente para "compensar" a posição, quando isso só agrava o escorrimento.
- exemplo: comparar corrente contínua vs pulsada na mesma junta em PF, observando o comportamento da poça.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a intensidade desce à medida que a posição fica mais desfavorável à gravidade; a PA é sempre o máximo.
- erro comum: decorar os ângulos sem perceber a lógica: tocha e vareta ajustam-se para conter a poça contra a gravidade.
- exemplo: usar esta tabela como checklist antes de cada mudança de posição na oficina.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o lado do símbolo em relação à linha de referência indica de que lado da junta o cordão vai.
- erro comum: confundir o lado "de cima" com o lado "de baixo" do símbolo.
- exemplo: dar um desenho técnico real com simbologia de soldadura e pedir à turma que descreva o cordão exigido.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada defeito tem uma causa mecânica ou de processo identificável, não é "azar".
- erro comum: classificar toda a mancha escura como "contaminação" sem verificar a causa real (pode ser oxidação por caudal errado).
- exemplo: mostrar fotografias de cordões com cada um destes defeitos, lado a lado, e pedir à turma que identifique causa e correção.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o nível de qualidade não é universal, é definido caso a caso na EPS conforme a criticidade da peça.
- erro comum: aplicar sempre o nível mais exigente (B) "por precaução", encarecendo o trabalho sem necessidade.
- exemplo: comparar o mesmo cordão com uma pequena mordedura, aceitável em D mas rejeitado em B.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a inspeção visual é o primeiro nível de controlo de qualidade, disponível em qualquer posto de trabalho.
- erro comum: adiar a limpeza do bocal até o arco começar a falhar.
- exemplo: percorrer uma checklist de manutenção diária da tocha e da fonte com a turma.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a maior parte das avarias "simples" tem uma causa mecânica visível, antes de suspeitar da fonte.
- erro comum: saltar logo para "a fonte está avariada" sem verificar antes a tocha, o gás e as ligações.
- exemplo: percorrer esta tabela como checklist de diagnóstico com a turma, avaria a avaria.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a qualificação não é genérica, é específica ao processo/posição/espessura ensaiados, e a PC exige o seu próprio ensaio.
- erro comum: assumir que quem está qualificado em PF está automaticamente qualificado em PC, só por parecer "mais difícil".
- exemplo: mostrar um certificado de qualificação real e identificar os campos que limitam o âmbito (posição, espessura, diâmetro).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a radiação UV do arco TIG é intensa mesmo quando há pouco fumo visível, ao contrário do SER.
- erro comum: relaxar a proteção ocular só porque "não há fumo", esquecendo a radiação.
- exemplo: mostrar o filtro correto da máscara e explicar o número de sombra adequado ao processo/corrente.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o TIG tem menos fumo visível do que o SER/MAG, o que engana quem pensa que arrisca menos radiação.
- erro comum: baixar a guarda na proteção ocular por não haver fumo aparente, esquecendo a radiação intensa do arco.
- exemplo: percorrer esta tabela risco a risco antes da primeira aula prática de soldadura TIG.