NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: fixa versus removível é a primeira distinção a fixar, porque muda todo o fluxo clínico e os cuidados de higiene do paciente.
- erro comum: achar que "fixa" significa "definitiva para sempre"; uma prótese fixa também pode fraturar, descimentar ou precisar de substituição.
- exemplo: comparar uma coroa cimentada (fixa) com uma prótese parcial removível com ganchos (removível), pedindo aos alunos que identifiquem qual o paciente consegue tirar.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nem toda a reabilitação fixa é uma "coroa"; distinguir os tipos evita confusões na sala de trabalho.
- erro comum: confundir inlay/onlay (restauração parcial) com coroa (cobre toda a coroa anatómica).
- pergunta: porque razão uma ponte fixa não pode assentar só em tecido mole, precisando sempre de dentes ou implantes de apoio?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o pôntico fica sobre a crista desdentada, sem raiz própria; toda a carga mastigatória passa pelos pilares através dos conectores.
- erro comum: pensar que uma ponte de três elementos tem sempre dois pilares nas pontas; em casos específicos o desenho pode variar, sempre por decisão do médico dentista.
- exemplo: desenhar no quadro uma ponte de 3 elementos e pedir aos alunos que apontem pilar, pôntico, retentor e conector.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a anamnese não é burocracia, é segurança clínica; ligar sempre a um exemplo de risco real (alergia, medicação anticoagulante).
- erro comum: assumir que a anamnese só interessa para cirurgia; também condiciona a escolha de materiais protésicos e de cimentos.
- pergunta: porque é que uma história de bruxismo é relevante antes de planear uma coroa cerâmica?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: uma gengiva inflamada distorce a impressão final; por isso o exame periodontal antecede sempre a fase de impressões.
- erro comum: achar que o assistente só "passa instrumentos"; a organização por ordem de uso e a leitura antecipada do procedimento são competências ativas.
- exemplo: simular a posição a quatro mãos, o assistente à esquerda ou à direita do médico dentista, conforme a convenção da unidade.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada exame responde a uma pergunta diferente; a ortopantomografia não substitui a periapical quando se precisa de detalhe de uma raiz.
- erro comum: achar que o scanner intraoral substitui sempre o exame radiográfico; avalia superfície, não avalia osso nem raiz.
- pergunta: para planear uma coroa sobre um dente tratado endodonticamente, que exame é indispensável e porquê? (radiografia periapical, para avaliar a raiz e o osso).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a proteção radiológica indicada no protocolo da unidade (avental, colar de tiroide quando aplicável) faz parte da preparação.
- erro comum: o assistente comentar com o paciente o resultado de uma radiografia; essa leitura é sempre do médico dentista.
- exemplo: simular a colocação de um sensor de raio-x periapical e do avental de proteção num manequim ou colega.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o trabalho a quatro mãos é uma coreografia treinada, não improviso; antecipar o próximo passo é a competência mais valorizada.
- erro comum: pensar que coadjuvar é passivo; exige leitura constante do procedimento em curso.
- exemplo: simular a passagem de instrumentos numa sequência simples (espelho, sonda, seringa), cronometrando o tempo de resposta.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar cada atitude a uma situação concreta da prostodontia fixa, não deixá-las abstratas.
- erro comum: confundir autonomia com decidir sobre o tratamento; a autonomia é sobre a execução de tarefas já delegadas, nunca sobre decisões clínicas.
- pergunta: dá um exemplo de uma situação em que a assertividade evita um erro durante um procedimento a quatro mãos.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a preparação antecipada é o que permite ao trabalho a quatro mãos fluir sem interrupções.
- erro comum: montar o tabuleiro "à medida que se vai precisando"; deve estar completo e verificado antes de o procedimento começar.
- exemplo: pedir aos alunos que montem um tabuleiro completo para uma sessão de impressão, justificando cada item escolhido.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar este slide ao conceito de manutenção preventiva de primeiro nível, já estudado noutra UC.
- erro comum: só verificar a validade de um material no momento de o usar, com o paciente já à espera.
- pergunta: o que fazer se, ao preparar o tabuleiro, se descobre que o cimento definitivo está fora de validade? (não usar, notificar o responsável, repor stock).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: para prótese fixa definitiva, a precisão do silicone de adição é o que garante o ajuste da peça final.
- erro comum: usar alginato para uma impressão definitiva de coroa; serve para modelos de estudo, não tem a estabilidade necessária.
- exemplo: comparar ao tato (ou em imagem) a textura de um alginato e de um silicone de adição já presos.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada material tem tempos próprios do fabricante; nunca "adivinhar" pela textura sem cronometrar.
- erro comum: retirar a moldeira antes do tempo de presa terminar, deformando a impressão de forma irreversível.
- exemplo: cronometrar em aula a manipulação de um material de impressão até ao fim do tempo de presa indicado na bula.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a inibição pelo látex é química (catalisador de platina), não é um problema de técnica de mistura.
- erro comum: tocar na preparação ou no fio com luvas de látex logo antes da impressão com silicone de adição.
- exemplo: mostrar lado a lado duas porções de putty, uma amassada com luvas de vinil e outra com luvas de látex, e comparar a presa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a qualidade da impressão depende diretamente do afastamento gengival; ligar visualmente a uma impressão "boa" e uma "com bolhas na margem".
- erro comum: achar que o fio de retração é só para conforto; é sobretudo para a precisão da margem protética.
- pergunta: o que acontece a uma coroa cujo laboratório recebeu uma impressão com a margem mal definida?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o duplo fio é mais usado quando se prevê maior dificuldade em controlar a hemorragia ou o fluido sulcular.
- erro comum: aplicar o fio com força excessiva, lesando o periodonto; a compactação é suave e controlada.
- exemplo: mostrar embalagens reais (ou fotografias) de fio de retração e de pasta retratora, comparando a apresentação.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada etapa alimenta a seguinte; um erro numa impressão compromete todas as etapas posteriores.
- erro comum: registar a cor depois da preparação, com os dentes já desidratados e mais claros; a cor regista-se no início, com luz natural difusa ou luz corrigida de cerca de 5500 K, e sem o foco da unidade.
- exemplo: percorrer com a turma uma ficha de trabalho protésico real (ou modelo), identificando cada campo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o/a assistente prepara matriz, cartucho, pontas e instrumentos de acabamento; o ajuste e a cimentação na boca são do médico dentista.
- erro comum: esquecer a matriz antes da preparação; depois do dente desgastado já não há forma original para copiar.
- pergunta: porque é que o foco da unidade se afasta durante a tomada de cor?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o papel articular marca os pontos de contacto oclusal; explicar como se lê a marca a cor.
- erro comum: cimentar em definitivo sem prova prévia, sob pressão de tempo; nunca se salta esta etapa.
- pergunta: se na prova a coroa não assenta corretamente, o que se faz? (não se força; devolve-se ao laboratório ou repete-se a etapa que falhou, por decisão do médico dentista).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a escolha "com ou sem eugenol" não é indiferente; depende do cimento definitivo que se prevê usar a seguir.
- erro comum: deixar excesso de cimento provisório no sulco gengival, provocando inflamação até à consulta seguinte.
- exemplo: mostrar a diferença entre um provisório bem acabado, sem excessos, e um mal limpo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o cimento definitivo depende do material da prótese; o dissilicato de lítio pede, em regra, cimento resinoso adesivo, enquanto a zircónia aceita ionómero modificado por resina ou cimento resinoso autoadesivo.
- erro comum: deixar passar o momento de remoção dos excessos indicado pelo fabricante; o cimento endurecido no sulco é difícil de retirar e inflama a gengiva.
- pergunta: porque é que o isolamento do campo (afastar saliva e humidade) é especialmente crítico na cimentação com cimento resinoso?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a desinfeção da impressão é uma etapa de biossegurança que protege quem trabalha no laboratório.
- erro comum: guardar uma impressão de alginato várias horas antes de a enviar; perde precisão por desidratação ou expansão, conforme o material.
- exemplo: mostrar um rótulo completo de ficha de trabalho, comparando com um exemplo incompleto.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a ficha de trabalho é um documento clínico e legal, não apenas administrativo.
- erro comum: enviar uma impressão sem ficha de trabalho completa, obrigando o laboratório a adivinhar detalhes.
- exemplo: preencher em conjunto uma ficha de trabalho protésico para um caso simples (uma coroa unitária).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: CAD e CAM são duas fases distintas, desenho e fabrico; nem todo o fluxo CAD é fresado, também há impressão 3D.
- erro comum: achar que o scanner intraoral substitui toda a impressão física em todos os casos; alguns fluxos ainda combinam etapas físicas e digitais.
- pergunta: que vantagem tem o scanner intraoral para um paciente com reflexo de vómito muito sensível às moldeiras?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: tecnologia digital e convencional coexistem; a escolha depende do caso, do equipamento disponível e da decisão do médico dentista.
- erro comum: apresentar o digital como sempre superior; em certos casos (por exemplo, margens muito subgengivais) a impressão convencional ainda pode ser preferida.
- exemplo: mostrar um vídeo ou fotografias do funcionamento de um scanner intraoral, se disponível na unidade.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a zona sob o pôntico acumula placa bacteriana como qualquer outra e precisa de limpeza dedicada.
- erro comum: o paciente achar que, por a prótese ser "fixa e artificial", não precisa de a limpar como um dente natural.
- exemplo: demonstrar num modelo a passagem do superfloss por baixo de um pôntico.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar este slide diretamente ao critério de desempenho, que nomeia "estratégias de educação para a saúde e higiene oral".
- erro comum: limitar a instrução a "escova os dentes normalmente", sem explicar a técnica específica para a prótese.
- pergunta: que sinais deve o paciente reportar ao consultório entre consultas, relacionados com a prótese?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada problema tem sinais próprios; treinar os alunos a descrevê-los com precisão ao médico dentista.
- erro comum: chamar "cárie" a qualquer mancha escura junto à prótese sem confirmação clínica; o assistente reporta o sinal, não faz o diagnóstico.
- exemplo: mostrar fotografias clínicas (com autorização e anonimizadas) de cada um destes problemas, se disponíveis.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o valor do assistente aqui é a deteção precoce e a comunicação clara, não a resolução técnica do problema.
- erro comum: tentar "recolar" uma coroa que se soltou, mesmo com um cimento disponível, sem indicação do médico dentista.
- pergunta: um paciente liga a dizer que a coroa "caiu". O que faz o/a assistente antes de marcar a consulta? (regista os detalhes relatados e agenda com prioridade, sem dar indicações clínicas ao telefone).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar diretamente este slide ao circuito de reprocessamento já estudado noutra UC, sem o repetir do zero.
- erro comum: esquecer que instrumentos usados só na fase de impressão (moldeiras metálicas, instrumentos de retração) seguem o mesmo circuito de esterilização que qualquer outro instrumento.
- exemplo: percorrer o tabuleiro montado no Bloco 5 e classificar cada item como reutilizável ou de uso único.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estas normas não são exclusivas da prostodontia fixa, mas aplicam-se a cada procedimento descrito nesta UC.
- erro comum: relaxar o uso de proteção individual em procedimentos "só de impressão", por parecerem menos invasivos.
- pergunta: porque é que um fio de retração usado ou uma moldeira descartável com sangue seguem para o grupo III (risco biológico), mesmo não sendo "cortantes"? E a moldeira metálica? (não é resíduo: vai para esterilização).