NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a prostodontia removível não é só "estética", é função e saúde dos tecidos de suporte.
- Erro comum: pensar que uma prótese "resolve tudo de vez". Precisa de ajustes e manutenção ao longo do tempo.
- Exemplo: comparar a fala de alguém sem prótese (dificuldade em sons sibilantes) com a fala já reabilitada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: "coadjuvar" significa apoiar ativamente, não é um papel passivo.
- Erro comum: o aluno confundir "preparar materiais" com "poder decidir sobre o tratamento". Nunca decide.
- Pergunta à turma: dá um exemplo do dia a dia em que a assertividade e a escuta ativa (atitudes do referencial) fazem diferença numa consulta de prostodontia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: nenhuma estrutura de suporte é "igual" de utente para utente; por isso a prótese é sempre individual.
- Erro comum: confundir palato duro (fixo, osso) com palato mole (móvel, tecido). A extensão da prótese depende disso.
- Exemplo/analogia: o rebordo alveolar é como a "fundação" de um edifício; se a fundação for baixa ou irregular, a construção fica menos estável.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a reabsorção óssea é a razão pela qual as próteses precisam de revisões e, por vezes, rebasamento.
- Erro comum: achar que uma prótese desconfortável é sempre "defeito de fabrico". Muitas vezes é o rebordo que mudou.
- Pergunta à turma: porque é que os freios têm de ficar livres do bordo da prótese? (senão deslocam-na sempre que o utente fala ou mastiga)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o tipo de suporte da PPR muda a forma como a mastigação distribui a carga sobre dentes e mucosa.
- Erro comum: tratar toda a prótese parcial como igual. O desenho (dento-suportada ou não) muda todo o plano.
- Exemplo: uma PPR só com dois dentes posteriores remanescentes tende a ser mais muco-suportada nessa zona.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a escolha entre acrílica e esquelética é clínica, decidida pelo médico dentista, nunca pelo assistente.
- Erro comum: pensar que a prótese esquelética é sempre "melhor". Depende do caso, do orçamento e da indicação clínica.
- Pergunta à turma: porque é que uma estrutura mais fina (esquelética) pode ser mais confortável para o utente? (menos volume na boca, melhor perceção de temperatura e sabor)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o/a assistente não classifica por decisão própria, mas tem de ler a classe que o médico dentista escreve na ficha e perceber o que implica.
- Erro comum: classificar pela zona desdentada maior, em vez da mais posterior.
- Pergunta à turma: arcada inferior sem 35, 36, 37 e sem 45, 46, 47. Que classe? (Classe I: dois extremos livres)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: as regras existem para que a clínica e o laboratório classifiquem sempre da mesma forma.
- Erro comum: classificar antes das extrações planeadas, o que muda a classe depois.
- Exemplo: superior sem 15, 16, 17 e 25, 26, com 18 (pilar) e 27 presentes: Classe III, modificação 1.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os nichos e os planos-guia são preparados pelo médico dentista antes da moldagem definitiva; o/a assistente prepara, aspira e afasta.
- Erro comum: confundir apoio (impede afundar) com gancho (impede sair).
- Pergunta à turma: numa Classe I, porque é que a prótese precisa de retentores indiretos? (os extremos livres tendem a levantar e rodar)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: na prova da estrutura, prepara-se silicone fluido ou pasta indicadora para detetar zonas de pressão.
- Erro comum: trocar componentes de sistemas de implantes diferentes; confirmar sempre marca e medida com o médico dentista.
- Pergunta à turma: porque é que a higiene numa sobredentadura é mais exigente? (limpa-se a prótese e também os pilares na boca)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a preparação da consulta começa antes de o utente sentar na cadeira.
- Erro comum: o assistente avançar opiniões sobre o diagnóstico ao utente. Compete só ao médico dentista.
- Exemplo/analogia: a anamnese é como o "mapa de estradas" antes de uma viagem, orienta todo o plano seguinte.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: escuta ativa e assertividade são atitudes avaliadas, não "extras" de simpatia.
- Erro comum: o assistente responder por conta própria a perguntas clínicas ("vai doer?", "quanto tempo demora?"). Encaminha para o médico dentista.
- Pergunta à turma: como reformular, de forma assertiva, uma dúvida do utente para o médico dentista sem o deixar ansioso?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a organização do armário de moldeiras é uma tarefa direta do/a assistente, ligada à atitude "sentido de organização".
- Erro comum: reutilizar uma moldeira sem confirmar a limpeza/desinfeção adequada entre utentes.
- Exemplo/analogia: escolher a moldeira é como escolher o sapato certo, tem de se ajustar sem apertar nem sobrar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada marca de alginato tem a sua proporção pó/água e tempos próprios; ler sempre a embalagem.
- Erro comum: espatular devagar ou pouco tempo, deixando bolhas que depois aparecem no modelo em gesso.
- Pergunta à turma: porque é que a impressão de alginato tem de ir rapidamente para vazamento em gesso? (perde precisão dimensional com o tempo)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: toda a moldagem sai da boca contaminada; a desinfeção protege quem a vaza e o laboratório.
- Erro comum: deixar a moldagem no copo do desinfetante "até haver tempo", o que a deforma por embebição.
- Pergunta à turma: uma moldagem esteve 40 minutos na bancada. Que risco corre o modelo? (contração, modelo que não corresponde à boca)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a moldeira individual existe porque a moldeira de série não reproduz o detalhe funcional necessário à prótese final.
- Erro comum: esquecer o espaçador na moldeira individual, o que deixa pouco espaço para o material definitivo e distorce a impressão.
- Exemplo/analogia: a moldeira de série é um "rascunho"; a individual é a "versão final ajustada" a essa boca.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada material tem uma técnica de manipulação diferente; confundi-los compromete a impressão.
- Erro comum: aquecer a godiva em água demasiado quente, o que pode queimar o utente ou deformar o material antes de moldar.
- Pergunta à turma: porque é que a moldagem funcional dos bordos é especialmente importante numa prótese total? (define o selamento e a retenção final)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este é um dos passos mais determinantes para o conforto e a estética finais da prótese.
- Erro comum: aquecer a cera de forma desigual, deixando zonas moles e outras rígidas no momento do registo.
- Exemplo/analogia: o rolete de cera é como um "esboço" à escala, que o médico dentista ajusta até bater certo com a posição natural da face.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o articulador é uma simulação, não substitui a boca real; por isso há sempre uma prova clínica depois.
- Erro comum: montar o modelo no articulador sem verificar se está bem centrado e fixo, o que desalinha toda a montagem seguinte.
- Pergunta à turma: o que pode acontecer se o registo da relação cêntrica estiver errado? (prótese com oclusão desconfortável, exigindo mais ajustes)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a escolha de cor e forma dos dentes não é estética "à parte", está no referencial da UC como parte da reabilitação.
- Erro comum: escolher a cor dos dentes sob luz artificial ou já com a boca seca, o que altera a perceção da cor.
- Exemplo/analogia: escolher a cor dos dentes é como escolher a pintura de uma sala, a luz do momento muda tudo o que se vê.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a prova em cera é a última oportunidade de mudar posição ou cor dos dentes sem refazer tudo de raiz.
- Erro comum: avançar para o acabamento final sem prova clínica, o que obriga a repetir etapas caras se algo estiver errado.
- Pergunta à turma: porque se pede ao utente para falar certas frases durante a prova? (testar se os dentes interferem na fonética)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um modelo com bolhas ou proporção errada de gesso propaga o erro a todas as etapas seguintes.
- Erro comum: vazar o gesso de uma só vez sem vibração, prendendo bolhas de ar visíveis no modelo final.
- Exemplo/analogia: o modelo em gesso é a "cópia fiel" da boca; qualquer defeito aqui aparece depois na prótese.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o vazamento acontece logo a seguir a cada moldagem, não no fim do processo.
- Erro comum: medir a água "a olho", o que muda a resistência e a expansão do modelo.
- Pergunta à turma: quantos mL de água para 150 g de um gesso pedra de relação 0,30 mL/g? (45 mL)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a identificação correta dos modelos previne trocas entre utentes, um erro grave e evitável.
- Erro comum: recortar o modelo antes de o gesso ter feito presa completa, o que o pode fraturar.
- Pergunta à turma: porque é que a paralelometria só se faz depois de o modelo estar recortado e limpo? (para observar com rigor os eixos de inserção)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a deceragem incompleta deixa resíduos de cera que impedem a resina de preencher bem o espaço.
- Erro comum: esquecer o isolante, o que cola a resina ao gesso e destrói o molde ao tentar desincluir.
- Exemplo/analogia: a mufla funciona como um "molde de bolo": tira-se a forma (cera), unta-se (isolante) e enche-se com a massa nova (resina).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada resina tem o seu próprio protocolo; nunca se assume um tempo "de memória" de outro produto.
- Erro comum: interromper o ciclo de polimerização antes do tempo indicado, deixando monómero residual que pode irritar a mucosa do utente.
- Pergunta à turma: porque é que a autopolimerizável é preferida para reparações rápidas, mas não para próteses novas? (menor resistência e mais alteração dimensional a longo prazo)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a desinclusão exige cuidado, uma prótese ainda quente ou mal manuseada pode fraturar.
- Erro comum: saltar o ajuste oclusal no articulador "porque parece bem", deixando o ajuste todo para a boca do utente.
- Exemplo/analogia: o ajuste no articulador é como afinar um instrumento antes do concerto, poupa correções ao vivo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o polimento não é só estética, uma superfície rugosa acumula bactérias e irrita a mucosa.
- Erro comum: polir sem proteção ocular ou sem aspiração, expondo-se a partículas de resina.
- Pergunta à turma: porque se avança do abrasivo mais grosso para o mais fino, e nunca ao contrário? (cada etapa remove os riscos deixados pela anterior)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a maioria das próteses precisa de pequenos ajustes na primeira entrega, é normal e esperado.
- Erro comum: o utente ou o assistente tentarem "ajustar em casa" com uma lima. Qualquer ajuste é feito pelo médico dentista.
- Exemplo/analogia: o papel de articular e a pasta indicadora funcionam como um "mapa de calor": o primeiro mostra onde os dentes tocam, a segunda onde a base aperta a mucosa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: registar a queixa com precisão (localização, quando ocorre) ajuda o médico dentista a intervir mais depressa.
- Erro comum: menorizar uma queixa do utente ("já passa") em vez de a reportar de imediato.
- Pergunta à turma: um utente refere náusea com a prótese superior. Que informação é útil recolher antes da consulta de ajuste? (quando ocorre, se é constante, se piora ao falar ou comer)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a prótese acumula placa bacteriana como um dente natural, precisa de higiene diária.
- Erro comum: o utente lavar a prótese com pasta dentífrica abrasiva, que risca a superfície polida.
- Exemplo/analogia: a superfície polida da prótese é como uma lente: cada risco torna-a mais áspera e dá abrigo à placa bacteriana.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os controlos periódicos não são "só para quem tem problemas", servem para prevenir.
- Erro comum: o utente não voltar às consultas de controlo por achar que "está tudo bem". Reforçar a importância mesmo sem queixas.
- Pergunta à turma: porque é que uma ferida na mucosa que não cicatriza é um sinal de alarme importante? (pode indicar lesão persistente a investigar clinicamente)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: saber "onde está tudo" e "como se liga" poupa tempo em cada consulta e etapa laboratorial.
- Erro comum: usar um equipamento sem confirmar que foi limpo/desinfetado depois da utilização anterior.
- Exemplo/analogia: o consultório bem organizado funciona como uma cozinha profissional, cada instrumento tem o seu lugar certo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a organização por etapa é uma boa prática que se liga diretamente à atitude "sentido de organização".
- Erro comum: misturar materiais de impressão definitiva com materiais de impressão primária na mesma gaveta, criando confusão.
- Pergunta à turma: como organizarias um carrinho de apoio só para a etapa de registo da relação intermaxilar?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: não se usa a expressão "precauções universais"; a designação em vigor é PBCI.
- Erro comum: tirar as luvas para escrever na ficha e voltar a pegar na moldagem sem higienizar as mãos.
- Pergunta à turma: porque é que as PBCI se aplicam a todos, e não só a quem declara uma infeção? (não é possível saber quem é portador)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o circuito boca-laboratório tem de estar fechado nos dois sentidos.
- Erro comum: levar à boca uma prova vinda do laboratório sem a desinfetar "porque vem limpa".
- Pergunta à turma: uma moldeira de plástico de uso único pode ser reprocessada? (não, descarta-se)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a separação faz-se no local de produção; não se reabrem sacos nem contentores.
- Erro comum: deitar lâminas de bisturi usadas no recorte de moldagens no lixo comum.
- Exemplo: o monómero de metilmetacrilato pode causar dermatite de contacto; é também inflamável.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a ficha é assinada pelo médico dentista; o/a assistente prepara, confirma e envia.
- Erro comum: marcar a prova antes de confirmar o prazo do laboratório.
- Pergunta à turma: que dados faltam numa ficha que diz só "PPR, cor A2, urgente"? (arcada, dentes em FDI, etapa, data, desinfeção, identificação)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: recapitular todo o fluxo ajuda os alunos a situar cada ferramenta ou material dentro do processo completo.
- Erro comum: os alunos memorizarem etapas isoladas sem perceber a sequência lógica entre elas.
- Exemplo/analogia: o processo completo é como uma corrida de estafetas, cada etapa entrega o "testemunho" à seguinte com rigor.