UC04012

Assistir o médico dentista em prostodontia removível

Anatomia da boca desdentada, impressões, registos, etapas laboratoriais, entrega e manutenção da prótese

Curso técnico · 50h · Técnico/a Assistente Dentário

Plano

  1. O papel do/a técnico/a assistente em prostodontia removível
  2. Anatomia da boca desdentada
  3. Classificação das próteses removíveis
  4. Consulta inicial e plano de tratamento
  5. Impressões primárias
  6. Moldeira individual e impressões definitivas
  7. Registo da relação intermaxilar e articulador
  8. Prova em cera e prova estética
  9. Vazamento e preparação de modelos
  10. Inclusão e processamento
  11. Desinclusão, acabamento e polimento
  12. Entrega e ajustes da prótese
  13. Instruções ao utente e manutenção
  14. Equipamentos, higiene e segurança, laboratório
  15. Fecho: cooperação, rigor e limites

Bloco 1 · O papel do/a técnico/a assistente

O que é a prostodontia removível

A prostodontia removível reabilita utentes que perderam alguns ou todos os dentes, com uma prótese que o próprio utente coloca e retira.

  • Repõe a função mastigatória, a fonética (articulação de certos sons) e a estética do sorriso.
  • Devolve suporte aos tecidos moles da face, evitando o colapso do terço inferior.
  • É indicada quando faltam dentes por cárie avançada, doença periodontal, traumatismo ou extrações programadas.

Uma prótese bem feita devolve qualidade de vida: comer, falar e sorrir com confiança.

O papel do/a técnico/a assistente dentário

O/a técnico/a assistente atua sob orientação e supervisão do médico dentista, dentro de limites definidos:

Compete ao/à técnico/a assistente Não lhe compete
preparar equipamentos, instrumentos e materiais para cada etapa diagnosticar ou decidir o tipo de prótese a fazer
coadjuvar o médico dentista nas etapas clínicas executar atos clínicos invasivos (moldar, ajustar oclusão sozinho/a)
manusear com destreza e segurança o material prescrever tratamentos ou alterar o plano definido
garantir a limpeza e higienização de equipamentos, instrumentos e consultório decidir sozinho/a sobre queixas do utente

Preparar bem cada etapa é o que permite ao médico dentista trabalhar com rigor e sem interrupções.

Bloco 2 · Anatomia da boca desdentada

Estruturas de suporte da prótese

Depois da perda dentária, a prótese assenta sobre estruturas que antes suportavam os dentes naturais:

  • Rebordo alveolar (crista óssea): o osso que restou depois da extração; a sua forma e altura condicionam a retenção e estabilidade da prótese.
  • Mucosa mastigatória: reveste o rebordo e o palato duro; tem de suportar a pressão da prótese durante a mastigação.
  • Palato duro e palato mole: base de apoio (palato duro) e zona de selamento posterior (palato mole) na prótese total superior.
  • Tuberosidades maxilares e papila incisiva: pontos de referência anatómica usados na confeção da prótese.
  • Papila piriforme (almofada retromolar): tecido mole atrás do último molar inferior, onde termina a base da prótese total inferior.

Conhecer estes pontos ajuda o/a assistente a identificar, num modelo, onde a prótese vai assentar e onde não deve interferir.

Reabsorção óssea e freios

Depois da perda de um dente, o osso à volta reabsorve progressivamente ao longo do tempo, sobretudo nos primeiros meses após a extração. Esta reabsorção:

  • Reduz a altura e a largura do rebordo, diminuindo a área de apoio da prótese.
  • É mais acentuada na mandíbula do que no maxilar superior, na maioria dos casos.
  • Explica porque uma prótese antiga pode deixar de assentar bem: o rebordo mudou de forma, a prótese não.

Os freios labiais, jugais e lingual (pregas de mucosa que ligam o lábio, a bochecha e a língua ao rebordo) têm de ficar livres do bordo da prótese, para não a deslocarem durante a fala ou a mastigação.

Bloco 3 · Classificação das próteses removíveis

Prótese total vs prótese parcial removível

Tipo Quando se usa Apoio
Prótese total (PT) ausência de todos os dentes de uma arcada assenta só nos tecidos moles e no osso (suporte mucoso)
Prótese parcial removível (PPR) ausência de alguns dentes, com dentes remanescentes apoia-se nos dentes remanescentes (ganchos/grampos) e/ou na mucosa
  • A PT depende sobretudo da adaptação da base à mucosa, do selamento periférico dos bordos ("efeito de ventosa") e da anatomia do rebordo.
  • A PPR pode ser dento-suportada, muco-suportada ou dento-muco-suportada, conforme o desenho definido pelo médico dentista.

Perceber que tipo de prótese está a ser feita ajuda o/a assistente a antecipar os materiais e instrumentos de cada etapa.

Base acrílica vs esqueleto metálico

Característica Prótese acrílica (resina) Prótese esquelética (metálica)
Estrutura resina acrílica em toda a base esqueleto em liga metálica (frequentemente crómio-cobalto) com resina nos dentes
Espessura mais espessa mais fina e rígida
Retenção ganchos em resina ou arame ganchos metálicos fundidos, mais precisos
Indicação típica próteses totais e soluções mais simples ou provisórias próteses parciais de uso mais prolongado

O desenho da estrutura esquelética exige uma etapa de paralelometria em laboratório, para definir a direção de inserção e a posição dos ganchos, sempre antes da fundição da peça metálica.

Classificação de Kennedy

Classe Zona desdentada
I posterior bilateral, em extremo livre (sem dentes atrás)
II posterior unilateral, em extremo livre
III unilateral intercalada (dentes à frente e atrás)
IV anterior única, que cruza a linha média
  • As zonas desdentadas a mais são modificações (ex.: "Classe II, modificação 1").
  • Classes I e II: prótese dento-muco-suportada; classe III: dento-suportada.

Regras de Applegate

  1. Classifica-se depois das extrações previstas.
  2. Terceiro molar em falta e que não vai ser substituído não conta.
  3. Terceiro molar presente que vai servir de pilar conta.
  4. Segundo molar em falta e que não vai ser substituído não conta.
  5. A zona desdentada mais posterior determina a classe.
  6. As restantes são modificações, contadas pelo número, não pela extensão.
  7. A classe IV não tem modificações.

Componentes da prótese esquelética

Componente Função
Conector maior une os dois lados (barra/placa palatina ou lingual)
Conectores menores ligam o conector maior a apoios, ganchos e bases
Apoios (oclusais, de cíngulo) assentam em nichos e impedem a prótese de afundar
Retentores diretos (ganchos) seguram a prótese contra a saída
Retentores indiretos impedem a rotação nos extremos livres
Bases (selas) e dentes resina sobre o rebordo, com os dentes artificiais

PPR esquelética e sobredentaduras

PPR esquelética, uma prova a mais: moldagens preliminares → estudo no paralelómetro → preparação da boca → moldagem definitiva → fundição → prova da estrutura metálica → registo e prova dos dentes → acabamento em resina → entrega.

Sobredentadura: prótese total removível que assenta na mucosa e em raízes conservadas ou implantes, com sistemas de retenção (esferas, barras, cápsulas).

  • O/a assistente prepara os componentes do sistema indicado, regista marca e referência e reforça a higiene dos pilares.

Bloco 4 · Consulta inicial e plano de tratamento

Anamnese e exame clínico

Antes de qualquer prótese, o médico dentista realiza a anamnese (história clínica) e o exame clínico. O/a assistente prepara o ambiente e apoia o registo:

  • Anamnese: motivo da consulta, história médica e dentária, medicação, hábitos (por exemplo, bruxismo).
  • Exame extraoral: face, articulação temporomandibular, tónus muscular.
  • Exame intraoral: estado da mucosa, rebordos, dentes remanescentes, higiene oral.
  • Registo fotográfico e no processo clínico, conforme o protocolo da clínica.

O/a assistente prepara a ficha clínica, o material de exame e o espaço, e regista o que lhe for pedido, mas nunca interpreta os achados clínicos.

Comunicar o plano de tratamento ao utente

Depois de definido o plano, o médico dentista explica-o ao utente. O/a assistente apoia esta fase:

  • Prepara material informativo ou modelos de demonstração, se existirem.
  • Usa escuta ativa para perceber dúvidas ou receios do utente e sinalizá-los ao médico dentista.
  • Mantém uma comunicação clara e calorosa, sem prometer resultados que não competem ao/à assistente confirmar.
  • Regista as próximas consultas e o que o utente precisa de trazer ou preparar.

A confiança do utente no processo começa por sentir que a equipa trabalha em conjunto e com transparência.

Bloco 5 · Impressões primárias

Moldeiras de série

As impressões primárias (ou de estudo) usam moldeiras de série (stock trays), moldeiras pré-fabricadas em várias formas e tamanhos.

  • Existem moldeiras específicas para arcada superior e inferior, dentadas, parcialmente dentadas e desdentadas.
  • A escolha do tamanho certo é feita pelo médico dentista, mas o/a assistente prepara e disponibiliza as várias opções.
  • Uma moldeira mal escolhida (pequena de mais ou grande de mais) compromete a impressão: falta registo de estruturas ou magoa o utente.

Ter as moldeiras organizadas por tamanho e arcada poupa tempo e evita interrupções a meio da impressão.

Materiais de impressão primária: alginato

O alginato (hidrocolóide irreversível) é o material mais usado para impressões primárias.

  • Apresenta-se em , misturado com água na proporção indicada pelo fabricante.
  • A espatulação deve ser enérgica e uniforme, eliminando bolhas, dentro do tempo de trabalho definido pelo fabricante.
  • Depois de colocado na boca, o material gelifica (passa de fluido a sólido elástico) em poucos minutos; o tempo exato varia por marca e lê-se sempre no rótulo.
  • A impressão retira-se com um movimento firme e único, para não distorcer o material elástico.

O/a assistente prepara a mistura seguindo sempre as instruções do fabricante, nunca "a olho" por hábito.

Alginato: vazar cedo e desinfetar

  • Ao ar, o alginato perde água (sinérese, evaporação) e contrai.
  • Mergulhado muito tempo, absorve água (embebição) e expande.
  • Regra: vazar o mais cedo possível; numa espera curta, papel húmido e saco fechado.

Antes de vazar ou enviar: lavardesinfetar com produto compatível (tempo do fabricante, sem imersões longas) → enxaguaridentificar e acondicionar.

Bloco 6 · Moldeira individual e impressões definitivas

A moldeira individual

A moldeira individual é fabricada em laboratório, a partir do modelo obtido na impressão primária, e ajusta-se exatamente à boca daquele utente.

  • Construída em resina acrílica autopolimerizável ou termoplástica, conforme o protocolo do laboratório.
  • Tem um espaçador (normalmente uma folha de cera) que deixa espaço uniforme para o material de impressão definitivo.
  • Pode incluir orifícios de retenção ou um cabo, para facilitar a manipulação.
  • Antes da impressão definitiva, o médico dentista pode ajustar os bordos com um material de moldagem funcional (registo dos limites musculares).

O/a assistente prepara a moldeira, o material de moldagem funcional e os instrumentos de recorte, deixando tudo pronto para a sessão.

Materiais de impressão definitiva

As impressões definitivas exigem materiais mais precisos do que o alginato:

Material Características Uso típico
Silicone de adição (polivinilsiloxano) elevada precisão e estabilidade dimensional impressões definitivas de alta exigência
Silicone de condensação boa precisão, custo mais baixo impressões definitivas gerais
Poliéter boa precisão, hidrófilo, muito rígido depois da presa meio húmido; evitar com retenções acentuadas
Godiva/composto de moldagem (compound) termoplástico, endurece ao arrefecer moldagem funcional dos bordos, em prótese total

A preparação (mistura manual, em pistola automática ou por aquecimento, conforme o material) segue sempre as instruções do fabricante quanto a proporções e tempos.

Bloco 7 · Registo da relação intermaxilar e articulador

Bases e roletes de cera

Antes de montar os dentes, é preciso saber como as arcadas se relacionam entre si. Para isso usam-se bases de prova com roletes de cera:

  • A base assenta sobre o modelo, tal como a futura prótese.
  • O rolete de cera simula o volume dos dentes ausentes e define o plano de orientação: paralelo à linha bipupilar (à frente) e ao plano de Camper (de lado), acertado com a régua de Fox.
  • O médico dentista regista a dimensão vertical de oclusão (dimensão vertical de repouso menos o espaço livre, cerca de 2 a 4 mm) e a relação cêntrica.
  • Marca no rolete a linha média, as linhas dos caninos e a linha do sorriso.

O/a assistente prepara as bases e roletes (desinfetados), cera de registo, espátulas, lamparina, régua de Fox, compasso e lápis dermográfico.

Arco facial e montagem em articulador

O arco facial regista a posição do maxilar superior em relação à articulação temporomandibular, permitindo transferir essa relação para o articulador, um aparelho que reproduz os movimentos mandibulares.

  • Os modelos de gesso são montados no articulador de acordo com o registo do arco facial e da relação intermaxilar.
  • O articulador permite ao laboratório montar os dentes e simular a oclusão sem o utente estar presente.
  • Um registo impreciso na consulta reflete-se em ajustes mais difíceis no fim do processo.

O/a assistente prepara o arco facial, o gesso de montagem e o articulador para a sessão, e apoia a limpeza destes equipamentos entre utilizações.

Bloco 8 · Prova em cera e prova estética

Montagem dos dentes em cera

Em laboratório, os dentes artificiais (em resina ou porcelana) são montados sobre a base de cera, seguindo o registo da relação intermaxilar e os planos definidos.

  • A cor, a forma e o tamanho dos dentes são escolhidos com base em características do utente (idade, formato da face, cor da pele, preferência pessoal).
  • A seleção da cor faz-se normalmente com escalas de cor comerciais, à luz natural, antes de o utente estar sob a luz do foco.
  • O/a assistente pode preparar as escalas de cor e o material de registo fotográfico, sempre sob orientação do médico dentista.

Uma boa montagem em cera respeita a função e a estética definidas no plano de tratamento.

A prova clínica

Antes da fase final, o utente experimenta a prótese ainda com os dentes montados em cera:

  • Verifica-se a estética (com o utente e, muitas vezes, pedindo a sua opinião).
  • Testa-se a fonética: pronunciar certas palavras revela se a posição dos dentes interfere na fala.
  • Confirma-se a oclusão e o contacto entre as arcadas.
  • Só depois desta aprovação segue a prótese para o acabamento definitivo em laboratório.

O/a assistente prepara a sala e o material da prova, e regista as alterações pedidas pelo médico dentista para o laboratório.

Bloco 9 · Vazamento e preparação de modelos

Gesso odontológico e vazamento

As impressões são preenchidas com gesso odontológico para obter os modelos de trabalho, uma etapa laboratorial fundamental.

  • O gesso odontológico classifica-se em vários tipos, de acordo com a sua resistência e uso: gessos comuns para modelos de estudo e gessos de maior resistência (tipo pedra ou pedra especial) para modelos de trabalho e troquéis.
  • A mistura pó/água segue sempre a proporção do fabricante; misturas fora da proporção alteram a resistência e a precisão do modelo.
  • O vibrador elimina bolhas de ar durante o vazamento, essenciais para não deixar falhas na superfície do modelo.

O/a assistente prepara o gesso, o vibrador e o espaço de trabalho, mantendo tudo limpo entre vazamentos.

Tipos de gesso (ISO 6873)

Tipo Designação Uso típico Água/pó (referência)
II gesso comum (Paris) inclusão, montagem em articulador cerca de 0,45 a 0,50 mL/g
III gesso pedra modelos de PT e PPR acrílica cerca de 0,28 a 0,30 mL/g
IV pedra de alta resistência modelos de PPR esquelética, troquéis cerca de 0,22 a 0,24 mL/g
  • Vale sempre o valor do fabricante: 100 g a 0,30 mL/g = 30 mL de água.
  • Mais água: vaza melhor, mas o modelo fica menos resistente.

Recorte e preparação dos modelos

Depois de o gesso fazer presa e de a impressão ser removida:

  • O modelo é recortado com um recortador de gesso, dando-lhe uma base regular.
  • Identifica-se e protege-se a área da futura prótese, evitando desgastar zonas importantes por engano.
  • Nos modelos de trabalho para PPR, procede-se depois à paralelometria, para estudar a melhor direção de inserção da estrutura metálica.
  • Os modelos ficam identificados com o nome do utente e a data, conforme o protocolo da clínica.

Modelos bem preparados e identificados evitam trocas e atrasos no laboratório.

Bloco 10 · Inclusão e processamento

Inclusão em mufla

Depois de aprovada a montagem em cera, a peça segue para inclusão numa mufla (molde metálico em duas partes), preparando a substituição da cera por resina definitiva:

  1. O modelo com os dentes em cera é incluído em gesso dentro da mufla.
  2. Depois de o gesso fazer presa, a mufla é aquecida e aberta, e a cera é eliminada (deceragem), deixando um espaço vazio com a forma exata dos dentes e da base.
  3. Aplica-se um isolante entre o gesso e o espaço onde vai entrar a resina, para as duas superfícies não colarem.

Cada fase (inclusão, deceragem, isolamento) tem de estar completa antes de avançar para a seguinte.

Polimerização da resina acrílica

O espaço deixado pela cera é preenchido com resina acrílica, que passa por um processo de polimerização:

  • Resina termopolimerizável: processa-se com calor controlado, num banho de água termostatizado (ou em micro-ondas, com resina e mufla próprias), seguindo sempre o ciclo indicado pelo fabricante; é a resina das próteses novas.
  • Resina autopolimerizável: presa à temperatura ambiente, usada sobretudo em reparações e rebasamentos, muitas vezes numa panela de pressão para reduzir a porosidade.
  • O tempo e a temperatura exatos do ciclo de polimerização variam por marca e equipamento; consultam-se sempre as instruções do fabricante.

Inclusão e polimerização de uma prótese nova são feitas pelo técnico de prótese dentária; o/a assistente conhece a sequência para perceber prazos e prepara a panela de pressão e a resina autopolimerizável nas reparações feitas na clínica.

Bloco 11 · Desinclusão, acabamento e polimento

Desinclusão e ajuste no articulador

Depois de a resina polimerizar e arrefecer:

  • A mufla é aberta e o gesso de inclusão é removido com cuidado, sem danificar a prótese.
  • A prótese é limpa dos resíduos de gesso e verificada quanto a bolhas, poros ou falhas.
  • Volta a montar-se no articulador para um primeiro ajuste oclusal, corrigindo pequenos desvios criados durante a polimerização.

Esta verificação evita que pequenos desvios só sejam detetados na boca do utente, já depois da consulta de entrega.

Acabamento e polimento

Antes de a prótese poder ser entregue ao utente, segue-se o acabamento e polimento:

  • Remoção de rebarbas e excessos de resina com fresas e discos próprios.
  • Contorno da base, respeitando os limites definidos na prova clínica.
  • Polimento progressivo, de granulometria mais grossa para mais fina, até obter uma superfície lisa e brilhante.
  • Uma superfície mal polida retém mais placa bacteriana e é mais desconfortável para os tecidos moles.

O/a assistente prepara as fresas, discos e pastas de polimento, e mantém o posto de trabalho limpo e seguro durante este processo (proteção ocular, aspiração de poeiras).

Bloco 12 · Entrega e ajustes da prótese

Entrega e verificação da adaptação

Na consulta de entrega, o médico dentista verifica se a prótese assenta corretamente:

  • Adaptação aos tecidos: sem zonas de pressão excessiva nem espaços largos.
  • Estabilidade e retenção: a prótese não se desloca em funções simples (falar, sorrir, engolir).
  • Oclusão: contacto uniforme entre as arcadas, sem interferências.
  • Papel de articular para os contactos oclusais e pasta indicadora de pressão (ou silicone fluido) para os pontos de pressão da base.

O/a assistente prepara o material de verificação (espelho, papel de articular, pasta indicadora, fresas para resina) e apoia o médico dentista durante os pequenos ajustes.

Sessões de revisão e queixas comuns

Nos dias seguintes à entrega, é normal o utente regressar para pequenos ajustes:

Queixa comum Causa provável
Dor localizada ou úlcera ponto de pressão por ajustar
Prótese solta ao falar ou mastigar falta de retenção, adaptação a rever
Dificuldade em pronunciar certos sons posição dos dentes ou espessura da base
Náusea, sobretudo na prótese superior extensão excessiva da base posterior

O/a assistente prepara cada sessão de revisão, regista a queixa relatada pelo utente com rigor e reporta ao médico dentista, sem tentar resolver sozinho/a.

Bloco 13 · Instruções ao utente e manutenção

Higiene da prótese

O/a técnico/a assistente tem um papel importante a explicar e reforçar as instruções de higiene, sempre articuladas com o médico dentista:

  • Escovar a prótese fora da boca, com escova própria e sabão neutro ou produto indicado, sobre uma superfície acolchoada (evita partir a prótese se cair); sem pasta dentífrica abrasiva.
  • Nunca usar água a ferver para desinfetar, porque deforma a resina acrílica.
  • Não usar lixívia nas esqueléticas: corrói a liga metálica e enfraquece os ganchos.
  • Usar soluções de imersão próprias para próteses, conforme indicado, e enxaguar bem antes de recolocar na boca.
  • Nas próteses esqueléticas, ter atenção especial à limpeza dos ganchos metálicos, onde se acumula mais placa.

Uma prótese mal higienizada favorece infeções da mucosa e mau odor.

Uso da prótese e controlos periódicos

  • Recomenda-se, em regra, retirar a prótese durante a noite, para descanso dos tecidos moles, salvo indicação diferente do médico dentista.
  • O utente deve guardar a prótese em água ou solução própria fora da boca, para não secar e deformar.
  • Sinais de alarme a comunicar de imediato: feridas que não cicatrizam, dor persistente, fratura da prótese.
  • Consultas de controlo periódicas permitem detetar reabsorção óssea e necessidade de rebasamento ou ajuste, mesmo sem queixas.

O/a assistente ajuda a agendar estes controlos e a transmitir estas instruções de forma clara e calorosa ao utente.

Bloco 14 · Equipamentos, higiene e segurança, laboratório

Equipamento do consultório e do laboratório

Equipamento Função
Cadeira e unidade dentária posicionamento do utente e acesso aos instrumentos
Articulador e arco facial reproduzir a relação entre as arcadas fora da boca
Vibrador de gesso eliminar bolhas de ar no vazamento dos modelos
Recortador de modelos dar forma regular aos modelos de gesso
Banho de polimerização processar a resina acrílica termopolimerizável
Panela de pressão polimerizar resina autopolimerizável em reparações e rebasamentos
Motor de laboratório e polidor acabamento e polimento da prótese

O/a assistente conhece a localização, o modo de utilização básico e as regras de limpeza de cada equipamento, para o preparar sem atrasos.

Instrumentos e materiais de apoio

  • Espátulas (de gesso, de cera, de resina) e taças de borracha para misturas.
  • Moldeiras de série e individuais, godiva, ceras de registo e de escultura.
  • Gessos de diferentes tipos, resinas acrílicas, isolantes.
  • Fresas, discos e pastas de polimento para acabamento.
  • Escalas de cor e material de registo fotográfico.

Organizar estes materiais por etapa do tratamento (impressão, registo, laboratório, acabamento) evita perder tempo a procurar o que falta a meio de uma consulta.

Precauções Básicas de Controlo de Infeção

As PBCI (Norma DGS n.º 029/2012) aplicam-se a todos os utentes:

  • Higiene das mãos antes e depois de cada utente e de manusear moldagens ou próteses.
  • EPI: luvas, máscara, óculos ou viseira, bata; sobretudo ao lavar moldagens e ao desgastar resina ou metal.
  • Superfícies limpas e desinfetadas entre utentes; barreiras descartáveis.
  • Cortoperfurantes no contentor rígido, fechado a 2/3; agulhas nunca reencapadas com as duas mãos.
  • Resíduos separados no local onde se produzem.

Spaulding e circuito com o laboratório

Categoria Reprocessamento Exemplos
Crítico esterilização instrumentos cirúrgicos (extrações, implantes)
Semicrítico esterilização ou desinfeção de alto nível moldeiras metálicas, espelhos, garfo do arco facial
Não crítico desinfeção de nível baixo ou intermédio régua de Fox, escala de cores, articulador

Tudo o que vai à boca é desinfetado ao sair para o laboratório e ao chegar, antes de voltar à boca; a ficha regista a desinfeção.

Resíduos e segurança no laboratório

Grupo (Despacho 242/96) Exemplos
I · equiparados a urbanos papel e cartão sem contacto com utentes
II · não perigosos gesso e cera sem contaminação biológica
III · risco biológico compressas, luvas, moldagens contaminadas
IV · específicos cortoperfurantes (lâminas, agulhas)
  • Monómero da resina: frasco fechado, ventilação, sem contacto com a pele, longe de chamas.
  • Pó e rotação: aspiração, máscara, óculos, cabelo preso junto ao torno.

A ficha de trabalho para o laboratório

O laboratório não vê o utente: sabe o que a ficha diz.

  • Clínica, médico dentista e utente identificado pelo mínimo (número de processo).
  • Tipo de trabalho, arcada e dentes a substituir em FDI; etapa pedida.
  • Cor com a referência da escala, forma, linhas marcadas no rolete.
  • Data da consulta e data de entrega pedida; registo de desinfeção.
  • A prótese é um dispositivo médico feito por medida (Regulamento (UE) 2017/745; DL 29/2024; INFARMED): o laboratório envia a declaração respetiva, que a clínica arquiva.

Bloco 15 · Fecho

Do plano à prótese entregue

  • O percurso da prostodontia removível vai da anamnese e plano de tratamento às impressões, ao registo da relação intermaxilar, à montagem e prova, às etapas laboratoriais (gesso, cera, resina) e à entrega e manutenção.
  • Em cada etapa, o/a técnico/a assistente prepara, coadjuva e cumpre normas de higiene e segurança, sem nunca diagnosticar, prescrever ou executar atos clínicos invasivos.
  • Reportar dúvidas, queixas ou situações fora do esperado é uma aptidão central deste papel.

Um trabalho de precisão, feito em equipa, do primeiro molde à prótese que o utente vai usar todos os dias.

Recapitulando

  • A prótese removível repõe função, fonética e estética, assente sobre estruturas anatómicas que mudam com a reabsorção óssea.
  • Prótese total vs parcial removível, em base acrílica ou esquelética, conforme o plano do médico dentista.
  • Etapas clínicas: impressões primárias e definitivas, registo da relação intermaxilar, prova em cera, entrega e ajustes.
  • Etapas laboratoriais: vazamento de modelos, montagem em cera, inclusão, processamento, desinclusão e polimento.
  • O/a assistente prepara, coadjuva, cumpre normas de higiene e segurança e reporta, sempre sob orientação do médico dentista.

Próximo: fichas e projeto, aplicar cada etapa a casos concretos.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a prostodontia removível não é só "estética", é função e saúde dos tecidos de suporte. - Erro comum: pensar que uma prótese "resolve tudo de vez". Precisa de ajustes e manutenção ao longo do tempo. - Exemplo: comparar a fala de alguém sem prótese (dificuldade em sons sibilantes) com a fala já reabilitada.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: "coadjuvar" significa apoiar ativamente, não é um papel passivo. - Erro comum: o aluno confundir "preparar materiais" com "poder decidir sobre o tratamento". Nunca decide. - Pergunta à turma: dá um exemplo do dia a dia em que a assertividade e a escuta ativa (atitudes do referencial) fazem diferença numa consulta de prostodontia.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: nenhuma estrutura de suporte é "igual" de utente para utente; por isso a prótese é sempre individual. - Erro comum: confundir palato duro (fixo, osso) com palato mole (móvel, tecido). A extensão da prótese depende disso. - Exemplo/analogia: o rebordo alveolar é como a "fundação" de um edifício; se a fundação for baixa ou irregular, a construção fica menos estável.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a reabsorção óssea é a razão pela qual as próteses precisam de revisões e, por vezes, rebasamento. - Erro comum: achar que uma prótese desconfortável é sempre "defeito de fabrico". Muitas vezes é o rebordo que mudou. - Pergunta à turma: porque é que os freios têm de ficar livres do bordo da prótese? (senão deslocam-na sempre que o utente fala ou mastiga)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o tipo de suporte da PPR muda a forma como a mastigação distribui a carga sobre dentes e mucosa. - Erro comum: tratar toda a prótese parcial como igual. O desenho (dento-suportada ou não) muda todo o plano. - Exemplo: uma PPR só com dois dentes posteriores remanescentes tende a ser mais muco-suportada nessa zona.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a escolha entre acrílica e esquelética é clínica, decidida pelo médico dentista, nunca pelo assistente. - Erro comum: pensar que a prótese esquelética é sempre "melhor". Depende do caso, do orçamento e da indicação clínica. - Pergunta à turma: porque é que uma estrutura mais fina (esquelética) pode ser mais confortável para o utente? (menos volume na boca, melhor perceção de temperatura e sabor)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o/a assistente não classifica por decisão própria, mas tem de ler a classe que o médico dentista escreve na ficha e perceber o que implica. - Erro comum: classificar pela zona desdentada maior, em vez da mais posterior. - Pergunta à turma: arcada inferior sem 35, 36, 37 e sem 45, 46, 47. Que classe? (Classe I: dois extremos livres)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: as regras existem para que a clínica e o laboratório classifiquem sempre da mesma forma. - Erro comum: classificar antes das extrações planeadas, o que muda a classe depois. - Exemplo: superior sem 15, 16, 17 e 25, 26, com 18 (pilar) e 27 presentes: Classe III, modificação 1.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: os nichos e os planos-guia são preparados pelo médico dentista antes da moldagem definitiva; o/a assistente prepara, aspira e afasta. - Erro comum: confundir apoio (impede afundar) com gancho (impede sair). - Pergunta à turma: numa Classe I, porque é que a prótese precisa de retentores indiretos? (os extremos livres tendem a levantar e rodar)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: na prova da estrutura, prepara-se silicone fluido ou pasta indicadora para detetar zonas de pressão. - Erro comum: trocar componentes de sistemas de implantes diferentes; confirmar sempre marca e medida com o médico dentista. - Pergunta à turma: porque é que a higiene numa sobredentadura é mais exigente? (limpa-se a prótese e também os pilares na boca)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a preparação da consulta começa antes de o utente sentar na cadeira. - Erro comum: o assistente avançar opiniões sobre o diagnóstico ao utente. Compete só ao médico dentista. - Exemplo/analogia: a anamnese é como o "mapa de estradas" antes de uma viagem, orienta todo o plano seguinte.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: escuta ativa e assertividade são atitudes avaliadas, não "extras" de simpatia. - Erro comum: o assistente responder por conta própria a perguntas clínicas ("vai doer?", "quanto tempo demora?"). Encaminha para o médico dentista. - Pergunta à turma: como reformular, de forma assertiva, uma dúvida do utente para o médico dentista sem o deixar ansioso?

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a organização do armário de moldeiras é uma tarefa direta do/a assistente, ligada à atitude "sentido de organização". - Erro comum: reutilizar uma moldeira sem confirmar a limpeza/desinfeção adequada entre utentes. - Exemplo/analogia: escolher a moldeira é como escolher o sapato certo, tem de se ajustar sem apertar nem sobrar.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: cada marca de alginato tem a sua proporção pó/água e tempos próprios; ler sempre a embalagem. - Erro comum: espatular devagar ou pouco tempo, deixando bolhas que depois aparecem no modelo em gesso. - Pergunta à turma: porque é que a impressão de alginato tem de ir rapidamente para vazamento em gesso? (perde precisão dimensional com o tempo)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: toda a moldagem sai da boca contaminada; a desinfeção protege quem a vaza e o laboratório. - Erro comum: deixar a moldagem no copo do desinfetante "até haver tempo", o que a deforma por embebição. - Pergunta à turma: uma moldagem esteve 40 minutos na bancada. Que risco corre o modelo? (contração, modelo que não corresponde à boca)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a moldeira individual existe porque a moldeira de série não reproduz o detalhe funcional necessário à prótese final. - Erro comum: esquecer o espaçador na moldeira individual, o que deixa pouco espaço para o material definitivo e distorce a impressão. - Exemplo/analogia: a moldeira de série é um "rascunho"; a individual é a "versão final ajustada" a essa boca.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: cada material tem uma técnica de manipulação diferente; confundi-los compromete a impressão. - Erro comum: aquecer a godiva em água demasiado quente, o que pode queimar o utente ou deformar o material antes de moldar. - Pergunta à turma: porque é que a moldagem funcional dos bordos é especialmente importante numa prótese total? (define o selamento e a retenção final)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: este é um dos passos mais determinantes para o conforto e a estética finais da prótese. - Erro comum: aquecer a cera de forma desigual, deixando zonas moles e outras rígidas no momento do registo. - Exemplo/analogia: o rolete de cera é como um "esboço" à escala, que o médico dentista ajusta até bater certo com a posição natural da face.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o articulador é uma simulação, não substitui a boca real; por isso há sempre uma prova clínica depois. - Erro comum: montar o modelo no articulador sem verificar se está bem centrado e fixo, o que desalinha toda a montagem seguinte. - Pergunta à turma: o que pode acontecer se o registo da relação cêntrica estiver errado? (prótese com oclusão desconfortável, exigindo mais ajustes)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a escolha de cor e forma dos dentes não é estética "à parte", está no referencial da UC como parte da reabilitação. - Erro comum: escolher a cor dos dentes sob luz artificial ou já com a boca seca, o que altera a perceção da cor. - Exemplo/analogia: escolher a cor dos dentes é como escolher a pintura de uma sala, a luz do momento muda tudo o que se vê.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a prova em cera é a última oportunidade de mudar posição ou cor dos dentes sem refazer tudo de raiz. - Erro comum: avançar para o acabamento final sem prova clínica, o que obriga a repetir etapas caras se algo estiver errado. - Pergunta à turma: porque se pede ao utente para falar certas frases durante a prova? (testar se os dentes interferem na fonética)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: um modelo com bolhas ou proporção errada de gesso propaga o erro a todas as etapas seguintes. - Erro comum: vazar o gesso de uma só vez sem vibração, prendendo bolhas de ar visíveis no modelo final. - Exemplo/analogia: o modelo em gesso é a "cópia fiel" da boca; qualquer defeito aqui aparece depois na prótese.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o vazamento acontece logo a seguir a cada moldagem, não no fim do processo. - Erro comum: medir a água "a olho", o que muda a resistência e a expansão do modelo. - Pergunta à turma: quantos mL de água para 150 g de um gesso pedra de relação 0,30 mL/g? (45 mL)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a identificação correta dos modelos previne trocas entre utentes, um erro grave e evitável. - Erro comum: recortar o modelo antes de o gesso ter feito presa completa, o que o pode fraturar. - Pergunta à turma: porque é que a paralelometria só se faz depois de o modelo estar recortado e limpo? (para observar com rigor os eixos de inserção)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a deceragem incompleta deixa resíduos de cera que impedem a resina de preencher bem o espaço. - Erro comum: esquecer o isolante, o que cola a resina ao gesso e destrói o molde ao tentar desincluir. - Exemplo/analogia: a mufla funciona como um "molde de bolo": tira-se a forma (cera), unta-se (isolante) e enche-se com a massa nova (resina).

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: cada resina tem o seu próprio protocolo; nunca se assume um tempo "de memória" de outro produto. - Erro comum: interromper o ciclo de polimerização antes do tempo indicado, deixando monómero residual que pode irritar a mucosa do utente. - Pergunta à turma: porque é que a autopolimerizável é preferida para reparações rápidas, mas não para próteses novas? (menor resistência e mais alteração dimensional a longo prazo)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a desinclusão exige cuidado, uma prótese ainda quente ou mal manuseada pode fraturar. - Erro comum: saltar o ajuste oclusal no articulador "porque parece bem", deixando o ajuste todo para a boca do utente. - Exemplo/analogia: o ajuste no articulador é como afinar um instrumento antes do concerto, poupa correções ao vivo.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o polimento não é só estética, uma superfície rugosa acumula bactérias e irrita a mucosa. - Erro comum: polir sem proteção ocular ou sem aspiração, expondo-se a partículas de resina. - Pergunta à turma: porque se avança do abrasivo mais grosso para o mais fino, e nunca ao contrário? (cada etapa remove os riscos deixados pela anterior)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a maioria das próteses precisa de pequenos ajustes na primeira entrega, é normal e esperado. - Erro comum: o utente ou o assistente tentarem "ajustar em casa" com uma lima. Qualquer ajuste é feito pelo médico dentista. - Exemplo/analogia: o papel de articular e a pasta indicadora funcionam como um "mapa de calor": o primeiro mostra onde os dentes tocam, a segunda onde a base aperta a mucosa.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: registar a queixa com precisão (localização, quando ocorre) ajuda o médico dentista a intervir mais depressa. - Erro comum: menorizar uma queixa do utente ("já passa") em vez de a reportar de imediato. - Pergunta à turma: um utente refere náusea com a prótese superior. Que informação é útil recolher antes da consulta de ajuste? (quando ocorre, se é constante, se piora ao falar ou comer)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a prótese acumula placa bacteriana como um dente natural, precisa de higiene diária. - Erro comum: o utente lavar a prótese com pasta dentífrica abrasiva, que risca a superfície polida. - Exemplo/analogia: a superfície polida da prótese é como uma lente: cada risco torna-a mais áspera e dá abrigo à placa bacteriana.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: os controlos periódicos não são "só para quem tem problemas", servem para prevenir. - Erro comum: o utente não voltar às consultas de controlo por achar que "está tudo bem". Reforçar a importância mesmo sem queixas. - Pergunta à turma: porque é que uma ferida na mucosa que não cicatriza é um sinal de alarme importante? (pode indicar lesão persistente a investigar clinicamente)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: saber "onde está tudo" e "como se liga" poupa tempo em cada consulta e etapa laboratorial. - Erro comum: usar um equipamento sem confirmar que foi limpo/desinfetado depois da utilização anterior. - Exemplo/analogia: o consultório bem organizado funciona como uma cozinha profissional, cada instrumento tem o seu lugar certo.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a organização por etapa é uma boa prática que se liga diretamente à atitude "sentido de organização". - Erro comum: misturar materiais de impressão definitiva com materiais de impressão primária na mesma gaveta, criando confusão. - Pergunta à turma: como organizarias um carrinho de apoio só para a etapa de registo da relação intermaxilar?

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: não se usa a expressão "precauções universais"; a designação em vigor é PBCI. - Erro comum: tirar as luvas para escrever na ficha e voltar a pegar na moldagem sem higienizar as mãos. - Pergunta à turma: porque é que as PBCI se aplicam a todos, e não só a quem declara uma infeção? (não é possível saber quem é portador)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o circuito boca-laboratório tem de estar fechado nos dois sentidos. - Erro comum: levar à boca uma prova vinda do laboratório sem a desinfetar "porque vem limpa". - Pergunta à turma: uma moldeira de plástico de uso único pode ser reprocessada? (não, descarta-se)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a separação faz-se no local de produção; não se reabrem sacos nem contentores. - Erro comum: deitar lâminas de bisturi usadas no recorte de moldagens no lixo comum. - Exemplo: o monómero de metilmetacrilato pode causar dermatite de contacto; é também inflamável.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a ficha é assinada pelo médico dentista; o/a assistente prepara, confirma e envia. - Erro comum: marcar a prova antes de confirmar o prazo do laboratório. - Pergunta à turma: que dados faltam numa ficha que diz só "PPR, cor A2, urgente"? (arcada, dentes em FDI, etapa, data, desinfeção, identificação)

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: recapitular todo o fluxo ajuda os alunos a situar cada ferramenta ou material dentro do processo completo. - Erro comum: os alunos memorizarem etapas isoladas sem perceber a sequência lógica entre elas. - Exemplo/analogia: o processo completo é como uma corrida de estafetas, cada etapa entrega o "testemunho" à seguinte com rigor.