NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que oclusão é um conceito funcional, não apenas estético: envolve músculos e articulação, não só dentes.
- Erro comum: os alunos reduzem "oclusão" a "dentes alinhados". Corrigir logo neste bloco.
- Exemplo/analogia: um sistema estomatognático desregulado é como uma orquestra com um instrumento desafinado, o som final (a função) ressente-se todo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que estes músculos vão reaparecer no exame extraoral (bloco 12): saber onde ficam facilita a palpação.
- Erro comum: confundir a ação do pterigoideu lateral (abre) com a dos restantes (fecham). É o único que abre a boca por contração direta.
- Exemplo: pedir aos alunos que apalpem o próprio masséter enquanto cerram os dentes, para sentir a contração.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a ATM é bilateral e sincronizada: nunca avaliar um só lado sem comparar com o outro.
- Erro comum: pensar no disco como um "amortecedor" estático. Ele move-se com o côndilo em todos os movimentos.
- Exemplo/analogia: o disco é como uma almofada móvel entre duas superfícies duras, que acompanha o movimento em vez de ficar parada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este slide é a base para o bloco seguinte (movimentos mandibulares); referenciá-lo explicitamente.
- Erro comum: achar que a ATM só faz um tipo de movimento (rotação, como uma dobradiça simples).
- Exemplo: pedir à turma para abrir a boca lentamente e sentir a mudança de "rotação" para "deslizamento" a meio do percurso.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este valor de referência (40 mm ou mais) volta no exame clínico extraoral: pedir para memorizar.
- Erro comum: medir sem um ponto de referência fixo (sempre os mesmos incisivos, bordo a bordo) ou esquecer de registar o overbite, que os protocolos de DTM somam à distância medida.
- Exemplo: medir a própria abertura bucal com uma régua, em pares, na sala de aula.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao bloco seguinte: estes movimentos são a base para perceber o que é uma oclusão funcional ideal.
- Erro comum: trocar lado de trabalho com lado de balanceio.
- Exemplo: mastigar de um só lado e identificar qual é o lado de trabalho nesse momento.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: são valores de referência da literatura, não medidas absolutas nem diagnóstico. A decisão clínica é sempre do médico dentista.
- Erro comum: achar que "ideal" quer dizer "perfeitamente simétrico e estético". É sobretudo funcional.
- Exemplo: medir overjet e overbite num modelo de estudo ou num colega, com régua milimetrada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este exemplo prepara diretamente para a ficha e para o exame clínico do bloco 12.
- Erro comum: achar que qualquer marca de papel de articulação é normal. Depende do movimento em que aparece.
- Exemplo/analogia adicional: a guia anterior funciona como uma "rampa de saída" que afasta os dentes de trás durante o movimento.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a pista: MIC = dentes, RC = articulação, repouso = músculos.
- Erro comum: usar "oclusão cêntrica" e "relação cêntrica" como sinónimos; convém distinguir a posição dentária da articular.
- Ligar ao bloco 13: o registo interoclusal em RC é o que permite montar os modelos no articulador nessa posição.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: Classe I não é sinónimo de "oclusão sem problemas". É apenas uma relação molar.
- Erro comum: achar que a classificação de Angle é o único critério de oclusão ideal, ignorando os critérios do bloco 4.
- Exemplo: mostrar (ou descrever) os três perfis faciais típicos associados a cada classe.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: confundir divisão 1 com divisão 2. Pista: 1 tem overjet grande e visível; 2 tem os incisivos "para dentro" e mordida profunda.
- Exemplo: associar a Classe III às anomalias de oclusão do bloco seguinte (mordida cruzada anterior).
- Pergunta à turma: porque é que a mesma "Classe II" pode ter dois aspetos clínicos tão diferentes?
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: usar "anodontia" para qualquer falta de dentes; reservar o termo total, e "hipodontia" para a falta parcial.
- Exemplo: um caso comum na prática, agenésia de um ou mais terceiros molares.
- Ligar às realizações do referencial: reconhecer estas anomalias é uma delas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: pensar que só existe a mordida cruzada como anomalia "importante"; todas têm relevância clínica.
- Exemplo: mordida aberta anterior associada a um hábito de sucção do polegar prolongado na infância.
- Reforçar o limite de intervenção: reconhecer não é diagnosticar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre sintoma e diagnóstico, um conceito que atravessa toda a UC.
- Erro comum: assumir que toda a dor facial é de origem dentária.
- Exemplo: um utente que refere "dor de dentes" e que, afinal, tem origem muscular.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar este slide diretamente ao bloco 12 (registo da história clínica).
- Erro comum: o/a assistente avançar uma opinião sobre a causa da dor ao utente.
- Exemplo: um registo bem feito ("dor à palpação do masséter direito, agravada à mastigação") vale mais do que uma opinião.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o abandono da ideia antiga de "má oclusão = DTM garantida"; a evidência atual não sustenta essa relação direta e única.
- Erro comum: atribuir uma DTM só a um fator (por exemplo, só à oclusão ou só ao stress).
- Exemplo: um período de exames escolares associado a maior apertamento dentário.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este slide antecipa diretamente a lista de perguntas da anamnese do bloco 12.
- Erro comum: saltar as perguntas sobre hábitos por parecerem "menos importantes" do que a dor.
- Exemplo: um utente que masca pastilha elástica várias horas por dia sem se aperceber do hábito.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: achar que qualquer estalido é grave. Distinguir estalido isolado de bloqueio associado a dor.
- Exemplo: um utente que descreve "um estalido sempre que abro muito a boca", sem dor associada.
- Ligar ao exame clínico do bloco 12, onde se regista este tipo de som.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: confundir estalido (geralmente benigno) com crepitação (associada a desgaste articular, mais grave).
- Exemplo: um utente idoso com história longa de sons articulares tipo "areia" ao mastigar.
- Reforçar que a distinção clínica exata é sempre feita pelo médico dentista, não pelo técnico assistente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: tratar toda a limitação de abertura como um problema articular, ignorando a origem muscular.
- Exemplo: palpar o masséter e o temporal para distinguir dor muscular de dor articular.
- Pergunta à turma: como distinguir, só pela descrição do utente, uma dor muscular de uma dor articular?
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: assumir que uma assimetria facial notada num utente jovem não tem relevância clínica.
- Exemplo: uma assimetria facial detetada durante o exame extraoral, a reportar de imediato.
- Ligar ao bloco 12: a observação da simetria facial faz parte do exame extraoral de rotina.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: achar que o bruxismo é sempre audível e óbvio para quem o tem.
- Exemplo: um parceiro de quarto que reporta ranger de dentes durante a noite, sem o utente se aperceber.
- Ligar ao tratamento (bloco 14): a goteira oclusal é a resposta mais comum ao bruxismo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: achar que o médico dentista diagnostica sozinho a apneia do sono; na prática, colabora com o médico do sono.
- Exemplo: um utente referenciado pela pneumologia para avaliação de um aparelho oral.
- Reforçar: bruxismo frequente e inexplicado pode justificar questionar sobre a qualidade do sono.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: registar a dor de forma vaga ("dói às vezes") em vez de estruturada (quando, onde, o quê agrava).
- Exemplo: usar uma ficha de anamnese estruturada para não esquecer nenhum item.
- Ligar diretamente ao bloco 7 (sinais a reconhecer) e ao bloco 8 (fatores de risco).
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: palpar com pressão excessiva ou insuficiente; treinar a firmeza correta em par.
- Exemplo: medir a abertura de um colega e comparar com o valor de referência.
- Reforçar: o/a assistente prepara e apoia este exame, o médico dentista interpreta os achados.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: pensar que a radiografia panorâmica mostra o disco articular. Ela mostra osso, não tecidos moles.
- Exemplo: quando se justifica pedir uma RM em vez de uma radiografia simples (suspeita de deslocamento do disco).
- Reforçar: a decisão sobre qual exame pedir é sempre clínica, do médico dentista.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: achar que um modelo de gesso isolado chega para uma análise oclusal completa; falta o arco facial e o articulador.
- Exemplo: preparar o material de impressão ou o digitalizador intraoral antes da chegada do médico dentista.
- Ligar ao bloco 14: estes registos são também a base para confecionar uma goteira oclusal.
NOTAS DO PROFESSOR
- Treinar em modelos: carregar a pinça de Miller e passá-la na zona de transferência (4 às 7 horas, operador destro).
- Erro comum: deixar a moldagem de alginato à espera em cima da bancada ou mergulhada em água.
- Exemplo: montagem do modelo superior com o arco facial e do inferior com o registo interoclusal.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: pensar que a cirurgia é uma opção comum; é a última linha, e rara.
- Exemplo: a goteira oclusal noturna como tratamento mais frequente do bruxismo do sono.
- Reforçar a ordem: conservador primeiro, invasivo só se necessário e sempre decidido pelo médico dentista.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a goteira é prescrita, provada e ajustada pelo médico dentista; o/a assistente prepara registos, desinfeta, aspira durante o ajuste e reforça instruções.
- Erro comum: lavar a goteira com água quente "para desinfetar"; a resina deforma.
- Exemplo: role-play da entrega de uma goteira, com o/a aluno/a a reforçar as instruções e a confirmar que o utente percebeu.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este é o slide central da UC do ponto de vista da atuação profissional: rever com cuidado.
- Erro comum: um/a assistente que, por experiência, começa a "opinar" sobre o tratamento. Não é a sua função.
- Exemplo: notar uma goteira com um material gasto e reportar de imediato, em vez de decidir substituir por conta própria.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar explicitamente à UC de prevenção e controlo de infeção: os cinco momentos da higiene das mãos aplicam-se também aqui.
- Erro comum: tratar esta UC como isolada, esquecendo os protocolos gerais já aprendidos.
- Exemplo: aplicar a higiene das mãos antes e depois de manusear o material de registo oclusal de um utente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a ponte explícita para as fichas e o projeto que se seguem.
- Erro comum: encarar os slides como suficientes sem praticar os exercícios das fichas.
- Exemplo: pré-anunciar um dos exercícios da ficha 2, sobre os limites de intervenção.