NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a saúde oral não está isenta de IACS: instrumentos, aerossóis e sangue são vias reais de transmissão.
- Erro comum: pensar que "infeção associada aos cuidados de saúde" só existe em internamento hospitalar.
- Exemplo: uma broca mal reprocessada pode transmitir um agente infecioso de um utente para o seguinte.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar cada bloco seguinte a um critério de desempenho concreto do referencial.
- Perguntar à turma: quem, no consultório, pode transmitir uma infeção a quem? (utente a profissional, profissional a utente, utente a utente).
- Reforçar a atitude "responsabilidade pelas suas ações", central a toda a UC.
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma que identifique, num caso prático (ex.: uma broca contaminada), cada elo da cadeia.
- Erro comum: pensar que é preciso eliminar o agente por completo. Na prática, quebra-se qualquer elo (ex.: EPI bloqueia a porta de entrada).
- Analogia: uma corrente só falha se um dos elos se romper. A prevenção atua em vários elos ao mesmo tempo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir nos aerossóis: é a via mais específica da saúde oral, distinta de outras áreas da saúde.
- Erro comum: confundir gotícula com aerossol; a diferença está no tamanho das partículas e no alcance.
- Exemplo: destartarizações e uso de turbina geram aerossóis; exige máscara adequada e ventilação.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar a palavra "básicas": aplicam-se sempre, não só quando se sabe que o utente tem uma doença infeciosa.
- Erro comum: relaxar as precauções por o utente "parecer saudável". A cadeia epidemiológica não pede aparência.
- Ligar às atitudes do referencial: rigor, zelo, respeito pelas regras e normas definidas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este slide funciona como mapa da UC: recuperar esta tabela no fecho, para mostrar o percurso completo.
- Perguntar: qual destas precauções achas mais esquecida na prática? Discutir.
- Erro comum: tratar as precauções como uma lista solta, sem perceber que atuam sobre a mesma cadeia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar "individual": cada profissional tem o seu, ajustado a si.
- Erro comum: usar o EPI como substituto da higiene das mãos, em vez de complemento.
- Exemplo: higienizar as mãos antes de calçar as luvas e depois de as retirar, sempre.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar exemplos físicos (ou fotografias) de cada EPI usado no consultório dentário.
- Erro comum: usar sempre o mesmo EPI para todos os procedimentos, ignorando o risco específico.
- Pergunta: numa destartarização com turbina, que EPI extra se justifica? (viseira, pelo aerossol).
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma repetir a sequência de remoção em voz alta antes de praticar.
- Erro comum: tocar na face para ajustar a máscara com as luvas ainda calçadas e contaminadas.
- Analogia: despe-se a "camada mais suja" primeiro, das luvas para fora.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este bloco é transversal: recuperar em cada bloco seguinte "isto está dentro dos limites do/a TAD?".
- Erro comum: o/a TAD tomar decisões clínicas que competem exclusivamente ao médico dentista.
- Reforçar a atitude "autonomia no âmbito das suas funções": autonomia existe, mas tem limites claros.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer um exercício de simulação: "picaste-te com uma agulha usada, o que fazes e a quem o dizes?".
- Erro comum: só reportar incidentes graves. Situações menores também constroem o registo de risco da clínica.
- Ligar às atitudes: sentido crítico, responsabilidade e cooperação com a equipa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma associar cada momento a uma tarefa concreta do consultório dentário.
- Erro comum: só lavar as mãos "quando estão visivelmente sujas". Muitos agentes são invisíveis.
- Curiosidade: este modelo dos cinco momentos é usado em todo o mundo, na saúde oral e fora dela.
NOTAS DO PROFESSOR
- Demonstrar a técnica passo a passo, insistindo nos espaços interdigitais e nas unhas, zonas mais esquecidas.
- Erro comum: friccionar só as palmas e ignorar dorso e unhas.
- Exemplo: usar um marcador fluorescente e luz UV para mostrar as zonas que ficam por lavar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este slide é o alicerce de toda a UC: recuperar sempre que surgir um dos três termos.
- Erro comum: usar "desinfeção" e "esterilização" como sinónimos. Não são: os esporos marcam a diferença.
- Analogia: lavar tira a terra visível de uma ferramenta; desinfetar mata os "bichos"; esterilizar mata "tudo, mesmo o mais resistente".
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma classificar, um a um, os instrumentos comuns do kit dentário.
- Na saúde oral, o semicrítico resistente ao calor esteriliza-se; as peças de mão limpam-se, lubrificam-se e esterilizam-se entre utentes.
- Erro comum: tratar todo o material da mesma forma "por precaução exagerada mas errada" em vez de aplicar a categoria certa.
- Ligar diretamente ao critério de desempenho de "rigor e critério" nesta UC.
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir na secagem: é a etapa mais esquecida e compromete diretamente a esterilização em autoclave.
- Erro comum: acelerar o processo e "empilhar" instrumentos ainda húmidos.
- Exemplo: mostrar (ou descrever) um ciclo real de autoclave e onde cada etapa anterior se encaixa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar que "sem sangue visível" não dispensa nenhuma etapa: a cadeia epidemiológica não se vê a olho nu.
- Erro comum: saltar a secagem por pressa entre consultas.
- Pergunta à turma: o que mudaria se o instrumento tivesse sangue visível? (nada na sequência, apenas mais cuidado na pré-lavagem).
NOTAS DO PROFESSOR
- O patamar é só a parte do ciclo em que a carga está à temperatura; o ciclo completo é muito mais longo.
- Erro comum: esterilizar material embalado ou peças de mão num esterilizador de classe N.
- Exemplo de A0: 90 °C durante 5 min = 10 × 300 s = A0 3000.
NOTAS DO PROFESSOR
- A tira de tipo 1 na manga só prova que a embalagem passou pelo esterilizador, não que está estéril.
- Erro comum: libertar mangas molhadas "porque o ciclo correu bem". Voltam a ser embaladas e esterilizadas.
- Se o teste da manhã falhar, o equipamento não se usa até ser resolvido: reportar ao responsável.
NOTAS DO PROFESSOR
- Distinguir claramente desinfetante (superfícies/objetos) de antissético (pele/mucosa). É um erro clássico.
- Erro comum: usar o mesmo produto para tudo "porque está à mão".
- Ligar ao conhecimento do referencial "produtos de higiene pessoal da unidade do utente".
NOTAS DO PROFESSOR
- Trazer (ou descrever) um rótulo real e ler em conjunto cada informação relevante.
- Erro comum: reduzir o tempo de contacto "para poupar tempo entre consultas". O tempo de contacto não é negociável.
- Exemplo de risco: misturar lixívia com outro produto pode libertar gases tóxicos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma a conta para 1% (200 mL de lixívia + 800 mL de água).
- Erro comum: diluir "a olho" ou usar a proporção de outra marca sem ler a concentração no rótulo.
- A matéria orgânica inativa o cloro: limpar primeiro, desinfetar depois.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma percorrer (mentalmente ou no gabinete) o consultório e classificar cada superfície.
- Erro comum: desinfetar só o que "se vê" (a cadeira) e esquecer interruptores e maçanetas.
- Reforçar a atitude "zelo": a limpeza cuidada é parte da profissão, não um extra.
NOTAS DO PROFESSOR
- Demonstrar (ou descrever) a técnica correta do pano: sentido único, sem voltar atrás sobre zona já limpa.
- Erro comum: pulverizar o desinfetante sobre sujidade visível sem limpar primeiro.
- Ligar diretamente ao critério de desempenho "rigor quanto à limpeza e desinfeção de espaços e equipamentos".
NOTAS DO PROFESSOR
- Explicar o biofilme: bactérias agarradas às paredes dos tubos finos da unidade dentária.
- Erro comum: usar um desinfetante espumante no sistema de aspiração, que danifica o motor.
- Ligar à manutenção preventiva: compressor (purga de condensados), esterilizador, ultrassons.
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir na separação física entre circuito sujo e circuito limpo: nunca se cruzam no mesmo percurso ou armário.
- Erro comum: sacudir a roupa suja antes de a acondicionar, dispersando partículas contaminadas no ar.
- Exemplo: um consultório pequeno pode ter armários próximos, mas nunca partilhados, para roupa limpa e suja.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à atitude "sentido de organização": um circuito de roupa desarrumado é um foco de contaminação.
- Erro comum: reutilizar um saco de roupa suja para transportar roupa limpa "só esta vez".
- Perguntar à turma: o que fazer se a bata tiver sangue visível? (acondicionamento e identificação próprios, conforme protocolo).
NOTAS DO PROFESSOR
- Trazer um exemplo de embalagem de esterilização (bolsa/papel) e mostrar como verificar a integridade.
- Erro comum: usar material com embalagem rasgada "porque parece igual". A esterilidade é invisível a olho nu.
- Ligar diretamente à realização "armazenar os dispositivos médicos reprocessados de acordo com as regras estabelecidas".
NOTAS DO PROFESSOR
- Explicar a diferença entre indicador químico (na embalagem) e indicador biológico (testa esporos, periódico, não vai em cada embalagem).
- Erro comum: assumir que "correu na autoclave" chega, sem verificar o indicador nem a integridade da embalagem.
- Reforçar a atitude "rigor": cada verificação demora segundos e evita um risco grave.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao conhecimento "armazenamento de material de apoio clínico" do referencial.
- Erro comum: repor stock sem verificar validade nem rodar por ordem de entrada.
- Exemplo: uma caixa de luvas rasgada perde a proteção contra pó e humidade, mesmo sem estar aberta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar que a esterilidade é um estado que se perde ao abrir a embalagem, mesmo sem tocar no conteúdo.
- Erro comum: pré-preparar bandejas com muita antecedência "para ganhar tempo", perdendo a rastreabilidade.
- Pergunta à turma: porque não se pode reesterilizar "só mais uma vez" sem reabrir corretamente o processo? (quebra de rastreabilidade e de garantia do ciclo).
NOTAS DO PROFESSOR
- As cores são nacionais (Despacho 242/96); o plano de gestão de resíduos da clínica concretiza o que vai para cada grupo.
- Erro comum: misturar grupos diferentes no mesmo saco "para simplificar". Cada grupo tem um destino e um risco distintos.
- Insistir nos cortantes e perfurantes: são grupo IV e vão sempre para contentor rígido imperfurável, nunca para o saco branco.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente à realização "realizar a triagem, acondicionamento e transporte de resíduos de acordo com o protocolo".
- Erro comum: comprimir um contentor de cortantes já perto do limite para "caber mais um".
- Exemplo: mostrar (ou descrever) o percurso físico do carrinho de resíduos na clínica, sem cruzar com roupa ou material limpo.
NOTAS DO PROFESSOR
- A amálgama segue para recuperação do mercúrio, não para incineração.
- Erro comum: deitar restos de amálgama no contentor de cortoperfurantes "porque são pequenos e duros".
- Ligar ao risco químico na segurança e saúde no trabalho.
NOTAS DO PROFESSOR
- Explicar o que é uma exposição acidental (picada, corte, salpico em mucosa) e os primeiros passos imediatos.
- Erro comum: só pensar na proteção do utente e esquecer que o/a TAD é também parte da cadeia epidemiológica.
- Ligar às atitudes "responsabilidade", "zelo" e "respeito pelas regras e normas definidas".
NOTAS DO PROFESSOR
- Simular o procedimento em voz alta: "picaste-te com a agulha da anestesia, o que fazes primeiro?".
- Erro comum: espremer a ferida ou desinfetá-la com lixívia, que lesa a pele e não reduz o risco.
- Reforçar a vacinação contra a hepatite B e a confirmação da resposta à vacina.
NOTAS DO PROFESSOR
- Recuperar a tabela do Bloco 3 (precauções vs elos da cadeia) para fechar o círculo.
- Anunciar as fichas e o projeto: aplicar estas regras a casos concretos do consultório dentário.
- Perguntar à turma qual bloco considerou mais desafiante, para ajustar a revisão.