NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: dispositivo médico é um conceito legal que atravessa os outros três, não é uma quarta categoria separada.
- erro comum: os alunos tratam "equipamento" e "dispositivo médico" como sinónimos. Uma autoclave é equipamento e é dispositivo médico ao mesmo tempo.
- atenção: o anestésico local (tubete) não é dispositivo médico, é medicamento; na gestão de stocks trata-se como consumível.
- o Decreto-Lei n.º 145/2009 foi revogado pelo Decreto-Lei n.º 29/2024; materiais antigos ainda o citam.
- exemplo: pedir à turma para classificar uma broca, uma seringa ar/água e uma autoclave nas quatro categorias.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a distinção prática entre manutenção, esterilização e reposição, que vai orientar todos os blocos seguintes.
- pergunta: "o fio de sutura é material ou consumível?" Resposta: consumível, porque se gasta e não se reutiliza.
- exemplo: passar em revista a sala de consulta e identificar um item de cada categoria.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: reutilizável não significa "usar sem limpar entre doentes". O ciclo completo é obrigatório sempre.
- erro comum: confundir desinfeção (reduz microrganismos) com esterilização (elimina, incluindo esporos). São etapas diferentes e sequenciais.
- exemplo: mostrar uma cassete de instrumentos antes e depois do ciclo de esterilização.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as peças de mão esterilizam-se entre doentes, porque o interior pode reter fluidos.
- erro comum: achar que a cuba de ultrassons desinfeta; só limpa.
- pergunta: em que categoria fica o espelho de boca, e porquê?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: "uso único" é uma indicação de segurança do fabricante, não uma sugestão de economia.
- erro comum: reaproveitar uma agulha ou uma cânula de aspiração "porque ainda parece limpo". É sempre proibido.
- pergunta: porque é que uma agulha de anestesia nunca é reesterilizada, mesmo numa autoclave validada?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: gerir stocks não é tarefa administrativa isolada, é parte do cuidado ao doente.
- erro comum: guardar material em excesso "para nunca faltar", ignorando o prazo de validade.
- exemplo: uma caixa de tubetes de anestésico comprada em excesso e que expira antes de ser toda usada, gerando desperdício.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: FEFO em vez de FIFO, porque no sector da saúde a validade manda mais do que a ordem de chegada. A diferença vê-se quando chega um lote novo com validade mais curta do que o que já estava na prateleira: o novo vai para a frente.
- pergunta: porque é que a sala de esterilização e a sala de consulta podem ter stocks mínimos diferentes para o mesmo item?
- exemplo: mostrar uma prateleira arrumada com as validades mais próximas à frente.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o stock de segurança não é o sinal para encomendar; é a reserva que fica para um atraso. O sinal é o ponto de encomenda.
- erro comum: encomendar só quando se chega ao stock de segurança, esquecendo que o consumo continua durante o prazo de entrega.
- exemplo: repetir o cálculo com tubetes de anestésico (20/dia, entrega em 4 dias, 1 dia de margem: 20 e 100).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a escolha da técnica depende da criticidade do item, não é a mesma para tudo.
- erro comum: usar só reposição periódica para itens críticos, arriscando rutura entre pedidos.
- pergunta: qual das três técnicas escolherias para as luvas de exame, e porquê?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o registo do passo 6 não é burocracia extra, é o que permite auditar e planear o próximo pedido.
- erro comum: aceitar uma entrega sem verificar validade nem integridade da embalagem.
- exemplo: simular na aula uma reposição completa de rolos de algodão, do pedido ao registo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada equipamento tem um protocolo próprio, definido pelo fabricante, e não há um único procedimento "genérico" de manutenção.
- erro comum: aplicar o mesmo cuidado de limpeza ao raio-x que se aplica à unidade dentária. São aparelhos com riscos diferentes.
- exemplo: percorrer a sala e identificar cada equipamento e a sua função.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o manual do fabricante é a fonte oficial, nunca "o que sempre se fez" ou a experiência de um colega.
- pergunta: o que aconteceria se a purga diária do compressor fosse ignorada durante semanas?
- exemplo: mostrar um manual do fabricante e localizar a tabela de periodicidades.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: prevenir custa menos, em tempo e em dinheiro, do que corrigir uma avaria.
- erro comum: só chamar a assistência técnica quando o equipamento já parou.
- analogia: é como a revisão de um carro, feita por calendário, e não só quando o motor já falhou.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: sem calendário escrito, a manutenção depende da memória de alguém, e falha.
- pergunta: quem deve ser notificado se uma tarefa mensal ficar em atraso?
- exemplo: construir em conjunto um calendário simples para a autoclave da sala.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as tarefas diárias são as mais fáceis de esquecer, precisamente por serem repetitivas.
- erro comum: saltar a purga do compressor "só por um dia". A água acumulada corrói o depósito.
- exemplo: fazer a demonstração da purga do compressor com a turma a cronometrar o tempo que demora.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as tarefas periódicas que exigem habilitação (validação, raio-x) não são feitas pela equipa; a equipa garante que estão agendadas e registadas.
- pergunta: como se percebe que um fotopolimerizador está a perder potência, se a luz parece igual?
- exemplo: mostrar um radiómetro e o registo de medições de um fotopolimerizador.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o teste de Bowie-Dick não se aplica a autoclaves de classe N, que não têm vácuo.
- pergunta: o que se faz se o teste de Bowie-Dick der resultado não conforme?
- exemplo: mostrar uma folha de Bowie-Dick conforme e uma não conforme, lado a lado, e arquivar a conforme no registo do dia.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: manusear bem começa antes de tocar no equipamento, com o EPI já colocado.
- erro comum: forçar uma peça de mão encravada em vez de verificar a causa do encravamento.
- exemplo: demonstrar a forma correta de encaixar e desencaixar uma broca numa peça de mão.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada erro desta tabela já causou incidentes reais em contexto clínico, não são hipóteses académicas.
- pergunta: qual destes quatro erros consideram mais fácil de cometer por distração, e porquê?
- exemplo: pedir à turma que descreva, para cada erro, o que deveria ter sido feito em vez disso.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o registo é a prova, não a tarefa em si. Fazer sem registar é, para efeitos de auditoria, o mesmo que não fazer.
- erro comum: registar só "feito" sem indicar data, responsável ou resultado.
- exemplo: comparar um registo bem feito com um mal feito da mesma tarefa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o mesmo registo serve duas funções, cumprimento legal e planeamento futuro. Não são objetivos separados.
- pergunta: como é que o histórico de registos de uma autoclave ajuda a decidir quando substituir o equipamento?
- exemplo: mostrar um ecrã (ou template em papel) de registo de manutenção preenchido.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os três riscos coexistem na mesma sala, e o EPI protege contra os três ao mesmo tempo.
- erro comum: retirar as luvas para "trabalhos mais delicados" como abrir uma embalagem de material contaminado.
- exemplo: identificar, para cada risco, uma situação concreta de manutenção onde ele aparece.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: notificar não é "denunciar", é parte do trabalho e protege doentes e colegas.
- erro comum: tentar resolver uma anomalia grave sozinho, sem notificar, "para não incomodar".
- pergunta: que diferença faz notificar de imediato em vez de esperar até ao fim do dia?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os limites de intervenção não são uma restrição arbitrária, correspondem à formação e à responsabilidade legal de cada função.
- pergunta: porque é que executar uma purga diária está dentro dos limites, mas calibrar um aparelho de raio-x não está?
- exemplo: percorrer as tarefas do Bloco 7 e confirmar quais cabem nesta função.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: reconhecer o limite protege o próprio técnico e o doente. Não é falta de iniciativa, é rigor profissional.
- erro comum: tentar "desmontar um pouco" um equipamento avariado para ver se resolve, agravando a avaria.
- analogia: como um piloto que sinaliza uma avaria e chama a manutenção especializada, em vez de tentar reparar em voo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as normas de segurança não são um capítulo isolado, atravessam todas as tarefas anteriores dos blocos 1 a 11.
- pergunta: em que grupo de resíduos entra uma agulha usada? E um rolo de algodão com sangue? Resposta: agulha no contentor rígido do grupo IV; rolo com sangue no saco branco do grupo III.
- exemplo: mostrar os contentores de resíduos hospitalares e a cor associada a cada grupo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as atitudes não são um "extra" simpático, são avaliadas e fazem parte do referencial oficial.
- pergunta: dá um exemplo concreto de "zelo" numa tarefa de manutenção do compressor.
- exemplo: pedir à turma para associar cada atitude a uma tarefa vista nos blocos anteriores.