NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a boca não é um espaço único, é vestíbulo + cavidade oral propriamente dita, separados pelas arcadas dentárias.
- erro comum: confundir "vestíbulo" com "cavidade oral"; pedir aos alunos que apontem os dois espaços num modelo ou na própria boca com um espelho.
- exemplo: passar a língua por fora dos dentes (vestíbulo) e por dentro dos dentes (cavidade oral propriamente dita) para sentir a diferença.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: pedir para localizar cada estrutura num modelo anatómico, uma a uma, com o nome correto.
- erro comum: chamar "céu da boca" ao palato sem distinguir a parte dura da parte mole; mostrar a fronteira entre as duas.
- pergunta: porque é que a úvula se move quando engolimos? (fecha a via nasal, evitando que os alimentos subam ao nariz).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a sensibilidade de dentes e mucosa oral é do nervo trigémio (V par), pelos ramos maxilar (V2) e mandibular (V3).
- erro comum: tapar a papila parotídea ou a carúncula sublingual com o rolo de algodão sem saber que ali sai saliva; mostrar as duas aberturas num colega ou num modelo.
- pergunta: porque é que, depois de anestesiar um molar inferior, o lábio inferior e parte da língua do mesmo lado ficam dormentes? (nervo alveolar inferior e nervo lingual, ramos do V3).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estes termos substituem "para dentro", "para fora", "de lado"; são a base de toda a comunicação clínica.
- erro comum: trocar lingual com palatino; lingual usa-se na arcada inferior, palatino na arcada superior.
- exemplo: descrever a face de um dente concreto no modelo usando só estes termos, sem gestos.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o FDI lê-se sempre dígito a dígito ("um seis", não "dezasseis"), para não confundir com uma numeração sequencial.
- erro comum: inverter a ordem dos quadrantes; fixar a regra do sentido horário a partir do quadrante superior direito do paciente.
- exemplo: pedir a vários alunos que identifiquem, no seu próprio odontograma de treino, o dente 11, o 26 e o 44.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: coroa anatómica e coroa clínica são conceitos distintos; a retração gengival expõe mais coroa anatómica sem mudar a anatomia do dente.
- erro comum: pensar que "colo" é uma linha rígida; é uma zona de transição, e a sua posição muda com a saúde da gengiva.
- pergunta: porque é que um dente com raiz única (incisivo) é mais fácil de extrair do que um molar com três raízes?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o dente não está "colado" ao osso, está suspenso pelo ligamento periodontal, o que permite absorver o impacto da mastigação.
- erro comum: confundir dentina com cemento; a dentina forma o corpo do dente, o cemento é uma fina camada que cobre a raiz e ancora as fibras.
- exemplo: mostrar um corte longitudinal de dente num modelo e pedir para identificar os quatro tecidos, de fora para dentro, na coroa e na raiz.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a forma de cada grupo dentário corresponde exatamente à sua função; a anatomia não é decorativa.
- erro comum: contar mal os dentes por quadrante; fazer contar em voz alta, do incisivo central até ao 3.º molar.
- pergunta: porque é que muitas pessoas têm de extrair os dentes do siso?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o 1.º molar superior é a "ancora" da arcada, o mais importante para a oclusão; qualquer perda precoce tem grande impacto.
- erro comum: assumir que todos os molares têm o mesmo número de raízes; os superiores têm três, os inferiores têm normalmente duas.
- exemplo: comparar no modelo o canino superior (raiz longa, uma cúspide) com o 1.º molar superior (três raízes, quatro cúspides).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os molares inferiores encaixam entre dois dentes superiores durante a mastigação, daí a diferença de forma entre arcadas.
- erro comum: achar que o número de cúspides é igual entre 1.º pré-molar superior e inferior; não é, o inferior tem uma cúspide lingual muito reduzida.
- pergunta: porque é que os molares inferiores têm normalmente duas raízes e os superiores três?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: retomar esta tabela mais tarde, no bloco da oclusão, para ligar morfologia a encaixe funcional.
- erro comum: chamar "lingual" à face interna de um dente superior; na arcada superior essa face é palatina, na inferior é lingual (a face oclusal é a que contacta com o antagonista, nas duas arcadas).
- exemplo: sobrepor um molde de arcada superior e outro de inferior e mostrar a diferença de largura e forma.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os molares temporários não têm sucessor "molar"; são substituídos pelos pré-molares permanentes.
- erro comum: chamar "pré-molar" a um molar temporário; a dentição de leite não tem pré-molares.
- exemplo: comparar o odontograma de uma criança (5 a 8, ou letras) com o de um adulto (1 a 4, ou números) no mesmo software.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: com polpa mais perto da superfície, uma cárie num dente temporário chega à polpa mais depressa do que num permanente.
- erro comum: confundir o 2.º molar temporário com o 1.º molar permanente que erupciona logo atrás dele; comparar tamanho, cor e colo no modelo.
- exemplo: pôr lado a lado, num modelo de dentição mista, o 55 e o 16 e pedir as diferenças.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estas idades são aproximadas e variam de criança para criança; nunca comunicar como "regra fixa" a um encarregado de educação.
- erro comum: pensar que um atraso de alguns meses é sempre patológico; a variação individual é normal dentro de certos limites.
- pergunta: porque é que o 1.º molar permanente costuma ser o primeiro dente permanente a erupcionar, ainda com dentes de leite ao lado?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os pontos de contacto não são um detalhe estético, protegem a gengiva interdentária da acumulação de alimentos.
- erro comum: confundir ponto de contacto com ameia; o ponto de contacto é onde os dentes se tocam, a ameia é o espaço à volta.
- exemplo: mostrar num modelo o triângulo de espaço (ameia) que aparece quando falta o ponto de contacto entre dois dentes.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estas relações explicam porque se pedem radiografias antes de extrações de molares e porque uma extração superior pode comunicar com o seio maxilar.
- erro comum: pensar que as raízes "flutuam" no osso sem vizinhos; mostrar numa ortopantomografia o seio maxilar e o canal mandibular.
- exemplo: localizar no crânio ou no modelo o buraco mentoniano e relacioná-lo com os pré-molares inferiores.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a classificação de Angle é sempre baseada no 1.º molar permanente, não nos incisivos.
- erro comum: confundir overjet (horizontal) com overbite (vertical); usar as mãos para mostrar as duas direções.
- exemplo: mostrar fotografias ou modelos das três classes lado a lado e pedir para identificar cada uma.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nenhum destes músculos trabalha isolado; a mastigação é sempre um movimento coordenado dos quatro pares.
- erro comum: achar que só o masséter interessa; o pterigoideu lateral é decisivo para abrir a boca e mover a mandíbula para os lados.
- pergunta: porque é que dores nestes músculos (ex.: bruxismo) provocam também dor na têmpora e na face?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar cada fase ao grupo dentário do bloco 4/5, mostrando que a anatomia justifica a sequência funcional.
- erro comum: pensar que a mastigação é só "moer"; a incisão e a trituração são fases distintas e anteriores à moagem.
- exemplo: pedir a um aluno que descreva, em voz alta e por fases, o que faz ao comer uma maçã.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a ATM é bilateral; os dois lados trabalham sempre em simultâneo, mesmo que só um pareça "estalar".
- erro comum: pensar na ATM como uma simples "dobradiça"; o disco articular torna-a muito mais complexa do que uma charneira.
- exemplo: colocar os dedos à frente do ouvido e abrir/fechar a boca para sentir o movimento do côndilo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a divisão em dois compartimentos explica por que a ATM combina dois tipos de movimento numa só articulação.
- erro comum: achar que a rotação e a translação acontecem ao mesmo tempo desde o início; a rotação surge primeiro, a translação junta-se depois.
- pergunta: se um paciente sente um estalido logo ao começar a abrir a boca, que movimento e que compartimento estão ativos nesse momento? (rotação, compartimento inferior; a avaliação da causa cabe ao médico dentista).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nenhum destes movimentos é puro na prática; a mastigação combina lateralidade, protrusão e rotação em simultâneo.
- erro comum: descrever a abertura da boca como um único movimento; são dois, em sequência (rotação, depois translação).
- exemplo: pedir aos alunos que façam cada movimento (abrir, avançar, recuar, lateralizar) em frente a um espelho, com os dedos na ATM.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: relacionar este slide com o critério de desempenho "identificando a função das estruturas da ATM".
- erro comum: tratar a ATM como assunto "avançado" e não anatomia básica; é uma das estruturas mais relevantes para a prática diária.
- pergunta: que outras queixas do paciente (para além de dor na articulação) podem ter origem numa disfunção da ATM?