Exemplo: barra de
Empilham-se blocos-padrão até essa altura; um relógio comparador que não varie ao longo da peça confirma o ângulo.
Exemplo: raio de concordância
Um relógio ou calibre apoiado nas extremidades da corda tem de acusar exatamente esta altura no ponto médio do perfil.
Sem este cálculo, o perfilamento da mó é feito "a olho": não repete, não garante tolerância.
| Gama nominal (mm) | IT6 | IT7 | IT8 |
|---|---|---|---|
| > 18 a 30 | 13 µm | 21 µm | 33 µm |
| > 30 a 50 | 16 µm | 25 µm | 39 µm |
| > 50 a 80 | 19 µm | 30 µm | 46 µm |
Exemplo: Ø25 h7 → IT7 = 21 µm → cota admissível de 24,979 a 25,000 mm. Uma peça a 24,985 mm está aprovada.
| Característica | Símbolo | Controla, nesta UC |
|---|---|---|
| Planeza | um paralelogramo | face de assentamento de um postiço |
| Circularidade | um círculo | secção de uma guia cilíndrica |
| Cilindricidade | círculo + duas linhas inclinadas | guia completa, ao longo do comprimento |
| Paralelismo | duas linhas paralelas | topo e base de uma placa |
| Perpendicularidade | um ângulo reto | furo de guia face à base |
Forma nunca precisa de referência; orientação precisa sempre.
Placa de molde, tolerância de planeza 0,01 mm. Leituras do relógio comparador (mm): 0; +0,003; +0,007; +0,004; −0,002.
É a combinação dos dois, e não a mó sozinha, que gera a superfície final, plana, cilíndrica ou de perfil.
A 60 K 5 V: abrasivo de óxido de alumínio, grão 60, dureza K, estrutura 5, ligante vitrificado.
| Parâmetro | Efeito |
|---|---|
| Abrasivo | tipo de material a retificar |
| Grão | fino = acabamento; grosseiro = remoção rápida |
| Dureza | libertação dos grãos gastos |
| Estrutura | espaço para aparas e refrigerante |
| Ligante | rigidez e velocidade admissível |
Cruza quatro fatores: material da peça, geometria a obter, acabamento pedido e máquina disponível.
Exemplo: desequilíbrio
Quase 20 N repetidos a cada rotação: é isto que a equilibragem elimina, com contrapesos, até a mó ficar indiferente à posição.
Exemplos: mó
Sobrespessura total 0,30 mm: desbaste a 0,05 mm/passagem remove 0,25 mm (5 passagens); acabamento a 0,01 mm/passagem remove os 0,05 mm restantes (5 passagens).
Total: 10 passagens.
Exemplo:
Mais
Três funções: arrefecer, lubrificar e arrastar as aparas.
| Tipo | Uso típico |
|---|---|
| Emulsão óleo/água | a maioria das aplicações |
| Óleo integral | retificações de precisão em aço-ferramenta |
| Fluido sintético | melhor arrefecimento, menos residual oleoso |
Não existe fórmula fixa entre Ra e Rz; na retificação, Rz costuma rondar 4 a 6 vezes Ra, mas verifica-se sempre com rugosímetro.
| Grau N | Ra (µm) | Aplicação em molde |
|---|---|---|
| N5 | 0,4 | cavidade sem polimento posterior |
| N6 | 0,8 | superfícies de guia |
| N7 | 1,6 | faces de assentamento |
Verificar ao longo do ciclo, não só no fim: temperatura da peça, aspeto da apara e do refrigerante, som da máquina e, nos intervalos da ficha de controlo, cotas e rugosidade.
| Defeito | Causa mais comum |
|---|---|
| Queimadura | velocidade/avanço excessivos, refrigeração insuficiente |
| Ondulação (chatter) | mó desequilibrada, dispositivo mal alinhado |
| Perfil fora de cota | mó mal perfilada ou desgastada |
| Rugosidade acima do pedido | grão grosseiro, mó gasta, avanço final grande |
Detetar e corrigir estes defeitos exige cruzar observação, medição e conhecimento de causa.
Uma máquina bem mantida é, ela própria, uma condição de qualidade.
Nunca ultrapassar a velocidade máxima marcada. Exemplo: mó
Mais três medidas obrigatórias: ensaio de som antes de montar, flanges corretos com papelão de compressão, rotação em vazio com guarda fechada antes de tocar na peça.
| Exposição | EPI |
|---|---|
| Projeção de fragmentos | óculos ou viseira |
| Pó fino (retificação a seco, diamantagem) | máscara para partículas finas |
| Névoa de refrigerante | proteção respiratória |
| Ruído da máquina | proteção auditiva |
| Limpeza do posto (pó assentado) | máscara e aspiração, nunca ar comprimido |
A diamantagem liberta pó muito fino: o EPI da operação normal não chega para essa tarefa.
Próximo: fichas e projeto, calcular e retificar superfícies complexas de raiz.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: complexa não é sinónimo de difícil, é sinónimo de "não é um plano simples". Fixar o vocabulário desde já. - Erro comum: pensar que "superfície complexa" só existe em moldes de peças decorativas. Aparece em qualquer cavidade com raio de concordância. - Exemplo: trazer, se possível, uma foto ou peça real com raio de concordância e cone de saída no mesmo componente.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: um desenho mal lido propaga o erro por todo o ciclo de retificação, não há correção a jusante. - Pergunta à turma: quem decide o ajustamento (h7, H7) de uma cota, o operador ou o projetista? (o projetista, no desenho; o operador cumpre-o). - Analogia: o desenho de fabrico é a "receita"; a ficha de ferramentas (bloco seguinte) é a "lista de compras".
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: organização não é estética, é um critério de desempenho avaliado explicitamente no referencial. - Erro comum: começar a retificar sem confirmar a mó certa da ficha de ferramentas, descobrir o erro a meio do lote. - Pergunta: o que aconteceria se se usasse uma mó de dureza errada por falta de preparação prévia? (queima a peça, capítulo 9).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: sem a ficha de controlo dimensional, o controlo fica ao critério de cada operador, e a dispersão de qualidade sobe. - Erro comum: confundir ficha de ferramentas (o que preparar) com ficha de fabrico (o que fazer). São documentos diferentes, com finalidades diferentes. - Exemplo: mostrar as três fichas lado a lado, se disponíveis, de um caso real de oficina.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: usar um paquímetro (0,02 mm) para controlar uma tolerância de 0,01 mm é um erro de metrologia, não só de hábito. - Erro comum: ler o micrómetro sem verificar o zero antes da medição. - Exemplo: pedir a um aluno que meça a mesma peça com paquímetro e micrómetro e comparar os valores.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: aferir não é só "olhar se está limpo", é confirmar o zero e a exatidão contra um padrão (bloco-padrão, anel-padrão). - Erro comum: usar um calibre de raios com folga de luz e considerar "aprovado por estar quase a bater certo". - Pergunta: que instrumento escolhes para verificar o paralelismo entre o topo e a base de uma placa? (relógio comparador).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: usar sempre o valor completo da razão trigonométrica (0,1), nunca uma versão já arredondada, antes de tirar o arco-tangente. - Erro comum: dividir por $L$ em vez de $2L$, esquecendo que a diferença de diâmetros se reparte pelos dois lados do cone. - Exemplo/analogia: o cone de saída é como um funil suave; quanto maior o ângulo, mais fácil a peça sai do molde.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a barra de senos verifica ângulos sem transferidor, com a precisão dos blocos-padrão usados. - Erro comum: usar o ângulo complementar por engano (90° − θ) ao montar a barra. - Pergunta: se o relógio subir de um lado da peça para o outro, o ângulo está a mais ou a menos do que o calculado?
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a sagitta é o método de bancada para verificar um raio sem paquímetro de raios nem projetor de perfis. - Erro comum: confundir corda com diâmetro, ou esquecer de dividir a corda por dois antes de elevar ao quadrado. - Exemplo/analogia: é o mesmo cálculo usado para verificar o abaulamento de um para-brisas ou de uma calha curva.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o cálculo não substitui a leitura do desenho, é a tradução dele para a máquina. - Erro comum: aceitar um perfil "parecido" sem confirmar pelo cálculo e pelo calibre. - Pergunta: porque é que dois moldes do mesmo cliente, com o mesmo raio nominal, podem exigir dressadores diferentes? (raio igual, corda ou espessura do perfil diferentes).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: quanto menor o número da qualidade IT, mais apertada a tolerância, independentemente do valor nominal. - Erro comum: aplicar a tabela da gama errada (confundir "18 a 30" com "30 a 50"). - Pergunta: uma peça a 24,975 mm neste exemplo passa? (não, está abaixo de 24,979 mm, é rejeitada).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o ajustamento não se negocia na oficina, é uma decisão de projeto que a retificação tem de cumprir. - Erro comum: aproximar uma cota "porque ficou perto" em vez de a levar dentro do intervalo calculado. - Exemplo: um veio h7 que entra com aperto num casquilho H7 nominal indica erro de medição ou de processo, não é normal.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: dimensão (Ø25 h7) e geometria (cilindricidade 0,005) são, por defeito, requisitos independentes. - Erro comum: dar como aprovada uma peça só porque o diâmetro bate certo, sem verificar a forma. - Exemplo/analogia: uma moeda pode ter o diâmetro certo e ainda assim estar amolgada; o diâmetro médio não garante a forma.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o desvio de planeza é sempre máximo menos mínimo das leituras, nunca a média nem o valor absoluto de uma só leitura. - Erro comum: comparar só a leitura mais alta com o zero, ignorando a leitura negativa. - Pergunta: se a última leitura fosse −0,004 em vez de −0,002, a peça ainda passava? (não: 0,007−(−0,004)=0,011 mm, acima de 0,01 mm).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a guarda de proteção é um elemento de segurança, não um obstáculo a remover para "ver melhor". - Erro comum: confundir cabeçote porta-mó com contra-cabeçote; são peças com funções opostas. - Exemplo: percorrer a máquina real da oficina, apontando cada elemento à medida que se fala dele.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a mó não "corta" como uma ferramenta única, corta como milhares de arestas microscópicas em simultâneo. - Erro comum: pensar que só a velocidade da mó determina o resultado; o avanço da mesa pesa tanto ou mais. - Pergunta: o que acontece se a mesa parar com a mó em rotação sobre a peça? (queima um sulco localizado).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: escolher o dispositivo certo é tão importante como escolher a mó certa. - Erro comum: usar prato magnético em peça não totalmente ferrosa ou com zonas temperadas de forma desigual. - Exemplo: mostrar um dispositivo dedicado real e explicar porque foi desenhado assim.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o aperto final pode deslocar o alinhamento; confirmar sempre depois de apertar. - Erro comum: dar como alinhado um dispositivo só porque "parece direito", sem relógio comparador. - Pergunta: um desalinhamento de 0,02 mm na fixação afeta uma peça ou o lote todo? (o lote todo, propaga-se sem correção possível).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a designação lê-se sempre pela mesma ordem, memorizar essa ordem evita erros de interpretação de catálogo. - Erro comum: escolher a dureza pela "força de aperto que se sente", em vez de pelo material e pelo processo. - Exemplo: mostrar dois catálogos de mós reais e decompor a designação em conjunto com a turma.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: não existe "mó universal"; a seleção erra por defeito ou por excesso de dureza, ambos com consequência. - Erro comum: reutilizar a mesma mó de uma peça anterior sem confirmar se o material mudou. - Pergunta: porque é que um aço temperado exige mó mais mole do que um aço macio? (para libertar grãos gastos e evitar sobreaquecimento).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a força de desequilíbrio cresce com o quadrado da velocidade; duplicar a rotação quadruplica a força. - Erro comum: montar uma mó nova sem a equilibrar "porque parece nova e centrada". - Exemplo/analogia: é o mesmo princípio de uma roda de automóvel desequilibrada a vibrar em velocidade.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o dressador certo depende do perfil (único vs repetitivo em série) e não é sempre o mesmo. - Erro comum: usar sempre o diamante de ponta única mesmo em produções longas, onde o rolete compensa o investimento. - Exemplo: mostrar os três tipos de dressador, se disponíveis na oficina.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: perfilar a mó é uma operação de precisão, não de desbaste; passagens grandes gastam o diamante e ampliam marcas. - Erro comum: saltar o passo 4 e confiar que o perfil ficou certo "porque o programa era o mesmo de sempre". - Pergunta: o que acontece a todas as peças seguintes se o perfil da mó tiver um erro de 0,02 mm? (o erro copia-se para todas).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: cada técnica exige um dispositivo e uma cinemática diferentes; escolher a técnica é escolher também o dispositivo. - Erro comum: tentar retificar interior com os parâmetros de uma retificação exterior. - Exemplo: relacionar cada técnica com uma peça real do molde (guia, casquilho, cavidade).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: estas seis operações cobrem literalmente o referencial da UC; um inserto de molde pode combinar quase todas no mesmo ciclo. - Erro comum: tratar um microcomponente com os mesmos parâmetros de uma peça normal, partindo-o ou deformando-o. - Exemplo: o inserto de cavidade da sebenta, capítulo 11, combina plano + perfil + furo cilíndrico na mesma peça.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: as unidades trocam entre m/s (mó) e m/min (peça); confirmar sempre a conversão antes de comparar. - Erro comum: usar a fórmula da peça para a mó ou vice-versa, esquecendo o fator de conversão (60 000 vs 1000). - Pergunta: se a rotação da mó duplicasse, o que acontecia a $V_s$? (duplica também, a relação é diretamente proporcional).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o plano de passagens reparte sempre a sobrespessura entre desbaste (rápido) e acabamento (preciso), nunca tudo de uma vez. - Erro comum: dar a última passagem de desbaste como "acabamento" só porque é a última, sem reduzir a profundidade de corte. - Exemplo: relacionar com o exemplo completo da sebenta, capítulo 12.2.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: converter sempre v_f para as mesmas unidades de tempo (mm/s) antes de multiplicar. - Erro comum: esquecer a largura de contacto b e calcular só ap × vf, o que dá uma taxa por unidade de largura, não o total. - Pergunta: o que acontece à peça se Q for aumentado sem aumentar o caudal de refrigerante? (risco de queimadura, bloco 15).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o fluido de corte não é um extra, é o que evita tensões residuais e queimaduras nas passagens finas. - Erro comum: reduzir o caudal para "poupar" numa peça pequena, exatamente onde o controlo térmico é mais crítico. - Pergunta: em que operação a diamantagem também precisa de refrigeração? (sempre; o diamante e a mó também aquecem).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a relação Ra/Rz é uma referência para estimar, nunca um cálculo exato; medir sempre com rugosímetro. - Erro comum: converter Ra em Rz por uma fórmula fixa e dar isso como valor de controlo. - Exemplo: uma cavidade N5 (Ra 0,4) que sai a Ra 0,9 está fora de N5, volta para mais uma passagem fina, não para reinício do desbaste.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: um som anormal ("chiar", vibração) denuncia um problema antes de aparecer marcado na peça. - Erro comum: só controlar a peça no fim do ciclo, quando já não há como corrigir sem desperdício. - Pergunta: que sinal precoce indicaria uma mó a começar a desequilibrar-se? (vibração e som diferente, antes de marcas visíveis).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o mesmo sintoma (ondulação) pode ter duas causas distintas; o diagnóstico correto evita repetir o erro. - Erro comum: corrigir o parâmetro de corte quando o problema real é o alinhamento do dispositivo. - Exemplo: mostrar fotos de peças com queimadura e com ondulação, se disponíveis, e pedir à turma o diagnóstico.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: nenhum parâmetro de corte corrige uma folga mecânica; a manutenção é a base, não um extra. - Erro comum: adiar a manutenção "porque a produção não pode parar", até avariar em pleno lote. - Pergunta: quem deve registar um ruído anómalo, só a manutenção ou também o operador? (também o operador, é quem primeiro o ouve).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: estas quatro medidas aplicam-se sempre, sem exceção, mesmo com prazos apertados. - Erro comum: montar uma mó sem ensaio de som "porque parece nova", ignorando um dano interno invisível. - Pergunta: porque se arredonda a rotação máxima por defeito e não por excesso? (para nunca ultrapassar a velocidade marcada, mesmo por 0,01 m/s).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o EPI depende da exposição concreta da tarefa, não é sempre o mesmo do início ao fim do turno. - Erro comum: limpar o pó de retificação com ar comprimido, ressuspendendo partículas finas no ar. - Pergunta: porque é que a diamantagem exige EPI diferente da operação normal de retificar? (liberta pó mais fino, de abrasivo e de diamante).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o número 112 e o corte de energia são o primeiro gesto, antes de qualquer outra ação, num acidente com a retificadora. - Erro comum: despejar fluido de corte usado no esgoto por não saber que é resíduo perigoso. - Exemplo/analogia: comparar com o protocolo de qualquer máquina rotativa de oficina; a retificadora acrescenta o risco específico da mó.