NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: respeitar a tradição sem a confundir com ciência confirmada nem a ridicularizar.
- erro comum/pergunta: achar que fazer abhyanga é praticar medicina ayurvédica. O técnico faz bem-estar.
- exemplo/analogia: um professor de yoga usa termos sânscritos sem ser guru nem médico indiano.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os termos sânscritos mantêm-se iguais em todos os materiais. Pronunciar e escrever sempre da mesma forma.
- erro comum/pergunta: dizer ao cliente que se faz shirodhara. Verter óleo na testa em fluxo contínuo é procedimento reservado.
- exemplo/analogia: abhyanga está para a massagem ayurvédica como o deslizamento está para a massagem clássica.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: esta tabela é o centro ético da UC. Voltar a ela em cada bloco.
- erro comum/pergunta: "mas o cliente pede e diz que o médico sabe". Sem autorização escrita, não se executa.
- exemplo/analogia: um personal trainer não prescreve medicamentos; o técnico de bem-estar não diagnostica.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: dois erros opostos, tratar o modelo como ciência confirmada ou ridicularizá-lo. O técnico é honesto e respeitoso.
- erro comum/pergunta: perguntar à turma que frases de um folheto são verificáveis e quais não são.
- exemplo/analogia: um mapa antigo ajuda a navegar uma cidade, mas não é uma fotografia de satélite.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a lista repete-se em vários blocos porque é onde mais se falha.
- erro comum/pergunta: "posso sugerir um chá para dormir?". Não, é fora do âmbito.
- exemplo/analogia: o semáforo vermelho não se negoceia, mesmo com o condutor com pressa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: honestidade intelectual. Apresentar como modelo, sem ironia e sem afirmar existência anatómica.
- erro comum/pergunta: perguntar se os chakras aparecem numa radiografia. Não, são construções simbólicas.
- exemplo/analogia: os paralelos e meridianos existem nos mapas, não no terreno, e mesmo assim ajudam a orientar.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as cores (vermelho a violeta) são uma convenção moderna, não aparecem sempre nos textos antigos.
- erro comum/pergunta: trocar a ordem. Pedir à turma que recite de baixo para cima e aponte no próprio corpo.
- exemplo/analogia: os temas são como os capítulos de um livro sobre a experiência humana.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nunca dizer ao cliente "tem um chakra bloqueado" como diagnóstico. Dizer "vou dar mais atenção aos ombros".
- erro comum/pergunta: "o desconforto digestivo é bloqueio do Manipura?". Não se conclui; recomenda-se consulta médica.
- exemplo/analogia: dizer "tenho o coração apertado" descreve uma emoção sem ser um diagnóstico cardíaco.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a coluna da direita protege o técnico e o cliente. Nunca fazer a ligação "causa-efeito" sozinha.
- erro comum/pergunta: queixas físicas persistentes não se resolvem "desbloqueando" um chakra.
- exemplo/analogia: duas legendas num mesmo mapa, a tradicional e a anatómica.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: não há doshas bons e maus. São tendências descritivas.
- erro comum/pergunta: "o dosha causa doenças?". Isso é afirmação de saúde, que o técnico não faz.
- exemplo/analogia: os doshas são como três ingredientes de uma receita, que cada pessoa tem em doses diferentes.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estereótipos úteis, não categorias científicas. A ciência não confirma exatamente três tipos de pessoas.
- erro comum/pergunta: rotular o cliente ("tu és pitta"). Dizer antes "o inquérito aponta para predomínio de pitta".
- exemplo/analogia: os signos do zodíaco descrevem tendências sem ser ciência; aqui a utilidade é só ajudar a conversa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: perguntar sempre "habitualmente" e "nas últimas semanas".
- erro comum/pergunta: tratar o resultado do inquérito como destino. Ele muda com o momento.
- exemplo/analogia: o clima de uma região (prakriti) contra o tempo de hoje (vikriti).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o inquérito é uma ferramenta de conversa; a triagem de contraindicações vem primeiro.
- erro comum/pergunta: arquivar o resultado como diagnóstico. Registar como "resultado orientativo".
- exemplo/analogia: um menu de degustação para conhecer os gostos do cliente, sem dizer o que ele precisa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: é uma ferramenta de conversa do modelo tradicional. Não mede nada clínico e não se apresenta como diagnóstico.
- erro comum/pergunta: somar as sete pontuações num total. Não se soma; lê-se tema a tema.
- exemplo/analogia: como um cartão de perguntas para abrir uma conversa, sem resposta certa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o inquérito orienta a atenção ao toque; a decisão de segurança vem sempre da triagem.
- erro comum/pergunta: usar uma pontuação baixa para falar de doença. Isso é fora do âmbito.
- exemplo/analogia: perguntar a um convidado se prefere sala mais calma ou mais animada: ajusta-se o ambiente, não se avalia a pessoa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a relação elemento-sentido traduz-se num ambiente de qualidade, qualquer que seja o enquadramento teórico.
- erro comum/pergunta: usar perfume forte sem perguntar. Perguntar sempre.
- exemplo/analogia: preparar a sala é compor a banda sonora, a luz e o cheiro do mesmo filme.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o que se lesiona são estruturas reais; o modelo não protege de um hematoma.
- erro comum/pergunta: dizer ao cliente que tem "ama" ou "toxinas". Não é afirmação que o técnico possa fazer.
- exemplo/analogia: dhatus são como as camadas de uma cebola, cada uma alimenta a seguinte, na descrição tradicional.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: marmas não são acupontos. Toque respeitoso e atento.
- erro comum/pergunta: inventar números ou nomes. Só usar os da lista, sempre escritos da mesma forma.
- exemplo/analogia: os marmas são como cruzamentos movimentados de uma cidade: passa-se com cuidado.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a linguagem da expectativa, nunca a da promessa.
- erro comum/pergunta: usar "trata", "cura", "elimina". São verbos de saúde.
- exemplo/analogia: um bom pequeno-almoço ajuda o dia, mas ninguém promete que cura a gripe.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o cliente insistir não é motivo. A segurança é do técnico e do cliente.
- erro comum/pergunta: "só um bocadinho de pressão na perna". Com suspeita de trombose não se executa a massagem, em nenhuma zona do corpo: encaminha-se de urgência.
- exemplo/analogia: o piloto não descola com o aviso de falha no motor, mesmo que os passageiros tenham pressa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: trombose é a que mais mata por erro. Perna inchada, quente e dolorosa de um só lado: zero massagem.
- erro comum/pergunta: "a cliente grávida quer só os pés". Neste âmbito, não se executa.
- exemplo/analogia: a perna com trombose é como um tampão que se pode soltar com a movimentação.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: "relativa" não significa "pode quase tudo". Significa adaptar e documentar.
- erro comum/pergunta: perguntar à turma o que fazer sem autorização do médico. Resposta: não se executa.
- exemplo/analogia: um semáforo amarelo: só se passa com atenção e em segurança, e com autorização.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o técnico não diagnostica; reconhece o sinal e encaminha.
- erro comum/pergunta: esperar para ver. Perante dúvida, a ligação para o 112 não se adia.
- exemplo/analogia: o técnico é como o vigia do bosque: reconhece o fumo e chama os bombeiros, não apaga o incêndio sozinho.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a autorização protege o cliente, o técnico e o estabelecimento.
- erro comum/pergunta: aceitar autorização verbal "o meu médico disse que podia". Pedir por escrito.
- exemplo/analogia: um atestado para fazer desporto: sem ele, a escola não deixa participar.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a tabela diz o caráter tradicional; quem decide é a segurança: alergias, pele, tolerância.
- erro comum/pergunta: esquecer perguntar por alergia a sésamo e frutos secos.
- exemplo/analogia: um cliente com alergia a frutos secos num restaurante: perguntar antes de servir.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: tabela tradicional não substitui perguntar e testar.
- erro comum/pergunta: usar sésamo num cliente vata sem perguntar por alergias.
- exemplo/analogia: tal como na culinária, a receita é a tradição e a alergia do convidado é a regra.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a conta serve para perceber o risco, não para preparar misturas no estúdio.
- erro comum/pergunta: "uns pingos de óleo essencial a mais não fazem mal". Fazem: irritação e sensibilização.
- exemplo/analogia: pimenta num prato: mínima quantidade dá sabor, a mais irrita.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: óleo demasiado quente queima; micro-ondas cria pontos de calor.
- erro comum/pergunta: perguntar à turma por que razão os panos com óleo podem arder se amontoados.
- exemplo/analogia: um molho de trapos engordurados é um pequeno risco de incêndio, como na oficina.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: tudo preparado antes de o cliente entrar; sair da sala a meio da sessão quebra a relação.
- erro comum/pergunta: esquecer um jogo de têxteis limpos por cliente.
- exemplo/analogia: um cozinheiro faz a mise en place antes de abrir o restaurante.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: óleo no chão é risco de queda para o técnico e para o cliente.
- erro comum/pergunta: deixar o carro de apoio por cima do cliente ou fora do alcance.
- exemplo/analogia: um palco bem montado permite ao ator esquecer o cenário.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: higiene não é opcional nem estética; protege toda a cadeia de clientes.
- erro comum/pergunta: usar luvas e tocar em tudo com elas, espalhando contaminação.
- exemplo/analogia: um cirurgião lava as mãos antes e depois do doente; o técnico também.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a primeira impressão e a triagem acontecem na receção.
- erro comum/pergunta: escrever "tem hipertensão" quando o cliente disse "toma um comprimido para a tensão".
- exemplo/analogia: a ficha é o diário de bordo da relação com o cliente.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a ficha deixada na receção à vista de todos é uma violação.
- erro comum/pergunta: "posso contar à amiga que a recomendou como correu?". Não, sem consentimento.
- exemplo/analogia: a ficha é como um processo clínico: confidencial.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: dignidade e privacidade: o cliente despe-se sozinho e fica coberto.
- erro comum/pergunta: instalar em decúbito ventral um cliente com dificuldade respiratória ou com refluxo.
- exemplo/analogia: o draping é como a cortina num camarim.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a lesão do técnico acaba carreiras. Prevenir é mais barato do que reabilitar.
- erro comum/pergunta: perguntar por que razão a marquesa alta causa dor no ombro.
- exemplo/analogia: um jardineiro que corta com o dorso curvo acaba com dor; o técnico também.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: mãos quentes e flexíveis dão um toque melhor e protegem o técnico.
- erro comum/pergunta: começar a primeira sessão com as mãos frias. Isso é desagradável para o cliente.
- exemplo/analogia: um músico afina o instrumento antes do concerto.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a continuidade do contacto é a assinatura da abhyanga.
- erro comum/pergunta: porque se evita o sentido contrário ao coração? Por boa prática circulatória.
- exemplo/analogia: como uma dança com um parceiro: nunca se larga abruptamente.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o cliente orienta; perguntar "está bem assim?" no início e depois de tempos a tempos.
- erro comum/pergunta: pressão forte a pedido do cliente numa zona com varizes ou hematoma.
- exemplo/analogia: a pressão é como o volume do rádio: ajusta-se ao ouvinte.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: manipulações articulares são de outras profissões.
- erro comum/pergunta: estalar o pescoço "para soltar". Nunca.
- exemplo/analogia: as manobras são como os pontos de uma escrita: poucas palavras, muitas frases.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: é opcional e dispensável. O que importa é a segurança da pele.
- erro comum/pergunta: usar luvas ásperas ou muito esfregadas em pele sensível.
- exemplo/analogia: como uma esfoliação suave antes do creme.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada zona tem começo (óleo e acolhimento), meio (movimentos) e fim (passagens leves).
- erro comum/pergunta: pressão sobre a coluna vertebral. Trabalha-se a lado dela.
- exemplo/analogia: cada zona é um capítulo com introdução, desenvolvimento e conclusão.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a regra tradicional "começar na cabeça e descer".
- erro comum/pergunta: massajar mamas ou genitais. Ficam sempre cobertos e fora da massagem.
- exemplo/analogia: como ler uma página: de cima para baixo, sem saltos.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: gerir o tempo é uma competência. Praticar com cronómetro.
- erro comum/pergunta: passar 25 minutos nas costas e deixar os pés para dois minutos.
- exemplo/analogia: um jantar de várias travessas: dar a cada uma o seu tempo sem apressar a sobremesa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: personalizar é ouvir. A tabela serve de ponto de partida.
- erro comum/pergunta: impor kapha-pressão a um cliente que pediu leve.
- exemplo/analogia: um alfaiate tem medidas padrão, mas ajusta ao corpo de cada pessoa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o aconselhamento mantém-se no âmbito do bem-estar.
- erro comum/pergunta: "o que posso tomar para dormir melhor?". Remeter para profissional de saúde.
- exemplo/analogia: o cabeleireiro explica como cuidar do cabelo, não prescreve tratamento para a pele.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a calma do técnico tranquiliza o cliente.
- erro comum/pergunta: retomar a massagem com o mesmo óleo "para acabar a sessão".
- exemplo/analogia: um simulacro de incêndio: treina-se antes para agir sem pensar.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as respostas servem para melhorar, não para justificar.
- erro comum/pergunta: perguntar apenas "gostou?". Perguntas fechadas dão pouca informação.
- exemplo/analogia: o inquérito é o espelho retrovisor do serviço.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a lei muda; o hábito de consultar a versão em vigor é mais útil do que decorar números.
- erro comum/pergunta: quem é responsável por fornecer o EPI? A entidade empregadora.
- exemplo/analogia: o código da estrada: conhecer as regras antes de conduzir.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a prevenção começa na organização do espaço.
- erro comum/pergunta: onde fica o extintor e o contacto de emergência no vosso espaço?
- exemplo/analogia: um mapa de riscos é uma lista de "se isto acontecer, estamos preparados".
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a ética aparece em cada decisão pequena: o que digo, o que registo, o que recuso.
- erro comum/pergunta: aceitar um cliente com contraindicação "porque precisamos do dinheiro". Ética acima de tudo.
- exemplo/analogia: a bata branca é uma promessa: faz-se o que se diz que se faz.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a triagem vem antes de qualquer toque.
- erro comum/pergunta: pedir à turma que ordene as seis etapas.
- exemplo/analogia: uma lista de verificação de voo, que se segue sempre.