NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que "monogástrico" não significa "come tudo igual": cão, gato e coelho são todos monogástricos e têm dietas radicalmente diferentes.
- Erro comum: tratar o coelho como um "cão pequeno herbívoro". O ceco-fermentador tem regras próprias (fibra em excesso, cecotrofia).
- Exemplo/analogia: o estômago do cão é uma "panela única"; o ceco do coelho é uma "cuba de fermentação" à parte, como uma adega.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a taurina do gato: a sua falta causa doença cardíaca e cegueira. É o exemplo clássico de "carnívoro estrito".
- Erro comum: alimentar o gato com ração de cão por engano ou economia. Não cobre as necessidades da espécie.
- Perguntar à turma: porque é que um herbívoro come as próprias fezes (cecotrofia)? Ligar à necessidade de reaproveitar nutrientes fermentados no ceco.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: é normal ver o coelho a comer os próprios cecotrofos, não é comportamento a corrigir.
- Erro comum: tutores acharem "nojento" e impedirem, o que causa défices nutricionais.
- Exemplo: comparar com uma "segunda digestão", como uma vaca a ruminar, mas por via oral-anal.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que esta realização (avaliar necessidades e estado fisiológico) é o primeiro passo de tudo: sem avaliação, não há plano nutricional correto.
- Erro comum: usar a mesma ração e quantidade "de sempre" depois de o animal ser esterilizado ou envelhecer.
- Perguntar: porque é que um cachorro de raça grande não pode comer ração de adulto? (a ração de adulto é deficitária em energia, proteína e cálcio para o crescimento; o excesso de cálcio/energia é o erro oposto, vindo de ração de crescimento padrão ou de suplementos, e acelera o crescimento ósseo).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que fibra "insuficiente" no coelho não é só desconforto, é risco de estase gastrointestinal (potencialmente fatal).
- Erro comum: achar que hidratos de carbono são sempre maus. No coelho, a fibra (um tipo de hidrato) é vital.
- Exemplo: comparar um rótulo de ração de cão com um de gato e identificar a diferença de proteína.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o caso da cobaia e da vitamina C: é um exame clássico, comparável ao escorbuto humano.
- Erro comum: dar suplemento de cálcio "por precaução" a um cachorro de raça grande sem indicação veterinária. Pode piorar o desenvolvimento ósseo.
- Ligar ao Bloco 6 (suplementação vitamínica): nunca decidir sozinho, sempre com o médico veterinário.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que "caseiro" não é sinónimo de "melhor": sem formulação, cria défices graves (ex.: cálcio insuficiente em dietas só de carne).
- Erro comum: dar ossos cozinhados (lascam e perfuram) em vez de crus; confundir com a prática BARF, que usa ossos crus carnudos.
- Exemplo: ler um rótulo de ração e identificar os "constituintes analíticos" (proteína bruta, gordura bruta, fibra bruta, cinza bruta).
NOTAS DO PROFESSOR
- Trazer (ou projetar) rótulos reais de ração de cão, gato e coelho e comparar os constituintes analíticos.
- Erro comum: confiar só na imagem da embalagem e ignorar o rótulo. A imagem não é informação nutricional.
- Exercício rápido: dado um rótulo, calcular a quantidade diária para um animal de peso indicado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a desidratação é uma emergência silenciosa: sinais como prega de pele lenta a desfazer e boca seca.
- Erro comum: assumir que "a água está lá" chega. Verificar sempre se está limpa, acessível e se o animal está de facto a beber.
- Exemplo: um gato que come só ração seca e não tem fonte de água corrente está em risco maior de problemas urinários.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao Bloco 11 (registos): qualquer alteração no consumo de água deve ficar registada e comunicada.
- Erro comum: ignorar um aumento de sede achando que "está calor". Pode ser sinal de doença.
- Perguntar: em que espécies a água é mais fácil de esquecer? (répteis, com fontes de humidade menos óbvias).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que o plano de nutrição é um documento escrito, consultável, não "de cabeça".
- Erro comum: copiar o plano de outro animal da mesma espécie sem ajustar ao peso e à atividade.
- Exemplo: mostrar um plano de nutrição real (fictício), com os seis pontos preenchidos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer o exemplo passo a passo com a turma, ligando cada número ao ponto da lista anterior.
- Erro comum: esquecer a revisão periódica; um plano de nutrição não é "para sempre".
- Deixar exercício: adaptar este plano a um cão de 25 kg com a mesma atividade.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a transição gradual é um cuidado profissional, não um exagero.
- Erro comum: mudar de ração de um dia para o outro por comodidade ou falta de planeamento de stock.
- Perguntar: porque é que a mudança brusca causa diarreia? (o sistema digestivo e a flora intestinal precisam de se adaptar).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o limite de competência: o técnico cuidador executa e regista, a decisão clínica é do médico veterinário.
- Erro comum: um tutor pedir para "dar um suplemento de cálcio só para garantir". Explicar o risco de excesso.
- Exemplo: hipervitaminose A em répteis por suplementação descontrolada, um caso clássico em manuais de exotic pets.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar que "mais não é melhor": a suplementação é sempre um equilíbrio, não uma soma.
- Erro comum: associar sinais de défice e de excesso ao mesmo nutriente sem os distinguir.
- Ligar ao Bloco 9 (condição corporal): o exame físico regular apanha estes sinais cedo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o passo da pesagem: "a olho" é a causa mais comum de excesso de peso em animais de companhia.
- Erro comum: usar o mesmo tabuleiro/taça para vários animais sem lavar entre utilizações.
- Exemplo: numa pensão com vários cães, cada um deve ter a sua taça identificada e a sua quantidade própria.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a dose "pequena" também é perigosa: não há quantidade "segura" destes alimentos.
- Erro comum: achar que só o chocolate negro é perigoso. O chocolate de leite também intoxica, em menor grau.
- Ligar ao Bloco 12 (emergências): o que fazer se um animal ingerir um destes alimentos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a sequência: desinfetar sobre sujidade visível não funciona, é preciso lavar primeiro.
- Erro comum: usar o mesmo pano para a bancada de preparação e para limpar gaiolas ou boxes.
- Exemplo: mostrar o rótulo de um desinfetante e identificar a diluição e o tempo de contacto recomendados.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o FIFO: é o mesmo princípio usado na restauração e faz parte do rigor profissional.
- Erro comum: guardar ração seca no saco original aberto, sem recipiente fechado, atraindo pragas e humidade.
- Perguntar: que resíduos existem numa pensão de animais além de embalagens de comida? (dejetos, material clínico usado, etc.).
NOTAS DO PROFESSOR
- Trazer imagens (ou desenhos) da escala de condição corporal de cão e gato para a turma treinar a olho e ao toque.
- Erro comum: confiar só no peso em kg sem considerar a estrutura do animal (raças diferentes têm pesos ideais diferentes).
- Exercício: dado um caso descrito, a turma classifica a condição corporal.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que o exame diário é rápido mas sistemático: os mesmos pontos, todos os dias, para o mesmo animal.
- Erro comum: só reparar num problema quando já está grave, por falta de observação diária estruturada.
- Perguntar: qual destes sinais é mais fácil de ignorar no dia a dia? (normalmente o pelo/pele, por ser gradual).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que o "onde e como" se come importa tanto quanto o "o quê": stress à refeição prejudica a digestão e o comportamento.
- Erro comum: colocar várias taças demasiado próximas em grupo, gerando competição e stress.
- Exemplo: um brinquedo distribuidor de ração transforma a refeição de um cão sozinho em casa num estímulo mental.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar explicitamente este slide ao critério de desempenho do referencial, para os alunos verem a ligação direta.
- Erro comum: separar "dar de comer" de "cuidar do bem-estar", como se fossem tarefas distintas.
- Perguntar: que sinais, fora da hora da refeição, indicam bem-estar num animal? (brincar, explorar, socializar).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que um registo em atraso vale tanto como não existir: a atualização diária é o que dá valor.
- Erro comum: registar "comeu bem" sem quantidade nem horário, tornando o registo inútil para decisões futuras.
- Exemplo: mostrar um modelo simples de ficha diária de alimentação, em papel ou digital.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma imaginar uma tabela de 7 dias e identificar, num exemplo dado, o dia em que deveriam ter alertado.
- Erro comum: só olhar para o registo de um único dia, perdendo a tendência.
- Ligar ao dispositivo eletrónico com acesso à internet (recurso da UC): muitos destes registos são hoje digitais.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que zoonoses não são um detalhe: são um risco real e frequente na profissão (ex.: salmonelose por alimentos crus).
- Erro comum: manusear dieta crua/BARF sem luvas e sem desinfetar a superfície depois.
- Exemplo: mostrar a técnica correta de levantar um saco de ração pesado, protegendo a coluna.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a regra de ouro: em dúvida sobre uma emergência, contactar sempre o médico veterinário, nunca "esperar para ver".
- Erro comum: tentar soluções caseiras (induzir vómito, dar leite) sem confirmação profissional, podendo agravar o quadro.
- Perguntar: qual destas situações já viram ou ouviram falar em contexto real? Discutir em grupo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar os três contextos do referencial: planeamento de atividades, prestação de serviços de cuidado, educação e sensibilização.
- Erro comum: pensar que a função se limita a "dar de comer". Inclui também formar e informar o tutor.
- Exemplo: um técnico numa loja de animais que orienta um cliente novo sobre a alimentação certa para um cachorro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar cada atitude a um momento concreto do dia a dia já visto nos blocos anteriores.
- Erro comum: tratar as atitudes como "extras" e não como parte avaliável do desempenho profissional.
- Fechar com a pergunta: qual destas atitudes sentem que já praticam bem, e qual precisam de treinar mais?