UC03643

Aplicar técnicas de modalidades de raquetes indoor

Badminton, squash e ténis de mesa: regras, técnica, serviço e receção, treino e correção técnica

Curso profissional · 50h · Técnico/a de Desporto

Plano

  1. Modalidades, história e princípios
  2. Regras básicas: o quadro de diferenças
  3. Badminton
  4. Squash
  5. Ténis de mesa
  6. Terminologia específica
  7. Materiais e equipamentos
  8. Pegas e posição-base
  9. Gestos técnicos e golpes-base
  10. Serviço e receção
  11. Fundamentos técnicos e táticos
  12. Planear e organizar o treino
  13. Fases do treino e correção técnica
  14. Segurança, situações críticas e atitudes
  15. Regulamentos e organização de competições

Bloco 1 · Modalidades, história e princípios

Modalidades de raquetes indoor: conceito e três modelos de jogo

Uma modalidade de raquete envia um projétil (volante, bola) ao espaço do adversário com uma raquete; indoor quer dizer recinto coberto, com condições controladas.

  • Badminton: rede alta, campos separados, volante de 16 penas.
  • Ténis de mesa: rede de 15,25 cm sobre a mesa, bola de 40 mm.
  • Squash: espaço partilhado, os dois jogadores jogam contra a parede da frente.

O modelo de jogo explica a regra, o material e a segurança de cada modalidade.

Breve história das três modalidades

  • Badminton: nome de Badminton House (Gloucestershire); regras escritas em Inglaterra na década de 1870; federação internacional fundada a 5 julho 1934, hoje BWF; olímpico em 1992. Federação Portuguesa de Badminton: 1 julho 1954.
  • Squash: Harrow School, por volta de 1830, bola que se "esmagava"; PAR 11 desde 2009; aprovado para Los Angeles 2028.
  • Ténis de mesa: Inglaterra, séc. XIX; ITTF 1926; olímpico em Seul 1988; bola de 40 mm (2000), jogos de 11 pontos (2001), bola de plástico (2014). Federação Portuguesa: 27 outubro 1944.

Os sete princípios comuns

  1. Devolução: o projétil passa ao campo do adversário dentro das regras.
  2. Colocação: ganha-se mais com onde se bate do que com a força.
  3. Ritmo e tempo: mudar de velocidade é arma tática.
  4. Posição de espera: regressar à posição-base depois de cada golpe.
  5. Economia de movimento: o gesto mais curto e relaxado que serve.
  6. Serviço e receção: o jogo começa aqui e o primeiro golpe de resposta é decisivo.
  7. Adaptação ao adversário: observar e escolher a tática.

Bloco 2 · Regras básicas: o quadro de diferenças

Quadro comparativo: espaço, rede, projétil, raquete

Badminton Squash Ténis de mesa
Espaço 13,40 × 6,10 m (pares) 9,75 × 6,40 m Mesa 2,74 × 1,525 m, a 76 cm
Obstáculo Rede 1,55 m (postes), 1,524 m (centro) Parede da frente e chapa Rede de 15,25 cm
Projétil Volante 4,74 a 5,50 g Bola cerca de 40 mm, 23 a 25 g Bola de plástico 40 mm, 2,7 g
Raquete Até 680 × 230 mm Até 686 × 215 mm Lâmina com 85% de madeira natural

Quadro comparativo: pontuação e serviço

Badminton Squash Ténis de mesa
Jogo até 21 (limite 30); 15 a partir de 4 jan 2027 11 11
Diferença 2 a partir de 20-20 2 a partir de 10-10 2 a partir de 10-10
Encontro Melhor de 3 Normalmente melhor de 5 Melhor de nº ímpar
Quem serve Quem ganha a jogada Quem ganha a jogada Troca a cada 2 pontos
Serviço Diagonal, abaixo de 1,15 m Pé na caixa, parede 1,78 a 4,57 m Lançamento de 16 cm, bate primeiro no seu campo

As três modalidades usam ponto em cada jogada, com limites diferentes.

Bloco 3 · Badminton

Badminton: campo e rede

  • Linhas de 40 mm, que fazem parte da área que delimitam.
  • Comprimento 13,40 m; largura 6,10 m (pares) e 5,18 m (singulares).
  • Linha de serviço curta a 1,98 m da rede; linha de serviço longa de pares a 0,76 m da linha de fundo.
  • Rede com 760 mm de profundidade e pelo menos 6,1 m de largura; topo a 1,524 m ao centro e 1,55 m nos postes.
  • Postes de 1,55 m, sobre as linhas laterais de pares.

Badminton: volante, raquete e pontuação

  • Volante: 16 penas, 62 a 70 mm, base de 25 a 28 mm, 4,74 a 5,50 g; sintético (nylon) para treino e escola.
  • Raquete: até 680 mm de comprimento e 230 mm de largura.
  • Jogo até 21 pontos; a 20-20, 2 pontos de diferença; a 29-29, ganha o 30.º ponto.
  • Encontro à melhor de 3 jogos; intervalos de 60 s (aos 11 pontos) e 120 s (entre jogos).
  • Troca de campos: fim do 1.º jogo, fim do 2.º se houver 3.º, e no 3.º aos 11 pontos.
  • Atenção: a partir de 4 jan 2027, jogos de 15 pontos (BWF): 14-14 com 2 de vantagem, teto no 21.º ponto, intervalo e troca de campos no 3.º jogo aos 8 pontos; 120 s entre jogos mantém-se.

Badminton: o serviço correto

O serviço é correto quando:

  1. servidor e recetor estão em campos de serviço diagonalmente opostos, sem pisar linhas;
  2. os pés ficam parados e em contacto com o chão até à batida;
  3. a raquete bate primeiro na base do volante;
  4. todo o volante está abaixo de 1,15 m no impacto;
  5. o movimento da raquete é contínuo para a frente;
  6. o volante cai no campo de serviço do recetor, dentro ou sobre as linhas.

Badminton: singulares e pares

  • Singulares: serve-se da direita com pontuação par (0, 2, 4...) e da esquerda com pontuação ímpar.
  • Pares: a mesma regra para o lado servidor; os parceiros do lado que serve trocam de campo quando ganham ponto ao serviço.
  • Ordem do serviço em pares: servidor inicial, parceiro do recetor inicial, parceiro do servidor inicial, recetor inicial.
  • Em pares, o serviço longo ao fundo é falta (linha de serviço longa a 0,76 m).
  • Erros de campo de serviço corrigem-se com o volante fora de jogo e o marcador mantém-se.

Bloco 4 · Squash

Squash: o court

  • 9,75 m × 6,40 m, quatro paredes.
  • Parede da frente: linha de fora a 4,57 m, linha de serviço a 1,78 m, chapa (tin) com 480 mm.
  • Parede de trás: linha de fora a 2,13 m; nas laterais a linha desce em diagonal.
  • Linha curta a 4,26 m da parede de trás (5,49 m da frente).
  • Caixas de serviço: quadrados de 1,60 m, atrás da linha curta.
  • Bola com cerca de 40 mm e 23 a 25 g (dois pontos amarelos); raquete até 686 × 215 mm.

Squash: pontuação e intervalos

  • Quem ganha a jogada marca 1 ponto e serve a seguinte.
  • Jogo até 11 pontos; a 10-10, 2 pontos de diferença, sem limite.
  • Encontro normalmente à melhor de 5 jogos (pode ser de 3).
  • Aquecimento até 4 minutos, com troca de lado aos 2; 2 minutos entre jogos.
  • O sistema de ponto em cada jogada (PAR 11) foi adotado em 2009.

Squash: o serviço

Um serviço é bom quando:

  1. o servidor larga ou lança a bola e bate-lhe antes de tocar noutra coisa;
  2. um pé está dentro da caixa, sem tocar em nenhuma linha;
  3. a bola vai à parede da frente entre a linha de serviço e a linha de fora;
  4. sem voleio do recetor, ressalta no quarto de trás oposto, sem tocar em linhas.

O servidor escolhe a caixa no início de cada jogo e depois de mudar de servidor; depois alterna. Após um let, serve da mesma caixa.

Squash: jogada, let e proteção ocular

  • Devolução boa: bola batida antes do 2.º ressalto, à parede da frente acima da chapa e abaixo da linha de fora.
  • O batedor tem direito a acesso, visão e espaço para balançar. Interferência: pede-se "Let, please".
  • Let: repete-se; stroke: ponto atribuído; no let: continua.
  • Proteção ocular: recomendada pela WSF sempre; obrigatória em pares e em provas de jovens da WSF.
  • Na escola e no clube: sem óculos, o aluno não entra no court.

Bloco 5 · Ténis de mesa

Ténis de mesa: mesa, rede e bola

  • Superfície de 2,74 m × 1,525 m, a 76 cm do chão, escura e mate.
  • Linhas brancas laterais e de fundo de 2 cm; linha central de pares de 3 mm.
  • Rede a 15,25 cm ao longo de todo o comprimento; postes de 15,25 cm.
  • Bola de 40 mm, 2,7 g, de plástico, branca ou laranja, mate.
  • A mesa devolve uma bola largada de 30 cm com ressalto de cerca de 23 cm.

Ténis de mesa: a raquete

  • Qualquer tamanho, forma ou peso; lâmina plana e rígida.
  • Pelo menos 85% da espessura da lâmina em madeira natural.
  • Revestimento: borracha de borbulhas para fora (menos de 2,05 mm) ou de esponja (menos de 4,05 mm), ambas incluindo a cola.
  • Uma face preta, a outra de cor viva e distinta do preto e da bola.
  • Revestimento sem tratamento físico, químico ou outro; mostrar a raquete ao adversário e ao árbitro.

Ténis de mesa: pontuação e ordem de serviço

  • Jogo até 11 pontos; a 10-10, 2 pontos de diferença.
  • Encontro à melhor de um número ímpar de jogos.
  • A cada 2 pontos, o recetor passa a servir; a 10-10, 1 ponto cada.
  • Troca de campos a cada jogo e, no último, aos 5 pontos.
  • Quem serviu primeiro num jogo recebe primeiro no seguinte.
  • Sistema acelerado: após 10 minutos (salvo 18 pontos já marcados), 1 ponto cada e 13 devoluções dão o ponto ao recetor.

Ténis de mesa: o serviço

  1. Bola parada na palma aberta da mão livre, também parada.
  2. Lançamento quase vertical, sem efeito, a subir pelo menos 16 cm.
  3. Bate-se na bola quando desce.
  4. A bola toca primeiro no campo do servidor e depois, diretamente, no do recetor; em pares, metade direita para metade direita.
  5. A bola está acima da mesa e atrás da linha de fundo, e não é escondida.
  6. O braço e a mão livres saem do espaço entre a bola e a rede.

Toque na rede com serviço correto: let.

Bloco 6 · Terminologia específica

Terminologia comum e do badminton

  • Jogada (rally), serviço, receção, let, falta, pega, posição-base, golpe, singulares/pares, encontro.
  • Clear: alto e longo ao fundo.
  • Lob: alto, da frente para o fundo.
  • Smash: forte e descendente.
  • Drop: suave, cai perto da rede.
  • Drive: rápido e plano à altura do ombro.
  • Rede (net shot): curto junto à rede.
  • Jogo de pés (footwork).

Terminologia do squash e do ténis de mesa

  • Squash: court, chapa (tin), linha de fora, linha curta, caixa de serviço, T, voleio, drive paralelo, cruzada, boast, drop, lob, let/stroke/no let.
  • Ténis de mesa: lâmina, borracha, efeito, top-spin, back-spin (corte), efeito lateral, bloco, push, flick, loop, smash, pega shakehand e penhold, sistema acelerado.

Bloco 7 · Materiais e equipamentos

Prática formal e prática informal

  • Formal: treino, aula ou competição organizados, com regulamento e medidas exatas.
  • Informal: jogo livre, recreio, iniciação; aceita adaptações (rede mais baixa, campo reduzido, bolas de espuma, raquetes leves).
  • O técnico decide em função do objetivo e do grupo.
  • Para o 1.º ciclo numa AEC: campo reduzido e material adaptado é correto.
  • Para preparar uma prova federada: rede, volante e bola regulamentares.

Preparar o espaço, a rede e a mesa

  • Badminton: portas fechadas, sem corrente de ar; linhas visíveis; rede a 1,55 m nos postes e 1,524 m ao centro.
  • Squash: court limpo e seco, paredes sem danos, luz e porta em ordem.
  • Ténis de mesa: mesa estável, pernas travadas, luz uniforme, rede a 15,25 cm, chão sem bolas.
  • Em todos: espaço livre à volta e saída de emergência desimpedida.

Raquetes, volantes, bolas e equipamento do jogador

  • Raquetes: cordas, aro, punho; cordão de pulso no squash; revestimento limpo no ténis de mesa.
  • Volantes: sem penas partidas; os de penas guardam-se no tubo.
  • Bolas de squash: a frio saltam menos, aquecem com o jogo.
  • Bolas de ténis de mesa: rejeitar as bolas com fendas.
  • Jogador: calçado de pavilhão de sola limpa, roupa livre, óculos de proteção no squash, água.
  • Estojo de primeiros socorros à vista.

Bloco 8 · Pegas e posição-base

Tipos de pega nas três modalidades

  • Badminton: pega de direita (aperto de mão, "V" no lado do punho) e de esquerda (quarto de volta, polegar apoiado); aperto solto, fecha só no impacto.
  • Squash: pega base de "V", firme mas relaxada; pulso ativo.
  • Ténis de mesa: clássica (shakehand) e de caneta (penhold); aperto leve, os dedos ajustam o ângulo.
  • Ensina-se primeiro uma pega neutra e só depois as variantes.

Posição-base: determinantes

Determinante Como se aplica
Base de apoio Pés mais afastados do que os ombros
Joelhos Ligeiramente fletidos, peso nas bolas dos pés
Centro de gravidade Baixo e centrado
Raquete À frente do corpo, pronta
Olhar No adversário e no projétil
Localização Centro; no squash, o T

Posição-base por modalidade

  • Badminton: centro do campo, pequeno salto de preparação (split step) quando o adversário bate.
  • Squash: no T, depois de cada pancada; sem bloquear o adversário.
  • Ténis de mesa: cerca de 1 m da mesa, pés paralelos, raquete acima do nível da mesa, pequenos passos laterais.

Bloco 9 · Gestos técnicos e golpes-base

As fases de um gesto técnico

  1. Preparação: raquete atrás, corpo roda.
  2. Aceleração: a raquete avança, o peso passa para a frente.
  3. Impacto: contacto com o projétil, na altura, distância e ângulo certos.
  4. Finalização: o gesto continua de forma controlada.
  5. Recuperação: regresso à posição-base.

Para corrigir, o técnico identifica em que fase o gesto se desvia.

Golpes-base do badminton

Golpe Ideia Erro frequente
Clear De cima, alto e longo Impacto atrás da cabeça
Smash De cima, forte e descendente Só braço, sem rotação do tronco
Drop De cima, suave Preparação diferente do clear
Drive Plano à altura do ombro Pulso rígido
Rede Curto junto à rede Tocar na rede com a raquete
Lob Por baixo, alto e longo Curto, dá smash

Golpes-base do squash e do ténis de mesa

  • Squash: drive paralelo (junto à parede lateral), cruzada, drop, boast, lob, voleio. Erro frequente: afastar-se da parede e deixar a bola ao centro.
  • Ténis de mesa: direita e esquerda de ataque, push, bloco, top-spin (loop), smash. Erro frequente: bater a direito, em vez de escovar a bola no top-spin; cotovelo mal colocado.
  • Em ambos, o regresso à posição-base (o T, o centro da mesa) fecha o gesto.

Bloco 10 · Serviço e receção

Princípios do movimento: serviço e receção

  1. Equilíbrio inicial antes de mover.
  2. Sequência do centro para a periferia: pernas, tronco, ombro, cotovelo, pulso.
  3. Ponto de impacto constante, gesto repetível.
  4. Aceleração progressiva até ao impacto.
  5. Face da raquete controlada: determina trajetória e efeito.
  6. Finalização e recuperação.

Na receção: antecipar, posição de espera adequada, primeiro passo rápido, decisão cedo.

Serviço e receção no badminton

Serviço Uso Onde cai
Curto Pares Junto à linha de serviço curta
Alto Singulares Junto ao fundo
Flick Surpresa a partir do curto Fundo
Drive Ataque, com risco Centro de fundo

Receção: peso à frente no serviço curto, mais recuado no alto; devolve com lob, drop, rede ou ataque se o volante vier alto. Erros: bater acima de 1,15 m, mexer os pés, hesitar.

Serviço e receção no squash

Serviço Ideia
Lob Alto na frente, cai suave junto à parede lateral no fundo
Forte Mais rápido, ao fundo
Cruzado Bate na lateral e na frente
  • Pé dentro da caixa, lançar à frente e bater antes de tocar noutra coisa.
  • Receção: espera no T, olhando por cima do ombro; drive paralelo, voleio ou lob.
  • Erros: pisar a linha da caixa, bater abaixo da linha de serviço, bola curta, ficar encostado à parede de trás.

Serviço e receção no ténis de mesa

  • Efeitos: sem efeito, corte (back-spin), top-spin, lateral, pêndulo.
  • O efeito vem do sentido do movimento (baixo para cima: top-spin; cima para baixo: corte; lado a lado: lateral) e do ponto de contacto.
  • Receção: ler o movimento da raquete; push ao corte, flick à bola curta, bloco ao top-spin, loop à bola longa.
  • Com corte, abrir a face; com top-spin, fechá-la.
  • Erros: lançar abaixo de 16 cm, esconder a bola, adivinhar o efeito.

Serviço: o quadro final

Badminton Squash Ténis de mesa
Direção Diagonal Frente e quarto oposto Singulares livre; pares diagonal
Limite Abaixo de 1,15 m Entre 1,78 e 4,57 m Lançamento de 16 cm
Servidor Pés parados no campo Pé na caixa Atrás da linha de fundo, acima da mesa
Quem serve Quem ganhou Quem ganhou A cada 2 pontos

Bloco 11 · Fundamentos técnicos e táticos

Técnica e tática

  • Técnica: como se executa o gesto.
  • Tática: que gesto escolher, quando e para onde, face ao adversário.
  • Fundamentos técnicos: deslocação e jogo de pés, controlo do projétil, ataque e defesa, serviço e receção.
  • Fundamentos táticos: variar, deslocar o adversário, atacar o ponto fraco, manter a iniciativa, segurança antes de risco, ler o jogo.

Especificidades táticas por modalidade

  • Badminton: oposição frente/fundo; clears levam ao fundo, drops puxam à rede; smash finaliza. Em pares: ataque (um à frente, outro atrás) e defesa (lado a lado).
  • Squash: controlo do T e do fundo; bolas longas paralelas desgastam; drop finaliza.
  • Ténis de mesa: o primeiro ataque decide; serviço prepara-o, receção impede-o; variar efeito, colocação e velocidade.

Bloco 12 · Planear e organizar o treino

Definir os objetivos do treino

Um bom objetivo é observável e mensurável:

  • O quê: a ação (servir curto).
  • Em que condições: isolado, com adversário passivo, em jogo.
  • Com que critério: 7 em 10, sem tocar na rede.

Três domínios: técnico, tático e comportamental (respeito, cooperação, espírito desportivo).

Exemplo: "no final da sessão, o aluno acerta 7 de 10 serviços curtos no campo de serviço".

Estrutura de uma sessão

Parte Duração (60 min) Conteúdo
Inicial 10 a 15 min Mobilização, jogo de pés, primeiros toques
Fundamental 35 a 40 min Exercício analítico, situacional, jogo condicionado
Final 5 a 10 min Alongamentos, balanço, arrumação

Progressão: do fácil para o difícil, do global para o analítico e de volta ao global.

Organização de alunos e espaço

  • Badminton: 2 a 4 alunos por campo; filas, círculo, estações.
  • Squash: dois no court; os restantes fora, com exercícios de apoio.
  • Ténis de mesa: 2 por mesa (4 em pares); estações com parede ou robô de bolas.
  • Com mais alunos do que espaço: estações, metade em jogo e metade em exercício de apoio, a rodar a cada 8 a 10 minutos.

Exemplo de sessão de badminton de 60 minutos

12 alunos, 3 campos de 4; objetivo: 6 de 10 serviços curtos corretos.

  1. Inicial (12 min): mobilização, jogo de pés, toques em pares.
  2. Fundamental (40 min): demonstração (5), serviço para alvo (12), serviço e receção em pares (13), jogo condicionado (10).
  3. Final (8 min): alongamentos, balanço, arrumação.

Total: 12 + 40 + 8 = 60 min. Avaliação: serviços corretos em 10 tentativas.

Bloco 13 · Fases do treino e correção técnica

As fases do treino

Fase O que o técnico faz
Avaliação inicial Mede as competências-base
Informação inicial Comunica objetivo, regras e segurança
Instrução Demonstra, explica, dá a primeira prática
Diagnóstico e prescrição Observa, deteta erros, prescreve a atividade de aprendizagem
Conclusão Retorno à calma, balanço, arrumação
Avaliação final Mede a evolução face à inicial

Avaliar as competências-base

Testes simples, com resultado registado numa grelha (nome, data, resultado):

  • Badminton: toques seguidos de volante em 1 minuto; serviços curtos no campo de serviço em 10 tentativas.
  • Squash: bolas seguidas contra a parede da frente em 1 minuto; serviços que cumprem a regra em 10 tentativas.
  • Ténis de mesa: trocas de bola em direita e esquerda sem falhar em 1 minuto; serviços corretos em 10 tentativas.

O mesmo teste repete-se na avaliação final.

Comunicar e dar feedback

  • Imediato: logo a seguir à tentativa.
  • Específico: "o cotovelo desceu", não "está mal".
  • Construtivo: começa pelo que está bem; uma correção de cada vez.
  • Curto: uma ou duas palavras-chave ("pulso solto").
  • Adequado ao aluno: empatia e respeito pelas diferenças individuais.

O protocolo de correção técnica

  1. Observar várias repetições, de ângulos diferentes.
  2. Identificar o erro principal, o que provoca os outros.
  3. Diagnosticar a causa: pega, posição-base, tempo, equipamento, força, atenção, medo.
  4. Comunicar o feedback.
  5. Demonstrar e prescrever um exercício simples.
  6. Verificar: observar de novo; se não melhorou, rever o diagnóstico.
  7. Registar erro, correção e evolução.

Regra: corrige-se o gesto, não a pessoa.

Bloco 14 · Segurança, situações críticas e atitudes

Normas de segurança

  • Verificar espaço (chão seco, portas fechadas) e material (raquetes, cordas, volantes, bolas).
  • Aquecer do suave para o intenso (articulações, gestos sem pressão, jogo) e alongar no fim; aumentar a carga aos poucos.
  • Badminton: mobilizar tornozelos, joelhos, ombros e punhos antes de saltos e smashes.
  • Ténis de mesa: aquecer punho, ombro e costas; chão livre de bolas.
  • Distâncias entre campos e mesas.
  • Hidratação e pausas.
  • Primeiros socorros: estojo à vista, 112, plano da escola ou clube.
  • Nunca deixar alunos sem supervisão no espaço de jogo.
  • Squash: óculos de proteção sempre, aquecimento das pernas e das ancas, e respeito pelo espaço do adversário.

Situações críticas no treino

Situação Primeira ação
Lesão leve Parar, observar, frio se apropriado, informar o responsável
Lesão grave 112, não mover o aluno, afastar os outros
Material avariado Retirar de uso
Conflito Intervir cedo, ouvir cada um
Aluno com medo Falar em privado, baixar a dificuldade
Chão molhado Suspender o exercício

Em todas: registar o que aconteceu e o que se fez.

Atitudes e ética profissional

  • Responsabilidade, autonomia, organização, zelo: chegar antes dos alunos e preparar o espaço.
  • Imparcialidade: tratar todos por igual.
  • Empatia e assertividade: escutar, adaptar, dizer não quando é inseguro.
  • Autodisciplina e persistência: cumprir o plano da sessão e repetir o exercício até o gesto sair.
  • Resiliência e autoconfiança: aceitar o erro como parte da aprendizagem e voltar a tentar.
  • Iniciativa e automotivação: propor variantes de exercício e manter o ritmo sem ser lembrado.
  • Cooperação com a equipa, respeito pelas regras, pelo árbitro e pelos adversários.
  • Espírito desportivo e respeito pelas diferenças individuais.
  • Ética profissional: confidencialidade sobre dados e resultados.

Bloco 15 · Regulamentos e organização de competições

Regulamentos de âmbito federado

Três camadas de regras:

  1. Regras de jogo: BWF, WSF, ITTF.
  2. Regulamento de provas: da federação nacional (formato, quadros, inscrições, arbitragem, sanções).
  3. Regulamento da prova concreta: do organizador (datas, escalões, desempates).

Federações em Portugal: Federação Portuguesa de Badminton, Federação Nacional de Squash, Federação Portuguesa de Ténis de Mesa.

Interpretar: ler o artigo inteiro, confirmar a versão em vigor.

Formatos de competição

Formato Encontros para n jogadores
Eliminatórias n − 1
Todos contra todos n × (n − 1) / 2
Grupos e eliminatórias Soma dos dois
Dupla eliminação Cerca de 2n − 2
  • Folgas: potência de 2 seguinte menos o número de inscritos.
  • Cabeças de série recebem as folgas e entram em posições que os separam.
  • Exemplo: 11 inscritos, 16 − 11 = 5 folgas, 10 encontros.

Organizar e calcular uma prova

  • Antes: formato, regulamento, espaço, inscrições, quadro, árbitros, material.
  • Durante: receção, sorteio, horários, resultados, segurança.
  • Depois: resultados, prémios, arrumação, balanço.

Duração: encontros × duração média ÷ campos (ou mesas), mais margem de cerca de 20%.

Exemplo: 15 encontros × 30 min ÷ 2 campos = 225 min; com 20%: 270 min.

Recapitulando

  • Badminton: 13,40 × 6,10 m, rede a 1,55 m (postes) e 1,524 m (centro), 21 pontos (limite 30; 15 pontos a partir de 4 jan 2027), serviço em diagonal abaixo de 1,15 m.
  • Squash: 9,75 × 6,40 m, 11 pontos com 2 de diferença, pé na caixa, parede entre 1,78 e 4,57 m, let e stroke.
  • Ténis de mesa: mesa 2,74 × 1,525 m a 76 cm, rede de 15,25 cm, 11 pontos, serviço a cada 2 pontos, lançamento de 16 cm.
  • Técnica: pega, posição-base, golpes-base, serviço e receção.
  • Treino: objetivos mensuráveis, fases do treino, protocolo de correção técnica, segurança e organização de competições.

Próximo: fichas e projeto, planear e orientar sessões reais de raquetes indoor.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o modelo de jogo (rede com campos separados ou espaço partilhado) explica quase todas as diferenças de regra e de segurança. - erro comum/pergunta: pensar que o squash é 'ténis numa sala'. No squash os jogadores partilham o espaço e há regras de interferência (let e stroke). - exemplo/analogia: pedir aos alunos que expliquem porque é que o badminton não se joga com a porta do pavilhão aberta, e o que isso diz sobre o volante.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: as datas servem para situar cada modalidade, mas o que se avalia é perceber como as regras mudaram (por exemplo, a pontuação). - erro comum/pergunta: confundir os sistemas antigos de pontuação (só pontua quem serve) com o atual (ponto em cada jogada). - exemplo/analogia: comparar com a evolução de outro desporto que os alunos conheçam, para mostrar que as regras mudam para tornar o jogo mais claro e mais curto.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: estes princípios são o fio condutor do ensino: cada exercício deve poder ligar-se a um deles. - erro comum/pergunta: achar que bater mais forte resolve tudo. Pedir um exemplo em que a colocação ganha a um golpe forte. - exemplo/analogia: aluna que devolve sempre ao centro com força: cumpre a devolução, falha a colocação.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: é aqui que se trocam as coisas: pedir aos alunos que preencham o quadro de memória antes de o verem. - erro comum/pergunta: trocar 1,55 m (badminton) com 15,25 cm (ténis de mesa). Dois obstáculos de ordem de grandeza completamente diferente. - exemplo/analogia: usar o quadro como cábula numa folha e ir riscando à medida que os alunos o memorizam.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a linha do serviço é a que mais falha: uma regra por modalidade, três números diferentes (1,15 m; 1,78 m; 16 cm). - erro comum/pergunta: dizer que 'no ténis de mesa quem ganha o ponto serve'. Aqui o serviço acompanha a contagem, não o ponto. - exemplo/analogia: fazer um jogo rápido: o professor diz um marcador e os alunos dizem quem serve em cada modalidade.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: medir a rede ao centro e nos postes, com fita métrica, antes de cada sessão. - erro comum/pergunta: esquecer que os postes ficam nas linhas de pares mesmo em jogo de singulares. - exemplo/analogia: a diferença de 2,6 cm entre postes e centro existe porque a rede cede um pouco no meio.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o limite de 30 pontos é característico do badminton: não existe nas outras duas modalidades. - erro comum/pergunta: achar que, a 20-20, o jogo só acaba com 2 de diferença sem fim. Existe o teto dos 30. - exemplo/analogia: exemplo 29-29: o lado que marcar a próxima jogada ganha por 30-29. - enfatizar: pelas Leis em vigor até 3 de janeiro de 2027. A BWF aprovou jogos de 15 pontos a partir de 4 de janeiro de 2027; dizer à turma o que muda e confirmar a versão em vigor na prova.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a altura de 1,15 m mede-se ao volante inteiro, não à raquete nem à mão. - erro comum/pergunta: hesitar a meio do movimento: a raquete tem de ter movimento contínuo, parar é falta. - exemplo/analogia: treinar com uma fita ou corda esticada à altura de 1,15 m, para o aluno ver o limite.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a pontuação do lado que serve diz de que campo se serve; só os servidores trocam de campo. - erro comum/pergunta: trocar os dois jogadores do lado que recebe. Quem recebe nunca troca. - exemplo/analogia: dramatizar a rotação em pares com quatro alunos e cones numerados.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a linha curta mede-se a partir da parede de trás: 9,75 menos 4,26 dá 5,49 m da frente. - erro comum/pergunta: marcar as caixas à frente da linha curta. Ficam atrás e encostadas à parede lateral. - exemplo/analogia: pedir aos alunos que desenhem o court à escala no caderno, com todas as linhas.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: no squash, quem ganha a jogada serve: não confundir com o ténis de mesa. - erro comum/pergunta: falar do sistema antigo (só pontua quem serve) como se ainda vigorasse. - exemplo/analogia: comparar com o badminton: o mesmo princípio de ponto em cada jogada, mas 11 em vez de 21 e sem teto.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: tocar numa linha (serviço, curta, meio-court ou fora) é falta. - erro comum/pergunta: esquecer que se alterna de caixa só enquanto se mantém o serviço. - exemplo/analogia: o recetor pode volear o serviço: perguntar o que isso muda na posição de espera.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o squash ensina a dar espaço ao adversário: é uma regra de jogo e de segurança. - erro comum/pergunta: balançar a raquete com excesso. Pode atingir o adversário e dar stroke contra. - exemplo/analogia: pedir que dois alunos simulem um pedido de let e o árbitro decida, com justificação.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: 15,25 cm é o número da rede e dos postes: um só valor para decorar. - erro comum/pergunta: usar bolas de outros tamanhos ou com fendas, sem as rejeitar. - exemplo/analogia: confirmar a rede passando uma régua de 15,25 cm ao longo do topo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o controlo de raquetes é uma regra de prova, o árbitro pode exigi-lo antes do encontro. - erro comum/pergunta: pensar que se pode 'preparar' a borracha com líquidos: é proibido. - exemplo/analogia: mostrar duas raquetes e perguntar qual cumpre as regras e porquê.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: contar pontos totais: A serve os pontos 1 e 2, B os 3 e 4, e assim por diante. - erro comum/pergunta: fazer o serviço acompanhar o ponto, como no badminton e no squash. - exemplo/analogia: jogo de pergunta rápida: marcador 7-6, quem serve? (13 pontos jogados, par 7.º, ordem ímpar de A).

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a regra dos 16 cm e da bola à vista é a que mais serviços invalida em escola. - erro comum/pergunta: lançar baixo e esconder a bola com o corpo. - exemplo/analogia: colocar um cartão a 16 cm da palma como referência no treino.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o técnico usa o termo exato com alunos, árbitros e outros técnicos. - erro comum/pergunta: usar 'smash' para qualquer pancada forte. Só é smash se for de cima e descendente. - exemplo/analogia: fazer um bingo de termos: o professor descreve o golpe e os alunos dizem o nome.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: alguns termos repetem-se entre modalidades (drop, lob, smash, drive) mas com significado ligeiramente diferente. - erro comum/pergunta: achar que um drop de squash é igual a um drop de badminton: ambos são curtos, mas um cai ao pé da parede e outro ao pé da rede. - exemplo/analogia: construir uma tabela por modalidade com os termos e uma frase de exemplo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: preparar o material é uma realização do referencial: não é um passo menor. - erro comum/pergunta: usar sempre o material regulamentar com crianças pequenas, ou sempre o adaptado com atletas de competição. - exemplo/analogia: comparar com preparar uma cozinha: a mesma receita, mas ingredientes diferentes para uma festa ou para um jantar de família.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: medir sempre a altura da rede, não confiar na vista. - erro comum/pergunta: rede mais alta de um lado: injusta para um dos jogadores. - exemplo/analogia: pedir a um aluno que monte a rede e outro que a verifique, trocando de papel.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: registar o estado do material numa lista simples ajuda a repor e a manter. - erro comum/pergunta: usar calçado de rua dentro do pavilhão ou do court. - exemplo/analogia: checklist de 8 itens que os alunos preenchem antes de cada sessão.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a pega solta é o que permite velocidade de pulso. - erro comum/pergunta: agarrar a raquete como um martelo: tira velocidade e controlo. - exemplo/analogia: pegar na raquete de um aluno e fazê-lo apertar de mão, para ele sentir a pega de direita.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a posição-base é a mesma ideia nas três modalidades, com pormenores diferentes. - erro comum/pergunta: esperar de pernas direitas e peso nos calcanhares: a chegada à bola atrasa. - exemplo/analogia: comparar com um guarda-redes: pés afastados, joelhos fletidos, mãos prontas.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: regressar à posição-base é um hábito que se treina, não acontece sozinho. - erro comum/pergunta: ficar parado a admirar a pancada. Depois do golpe, volta-se logo. - exemplo/analogia: exercício de sombra: movimento até aos cantos e regresso ao centro, sem projétil.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o erro visto no resultado tem quase sempre origem numa fase anterior. - erro comum/pergunta: corrigir o impacto quando o problema nasceu na preparação tardia. - exemplo/analogia: filmar o gesto e vê-lo em câmara lenta, fase a fase.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: clear, drop e smash partilham a mesma preparação: é isso que engana o adversário. - erro comum/pergunta: preparar o drop de forma diferente do clear, avisando o adversário. - exemplo/analogia: mostrar duas preparações iguais com finais diferentes, para a turma identificar.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o drive paralelo é o golpe fundamental do squash: tudo parte daqui. - erro comum/pergunta: top-spin a bater a direito: a bola vai à rede. - exemplo/analogia: um aluno faz o gesto e a turma descreve as cinco fases.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o pulso é o último a acelerar: começar pelo pulso gera gestos tensos e inconsistentes. - erro comum/pergunta: travar o braço antes do impacto: a bola sai sem força nem direção. - exemplo/analogia: comparar com chicotear uma corda: a onda vai do corpo à ponta.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: em pares, o serviço curto é o mais usado; em singulares, o alto. - erro comum/pergunta: servir sempre igual: o recetor antecipa e ataca. - exemplo/analogia: pedir aos alunos que escolham o serviço para uma situação dada e justifiquem.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o lob é o serviço de iniciação: trajetória segura e difícil de volear. - erro comum/pergunta: esquecer de regressar ao T depois da receção. - exemplo/analogia: mostrar onde cai um bom lob com um alvo junto à parede lateral.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a leitura do efeito decide a receção: ver a raquete, não só a bola. - erro comum/pergunta: devolver sem ajustar a face da raquete: a bola sobe ou vai à rede. - exemplo/analogia: duas bolas iguais com efeitos opostos: ver como ressaltam de forma diferente.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: rever o quadro no final do bloco: é a síntese do que mais se confunde. - erro comum/pergunta: servir em diagonal no ténis de mesa de singulares: só é obrigatório em pares. - exemplo/analogia: voltar ao quadro de diferenças e completar o que faltava.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: técnica sem tática dá um jogador previsível; tática sem técnica não se consegue executar. - erro comum/pergunta: treinar só gestos analíticos e nunca os pôr em jogo. - exemplo/analogia: comparar com xadrez: saber mover as peças (técnica) e decidir que peça mover (tática).

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: quem controla o centro (T) ou o primeiro ataque, controla o ponto. - erro comum/pergunta: jogar sempre para o mesmo sítio, sem variar. - exemplo/analogia: propor um jogo condicionado em que só se pontua após uma bola variada.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sem critério mensurável não há avaliação possível. - erro comum/pergunta: 'melhorar o serviço' não é um objetivo: não se consegue medir. - exemplo/analogia: reescrever com a turma três objetivos vagos em objetivos mensuráveis.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a parte fundamental vai do analítico (gesto isolado) ao jogo condicionado. - erro comum/pergunta: saltar o aquecimento por falta de tempo. - exemplo/analogia: montar em equipa o cronograma de uma sessão de 60 minutos e somar os tempos.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o tempo de atividade de cada aluno é o que mede a qualidade da organização. - erro comum/pergunta: fila longa com 10 alunos à espera de um campo. - exemplo/analogia: calcular quantos alunos por estação em turmas de 12, 15 e 20.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o jogo condicionado liga o exercício à situação real: pontos só valem com serviço correto. - erro comum/pergunta: deixar o jogo livre sem condição: os alunos esquecem o objetivo. - exemplo/analogia: pedir aos alunos que adaptem a mesma sessão ao squash ou ao ténis de mesa.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: as seis fases repetem-se em cada sessão e no ciclo completo. - erro comum/pergunta: saltar a avaliação inicial: sem ponto de partida não há como medir evolução. - exemplo/analogia: ligar cada fase a uma ação concreta do técnico numa sessão real.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o instrumento é simples de propósito: tem de caber numa sessão. - erro comum/pergunta: avaliar sem registo: 'melhorou' não é um resultado. - exemplo/analogia: montar com a turma uma grelha de registo de 10 alunos.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o aluno retém uma palavra-chave, não um discurso. - erro comum/pergunta: dar três correções ao mesmo tempo. O aluno fica bloqueado. - exemplo/analogia: um aluno diz um feedback mau e a turma reescreve-o em versão específica.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o protocolo evita corrigir ao acaso e sobrecarregar o aluno. - erro comum/pergunta: repetir a mesma instrução quando a correção falha. Rever o diagnóstico. - exemplo/analogia: aplicar o protocolo ao vivo a um aluno voluntário com um erro simulado.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a segurança dos participantes é critério de desempenho do referencial. - erro comum/pergunta: começar a sessão sem verificar o chão: uma queda evitável. - exemplo/analogia: fazer a volta ao pavilhão com a turma a procurar riscos antes do jogo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: calma e sequência: parar, avaliar, agir, informar, registar. - erro comum/pergunta: continuar o exercício 'para não perder tempo'. - exemplo/analogia: dramatizar uma lesão leve e outra grave, comparando as respostas.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: as atitudes avaliam-se na prática: pontualidade, preparação, forma de corrigir. - erro comum/pergunta: favorecer os melhores alunos. - exemplo/analogia: debater em grupo um caso: um aluno faz batota num jogo, o que faz o técnico? - exemplo/analogia: um aluno falha cinco serviços seguidos e quer desistir; que frase e que ajuste usa o técnico para devolver confiança e persistência?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: distinguir regras de jogo (iguais no mundo todo) de regras de prova (mudam de organizador). - erro comum/pergunta: ler só a primeira frase do artigo e ignorar a exceção. - exemplo/analogia: dar aos alunos um excerto de regulamento e pedir uma frase com a interpretação.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: decorar as duas fórmulas de base: n − 1 e n × (n − 1) / 2. - erro comum/pergunta: esquecer as folgas quando o número de inscritos não é potência de 2. - exemplo/analogia: calcular na turma os encontros de 8, 11 e 13 inscritos.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a margem de 20% serve atrasos e intervalos: sem ela o horário não se cumpre. - erro comum/pergunta: calcular sem dividir pelos campos disponíveis. - exemplo/analogia: cada grupo organiza um mini-torneio da turma com quadro, horários e árbitros.