Na restauração domina o FEFO:
Arrumar o NOVO atrás/por baixo → pega-se sempre no ANTIGO à frente
É a forma mais simples de reduzir desperdício por validade.
| Indicador | Fórmula | Diz-nos |
|---|---|---|
| Rotação | consumo ÷ stock médio | rapidez do «giro» |
| Cobertura | stock ÷ consumo diário | dias que aguenta |
| Ruturas | nº de faltas | fiabilidade |
Objetivo: ruturas ≈ 0 sem excesso de stock.
Ponto crítico: o que entra mal custa e arrisca a saúde.
Verificar sempre:
| Género | Temperatura |
|---|---|
| Congelados | ≤ −18 ºC |
| Refrigerados (carne, peixe, laticínios) | 0 a 4 ºC |
| Peixe fresco | 0 a 2 ºC |
| Frescos (fruta/legumes) | fresco e seco |
| Quentes prontos | ≥ 63 ºC |
Não conforme → recusar (total/parcial) + nota de devolução / reclamação.
Depois de conferido → entrada em stock (ficha/sistema) → armazenamento.
Regras: nada no chão · etiquetar · rótulos e lotes · sem quebras de frio.
Evitar contaminação cruzada (pingos de cru sobre pronto):
CIMA → Pronto a consumir / cozinhado
↓ Laticínios e sobremesas
↓ Peixe cru
BAIXO → Carne crua (a que mais «pinga»)
Separar cru de cozinhado e sinalizar alergénios.
| Método | Princípio |
|---|---|
| Refrigeração | frio abranda micróbios |
| Congelação | frio intenso «suspende» |
| Secagem | retirar água |
| Salga/fumagem | sal e fumo inibem |
| Conserva | calor + selagem |
| Vácuo | retirar oxigénio |
| Atmosfera modificada | alterar gases |
Documento pelo qual a secção pede ao economato os géneros. É a saída do stock.
Secção precisa → requisição → economato entrega → baixa em stock → atualiza consumo
Indica: data · secção · género · quantidade · unidade · validação.
Porquê: controlo · custeio (consumo real) · reposição.
Boa gestão destes documentos = circuito fiável e auditável.
Contar fisicamente o que existe e comparar com os registos.
Tipos:
Quebra = stock teórico − real. Causas: desperdício, erros, furtos, porções.
CMV = Stock inicial + Compras − Stock final
Exemplo: 1 200 € + 4 800 € − 1 500 € = 4 500 €.
Foi este o valor de géneros efetivamente consumido no período.
Rácio (%) = (custo dos ingredientes ÷ preço de venda s/ IVA) × 100
Exemplo: ingredientes 3,20 €; venda 12,80 € (s/ IVA).
Food cost saudável na restauração: 25 %–35 %.
Calcula-se sobre o preço sem IVA.
Preço a partir do custo:
Preço (s/ IVA) = custo ÷ food cost-alvo
Ex.: 4,00 € ÷ 0,30 = 13,33 €.
Margem bruta:
Margem = preço (s/ IVA) − custo
Ex.: 12,80 − 3,20 = 9,60 € por prato.
Custo por dose = custo total da ficha técnica ÷ nº de doses.
| Rácio | Fórmula | Diz-nos |
|---|---|---|
| Food cost % | géneros ÷ vendas × 100 | peso da matéria-prima |
| Rotação | consumo ÷ stock médio | «giro» do stock |
| Índice de quebra | quebras ÷ compras × 100 | perdas |
| Custo médio | valor stock ÷ quantidade | custo unitário |
Boas práticas: cadeia de frio · separação · higiene · pragas · registos.
Combater o desperdício: comprar certo · conservar (FEFO) · aproveitar · medir · doar.
Menos desperdício = melhor food cost + menos quebras.
O software faz:
Mesmo uma folha de cálculo resolve muito: artigos, stock, mínimos, custo e fórmulas.
UC03579 · Gerir aprovisionamentos e controlar custos
Tratar a matéria-prima como o que é: dinheiro.