UC03524

Executar tratamentos de pressoterapia

Indicações, protocolo de instalação, execução autónoma e registo, em contexto de estância termal

Curso profissional · 25h · Técnico/a de Termalismo

Plano

  1. O que é a pressoterapia
  2. Indicações e contraindicações
  3. O contexto: a estância termal
  4. Organização do espaço de trabalho e ergonomia
  5. Material e equipamento de pressoterapia
  6. Higiene e manutenção do equipamento
  7. Acolher e avaliar o utente
  8. Protocolo de instalação do utente
  9. Preparar o equipamento para a intervenção
  10. Executar o tratamento com autonomia
  11. Auxiliar o técnico superior
  12. Monitorização e reações adversas
  13. Comunicação com o utente e reclamações
  14. Registo de atividades e ocorrências
  15. Ética, normas e segurança no trabalho

Bloco 1 · O que é a pressoterapia

Pressoterapia: técnicas e tratamentos

A pressoterapia é uma técnica de compressão pneumática sequencial: um equipamento insufla ar em câmaras de uma manga ou bota vestida pelo utente, aplicando pressão progressiva dos pés para o tronco (ou nos membros superiores).

  • Estimula o retorno venoso e linfático, favorecendo a drenagem de líquidos acumulados.
  • Aplica-se em membros inferiores, membros superiores ou, nalguns equipamentos, em cintura abdominal.
  • Trabalha em conjunto com outras técnicas termais e de reabilitação, nunca isolada do plano de tratamento do utente.
  • É executada sob prescrição de um profissional de saúde ou por indicação do técnico superior de terapias manuais e/ou de reabilitação.

Como funciona o equipamento

O equipamento de pressoterapia é composto por uma unidade de comando (com programas e controlo de pressão) e uma ou mais mangas/botas pneumáticas ligadas por tubos de ar.

  • As câmaras insuflam e desinsuflam sequencialmente, criando uma onda de pressão no sentido distal para proximal.
  • Programas configuráveis: pressão (em mmHg), tempo de ciclo e duração total do tratamento.
  • Alguns equipamentos permitem pressão diferenciada por zona (mais nos pés, menos na coxa).

Conhecer bem o equipamento é a base de um tratamento seguro e eficaz.

Bloco 2 · Indicações e contraindicações

Indicações

A pressoterapia está indicada, por prescrição, em situações como:

  • Insuficiência venosa e sensação de pernas pesadas ou cansadas.
  • Edemas de origem venosa ou linfática, ou pós-esforço (nunca de causa cardíaca ou renal sem avaliação médica).
  • Linfedema, sempre com indicação e acompanhamento de um profissional de saúde.
  • Programas de recuperação e bem-estar em contexto termal, associados a outras técnicas.

A prescrição define a zona, a pressão e a duração adequadas a cada utente.

Contraindicações e reações adversas

Absolutas (nunca se aplica):

  • TVP confirmada ou suspeita, tromboflebite.
  • Insuficiência cardíaca descompensada, edema agudo do pulmão.
  • Doença arterial periférica grave.
  • Infeção aguda (erisipela, celulite infecciosa, linfangite) ou feridas abertas na zona.
  • Neoplasia ativa na zona sem indicação médica; fraturas recentes.

Relativas (só com autorização do profissional de saúde): hipertensão não controlada, insuficiência renal grave, neuropatia periférica, gravidez.

Reações adversas a vigiar: dor, formigueiro persistente, alteração da cor da pele, mal-estar. Qualquer sinal destes interrompe o tratamento de imediato.

Bloco 3 · O contexto: a estância termal

Trabalhar numa estância termal

O contexto de trabalho desta UC é a estância termal: um espaço de saúde e bem-estar organizado em torno da água termal e de tratamentos complementares.

  • A pressoterapia integra-se num plano de tratamentos mais amplo (termal, de reabilitação ou de bem-estar).
  • O técnico de termalismo trabalha em equipa multidisciplinar: profissionais de saúde, técnicos superiores de terapias manuais e/ou de reabilitação, e outros técnicos.
  • Cada estância tem os seus protocolos internos, que o técnico deve conhecer e cumprir.

Conhecer o contexto ajuda a situar o papel do técnico dentro da equipa.

Bloco 4 · Organização do espaço de trabalho e ergonomia

Preparar o local de trabalho

Antes de qualquer utente entrar na sala, o técnico prepara o espaço:

  • Sala de tratamentos limpa, arejada e com temperatura confortável.
  • Equipamento de pressoterapia testado e funcional, tubos sem dobras nem fugas.
  • Marquesa ou cadeira ajustada e com material de proteção (lençol descartável, por exemplo).
  • Material de apoio à mão: toalhas, luvas, desinfetante, ficha do utente.

Um espaço bem preparado poupa tempo e transmite confiança ao utente.

Ergonomia e organização física do espaço

A ergonomia protege o técnico e o utente e torna o trabalho mais eficiente.

  • Altura de trabalho ajustada, para evitar posturas forçadas ao instalar o utente.
  • Circulação livre à volta da marquesa, sem cabos ou tubos no caminho.
  • Arrumação lógica do material: o que se usa mais vezes fica mais acessível.
  • Iluminação adequada para observar a pele e detetar sinais anómalos.

Sentido de organização é uma das atitudes avaliadas nesta UC.

Bloco 5 · Material e equipamento de pressoterapia

Conhecimento e caracterização do material

Conhecer bem o material é uma condição para o usar em segurança.

Componente Função
Unidade de comando controla pressão, ciclos e tempo
Manga/bota pneumática veste o membro, tem as câmaras de ar
Tubos de ligação ligam a unidade à manga
Sensor/válvula de pressão regula e limita a pressão máxima
  • Existem mangas de membro inferior, superior e cintura abdominal, de tamanhos diferentes.
  • Consultar sempre o manual do equipamento antes de o usar pela primeira vez.

Verificação do equipamento antes de usar

Antes de vestir o equipamento ao utente, o técnico confirma:

  1. A unidade liga e apresenta os programas corretamente.
  2. Os tubos estão bem encaixados, sem furos nem dobras.
  3. A manga está limpa e sem danos visíveis.
  4. Os programas de pressão e tempo estão dentro dos valores prescritos.

Um equipamento verificado antes de vestir evita interrupções a meio do tratamento.

Bloco 6 · Higiene e manutenção do equipamento

Técnicas de higiene do equipamento

O equipamento toca diretamente na pele de vários utentes ao longo do dia: a higiene não é opcional.

  • Desinfetar a manga entre utentes, seguindo as instruções do fabricante.
  • Usar sempre uma barreira (meia ou proteção descartável) entre a pele e a manga, quando aplicável.
  • Verificar se não ficam resíduos de desinfetante que possam irritar a pele.
  • Deixar secar bem antes da próxima utilização.

Higiene rigorosa protege o utente seguinte e prolonga a vida do equipamento.

Manutenção do equipamento

  • Manutenção diária: limpeza exterior da unidade, verificação visual de tubos e mangas.
  • Manutenção periódica: seguir o calendário do manual (filtros, válvulas, calibração de pressão).
  • Registar avarias e retirar de serviço equipamento danificado até reparação.
  • Guardar o equipamento arrumado, sem dobrar tubos nem esmagar as câmaras.

Equipamento bem mantido é sinónimo de tratamentos seguros e consistentes.

Bloco 7 · Acolher e avaliar o utente

Acolhimento e ficha do utente

O primeiro contacto com o utente começa antes de vestir qualquer equipamento.

  • Cumprimentar e explicar, em termos simples, o que vai acontecer.
  • Preencher a ficha de dados pessoais do utente: identificação, motivo, prescrição.
  • Confirmar se há indicação médica para o tratamento e a zona a tratar.
  • Perguntar diretamente por contraindicações conhecidas (TVP, problemas cardíacos, gravidez, feridas).

A ficha do utente é o registo que sustenta todo o resto do atendimento.

Análise e diagnóstico de pele e unhas

Antes de vestir a manga, o técnico observa a zona a tratar:

  • Procura feridas abertas, infeções, inflamação ou alterações de cor na pele.
  • Verifica unhas e pele dos pés, sobretudo em tratamento de membros inferiores.
  • Regista qualquer sinal anómalo e, em caso de dúvida, não avança sem confirmar com o técnico superior.

Observar antes de vestir é a última barreira de segurança antes do tratamento.

Bloco 8 · Protocolo de instalação do utente

Instalar o utente em posição adequada

Instalar o utente de forma adequada é uma das realizações centrais da UC.

  1. Posicionar o utente deitado, com as pernas ligeiramente elevadas (semi-sentado nos membros superiores).
  2. Retirar adornos (anéis, pulseiras, meias apertadas) que possam ficar sob a manga.
  3. Vestir a manga/bota, ajustada mas sem apertar demais.
  4. Explicar o que o utente vai sentir: pressão progressiva, sem dor.
  5. Deixar um meio de chamar o técnico e confirmar conforto antes de ligar.

O protocolo de instalação segue sempre a mesma sequência, para não esquecer nenhum passo.

Normas de instalação e conforto

  • Explicar ao utente o que vai sentir (pressão progressiva, sem dor).
  • Deixar sempre um meio de chamar a atenção do técnico durante o tratamento (campainha, voz).
  • Cobrir o utente se sentir frio, sem interferir com o equipamento.
  • Confirmar a posição inicial antes de sair da sala, se o protocolo o permitir.

O protocolo de instalação existe para que qualquer técnico, em qualquer estância, instale da mesma forma.

Bloco 9 · Preparar o equipamento para a intervenção

Configurar os parâmetros do tratamento

Preparar o equipamento significa afinar os parâmetros à prescrição, não usar um programa genérico.

  • Selecionar o programa correto (membro inferior, superior, sequencial).
  • Ajustar a pressão (mmHg) conforme prescrito e conforme a tolerância do utente.
  • Definir a duração do tratamento e o número de ciclos.
  • Confirmar visualmente que a unidade está a insuflar corretamente antes de se afastar.

A preparação do equipamento é sempre feita com o utente já instalado, para ajustar à sua reação.

Utilizar o equipamento segundo a prescrição

  • O técnico não decide a pressão nem a duração por iniciativa própria: segue a prescrição.
  • Em caso de dúvida sobre a prescrição, confirma com o técnico superior antes de iniciar.
  • Regista os parâmetros usados, para consistência entre sessões do mesmo utente.

Seguir a prescrição, sem desvios, é uma condição de segurança, não um detalhe burocrático.

Bloco 10 · Executar o tratamento com autonomia

Executar procedimentos de pressoterapia

Depois de instalado o utente e configurado o equipamento, o técnico executa com autonomia o procedimento, dentro das suas competências.

  • Iniciar o programa e confirmar as primeiras insuflações.
  • Acompanhar o utente nos primeiros minutos, para detetar qualquer desconforto.
  • Manter-se disponível durante o tratamento, sem abandonar o utente sem supervisão adequada.
  • Parar de imediato perante qualquer sinal de reação adversa.

Executar com autonomia não significa trabalhar sem critério: significa saber agir dentro do protocolo aprendido.

Terminar o tratamento

  • Aguardar o fim do programa ou parar manualmente se necessário.
  • Desinsuflar completamente antes de retirar a manga.
  • Ajudar o utente a levantar-se com calma, sobretudo se esteve deitado algum tempo.
  • Observar a pele após o tratamento (cor, sensibilidade) antes de o utente sair.

O fim do tratamento é tão protocolar como o início: nada se improvisa.

Bloco 11 · Auxiliar o técnico superior

O papel de apoio ao técnico superior

Uma das realizações centrais da UC é auxiliar o técnico superior de terapias manuais e/ou de reabilitação no tratamento de pressoterapia.

  • Preparar o espaço e o equipamento antes de o técnico superior chegar.
  • Apoiar a instalação do utente, seguindo as indicações dadas.
  • Passar informação relevante (ficha do utente, contraindicações identificadas).
  • Executar tarefas delegadas, dentro das suas competências, sob orientação.

Cooperar bem com a equipa é uma atitude tão avaliada como a técnica em si.

Bloco 12 · Monitorização e reações adversas

Avaliar o utente antes, durante e depois

Avaliar o utente antes, durante e após a intervenção é um dos critérios de desempenho centrais desta UC.

Momento O que se avalia
Antes contraindicações, pele, prescrição
Durante conforto, dor, cor da pele, resposta ao equipamento
Depois sensação geral, pele, eventuais marcas ou desconforto

Esta avaliação em três tempos é o fio condutor de todo o tratamento seguro.

Identificar reações adversas e agir

Sinais de alerta durante ou após o tratamento:

  • Dor intensa, além do desconforto esperado da pressão.
  • Formigueiro ou dormência persistente após o tratamento.
  • Alteração da cor da pele (muito pálida ou arroxeada).
  • Mal-estar geral, tonturas ou dificuldade em respirar.

Perante qualquer sinal: parar o tratamento de imediato, retirar a manga e informar o técnico superior ou o profissional de saúde. Em situação de emergência, contactar o 112.

Bloco 13 · Comunicação com o utente e reclamações

Técnicas de comunicação com o utente

Uma boa comunicação é tão parte do tratamento como a técnica em si.

  • Explicar em linguagem simples, sem jargão técnico desnecessário.
  • Perguntar regularmente "como se sente?" durante o tratamento.
  • Comunicar em português e, quando necessário, em língua estrangeira, frequente em estâncias termais.
  • Manter uma postura assertiva e empática: clara, sem ser fria.

O utente que se sente ouvido colabora melhor e relata os sintomas com mais confiança.

Resolver ou encaminhar reclamações

  • Ouvir a reclamação sem interromper e sem a levar para o lado pessoal.
  • Distinguir o que pode resolver diretamente do que deve encaminhar ao técnico superior ou à direção.
  • Registar a reclamação, mesmo quando resolvida no momento.
  • Responder sempre com respeito pela privacidade e pelas diferenças individuais do utente.

Uma reclamação bem tratada reforça a confiança do utente na estância.

Bloco 14 · Registo de atividades e ocorrências

Registar atividades e ocorrências

Realizar o registo de atividades e ocorrências é a última realização da UC, e fecha o ciclo do tratamento.

  • Registar, para cada sessão: utente, hora, parâmetros usados, observações.
  • Anotar qualquer ocorrência: reação adversa, reclamação, avaria do equipamento.
  • Usar sempre os suportes de registo definidos pela estância (papel ou digital).
  • Um registo claro protege o utente, o técnico e a estância.

O que não fica registado, para efeitos de continuidade de cuidados, é como se não tivesse acontecido.

Bloco 15 · Ética, normas e segurança no trabalho

Ética em saúde e regras da estância

  • Ética em saúde: confidencialidade, respeito pela privacidade e pela dignidade do utente.
  • Regras e normas definidas pela estância: horários, protocolos internos, fardamento.
  • Respeito pelas diferenças individuais: idade, condição física, cultura, língua.
  • Cuidado com a apresentação pessoal e postura profissional em contexto de saúde.

A ética não é um capítulo à parte: atravessa cada gesto do atendimento.

Segurança, saúde no trabalho e qualidade

  • Normas de segurança e saúde no trabalho: postura, manuseamento de equipamento elétrico, prevenção de quedas.
  • Normas da qualidade: seguir os procedimentos definidos, sem atalhos.
  • O regime jurídico do termalismo em Portugal (Decreto-Lei n.º 142/2004 e alterações posteriores) enquadra a atividade das estâncias e reforça a exigência de qualidade e segurança nos tratamentos.
  • A DGS (Direção-Geral da Saúde) é a referência nacional para orientações de saúde pública que também se aplicam ao contexto termal.

Segurança e qualidade não são extras: são parte do que se avalia nesta UC.

Recapitulando

  • A pressoterapia é uma técnica de compressão pneumática sequencial, aplicada por prescrição, com indicações e contraindicações bem definidas (TVP, insuficiência cardíaca descompensada, infeções, entre outras).
  • O ciclo do tratamento segue sempre a mesma sequência: preparar o espaço e o equipamento, instalar o utente, executar com autonomia, avaliar antes/durante/depois, registar.
  • O técnico de termalismo trabalha em equipa, auxiliando o técnico superior, e comunica com rigor, empatia e respeito pelo utente.
  • Ética, normas e segurança no trabalho atravessam cada etapa do tratamento.

Próximo: fichas e mini-projeto, aplicar o protocolo completo a casos práticos.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a pressoterapia não é um tratamento estético isolado, é uma técnica terapêutica com indicação e supervisão. - Erro comum: confundir pressoterapia com massagem manual de drenagem linfática. São técnicas distintas, a pressoterapia é mecânica e sequencial. - Exemplo/analogia: comparar às "ondas" de pressão que sobem pela perna, como espremer um tubo de baixo para cima.

NOTAS DO PROFESSOR - Mostrar (imagem ou equipamento real) a unidade de comando e as câmaras da manga. - Erro comum: assumir que "mais pressão é melhor". Não é, a pressão excessiva é desconfortável e pode ser contraindicada. - Pergunta à turma: porque será que a pressão sobe do pé para o tronco, e não ao contrário? (segue o sentido natural do retorno venoso).

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar que "indicação" não significa que o técnico de termalismo decide sozinho: segue sempre a prescrição. - Erro comum: achar que a pressoterapia serve para tudo. Tem indicações específicas, como qualquer técnica terapêutica. - Exemplo: um utente com pernas cansadas no fim do dia é um caso típico de indicação.

NOTAS DO PROFESSOR - Sublinhar: esta lista é a matéria mais crítica da UC, a segurança do utente depende de a saber de cor. - Erro comum: aplicar o equipamento "porque o utente pediu", sem confirmar contraindicações. Nunca. - Regra de ouro: em caso de dúvida, não aplicar e encaminhar ao técnico superior ou profissional de saúde.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar ao referencial: o "contexto" oficial desta UC é, precisamente, "estâncias termais". - Perguntar à turma que outros tratamentos termais conhecem, para situar a pressoterapia no conjunto. - Reforçar a ideia de equipa: o técnico de termalismo raramente trabalha sozinho na decisão clínica.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar diretamente à primeira realização da UC: "preparar o local de trabalho para a realização dos tratamentos". - Erro comum: só verificar o equipamento depois de o utente estar instalado. Testar sempre antes. - Exercício rápido: fazer a turma listar, de memória, os quatro itens que verificam antes de um tratamento.

NOTAS DO PROFESSOR - Exemplo: mostrar uma sala mal organizada versus uma bem organizada e discutir os riscos da primeira. - Erro comum: negligenciar a própria postura ao ajudar o utente a subir para a marquesa. - Perguntar: que lesão profissional é comum em técnicos que não cuidam da ergonomia? (lombalgias).

NOTAS DO PROFESSOR - Mostrar, se possível, os manuais dos equipamentos disponíveis na sala. - Erro comum: usar uma manga de tamanho errado, que fica solta ou aperta demais. - Exemplo: comparar a manga de membro inferior com a de membro superior, mais curta e estreita.

NOTAS DO PROFESSOR - Este slide antecipa o Bloco 9 (preparar para a intervenção); aqui foca-se no conhecimento do material em si. - Erro comum: só notar um tubo furado depois de o utente já estar instalado. - Exercício: simular a verificação dos quatro pontos com o equipamento disponível na sala.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar às normas de segurança e saúde no trabalho, e ao controlo de infeções em contexto de saúde. - Erro comum: reutilizar a manga sem qualquer barreira ou desinfeção entre utentes. - Perguntar: que outras áreas de saúde têm protocolos de higiene entre utentes parecidos? (fisioterapia, estética).

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: um equipamento com fuga de ar não atinge a pressão prescrita, e o tratamento perde eficácia. - Erro comum: ignorar um ruído estranho ou uma pressão inconsistente "só desta vez". - Ligar à atitude "responsabilidade pelas suas ações": comunicar avarias em vez de as esconder.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar à aptidão "preencher a ficha de dados pessoais do utente" do referencial. - Erro comum: avançar direto para o equipamento sem confirmar contraindicações verbalmente. - Exemplo: representar em role-play um acolhimento completo com um colega.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar à aptidão "utilizar processos adequados de análise e diagnóstico de pele e unhas". - Erro comum: vestir a manga sobre uma ferida aberta ou infeção sem reparar. - Perguntar: se encontrar uma alteração suspeita na pele, qual é o próximo passo? (informar o técnico superior antes de tratar).

NOTAS DO PROFESSOR - Fazer a turma repetir os cinco passos de memória, depois praticar em par. - Erro comum: esquecer de retirar um anel, que fica a apertar dolorosamente quando a manga insufla. - Exemplo: mostrar a diferença entre uma manga bem ajustada e uma demasiado apertada ou solta.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar ao critério de desempenho "posicionando o utente em posição adequada à intervenção". - Erro comum: deixar o utente sozinho sem forma de chamar o técnico em caso de desconforto. - Discussão: porque é importante que o protocolo seja sempre igual, independentemente do técnico? (segurança e qualidade).

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar à realização "instalar o utente" (Bloco 8) como passo imediatamente anterior a este. - Erro comum: programar o equipamento antes de instalar o utente e não reajustar depois. - Exemplo: mostrar no equipamento real como selecionar programa, pressão e tempo.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: mesmo com experiência, o técnico de termalismo não altera a prescrição por conta própria. - Erro comum: "arredondar" a pressão ou o tempo por comodidade. Não. - Ligar à atitude "responsabilidade pelas suas ações" e "autonomia no âmbito das suas funções" (autonomia dentro do que compete ao técnico, não fora dele).

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar diretamente ao critério de desempenho "executando com autonomia procedimentos de pressoterapia". - Erro comum: confundir autonomia com decidir sozinho fora das suas competências. - Discussão: onde está a linha entre "autonomia do técnico" e "decisão que pertence ao técnico superior ou ao médico"?

NOTAS DO PROFESSOR - Erro comum: retirar a manga com ar ainda dentro, o que é desconfortável e pode marcar a pele. - Exemplo: simular o fim de um tratamento, do desinsuflar ao levantar do utente. - Perguntar: porque se observa a pele no fim e não só no início? (confirmar que não houve reação durante o tratamento).

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar à atitude "cooperação com a equipa" do referencial. - Erro comum: agir sozinho quando a situação pede a presença ou decisão do técnico superior. - Discussão: dar exemplos de tarefas que o técnico de termalismo pode fazer sozinho e outras que exigem o técnico superior.

NOTAS DO PROFESSOR - Recapitular: este slide junta o que já foi visto nos Blocos 7, 8, 10 e 11, numa só ideia. - Erro comum: só avaliar no início e esquecer a avaliação durante e depois. - Exercício: pedir à turma para descrever, para cada momento, um sinal concreto a observar.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar aos "procedimentos de emergência" da aptidão do referencial, e à linha 112 (INEM) como recurso em Portugal. - Erro comum: continuar o tratamento "até acabar" apesar de um sinal de alerta. - Simulação: representar um cenário com um sinal de alerta e a resposta correta passo a passo.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar à aptidão "comunicar com os utentes em língua portuguesa e estrangeira" e à atitude "assertividade e empatia". - Erro comum: comunicação só técnica, sem verificar se o utente entendeu. - Exercício: praticar em pares uma explicação do tratamento a um utente que não percebe o processo.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar ao conhecimento "reclamações dos utentes, técnicas de resolução". - Erro comum: prometer o que não está nas competências do técnico para "resolver depressa". - Discussão: dar um exemplo de reclamação que se resolve no momento e outro que tem de ser encaminhado.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar à aptidão "utilizar suportes de registo de atividades e ocorrências, observadas ou referenciadas pelo utente". - Erro comum: deixar o registo "para o fim do dia" e esquecer detalhes importantes. - Exemplo: mostrar um modelo de ficha de registo e preencher em conjunto um caso fictício.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar às atitudes "respeito pela ética profissional" e "respeito pelas regras e normas definidas". - Erro comum: comentar casos de utentes fora do contexto profissional (quebra de confidencialidade). - Discussão: dar um exemplo do dia a dia em que a privacidade do utente pode ser posta em causa sem querer.

NOTAS DO PROFESSOR - Não é preciso decorar artigos do diploma; o essencial é saber que a atividade termal está regulada. - Erro comum: achar que "normas" e "qualidade" são só teoria, sem ligação ao dia a dia do tratamento. - Fechar o bloco recapitulando: cada gesto desta UC (preparar, instalar, executar, avaliar, registar) tem uma norma por trás.