UC03520

Executar tratamentos de drenagem linfática manual

Anatomia do sistema linfático, método Vodder, sequência proximal-distal e contraindicações

Curso profissional · 50h · Técnico/a de Termalismo

Plano

  1. O técnico de termalismo e a drenagem linfática manual
  2. O sistema circulatório: a base
  3. Anatomia do sistema linfático
  4. A linfa: formação e funções
  5. Indicações da drenagem linfática manual
  6. Contraindicações e patologias associadas
  7. Preparação do local de trabalho
  8. Instalação do utente e ficha de dados
  9. Avaliação do utente e análise de pele e unhas
  10. O método Vodder
  11. As quatro manobras fundamentais
  12. Sequência proximal-distal
  13. Comunicação e reclamações
  14. Higiene, ética, segurança e qualidade
  15. Registo de atividades e ocorrências

Bloco 1 · O técnico de termalismo e a drenagem linfática manual

O que é a drenagem linfática manual

A drenagem linfática manual (DLM) é uma técnica de massagem muito suave que estimula a circulação da linfa, ajudando o corpo a escoar o excesso de líquido dos tecidos e a devolvê-lo à circulação sanguínea.

  • Reduz inchaço ligeiro e a sensação de pernas pesadas.
  • Promove relaxamento e bem-estar geral.
  • Exige rigor anatómico e conhecimento de contraindicações.
  • É executada em estâncias termais, o contexto de trabalho desta UC.

Os quatro objetivos desta UC

Segundo o referencial, um técnico competente sabe:

  1. Preparar o local de trabalho para o tratamento.
  2. Instalar o utente corretamente.
  3. Executar as manobras de drenagem linfática manual.
  4. Registar atividades e ocorrências.

Estes quatro passos organizam toda a matéria desta UC, do início ao fim de qualquer sessão.

O contexto de trabalho: a estância termal

O contexto oficial desta UC é a estância termal. É aí que o técnico aplica tudo o que vai aprender.

  • Recursos de referência: mesa de massagem, manuais de massagem, dispositivos tecnológicos com acesso à internet, equipamentos audiovisuais, conteúdos multimédia.
  • O utente típico procura bem-estar e relaxamento, não um tratamento clínico.
  • O ambiente termal, com água, calor e tranquilidade, complementa o efeito da drenagem.

Bloco 2 · O sistema circulatório: a base

Artérias, veias e capilares

O coração bombeia sangue por dois circuitos: a grande circulação (corpo) e a pequena circulação (pulmões).

Vaso Direção Pressão
Artéria sai do coração alta
Veia regressa ao coração baixa
Capilar ligação artéria-veia muito baixa

É ao nível dos capilares que ocorrem as trocas entre o sangue e os tecidos.

Filtração, reabsorção e o líquido que sobra

Nos capilares há filtração (líquido sai para os tecidos) e reabsorção (líquido regressa ao capilar). Cerca de 10% do líquido filtrado não é reabsorvido e fica no espaço intersticial.

  • Esse líquido tem de ir para algum lado.
  • É o sistema linfático que o recolhe.
  • Sem esta recolha, os tecidos incham progressivamente.

Bloco 3 · Anatomia do sistema linfático

Vasos e capilares linfáticos

Os capilares linfáticos são vasos de fundo cego que recolhem o líquido intersticial e proteínas que o sangue não conseguiu reabsorver.

  • Confluem em vasos coletores, com paredes musculares que se contraem.
  • Têm válvulas que impedem o refluxo: a linfa segue sempre num sentido.
  • O movimento da linfa é lento e depende também da contração muscular e da respiração.

O que faz a linfa avançar

Sem coração próprio, a linfa avança graças a vários fatores combinados:

  • Contração rítmica da parede dos próprios vasos coletores (o linfangion).
  • Contração dos músculos esqueléticos à volta dos vasos, durante o movimento.
  • Movimentos respiratórios, que criam variações de pressão no tórax e no abdómen.
  • Pressão externa suave, como a exercida pela mão do técnico na DLM.

Os gânglios linfáticos: as estações de filtragem

Os gânglios linfáticos filtram a linfa e participam na defesa imunitária.

Cadeia Localização Drena
Cervicais pescoço cabeça, pescoço, membros superiores
Axilares axila membro superior, mama
Inguinais virilha membro inferior, abdómen baixo
Poplíteos atrás do joelho perna e pé

Toda a manobra de DLM esvazia primeiro o gânglio de destino.

Os grandes coletores: cisterna do quilo e canais

Toda a linfa do corpo converge em dois pontos finais:

  • Cisterna do quilo: dilatação junto à coluna lombar, recebe a linfa do abdómen e dos membros inferiores.
  • Canal torácico: sobe da cisterna do quilo até à junção venosa subclávia-jugular esquerda; drena quase todo o corpo.
  • Ducto linfático direito: vaso curto que drena o quadrante superior direito, desagua na junção venosa direita.

Bloco 4 · A linfa: formação e funções

Composição da linfa

A linfa nasce como líquido intersticial que entrou num capilar linfático. Ao passar pelos gânglios, a sua composição muda.

  • Água e eletrólitos, a maior parte.
  • Proteínas que o sangue não conseguiu reabsorver.
  • Lípidos absorvidos no intestino (dão o aspeto leitoso ao quilo).
  • Linfócitos, células de defesa produzidas nos gânglios.
  • Resíduos celulares e partículas captadas nos tecidos.

As três funções do sistema linfático e o edema

  1. Drenagem de fluidos: devolve o excesso de líquido à circulação.
  2. Transporte de lípidos: absorve gorduras da digestão.
  3. Defesa imunitária: filtra agentes estranhos, produz linfócitos.

Edema: acumulação visível de líquido quando o sistema linfático não acompanha a filtração. Pode ser funcional e ligeiro, ou sinal de doença grave.

Linfa e sangue: duas redes que se completam

Sangue Linfa
Circuito fechado, bombeado pelo coração aberto, sem bomba central
Sentido vai e volta ao coração só num sentido, dos tecidos para o coração
Cor vermelho transparente a leitoso
Função central transportar oxigénio e nutrientes drenar excesso, transportar lípidos, defender

Bloco 5 · Indicações da drenagem linfática manual

Quando a DLM está indicada

A DLM de bem-estar em contexto termal está indicada para:

  • Sensação de pernas pesadas e inchaço ligeiro, sem diagnóstico clínico.
  • Retenção de líquidos ocasional (pré-menstrual, calor, viagens).
  • Relaxamento e redução do stress.
  • Recuperação pós-esforço ligeira, sem lesão aguda.
  • Preparação da pele para outros tratamentos termais.

Bloco 6 · Contraindicações e patologias associadas

Contraindicações absolutas

Situações em que a DLM nunca se executa:

Contraindicação Porquê
Insuficiência cardíaca descompensada o coração não suporta o retorno extra
Trombose venosa profunda aguda risco de mobilizar o coágulo
Infeção aguda risco de disseminar o agente pela linfa
Neoplasia maligna ativa risco de disseminação, exige indicação médica

Contraindicações relativas e patologias associadas

Relativas (exigem adaptação ou indicação prévia): hipertensão não controlada, gravidez, hipotiroidismo não tratado, lesões de pele na zona, pós-operatório recente.

Patologias associadas:

  • Linfedema: acumulação crónica de linfa, condição clínica, exige diagnóstico médico.
  • Lipedema: acumulação simétrica de gordura, dolorosa à pressão.
  • Erisipela / celulite infecciosa: infeções de pele, contraindicação absoluta enquanto ativas.

Reconhecer sinais de alarme

Perante qualquer um destes sinais, o técnico interrompe ou não inicia o tratamento e encaminha para avaliação médica:

Sinal Suspeita
Perna quente, vermelha e dolorosa, com inchaço súbito trombose venosa profunda
Febre ou mal-estar geral infeção aguda
Falta de ar ou dor no peito urgência médica, nunca massagear
Ferida aberta ou pele infetada na zona infeção local

Bloco 7 · Preparação do local de trabalho

Organização física do espaço

Antes do utente entrar:

  • Mesa de massagem ajustada, limpa, com lençol lavado ou descartável.
  • Temperatura confortável (22 a 25 graus), sem correntes de ar.
  • Higiene: superfícies desinfetadas entre utentes.
  • Materiais à mão: óleo neutro, toalhas, manual de massagem, ficha do utente.
  • Privacidade garantida.

Ergonomia e sustentabilidade

  • Ergonomia do técnico: mesa a uma altura que permita braços relaxados e joelhos ligeiramente fletidos, protegendo a coluna.
  • Sustentabilidade: reduzir descartáveis quando há alternativa lavável, usar produtos de menor impacto ambiental.
  • Resíduos: separar por tipo, cumprindo as regras do estabelecimento.

Bloco 8 · Instalação do utente e ficha de dados

A ficha de dados pessoais

Antes da primeira manobra, preenche-se a ficha de dados pessoais, que inclui:

  • Identificação e contactos.
  • Motivo da visita.
  • Historial de saúde relevante, alergias, medicação.
  • Pergunta direta sobre contraindicações conhecidas.

Esta ficha revisita-se em cada sessão seguinte, nunca só na primeira.

Protocolo de instalação, passo a passo

  1. Acolher o utente, apresentar-se, explicar o que vai acontecer.
  2. Rever a ficha e confirmar oralmente que nada mudou.
  3. Posicionar na mesa conforme a zona a tratar.
  4. Cobrir as zonas não tratadas, por conforto e pudor.
  5. Confirmar o conforto (temperatura, apoio de cabeça e joelhos).

Posições típicas por zona a tratar

Zona a tratar Posição Detalhe
Membros inferiores decúbito dorsal rolo sob os joelhos, pés ligeiramente elevados
Costas decúbito ventral apoio para a testa, braços relaxados ao lado
Rosto e pescoço decúbito dorsal cabeça ligeiramente elevada, pescoço livre
Membros superiores decúbito dorsal braço apoiado, ligeiramente afastado do tronco

Escolher sempre a posição que facilita o retorno venolinfático por ação da gravidade.

Bloco 9 · Avaliação do utente e análise de pele e unhas

Avaliar antes, durante e depois

Critério de desempenho central da UC:

  • Antes: confirmar ausência de contraindicações, observar e palpar a zona, perguntar sobre dor.
  • Durante: observar a reação à pressão, que deve ser sempre indolor, ajustar se necessário.
  • Depois: observar a zona tratada, perguntar como se sente o utente, registar a evolução.

Análise de pele e unhas, e informar o utente

  • Pele: cor, temperatura, integridade, varizes, hematomas.
  • Unhas: cor e textura, podem indicar problemas circulatórios.
  • Pele quente e avermelhada numa zona inchada é sinal de alarme.
  • Prestar informações claras sobre o tratamento: em que consiste, sensação esperada, duração, efeitos posteriores.

Avaliação por zona: o que observar primeiro

Zona Observar antes de tratar
Membros inferiores varizes, hematomas, temperatura da pele, simetria do inchaço
Membros superiores cicatrizes de cirurgia axilar, sensibilidade
Rosto e pescoço gânglios cervicais palpáveis, sinais de infeção respiratória
Abdómen cicatrizes recentes, gravidez, sensibilidade à palpação

Adaptar sempre a avaliação à zona que vai ser tratada nessa sessão.

Bloco 10 · O método Vodder

Origem e filosofia do método

O método Vodder, criado nos anos 1930 por Emil e Estrid Vodder, é a base histórica da drenagem linfática manual moderna.

  • Os vasos linfáticos são extremamente finos, logo abaixo da pele.
  • Uma pressão excessiva colapsa-os, em vez de os estimular.
  • A pressão certa é suave, quase impercetível, muito abaixo da massagem convencional.

Os quatro princípios fundamentais

  1. Pressão suave e indolor.
  2. Movimentos lentos e rítmicos, repetidos várias vezes no mesmo local.
  3. Sentido da manobra: sempre em direção ao gânglio correspondente.
  4. Ordem proximal-distal: esvaziar primeiro o que está mais perto do centro.

Bloco 11 · As quatro manobras fundamentais

Círculos fixos e bombeamento

Manobra Descrição Uso
Círculos fixos pequenos círculos estacionários com a polpa dos dedos, sem deslizar pescoço, rosto, gânglios
Bombeamento rotação do pulso, avançando ligeiramente a cada repetição membros, superfícies largas

Ambas repetem-se várias vezes no mesmo ponto antes de avançar.

Manobra doador e rotatória

Manobra Descrição Uso
Doador (scoop) movimento em concha que "recolhe" o tecido em direção ao gânglio membros, zonas curvas
Rotatória rotação ampla da mão inteira, base da mão marca a pressão costas, coxas, zonas largas

As quatro manobras combinam-se ao longo de uma sessão completa.

Boas práticas ao aplicar as manobras

  • Nunca aplicar diretamente sobre pele lesionada, varizes salientes ou hematomas recentes.
  • Manter as mãos relaxadas e moldadas ao contorno do corpo, nunca rígidas.
  • Repetir cada manobra cerca de 5 a 7 vezes no mesmo ponto antes de avançar.
  • Parar de imediato se o utente referir dor ou desconforto, reavaliando a pressão.
  • Manter sempre contacto com a pele, sem interromper o movimento a meio da manobra.

Bloco 12 · Sequência proximal-distal

Porque se começa sempre pelo centro

Se as zonas distais forem trabalhadas antes de as proximais estarem livres, a linfa não tem para onde ir: engarrafamento.

  • Regra inflexível: esvaziar sempre primeiro as zonas proximais.
  • Só depois se mobiliza a linfa das zonas distais em direção a elas.
  • Aplica-se a qualquer zona do corpo, sem exceção.

Exemplo resolvido: sequência do membro inferior

  1. Abdómen e gânglios inguinais: esvaziar primeiro.
  2. Coxa: bombeamento e rotatório em direção à virilha.
  3. Joelho: círculos fixos nos gânglios poplíteos.
  4. Perna: manobras em direção ao joelho.
  5. Tornozelo e pé: manobras ascendentes, fechando com repetição do trajeto até à virilha.

Adaptar a sequência a outras zonas

  • Membro superior: esvaziar os gânglios axilares, depois braço, cotovelo (epitrocleares) e antebraço até à mão.
  • Rosto e pescoço: esvaziar os gânglios cervicais na base do pescoço, só depois trabalhar o rosto em direção ao pescoço.
  • Abdómen: manobras muito suaves, no sentido do trânsito intestinal, sempre em direção à cisterna do quilo.

A lógica é sempre a mesma: gânglio de destino primeiro, depois o percurso até lá.

Bloco 13 · Comunicação e reclamações

Comunicar com o utente

A comunicação acompanha toda a sessão: explicar antes, verificar conforto durante, resumir depois.

  • Comunicar em português e, quando necessário, em língua estrangeira.
  • Combinar assertividade (clareza sobre o que se vai fazer) com empatia.
  • O consentimento é sempre informado: o utente pode recusar ou interromper.

Gerir uma reclamação

  1. Ouvir sem interromper, sem defensiva.
  2. Validar a preocupação do utente.
  3. Esclarecer ou corrigir o que estiver ao alcance.
  4. Escalar para a chefia quando necessário.
  5. Registar a reclamação e a resolução.

Bloco 14 · Higiene, ética, segurança e qualidade

Higiene e ética profissional

  • Higiene: mãos lavadas antes e depois, unhas curtas, roupa de trabalho limpa.
  • Sigilo profissional sobre a informação de saúde partilhada pelo utente.
  • Respeito pela privacidade e pelas diferenças individuais.
  • Consentimento informado em todas as etapas.

Atitudes profissionais do técnico de termalismo

O referencial associa a esta UC um conjunto de atitudes que se veem em cada sessão:

  • Responsabilidade e autonomia nas suas funções.
  • Autoconfiança e sentido de organização.
  • Assertividade e empatia na comunicação.
  • Cooperação com a equipa, sobretudo em casos que exigem escalar decisões.
  • Respeito pelas diferenças individuais, pela ética e pelas normas definidas.

Segurança, qualidade e resíduos

  • Cumprir normas de segurança e saúde no trabalho (zonas húmidas, sinalização).
  • Aplicar procedimentos de emergência perante mal-estar súbito.
  • Cumprir as normas da qualidade do estabelecimento.
  • Triar e acondicionar resíduos corretamente.

Gestão de resíduos, passo a passo

  1. Identificar o tipo de resíduo (descartável comum, material contaminado, embalagens).
  2. Separar em contentores próprios, conforme as regras do estabelecimento.
  3. Acondicionar de forma segura, sem risco para colegas ou utentes.
  4. Registar quantidades sempre que o procedimento interno o exigir.

Um espaço bem gerido também se mede pela forma como trata os seus resíduos.

Bloco 15 · Registo de atividades e ocorrências

Porque se regista sempre

No final de cada sessão, regista-se: zona tratada, duração, reação do utente, desvios ao plano, recomendações.

  • Garante continuidade entre sessões, mesmo com técnicos diferentes.
  • É prova documental em caso de reclamação ou incidente.
  • Alimenta os indicadores de qualidade do estabelecimento.

Um tratamento só está completo quando fica registado.

Recapitulando

  • O sistema linfático recolhe o excesso de líquido intersticial e devolve-o ao sangue, via cisterna do quilo e canal torácico.
  • Gânglios cervicais, axilares e inguinais são os pontos-chave de qualquer manobra.
  • Indicações vs contraindicações absolutas e relativas: a competência mais importante da UC.
  • O método Vodder exige pressão suave e a sequência proximal-distal.
  • Preparar, instalar, executar e registar: as quatro realizações que fecham o ciclo.

Próximo: fichas e projeto, aplicar a sequência completa a casos reais.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar desde o primeiro slide: DLM de bem-estar é diferente de tratamento clínico de linfedema. - erro comum: pensar que é "só mais uma massagem". A pressão e a lógica são completamente diferentes. - exemplo: perguntar à turma se já sentiram pernas pesadas ao fim do dia, para ligar à experiência pessoal.

NOTAS DO PROFESSOR - estes quatro pontos são as "realizações" do referencial CNQ; voltar a eles no fecho. - perguntar: qual destes quatro passos acham que costuma ser mais esquecido? (normalmente o registo).

NOTAS DO PROFESSOR - situar os alunos no local real de trabalho: águas termais, spa, balneário, não um consultório clínico. - os recursos audiovisuais e multimédia servem para formação contínua e para apoio ao próprio utente (vídeos explicativos).

NOTAS DO PROFESSOR - revisão rápida, muitos alunos já viram isto noutra UC de anatomia. - foco no capilar: é onde nasce o problema que o sistema linfático resolve.

NOTAS DO PROFESSOR - este é o elo que liga o sistema circulatório ao linfático; sem ele o Bloco 3 fica solto. - erro comum: confundir sistema linfático com sistema venoso, são redes distintas.

NOTAS DO PROFESSOR - comparar com as veias: também têm válvulas, mesma lógica de sentido único. - curiosidade: ao contrário do sangue, a linfa não tem uma "bomba" central como o coração.

NOTAS DO PROFESSOR - este slide justifica porque a massagem manual ajuda de facto o sistema linfático a funcionar melhor. - ligar ao exercício físico: caminhar ativa a "bomba muscular" que também impulsiona a linfa.

NOTAS DO PROFESSOR - fazer a turma apontar no próprio corpo onde fica cada cadeia ganglionar. - fixar bem estes quatro nomes: vão reaparecer em todos os blocos práticos.

NOTAS DO PROFESSOR - desenhar no quadro o trajeto completo: pé → poplíteo → inguinal → cisterna do quilo → canal torácico → veia subclávia. - erro comum: pensar que a linfa "desaparece". Ela regressa sempre ao sangue, num destes dois pontos.

NOTAS DO PROFESSOR - ligar ao conhecimento "noções de líquidos biológicos" do referencial. - mencionar os três compartimentos de água do corpo: intracelular, intersticial, plasma.

NOTAS DO PROFESSOR - sublinhar: nem todo o edema é motivo de tratamento estético. Alguns são sinais de alarme (ver Bloco 6). - pergunta: que situações do dia a dia provocam edema funcional? (viagens longas, calor, ficar muito tempo de pé).

NOTAS DO PROFESSOR - esta tabela ajuda a fixar as diferenças antes de avançar para indicações e contraindicações. - perguntar: porque é que o sistema linfático depende tanto do movimento muscular e da massagem manual?

NOTAS DO PROFESSOR - distinguir bem de indicações clínicas (linfedema diagnosticado), que ficam fora do âmbito desta UC. - exemplo: turista que chegou de avião longo e tem os tornozelos inchados, é o caso típico de estância termal.

NOTAS DO PROFESSOR - este slide é o mais importante de toda a apresentação. Fazer a turma repetir a lista de cor. - erro comum e grave: ceder à insistência do utente e tratar mesmo com sinais de alarme. - exemplo real: perna quente, vermelha e dolorosa é suspeita de TVP, encaminhar de imediato.

NOTAS DO PROFESSOR - insistir: o técnico de termalismo não trata linfedema clínico sem indicação médica. - diferenciar linfedema de lipedema, são frequentemente confundidos até por profissionais de saúde generalistas.

NOTAS DO PROFESSOR - este slide é um checklist prático que os alunos podem usar mentalmente antes de cada sessão. - simular casos na aula: descrever um sinal e pedir à turma que decida "trato" ou "encaminho".

NOTAS DO PROFESSOR - ligar aos recursos do referencial: mesa de massagem e manuais de massagem. - exercício: cronometrar os alunos a montar uma mesa completa para DLM.

NOTAS DO PROFESSOR - este slide cobre o critério de desempenho "respeitar as regras de sustentabilidade e proteção ambiental". - perguntar: que gesto simples reduz o desperdício numa sessão de DLM?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: confirmar contraindicações não é só na primeira visita, é sempre. - erro comum: assumir "já perguntei da última vez" e saltar a confirmação.

NOTAS DO PROFESSOR - exemplo: para membros inferiores, decúbito dorsal com rolo sob os joelhos, pés ligeiramente elevados. - este protocolo é uma das quatro realizações centrais do referencial: "instalar o utente".

NOTAS DO PROFESSOR - pedir aos alunos para justificar, em cada linha da tabela, porque a posição escolhida ajuda a drenagem. - lembrar de cobrir sempre as zonas não tratadas, independentemente da posição.

NOTAS DO PROFESSOR - ligar diretamente ao critério de desempenho oficial do referencial (avaliar antes, durante e após). - pergunta: que fazes se, a meio da sessão, o utente disser que sente dor? (parar e reavaliar de imediato).

NOTAS DO PROFESSOR - treinar os alunos a observarem 3 sinais na pele antes de sequer tocar no utente. - lembrar: informar bem reduz a ansiedade e é uma atitude de assertividade e empatia.

NOTAS DO PROFESSOR - ligar cicatrizes de cirurgia axilar ao risco de linfedema secundário, revisto no Bloco 6. - exercício: distribuir "casos" por zona e pedir à turma para listar o que observaria primeiro.

NOTAS DO PROFESSOR - este é o ponto onde alunos com experiência em massagem terapêutica mais erram: querem "sentir que estão a fazer algo". - demonstrar fisicamente a diferença de pressão no antebraço de um aluno.

NOTAS DO PROFESSOR - estes quatro princípios aplicam-se a QUALQUER manobra, em qualquer zona do corpo. - pedir à turma para os recitar de cor antes de avançar para o bloco seguinte.

NOTAS DO PROFESSOR - demonstrar as duas manobras fisicamente, uma a seguir à outra, no mesmo braço de um aluno. - erro comum: deslizar os dedos como numa massagem normal, em vez de fazer o círculo estacionário.

NOTAS DO PROFESSOR - o nome "doador" vem de "dador", quem entrega o tecido ao gânglio seguinte; mnemónica útil para os alunos. - exercício: pedir para identificarem qual manobra usar em cada zona do corpo apresentada em imagem.

NOTAS DO PROFESSOR - estas boas práticas resumem-se numa frase: suave, lento, repetido, sempre em direção ao gânglio. - erro comum: perder o contacto entre repetições, quebrando o ritmo que estimula a linfa.

NOTAS DO PROFESSOR - comparar com desimpedir a saída de uma autoestrada antes de deixar entrar mais trânsito. - pergunta de verificação: "porque não se pode começar logo pelo tornozelo, se é ali que está o inchaço?"

NOTAS DO PROFESSOR - fazer os alunos repetirem esta sequência de memória, passo a passo, antes de tocarem num colega. - adaptar depois para membro superior (axilares → braço → cotovelo → mão) e rosto (cervicais → rosto).

NOTAS DO PROFESSOR - pedir à turma para aplicar a mesma lógica a uma zona ainda não trabalhada em aula, como teste de compreensão. - reforçar: não há exceções à regra proximal-distal, muda apenas a cadeia ganglionar de referência.

NOTAS DO PROFESSOR - ligar ao perfil internacional habitual dos utentes de estâncias termais. - role-play: um aluno explica o tratamento a outro que finge não perceber bem.

NOTAS DO PROFESSOR - simular uma reclamação simples na aula (ex.: "senti demasiada pressão") e treinar a resposta. - ligar às atitudes do referencial: assertividade, empatia, cooperação com a equipa.

NOTAS DO PROFESSOR - ligar à atitude "cuidado com a apresentação pessoal e postura profissional" do referencial. - discutir: o que significa sigilo profissional na prática, num espaço termal com utentes que se conhecem entre si?

NOTAS DO PROFESSOR - pedir à turma para associar cada atitude a um momento concreto da sessão já estudado (avaliação, comunicação, registo). - estas atitudes são avaliadas tanto quanto a técnica manual em si.

NOTAS DO PROFESSOR - perguntar: a quem recorres se um utente passar mal a meio de uma sessão? Cada escola/estância tem o seu procedimento. - ligar normas de qualidade a tempos de tratamento e produtos autorizados.

NOTAS DO PROFESSOR - ligar este passo a passo à atitude "sentido de organização" e ao critério de sustentabilidade do Bloco 7. - perguntar: que tipos de resíduos são específicos de uma sessão de DLM (óleos, descartáveis, lençóis)?

NOTAS DO PROFESSOR - este é o passo mais esquecido na prática real; insistir nele tanto quanto nas manobras. - exemplo: mostrar um modelo simples de ficha de registo de sessão e preenchê-lo em conjunto.