NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a ética não é "ser simpático", é um conjunto de deveres concretos e exigíveis
- erro comum: achar que só se aplica a médicos e enfermeiros, não a auxiliares e técnicos
- exemplo: perguntar à turma o que sentiriam se um funcionário de farmácia comentasse a sua receita com outro cliente
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: mesmo referencial, aplicação diferente consoante o curso da turma (farmácia, termas, saúde)
- pergunta: pedir a cada aluno que identifique o seu próprio contexto de saída profissional
- exemplo/analogia: comparar com o código da estrada, as mesmas regras servem para todos os condutores, seja qual for o carro
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estes quatro princípios voltam a aparecer em quase todos os exercícios e casos práticos
- erro comum: confundir beneficência (fazer o bem) com não maleficência (não fazer mal); são distintos
- exemplo: um técnico que atrasa deliberadamente um serviço a um cliente que não gosta viola o princípio da justiça
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar sempre o conceito abstrato a uma ação concreta e observável
- erro comum: os alunos recitam os princípios de cor mas não os aplicam em casos práticos
- pergunta: dar um caso real (um utente pede um conselho que não é da competência do técnico) e pedir para identificar o princípio em causa
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a assimetria de informação é o motivo pelo qual a ética em saúde é mais exigente do que noutros setores
- erro comum: pensar que só há ética em saúde nos hospitais; aplica-se igualmente numa farmácia ou num spa
- analogia: comparar com um mecânico e um cliente que não percebe de motores, o mecânico tem o dever de não abusar dessa diferença de conhecimento
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: recursos desta UC incluem explicitamente o código de conduta e os protocolos da profissão, não são opcionais
- erro comum: achar que "bom senso" chega; o código de conduta existe precisamente para situações em que o bom senso de cada um diverge
- exemplo/analogia: como um manual de procedimentos de segurança, ninguém espera "adivinhar", consulta-se
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a ética profissional não é opinião pessoal, tem base legal concreta
- erro comum: citar números de diplomas sem os ter confirmado; na dúvida, descrever a lei sem inventar o número exato
- exemplo: mostrar à turma um excerto real da Lei n.º 15/2014 (direitos e deveres do utente), por exemplo o artigo sobre consentimento
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: consentimento informado é dos conceitos mais testados em exame, vale a pena um exemplo bem trabalhado
- erro comum: achar que consentimento é só assinar um papel; tem de haver compreensão real, não apenas uma assinatura
- exemplo/analogia: comparar com aceitar termos e condições sem ler, o que a lei exige é o oposto disso
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estes direitos aplicam-se ao utente de uma farmácia e ao cliente de um spa termal, não só ao doente hospitalizado
- erro comum: reduzir os direitos do utente à privacidade, esquecendo o direito à informação e à não discriminação
- pergunta: pedir exemplos concretos de cada direito no contexto da profissão da turma
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: parar de imediato é sempre a primeira ação correta perante uma recusa
- erro comum: os alunos tentam "resolver" insistindo ou explicando porque vale a pena continuar; isso é pressão, não respeito
- exemplo/analogia: comparar com um treino de ginásio, ninguém é obrigado a terminar uma série só porque já começou
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a relação é de dois sentidos, mas o profissional tem responsabilidade acrescida por deter mais informação
- erro comum: assumir que "o cliente tem sempre razão"; o cliente tem direitos, não isenção de deveres
- exemplo: um utente que insiste em automedicar-se com base numa informação errada, o profissional tem o dever de corrigir com respeito
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: pedir à turma para memorizar estas quatro palavras, aparecem literalmente no critério de desempenho da UC
- erro comum: achar que discrição só se aplica dentro do local de trabalho; aplica-se também fora, nas redes sociais e em conversas informais
- exemplo/analogia: o cofre de um banco, a informação de saúde de alguém é tão valiosa como dinheiro e trata-se com o mesmo cuidado
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: esta é uma das principais linhas vermelhas da profissão, saber até onde se pode ir e quando encaminhar
- erro comum: um auxiliar de farmácia que, por boa vontade, aconselha um medicamento fora das suas competências
- exemplo: um cliente pede uma recomendação para uma dor persistente; a resposta certa é encaminhar para o farmacêutico, não sugerir um produto
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: dizer "não sei, vou perguntar" é a resposta mais profissional, não uma fraqueza
- erro comum: o aluno acha que "ajudar sempre" é sinónimo de boa ética; ajudar fora da competência é o oposto
- pergunta: pedir à turma exemplos de perguntas que já ouviram e que ultrapassam a função de um auxiliar
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o sigilo não tem prazo de validade, mantém-se para sempre, mesmo após mudar de emprego
- erro comum: achar que comentar um caso "sem dizer o nome" é inofensivo; muitas vezes a pessoa é identificável pelo contexto
- exemplo/analogia: sigilo é como uma caixa selada que se recebe do utente, não se abre para mostrar a mais ninguém
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estas regras são muito concretas e testáveis em exame, vale a pena repeti-las com exemplos do contexto da turma
- erro comum: subestimar o risco de conversas "inocentes" na sala de espera, onde outros utentes podem ouvir
- exemplo: um colega comenta "hoje veio cá a Dona Maria outra vez com aquele problema"; pedir à turma para identificar a falha
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: dados de saúde são "dados sensíveis" no RGPD, categoria com regras mais rígidas do que dados comuns
- erro comum: confundir RGPD com sigilo profissional; são complementares mas não são a mesma coisa (o sigilo é dever legal, Código Penal e art. 29.º da Lei 58/2019, e também deontológico; o RGPD regula todo o tratamento de dados)
- exemplo/analogia: comparar com um cofre com duas chaves, a lei (RGPD) e a profissão (sigilo), ambas têm de estar fechadas
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar este slide ao recurso "dispositivos tecnológicos com acesso à internet" da UC, é um recurso e também um risco
- erro comum: partilhar credenciais de acesso ao sistema "só por comodidade" entre colegas
- pergunta: perguntar à turma o que fariam se descobrissem que um colega deixou uma sessão aberta com dados de utentes visíveis
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estas atitudes são avaliadas na prática, não são um capítulo teórico à parte
- erro comum: tratar estas palavras como decoração do referencial; são critérios reais de avaliação em contexto de trabalho
- exemplo: pedir à turma um exemplo pessoal de uma situação em que precisaram de autocontrolo
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: distinguir claramente "errar" (humano, corrigível) de "esconder o erro" (falha ética grave)
- erro comum: alunos assumem que admitir um erro tem consequências piores do que escondê-lo; o contrário costuma ser verdade
- exemplo/analogia: comparar com reportar uma avaria numa máquina, quanto mais cedo se reporta, menor é o dano
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: adaptar este slide ao curso concreto da turma (farmácia, termalismo, ou saúde geral), dando mais peso ao contexto relevante
- erro comum: achar que os spas e estâncias termais "não são saúde a sério" e por isso a ética é mais leve; não é
- exemplo: pedir a cada aluno para descrever, no seu próprio contexto, uma situação em que o sigilo é especialmente sensível
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: este exemplo é central para quem sai para termalismo, tratar com seriedade mesmo que pareça óbvio
- erro comum: banalizar o contacto físico por ser "normal" na profissão; normal para o profissional, não necessariamente para o cliente
- pergunta: perguntar como se sentiriam se fossem eles o cliente e ninguém explicasse o que ia acontecer
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um dilema não se resolve "a sentir"; há um processo, e o processo é o que se avalia
- erro comum: alunos tentam encontrar "a resposta certa" de cor; muitos dilemas não têm uma única resposta certa, têm um processo correto
- exemplo: apresentar um caso em que o utente pede ao técnico para não contar a um familiar algo relevante; discutir em grupo
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: mesmo um pedido bem-intencionado de um familiar não justifica quebrar o sigilo sem consentimento do utente
- erro comum: os alunos acham que "é a família, não faz mal"; a lei e a ética não abrem essa exceção por defeito
- exemplo/analogia: comparar com um segredo confiado por um amigo, não se conta nem à pessoa mais próxima sem autorização