NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: qualidade na saúde não é um extra burocrático, é segurança do utente traduzida em processo.
- erro comum: alunos associam "qualidade" só a papelada. Mostrar que a papelada é o registo, não o objetivo.
- exemplo: perguntar à turma o que acontece numa farmácia se dois medicamentos com nomes parecidos ficarem lado a lado na prateleira sem alerta visual.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: SGQ é política mais processos mais procedimentos mais registos, os quatro juntos, não só um deles.
- pergunta: pedir exemplos de "clientes" de uma farmácia para além do utente ao balcão, como o INFARMED, um fornecedor ou uma seguradora.
- analogia: um SGQ é como uma receita de cozinha testada, qualquer pessoa que a siga chega ao mesmo prato.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: não é preciso decorar siglas, é preciso saber a quem recorrer perante uma dúvida concreta.
- erro comum: confundir o IPQ, que normaliza, com o IPAC, que acredita quem certifica. São funções diferentes e complementares.
- exemplo: um laboratório de análises clínicas é acreditado diretamente pelo IPAC (ISO 15189), o que reconhece a sua competência técnica; uma farmácia ou clínica com ISO 9001 é certificada por uma entidade certificadora, essa sim acreditada. Certificação e acreditação não são sinónimos.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a norma dá requisitos gerais, cada organização decide como os cumpre no seu contexto.
- erro comum: pensar que "ter a norma na gaveta" chega. É preciso implementá-la e ter evidência (registos).
- exemplo/analogia: a norma é como um regulamento de segurança rodoviária, dá as regras, cada condutor aplica-as à sua estrada concreta.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os princípios não são teoria vazia, cada procedimento concreto da UC deriva de um deles.
- erro comum: tratar "comprometimento das pessoas" como formalidade. Reforçar que quem está no terreno vê problemas que a gestão não vê.
- pergunta: para cada princípio, pedir um exemplo concreto de uma farmácia ou clínica dentária.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: implementar um SGQ é um projeto com etapas, não uma decisão instantânea.
- erro comum: saltar o diagnóstico e ir direto a escrever procedimentos que não correspondem à realidade do posto de trabalho.
- exemplo: numa clínica dentária nova, o diagnóstico pode revelar que a esterilização do material ainda não tem um registo formal.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um processo tem sempre entrada, atividade, saída e forma de medir. Faltar um destes é sinal de processo mal desenhado.
- erro comum: descrever o processo como uma lista de tarefas soltas, sem ligar entradas a saídas.
- exemplo: mapear em conjunto o processo de dispensa de um medicamento sujeito a receita médica.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o PDCA nunca "acaba", o Act de um ciclo alimenta o Plan do ciclo seguinte.
- erro comum: fazer só o "Do", agir sem planear nem verificar depois. É apenas improvisação, não PDCA.
- pergunta: pedir à turma um exemplo de PDCA aplicado a um consultório dentário ou a umas termas.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o objetivo é chegar à causa raiz, não ao sintoma mais visível.
- erro comum: parar no primeiro "porquê" e corrigir só a superfície do problema.
- exemplo: aplicar os 5 porquês a "um doente esperou 40 minutos além da hora marcada".
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o Pareto mostra prioridades, não se ataca tudo ao mesmo tempo com os mesmos recursos.
- erro comum: escolher a causa mais fácil de resolver em vez da mais frequente.
- exemplo: fazer a turma calcular as percentagens do Pareto acima e confirmar o valor de 80%.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a hierarquia vai do geral (política) para o específico (registo concreto).
- erro comum: confundir procedimento (o que se faz) com registo (a prova de que se fez).
- precisão: desde 2015 a ISO 9001 fala de "informação documentada" e não obriga a ter manual nem procedimentos fixos; a pirâmide continua a ser uma forma habitual de organizar a documentação.
- exemplo: mostrar como o procedimento "receção de encomendas" numa farmácia se apoia num impresso de conferência.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um documento sem versão e sem data é uma fonte de erro, ninguém sabe se é o atual.
- erro comum: usar impressos fotocopiados de uma versão antiga já revista.
- exemplo: pedir à turma para imaginar o cabeçalho de um procedimento com código, versão e data de aprovação.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: calibrar não é a mesma coisa que verificar. Calibrar mede o erro; verificar confirma que continua dentro do aceitável.
- erro comum: assumir que um equipamento novo nunca precisa de calibração. Precisa, com uma periodicidade definida.
- exemplo: perguntar o que aconteceria a um doseamento se a balança de uma farmácia manipuladora estivesse descalibrada.
- precisão: alguns instrumentos (como as balanças usadas na preparação de medicamentos) estão também sujeitos a controlo metrológico legal, coordenado pelo IPQ, com verificações por organismos reconhecidos. A calibração interna não substitui essa verificação.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada equipamento tem uma ficha própria com histórico de calibrações, não se guarda tudo "de memória".
- erro comum: continuar a usar um equipamento com a calibração fora do prazo "só desta vez".
- exemplo: ligar à esterilização em clínica dentária, o autoclave tem indicadores próprios de verificação de cada ciclo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: reportar uma não conformidade não é "denunciar um erro", é o próprio sistema a funcionar corretamente.
- erro comum: esconder ou corrigir uma não conformidade sem a registar. Sem registo, não há aprendizagem nem prevenção.
- exemplo: um lote de medicamento chega com a embalagem exterior rasgada, o que se faz de imediato.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: isolar primeiro, decidir depois. Nunca devolver ao circuito normal um produto suspeito.
- erro comum: corrigir a situação pontual (trocar o produto) sem registar nem analisar a causa.
- exemplo/pergunta: e se o mesmo tipo de defeito já tivesse acontecido no mês anterior, o que muda na resposta?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: correção imediata e ação corretiva são coisas diferentes e complementares, a primeira resolve o caso, a segunda evita repetição.
- erro comum: registar "resolvido" só porque o caso concreto foi tratado, sem investigar a causa.
- exemplo: ligar aos 5 porquês do Bloco 5 como técnica para chegar à causa raiz antes de definir a ação corretiva.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o passo final, verificar a eficácia, é o mais esquecido e o mais importante.
- erro comum: fechar a ação assim que é implementada, sem confirmar mais tarde que resultou.
- pergunta: quanto tempo depois de mudar um procedimento é razoável verificar se resultou? Depende da frequência do processo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a melhoria contínua não espera por um problema grave, atua também sobre o que já funciona bem.
- erro comum: só reagir a reclamações e ignorar sinais mais discretos, como uma tendência num indicador.
- exemplo: um assistente dentário sugere reorganizar a bandeja de instrumentos, isso também é melhoria contínua.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: perceção do risco é antecipar, não reagir depois do incidente já ter acontecido.
- erro comum: tratar todos os riscos da mesma forma, sem os priorizar por gravidade e probabilidade.
- pergunta: pedir à turma três riscos concretos do seu futuro posto de trabalho e como os mitigariam.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a auditoria não termina no relatório, termina quando as ações corretivas são verificadas.
- erro comum: preparar o local só para o dia da auditoria, "encenar" em vez de mostrar a prática real.
- exemplo: distinguir auditoria interna (a própria organização) de auditoria externa (para certificação).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estes princípios aplicam-se tanto a quem audita como a quem é auditado, a colaboração é mútua.
- erro comum: encarar a auditoria como um confronto em vez de uma oportunidade de melhoria.
- pergunta: porque é que a independência do auditor é tão importante para a credibilidade das conclusões?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: monitorizar sem meta definida não permite saber se o resultado é bom ou mau.
- erro comum: recolher dados e nunca os analisar, "monitorização" que fica só no papel.
- exemplo: numa farmácia, monitorizar o número de devoluções por mês e comparar com o mês anterior.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um indicador sem reação quando sai da meta é um número inútil.
- erro comum: mudar a meta para "encaixar" no resultado obtido, em vez de investigar a causa do desvio.
- pergunta: que outra causa poderia explicar o tempo de espera acima da meta, além da marcação sobreposta?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a satisfação do utente não substitui os indicadores internos, complementa-os com a perspetiva de quem recebe o serviço.
- erro comum: só reagir a reclamações formais e ignorar sinais informais de insatisfação.
- exemplo: o livro de reclamações é obrigatório e visível; discutir onde deve estar disponível numa farmácia.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: responder ao utente, mesmo só para confirmar que a reclamação foi recebida, já é parte do processo.
- erro comum: tratar cada reclamação isoladamente sem procurar padrões ao longo dos meses.
- pergunta: como se garante que uma sugestão recorrente chega mesmo a quem decide processos?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada boa prática da farmácia corresponde a um risco concreto que se quer evitar.
- erro comum: achar que qualidade na farmácia é só sobre o balcão, esquecendo armazenamento e cadeia de frio.
- exemplo: perguntar o que aconteceria se um frigorífico de vacinas perdesse temperatura durante a noite sem alerta.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o que muda entre contextos é o risco específico, a lógica de gestão da qualidade é transferível.
- erro comum: achar que "isto só se aplica a hospitais grandes". Aplica-se a qualquer prestador de cuidados, do maior ao mais pequeno.
- pergunta: pedir à turma que identifique o foco de qualidade mais provável no seu curso concreto.