NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a venda na saúde combina competência comercial com responsabilidade ética, não é só "empurrar produto".
- erro comum: confundir vender com convencer a qualquer custo; a venda certa é a que serve a necessidade da pessoa.
- exemplo: comparar a venda de um creme hidratante numa loja de roupa com a venda do mesmo creme numa farmácia, onde há sempre uma componente de aconselhamento.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os três contextos partilham o mesmo processo comercial, mudam o produto e o grau de sensibilidade.
- pergunta à turma: em qual destes três contextos a confiança do cliente pesa mais na decisão de compra? porquê.
- exemplo: um utente que hesita entre duas marcas de um mesmo princípio ativo confia no conselho do profissional para decidir.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: recolher informação é um passo do processo de venda, não uma tarefa administrativa à parte.
- erro comum: o profissional só procura a informação do produto depois de o cliente perguntar, e perde tempo e credibilidade.
- exemplo: antes de uma campanha de vitaminas no outono, o profissional confirma stock, preços e o argumento principal de cada produto.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a preparação é o que separa um atendimento fluido de um atendimento inseguro.
- erro comum: ignorar o sistema informático e confiar só na memória para preços e stock, o que gera erros e reclamações.
- exemplo/analogia: um profissional preparado é como um ator que já sabe o texto, pode concentrar-se na pessoa à sua frente em vez de estar a pensar no que dizer a seguir.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada critério de desempenho da UC (comunicação/argumentação e contorno de objeções) encaixa numa destas fases.
- erro comum: ir direto à apresentação do produto sem perguntar nada, o que leva a recomendar o produto errado.
- pergunta: qual destas cinco fases achas que costuma ser esquecida com mais frequência, e porquê?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a deteção de necessidades é onde a venda se ganha ou se perde, mais do que na argumentação.
- erro comum: interpretar mal o pedido do cliente e avançar sem confirmar, obrigando a corrigir mais tarde.
- exemplo: um cliente pede "algo para a garganta" e o profissional, sem perguntar mais nada, sugere logo um produto que não serve porque não é uma dor de garganta, é rouquidão.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o fecho não é pressão, é conduzir uma decisão que a pessoa já está pronta para tomar.
- erro comum: terminar o atendimento sem confirmar que o cliente sabe usar corretamente o produto.
- exemplo/analogia: o fecho é como fechar uma porta com cuidado, não a bater; a pessoa deve sair convencida, não empurrada.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a comunicação não verbal transmite disponibilidade antes de se dizer uma única palavra.
- erro comum: usar linguagem muito técnica (nomes de princípios ativos, jargão) com um cliente que só quer saber "resolve ou não resolve".
- exemplo: comparar um profissional de braços abertos e sorridente com outro de braços cruzados atrás do balcão, e perguntar à turma qual transmite mais confiança.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a escuta ativa é uma técnica treinável, não um dom natural; treina-se com exercícios de repetição do que o outro disse.
- erro comum: confundir assertividade com impor a opinião do profissional sobre a escolha do cliente.
- pergunta: dá um exemplo de uma frase assertiva e de uma frase agressiva para recusar recomendar um produto que o cliente pede sem necessidade.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o cliente compra o benefício, raramente a característica técnica isolada.
- erro comum: apresentar só características ("tem vitamina C, colagénio, ácido hialurónico") sem nunca chegar ao benefício para aquela pessoa.
- exemplo: pedir à turma para transformar a característica "comprimido de libertação prolongada" numa vantagem e depois num benefício.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os cinco passos seguem-se pela ordem, sem saltar a deteção de necessidades; num medicamento para um utente com historial gástrico, a escolha final é validada pelo farmacêutico.
- erro comum: recitar o argumento decorado sem o ligar ao que a pessoa disse antes.
- exemplo/analogia: é como responder a uma pergunta específica em vez de recitar um texto genérico já preparado.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a atitude do referencial "identificar e contornar objeções, respeitando a decisão da pessoa e as suas necessidades" implica nunca insistir depois de uma recusa clara.
- erro comum: tratar toda a objeção como um "não" definitivo e desistir de explicar.
- pergunta: das quatro objeções listadas, qual achas mais difícil de contornar sem soar a pressão? porquê.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: acolher antes de responder desarma a objeção; discutir de imediato cria confronto.
- erro comum: responder à objeção com um contra-argumento agressivo, em vez de acolher primeiro.
- exemplo: dramatizar em pares uma objeção de preço, aplicando os três passos.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: esclarecer com factos verificáveis (rendimento, dose), nunca inventar vantagens.
- erro comum: continuar a insistir depois do cliente manter a decisão inicial.
- pergunta: como reagirias se, depois deste esclarecimento, o cliente insistisse na opção mais barata?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o preço é sempre relativo ao valor percebido, não um número isolado.
- erro comum: justificar um preço alto só dizendo "é o preço", sem ligar ao benefício.
- exemplo: um creme com um ingrediente exclusivo pode justificar um preço mais alto se o benefício for claramente explicado.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nem todo o preço na farmácia é "livre"; é essencial saber distinguir produto regulado de produto de preço livre, mesmo sem decorar valores ou percentagens. A farmácia pode vender abaixo do preço máximo, mas nos comparticipados o desconto só incide sobre a parte paga pelo utente (Decreto-Lei n.º 97/2015).
- erro comum: tratar o preço de um medicamento sujeito a receita da mesma forma que o de um produto de parafarmácia.
- pergunta: achas mais fácil argumentar o preço de um produto de preço livre ou de um produto de preço regulado? porquê.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a margem "sobre o preço de venda" é diferente de margem "sobre o custo"; confirmar sempre qual das duas se está a usar.
- erro comum: dividir apenas pelo valor da margem (3,20 ÷ 0,40) em vez de por (1 − margem), o que dá um resultado errado.
- exemplo: repetir o cálculo com uma margem de 25% sobre o preço de venda e comparar o resultado.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o pós-venda é onde se constrói a fidelização, não apenas o fecho da venda.
- erro comum: achar que a responsabilidade do profissional termina no momento do pagamento.
- exemplo: um utente que liga dias depois com uma dúvida sobre a toma de um produto; a forma como é atendido decide se volta ou não.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: reclamar é uma segunda oportunidade para a farmácia ou clínica mostrar profissionalismo.
- erro comum: entrar em confronto com o cliente que reclama, em vez de procurar resolver.
- pergunta: porque é que um cliente cuja reclamação foi bem resolvida pode ficar mais fiel do que antes de reclamar?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o documento de venda faz parte da venda, não é uma formalidade à parte.
- erro comum: entregar o produto sem emitir ou arquivar corretamente o documento correspondente.
- exemplo: pedir à turma para listar todos os documentos gerados numa única venda de um produto de parafarmácia.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: sentido de organização é uma atitude avaliada no referencial, e o arquivo é onde mais se nota.
- erro comum: guardar documentos sem critério, "para o caso de ser preciso", sem classificação nenhuma.
- exemplo/analogia: um arquivo desorganizado é como uma farmácia sem prateleiras identificadas: a informação existe, mas ninguém a encontra a tempo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: recapitular o ciclo completo ligando cada etapa a um bloco já dado.
- erro comum: tratar cada etapa do ciclo como isolada; o valor está na sequência completa.
- pergunta: qual das cinco atitudes referidas achas que é mais difícil de manter num dia de muito movimento na farmácia?