NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar desde o primeiro slide o limite de atuação: aconselhar e encaminhar, nunca diagnosticar.
- Erro comum: alunos que tentam "resolver" queixas que são claramente clínicas (dor intensa, febre, lesão que não cicatriza).
- Exemplo: comparar com o papel de triagem de uma receção de urgência, sem fazer o diagnóstico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fixar a tabela como referência mental para todo o resto da UC.
- Pergunta à turma: um utente com sensibilidade dentária ligeira e generalizada, precisa de encaminhamento? (em regra não, é aconselhamento simples com pasta dessensibilizante; farmacêutico só se houver dúvida sobre o produto).
- Erro comum: encaminhar tudo para o médico "por precaução" sem primeiro avaliar se é um caso de aconselhamento simples.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a saliva como "primeira linha de defesa": lubrifica, neutraliza ácidos, ajuda a remineralizar.
- Erro comum: pensar que só o dente importa; gengiva e mucosa são igualmente relevantes (ex.: aftas, candidíase).
- Analogia: a boca como um ecossistema com bactérias, saliva e tecidos em equilíbrio; quando o equilíbrio quebra, aparece a doença.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao bloco seguinte: sem saliva suficiente, o risco de cárie dispara.
- Pergunta: porque é que quem toma muitos medicamentos costuma ter mais cáries em adulto? (efeito secundário de xerostomia).
- Erro comum: subestimar a xerostomia como "só um incómodo".
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o ciclo completo no quadro: açúcar mais bactéria dá ácido, ácido desmineraliza o esmalte.
- Erro comum: achar que "um dente com uma manchinha" não é nada de especial. A mancha branca é o sinal mais precoce e reversível.
- Exemplo: comparar a frequência de ingestão de açúcar (beber um refrigerante ao longo da tarde) com a quantidade total, o primeiro é pior para a cárie.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar: frequência de exposição ao açúcar pesa mais do que a quantidade total ingerida de uma vez.
- Erro comum: aconselhar só "escovar mais" sem falar da dieta.
- Pergunta: porque é que uma criança que "belisca" doces o dia todo tem mais risco do que uma que come um doce grande ao almoço?
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à lista de medicamentos: pedir exemplos de classes que a turma já conhece de outras UCs.
- Erro comum: aconselhar um elixir com álcool a quem já tem a boca seca, isso agrava a secura.
- Exemplo: um idoso polimedicado que se queixa de "boca colada" ao acordar, é xerostomia noturna.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre sensibilidade generalizada (aconselhamento) e dor localizada num só dente (encaminhar).
- Erro comum: culpar sempre o "frio" quando pode ser um dente com cárie profunda.
- Perguntar à turma: porque é que escovar com força "para limpar melhor" piora a sensibilidade? (desgasta esmalte e gengiva).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a discrição no balcão: é um tema que envergonha muitos utentes.
- Erro comum: assumir logo uma causa digestiva, quando a maioria dos casos é oral.
- Exemplo/analogia: a língua funciona como um "tapete" onde as bactérias se acumulam, por isso precisa de limpeza própria.
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar: elixir nunca substitui a escovagem, é complemento.
- Erro comum: recomendar só pastilhas ou rebuçados, que mascaram sem tratar a causa.
- Pergunta: um utente já escova a língua e usa fio, e a halitose mantém-se, o que fazer? (encaminhar).
NOTAS DO PROFESSOR
- Distinguir claramente os três tipos com exemplos do dia a dia (queda de bicicleta, bola na cara).
- Erro comum: achar que só a avulsão é urgência, a luxação também precisa de avaliação rápida.
- Perguntar: qual destes três dá para "esperar até amanhã"? (nenhum, todos beneficiam de avaliação rápida, mas a avulsão é a mais urgente).
NOTAS DO PROFESSOR
- Simular o cenário na sala: "chega um pai com o filho e o dente na mão", pedir aos alunos os passos por ordem.
- Erro comum: guardar o dente seco num lenço de papel, a raiz morre em minutos fora de um meio húmido.
- Exemplo: o leite é uma alternativa acessível e eficaz quando não há soro fisiológico à mão.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar aos utilizadores de inaladores: é um exemplo transversal a outras UCs de aconselhamento.
- Erro comum: confundir as placas da candidíase com restos de leite num bebé, os restos de leite saem facilmente ao limpar, as placas da candidíase aderem mais à mucosa.
- Exemplo: um idoso que dorme sempre com a prótese colocada tem risco muito maior de candidíase.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o prazo de cicatrização como critério prático de encaminhamento.
- Erro comum: confundir uma afta isolada com uma lesão de alarme, a maioria das aftas é banal e autolimitada.
- Pergunta: que défice nutricional a turma associa a aftas de repetição? (ferro, vitamina B12, ácido fólico).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao contexto familiar: pais que perguntam se o filho pode voltar à creche.
- Erro comum: confundir com varicela, os padrões de lesão e localização são diferentes.
- Exemplo: reforçar que é uma doença viral, os antibióticos não têm indicação.
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir: o técnico NUNCA diz "isto pode ser cancro" ao utente, apenas encaminha com calma para avaliação.
- Erro comum: ignorar uma "afta que não sara" há mais de um mês, tratando-a sempre como afta comum.
- Exemplo: perguntar sobre hábitos de tabaco e álcool ajuda a avaliar o risco, sem substituir a avaliação médica.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a quantidade reduzida de pasta nos mais pequenos, para limitar a ingestão de flúor.
- Erro comum: achar que "os dentes de leite não importam, vão cair". Uma cárie de leite dói e pode afetar o dente definitivo.
- Exemplo: o hábito de dormir com biberão de leite açucarado ou sumo é uma das causas mais frequentes de cárie precoce.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao bloco da cárie: a mesma lógica de prevenção, adaptada à idade.
- Mencionar o cheque-dentista do SNS (Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral), que abrange crianças e jovens em determinadas idades, grávidas seguidas no SNS e idosos com complemento solidário; o utente confirma as regras no centro de saúde.
- Erro comum: deixar a criança escovar sozinha demasiado cedo sem supervisão.
- Pergunta: porque é que os selantes se aplicam nos molares e não nos dentes da frente? (são os dentes com mais sulcos e fissuras onde a placa se acumula).
NOTAS DO PROFESSOR
- Desfazer o mito "a gravidez tira cálcio aos dentes", o que muda é a vulnerabilidade gengival hormonal, não a estrutura mineral do dente.
- Erro comum: a grávida evitar ir ao dentista por achar que não é seguro.
- Exemplo: comparar a gengivite gravídica com uma reação exagerada da gengiva à mesma quantidade de placa de sempre.
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar que "não escovar para não sangrar" é o erro mais comum, e agrava o problema.
- Perguntar: porque é que a segunda parte da gravidez costuma ser preferida para procedimentos não urgentes?
- Ligar ao bloco da comunicação: como tranquilizar uma grávida ansiosa sobre ir ao dentista.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar de volta ao bloco da xerostomia: rever a lista de medicamentos associados.
- Erro comum: achar que, sem dentes naturais, a higiene oral deixa de ser importante. A prótese e a mucosa também precisam de cuidado.
- Exemplo: um idoso com prótese mal ajustada e gengiva seca tem risco elevado de feridas e de candidíase.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma listar, em conjunto, os "nunca fazer" com uma prótese (dormir com ela, usar pasta comum, água muito quente).
- Erro comum: vender qualquer pasta dentífrica para limpar a prótese.
- Pergunta: que afeção deste referencial está ligada a próteses mal higienizadas? (candidíase oral).
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer uma demonstração com um modelo ou desenho da técnica correta.
- Erro comum: trocar a escova só "quando está toda aberta", muito tarde para uma boa limpeza.
- Ligar de volta ao bloco da sensibilidade dentária: a escovagem agressiva é uma das causas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o flúor como o "ingrediente ativo" que faz a diferença, não é só perfume e espuma.
- Erro comum: recomendar pasta sem flúor "porque é mais natural", sem indicação para isso.
- Pergunta: porque se usa menos pasta em crianças pequenas? (para reduzir a quantidade de flúor engolido).
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar fisicamente (ou em imagem) cada dispositivo, muitos alunos nunca usaram fio dentário.
- Erro comum: achar que o irrigador substitui o fio dentário, é um complemento, não substituto.
- Ligar ao bloco da halitose: reforçar o raspador lingual como medida eficaz.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma classificar exemplos de rótulos reais (se disponíveis) segundo a tabela.
- Erro comum: vender elixir com álcool a um utente que se queixa de boca seca.
- Pergunta: um utente quer usar elixir com clorexidina "todos os dias, para sempre", o que respondes?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer um pequeno exercício de role play: explicar a um "pai" como cuidar da erupção dentária do bebé.
- Erro comum: usar termos técnicos (leucoplasia, gengivite) sem explicar o que significam ao utente.
- Ligar às atitudes do referencial: assertividade e empatia na comunicação.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente às atitudes do referencial: responsabilidade, rigor, respeito pela ética profissional.
- Erro comum: dar uma opinião clínica definitiva só para "não desapontar" o utente.
- Pergunta: um utente insiste que "só quer um remédio", mas a situação é claramente clínica, como responder com assertividade e empatia?
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer o protocolo com um caso completo (ex.: mãe com bebé a fazer erupção dentária).
- Erro comum: saltar o passo de conferir sinais de alarme, indo direto à venda do produto.
- Ligar ao critério de desempenho da UC: cumprir os procedimentos de conferência e dispensa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fechar com este esquema de três perguntas como ferramenta prática para o resto do curso.
- Erro comum: tratar o encaminhamento como "falha" do técnico, é precisamente o comportamento correto e seguro.
- Anunciar as fichas e o mini-projeto: simulação de atendimentos reais em farmácia.