NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o técnico auxiliar atua sobretudo nas fases 4, 5 e 6, nunca sozinho na decisão final.
- Erro comum: pensar que a conferência é "só verificar se está tudo bonito no papel"; é uma verificação estrutural, não estética.
- Exemplo: comparar com uma corrente, cada elo do circuito depende do anterior estar correto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Perguntar à turma: em que fase do circuito acham que se cometem mais erros? Discutir.
- Ligar à atitude "rigor" e "sentido de organização" do referencial.
- Exemplo/analogia: um erro na primeira etapa que não é apanhado propaga-se por todas as seguintes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: hoje a desmaterializada é a norma; a manual é a exceção que exige mais cuidado, não menos.
- Erro comum: tratar a receita manual com o mesmo automatismo da desmaterializada, sem confirmar cada dado.
- Exemplo: um utente que só tem o código de acesso no telemóvel, sem qualquer papel.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer um exercício rápido: mostrar três descrições de casos e a turma classifica o tipo de receita.
- Erro comum: confundir "papel" com "manual"; papel pode ser impresso do sistema (materializada), não escrito à mão.
- Pergunta: porque é que a receita manual é hoje uma exceção e não a regra?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que faltar QUALQUER um destes dados obriga a sinalizar ao farmacêutico, não a avançar.
- Erro comum: dar mais atenção ao medicamento e esquecer os dados do utente/prescrição.
- Exercício: pedir à turma para listar de memória os dados obrigatórios, depois conferir com o slide.
NOTAS DO PROFESSOR
- Exemplo/analogia: DCI é como o "ingrediente"; nome comercial é a "marca" desse ingrediente.
- Erro comum: confundir DCI com nome comercial ao pesquisar o medicamento no sistema.
- Pergunta: porque é que prescrever por DCI dá mais liberdade de escolha ao utente?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: as validades mudaram em 2023; ensinar a consultar as normas de dispensa do INFARMED em vez de decorar números antigos.
- Erro comum: dispensar um psicotrópico sem pedir documento de identificação a quem o levanta.
- Pergunta: porque é que a lei exige identificar quem adquire estes medicamentos, mesmo que não seja o doente?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: é uma sequência, não uma lista à escolha; saltar passos é o que gera erros.
- Erro comum: sob pressão de fila de espera, saltar diretamente ao passo 8.
- Exemplo: mostrar uma receita real (ou fictícia) e percorrer a sequência com a turma.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a tentação de "preencher para despachar" é o erro mais perigoso desta secção.
- Erro comum: assumir que um dado em falta é irrelevante porque "o resto está bem".
- Pergunta: o que pode correr mal se este dado ficar por preencher até à faturação?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o acrónimo LASA; vale a pena escrevê-lo no quadro e explicar a origem inglesa.
- Erro comum: confiar só na aparência da caixa em vez de confirmar a DCI e a dosagem por escrito.
- Exemplo: dois medicamentos da mesma marca com dosagens diferentes lado a lado na prateleira.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma justificar por que razão "está quase certo" não é aceitável em farmácia.
- Erro comum: assumir a dosagem mais comum/vendida em vez de confirmar a prescrita.
- Ligar à atitude "rigor" e ao conceito LASA do slide anterior.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a interface muda de software para software, mas a lógica de verificação é sempre esta.
- Erro comum: confiar só no que o utente diz sobre a receita, sem confirmar no sistema.
- Exemplo: mostrar (ou descrever) o ecrã típico de consulta de receita de um software de gestão de farmácia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este é um dos pontos mais importantes da UC: repetir esta regra de ordem mais do que uma vez no curso.
- Erro comum: confirmar a dispensa no sistema "para adiantar" enquanto se procura a caixa na prateleira.
- Pergunta: porque é que corrigir depois de confirmado no sistema é mais difícil?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o organismo errado no sistema gera faturação incorreta, com devoluções e correções mais tarde.
- Erro comum: assumir sempre o regime geral do SNS sem verificar se há um regime especial aplicável.
- Exemplo: comparar o mesmo medicamento com preços finais diferentes consoante o organismo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: assumir automaticamente o regime "mais provável" para o perfil do utente, sem verificar.
- Ligar à atitude "sentido analítico": ler os dados antes de decidir.
- Pergunta: que consequência tem escolher o organismo errado, para a farmácia e para o utente?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar com clareza: o técnico auxiliar NÃO faz atos reservados ao farmacêutico. É central nesta UC.
- Erro comum: um técnico auxiliar mais experiente assumir decisões clínicas "para despachar" o atendimento.
- Exemplo: pedir à turma exemplos de decisões que são claramente clínicas versus claramente administrativas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar às atitudes "responsabilidade" e "autonomia no âmbito das suas funções" do referencial.
- Erro comum: pressa no fim do processo, precisamente onde o erro é mais caro de corrigir depois.
- Pergunta: o que significa "autonomia no âmbito das suas funções" na prática deste passo?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre assertividade (clareza) e frieza; não são a mesma coisa.
- Erro comum: usar termos técnicos ("via oral", "posologia") diretamente com o utente sem traduzir.
- Exemplo: pedir à turma para "traduzir" uma posologia técnica para linguagem simples.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma praticar em voz alta esta "tradução" com outras posologias.
- Erro comum: responder apenas repetindo o texto técnico da receita.
- Reforçar: qualquer questão clínica adicional remete-se sempre para o farmacêutico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: dados de saúde são dados pessoais especialmente sensíveis, não dados como outro qualquer.
- Erro comum: comentar casos "sem dizer nomes" achando que isso resolve a questão do sigilo.
- Exemplo: um balcão com fila onde outro utente ouve o nome de um medicamento sensível.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fechar o bloco ligando ética e técnica: uma conferência tecnicamente perfeita não compensa uma quebra de sigilo.
- Erro comum: tratar a ética como "matéria à parte" e não como parte do procedimento diário.
- Pergunta final: qual das atitudes do referencial (rigor, sigilo, empatia) é mais difícil de manter num dia cheio?