NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os ensaios clínicos testam poucos milhares de pessoas; só o uso real, por milhões, revela reações raras.
- Erro comum: pensar que um medicamento aprovado é "seguro para sempre". A segurança é reavaliada continuamente.
- Exemplo: perguntar à turma que casos de medicamentos retirados do mercado já ouviram falar (ex.: retirada por reações graves detetadas após comercialização).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a atitude de "responsabilidade pelas suas ações" do referencial aplica-se diretamente aqui.
- Pergunta: o que faz o aluno se um utente disser "tomei este xarope e fiquei com urticária"? Fazer sondar a resposta desejada, que é notificar.
- Analogia: a farmacovigilância é como uma rede de sensores, quanto mais notificações, mais cedo se deteta um problema real.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: memorizar as seis fases pela ordem, é matéria de exame recorrente.
- Erro comum: confundir "ensaios clínicos" com "farmacovigilância". Os ensaios são pré-aprovação, a farmacovigilância é sobretudo pós-aprovação.
- Exemplo: desenhar no quadro a linha do tempo do ciclo de vida e pedir à turma para localizar onde entra a notificação de uma RAM.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: em Portugal, o interlocutor de referência para farmacovigilância é sempre o INFARMED.
- Erro comum: pensar que a farmácia decide sozinha o que fazer com uma suspeita de RAM grave. Reporta-se, a decisão de ação regulamentar é da autoridade.
- Pergunta: porque é que um sinal detetado em Espanha pode levar a uma ação em Portugal? (rede europeia partilhada; o PRAC da EMA recomenda medidas para todos os Estados-Membros).
- Referir que os titulares de AIM também submetem Relatórios Periódicos de Segurança (PSUR).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o RCM é o documento que se consulta para saber se uma reação já está descrita.
- Erro comum: o doente confundir o folheto informativo com "uma lista de tudo o que pode correr mal e por isso não vou tomar". Explicar que o folheto lista possibilidades, não certezas.
- Exemplo: mostrar um folheto real e localizar a secção "Efeitos indesejáveis".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este é o gesto prático mais importante da UC, comparar o sintoma relatado com o que está escrito no folheto/RCM.
- Erro comum: notificar sem verificar primeiro o documento, ou pelo contrário, não notificar só porque a reação já é conhecida (deve notificar-se na mesma).
- Exemplo/analogia: é como comparar um sintoma com uma lista de sintomas conhecidos de uma doença, para perceber se é caso novo ou já catalogado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: corrigir de imediato o equívoco mais comum, o triângulo não é um aviso de perigo, é um pedido de vigilância.
- Erro comum: alunos concluírem "este medicamento é mau, tem um triângulo". Esclarecer com exemplos de medicamentos recentes e eficazes que o têm.
- Exemplo: mostrar uma imagem de um folheto real com o triângulo e a frase de monitorização adicional.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: ligar este bloco ao anterior (documentos informativos) e ao seguinte (classificação de RAM), o triângulo negro reforça a necessidade de notificar RAM inesperadas.
- Erro comum: achar que só se notifica reações de medicamentos com triângulo negro. Notifica-se sempre, com ou sem triângulo.
- Pergunta: porque é que um medicamento pode "perder" o triângulo com o tempo? (acumulação de dados de segurança que confirmam o perfil conhecido).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a definição oficial de RAM inclui a palavra-chave "não intencional", distingue de um efeito procurado (ex.: sonolência de um sedativo prescrito para dormir).
- Erro comum: achar que um efeito já descrito no folheto "não é RAM". É uma RAM esperada.
- Referir que a falta de eficácia e as reações resultantes de interações também são informação a notificar.
- Classificação de Rawlins-Thompson (ver sebenta): tipo A, dependente da dose e previsível; tipo B, imprevisível e independente da dose (ex.: anafilaxia); tipos C a F foram acrescentados depois.
- Exemplo: um utente com urticária depois de um antibiótico é uma RAM clássica a identificar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: gravidade e imprevisibilidade (esperada/inesperada) são duas escalas independentes, não confundir uma com a outra.
- Erro comum: achar que "não grave" significa "não se notifica". Notifica-se sempre.
- Exemplo: sonolência ligeira descrita no folheto é não grave e esperada; uma reação alérgica grave nunca antes descrita é grave e inesperada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: fazer este exercício em voz alta com a turma antes de avançar para a ficha, é o raciocínio-tipo do exame.
- Erro comum: parar na primeira classificação encontrada sem verificar o segundo eixo (gravidade vs imprevisibilidade).
- Exemplo/analogia: comparar com um semáforo de dois sinais independentes, um para gravidade e outro para se já era conhecido.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: associar classes de medicamentos a tipos de reação mais frequentes ajuda o aluno a "desconfiar" mais depressa no balcão.
- Erro comum: ignorar sintomas leves e recorrentes (ex.: várias queixas de tonturas com o mesmo medicamento) por parecerem insignificantes isoladamente.
- Pergunta: porque é que reações raras e graves, mesmo pouco frequentes, merecem atenção redobrada? (podem ser sinais precoces de um problema sério).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a maior parte dos sistemas de farmacovigilância do mundo assenta, na sua base, na notificação espontânea.
- Erro comum: pensar que a notificação espontânea é pouco fiável e por isso dispensável. É a principal fonte de deteção de sinais novos.
- Exemplo: um único farmacêutico que notifica um padrão raro pode desencadear uma investigação internacional.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: sintetizar os princípios, modelos e sistemas de farmacovigilância ativa e passiva é uma realização explícita do referencial, insistir na comparação lado a lado.
- Erro comum: achar que a farmacovigilância ativa substitui a passiva. Trabalham em conjunto.
- Pergunta: para uma reação muito rara (1 em 100 mil), qual método a deteta primeiro? (a passiva, através da notificação espontânea).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o cidadão comum também pode e deve notificar, não é exclusivo dos profissionais de saúde.
- Erro comum: o aluno achar que só o médico pode notificar. Corrigir de imediato, é um dos pontos mais testados.
- Exemplo: um utente que liga para a farmácia a descrever sintomas após tomar um medicamento pode e deve ser orientado a notificar, ou a notificação pode ser feita por quem o atende.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: identificar suspeitas de reações adversas a medicamentos é uma aptidão do referencial, treinar com casos concretos.
- Erro comum: não notificar por "falta de a certeza absoluta" de que foi o medicamento. A suspeita razoável já basta.
- Exemplo: simular com a turma o preenchimento verbal de uma notificação a partir de um caso descrito.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o SNF não é uma "caixa de correio" passiva, analisa e cruza dados de várias fontes.
- Erro comum: confundir SNF com INFARMED, o INFARMED coordena o SNF, mas o SNF é o sistema como um todo (procedimentos, atores, ferramentas).
- Exemplo: mostrar visualmente a cadeia notificador → Portal RAM/INFARMED → Unidade Regional de Farmacovigilância → EudraVigilance → PRAC → possível ação regulamentar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: fazer, se possível, uma demonstração real (ou simulada em capturas de ecrã) do Portal RAM em aula.
- Erro comum: o aluno achar que a notificação é burocrática e demorada. É um formulário direto, feito em poucos minutos.
- Exemplo: simular o preenchimento do Portal RAM com o caso do Bloco 6 (reação alérgica grave a antibiótico).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: reforçar a ligação direta entre "quantas mais notificações, mais fácil detetar sinais reais".
- Erro comum: pensar que um único caso isolado já é um sinal confirmado. É um sinal potencial, carece de análise e confirmação.
- Analogia: é como juntar peças de um puzzle, uma peça sozinha não mostra o padrão, várias peças (notificações) começam a revelar a imagem.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a deteção de sinal transforma dados dispersos em decisões concretas de saúde pública.
- Na UE, os sinais validados são avaliados pelo PRAC da EMA, que recomenda medidas para todos os Estados-Membros.
- Erro comum: achar que a deteção de sinal é automática e instantânea. Envolve análise humana qualificada, não só um algoritmo.
- Pergunta: porque é que os dados de vários países juntos detetam sinais mais depressa do que um só país sozinho?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o PGR é um documento vivo, não um relatório único e fechado no momento da aprovação.
- Erro comum: confundir PGR com o RCM. O RCM informa o profissional, o PGR é o plano estratégico de gestão do risco do medicamento.
- Exemplo: todos os novos pedidos de AIM incluem um PGR; quando o PGR impõe um PASS, o medicamento passa a ter triângulo negro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: ligar os PASS à farmacovigilância ativa do Bloco 7, são um dos seus exemplos mais concretos.
- Erro comum: achar que um PASS só acontece se já houve um problema grave. Muitas vezes é planeado desde a aprovação, de forma preventiva.
- Pergunta: em que fase do ciclo de vida do medicamento decorre um PASS? (na fase de utilização e consumo, após a AIM).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: avaliar a gestão de riscos é uma realização do referencial que exige olhar para o conjunto, não para um caso isolado.
- Erro comum: avaliar o risco de um medicamento só pelo número absoluto de notificações, sem considerar quantas pessoas o usam.
- Exemplo: 50 notificações em 2 milhões de utilizadores = 0,0025% (1 em 40.000); 50 em 2.000 = 2,5% (1 em 40). São taxas de notificação, não incidências reais (há subnotificação).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o técnico auxiliar de farmácia não classifica a causalidade, mas a qualidade da informação que recolhe é o que permite aos avaliadores fazê-lo bem.
- Erro comum: achar que uma reação só se notifica se a causalidade for "certa". Notifica-se mesmo quando a causalidade é apenas possível.
- Pergunta: porque é que a informação sobre outros medicamentos que o doente toma é importante para classificar a causalidade? (para excluir ou considerar outras causas).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: as boas práticas de farmacovigilância são um conhecimento explícito do referencial, insistir nos exemplos concretos.
- Erro comum: o técnico dar conselho clínico sobre suspender ou não o medicamento. Essa decisão cabe ao médico, com o apoio do farmacêutico; o técnico regista e encaminha.
- Exemplo: mostrar um registo bem feito de um caso versus um registo incompleto, e discutir o que falta no segundo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: fechar a UC ligando todas as atitudes do referencial (responsabilidade, autonomia, rigor, sentido crítico, resiliência) ao trabalho concreto de notificação.
- Erro comum: tratar a ética profissional como um capítulo à parte, e não como algo presente em cada notificação e cada conversa com o utente.
- Exemplo: discutir um caso em que o utente pede para "não fazer nada, não vale a pena notificar" e como o técnico deve responder com ética e rigor.