NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: DCI e nome comercial são coisas diferentes. É a base para não confundir medicamentos ao balcão.
- Erro comum: alunos acham que dois medicamentos com nomes diferentes são sempre substâncias diferentes.
- Exemplo: mostrar uma caixa de paracetamol de marca e uma genérica, lado a lado, apontando a DCI em ambas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um excipiente sem ação terapêutica pode, ainda assim, ser clinicamente relevante (alergias, lactose, glúten, sódio dos efervescentes).
- Pergunta à turma: onde é que o utente encontra a lista de excipientes do seu medicamento? (folheto informativo, secção de composição).
- Exemplo: um utente intolerante à lactose que reage a um comprimido, não à substância ativa mas ao excipiente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a bioequivalência é uma demonstração científica, não uma dedução a partir do rótulo.
- Pergunta à turma: porque é que um genérico pode ser mais barato e ter o mesmo efeito? (não repete os ensaios clínicos do original, só demonstra bioequivalência).
- Erro comum: achar que o técnico auxiliar decide trocar marca por genérico; a troca segue as regras da receita e é validada pelo farmacêutico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: são as formas mais estáveis e fáceis de transportar, daí serem tão usadas.
- Erro comum: confundir drageia com comprimido revestido de libertação prolongada, que têm objetivos diferentes.
- Exemplo: mostrar uma pastilha para a garganta e explicar a dissolução lenta como parte do efeito.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: as siglas no nome comercial (LP, SR, XL, Retard) são pistas de libertação modificada que o técnico deve reconhecer.
- Erro comum: achar que todos os revestimentos servem só para o sabor; o gastrorresistente tem uma função terapêutica.
- Pergunta: porque é que um comprimido sublingual atua mais depressa que um comprimido oral normal?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: partir um comprimido de libertação prolongada é um dos erros mais perigosos na toma em casa.
- Erro comum: achar que "partir ao meio" é sempre inofensivo, só porque a dose fica "mais pequena"; algumas ranhuras são só para facilitar a deglutição, não para dividir a dose.
- Exemplo: utente idoso que tritura todos os comprimidos para os misturar na sopa; a pergunta certa é passar a situação ao farmacêutico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: são formas de uso tópico, destinadas sobretudo à pele e mucosas.
- Erro comum: trocar pomada por gel achando que são intermutáveis; a base muda o efeito na lesão.
- Exemplo: pele seca beneficia de pomada (oclusiva); lesão a "chorar" beneficia de gel (aquoso).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a distinção solução vs suspensão é a mais testada e a mais confundida.
- Erro comum: não agitar a suspensão, dando uma dose diferente no início e no fim do frasco.
- Exemplo: um xarope pediátrico não agitado pode dar uma dose fraca de manhã e forte à noite, do mesmo frasco.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o adesivo transdérmico não passa pelo estômago nem pela primeira metabolização hepática.
- Erro comum: pensar que um supositório é só "para quando não se pode engolir"; pode ser ação local no reto.
- Exemplo: um utente inconsciente ou com vómitos persistentes é candidato à via retal.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: tudo o que é oftálmico e parentérico tem de ser estéril, sem exceção; um colírio aberto tem prazo de utilização curto, indicado no folheto.
- Erro comum: usar mal um inalador MDI (não coordenar a pressão com a inspiração lenta), perdendo grande parte da dose; ou agitar um DPI, o que não se faz.
- Exemplo/pergunta: qual a diferença de técnica entre um MDI e um DPI? (MDI: agitar, inspiração lenta coordenada; DPI: inspiração rápida e forte, sem agitar).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a via muda diretamente a rapidez com que o medicamento faz efeito e quanto dele chega à circulação.
- Erro comum: confundir intramuscular com subcutânea; o tecido onde se injeta muda a velocidade de absorção.
- Exemplo: comparar a insulina subcutânea (gradual) com a medicação intravenosa hospitalar (imediata).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: é o efeito de primeira passagem que explica porque certas substâncias precisam de doses orais maiores ou nem se usam por via oral.
- Erro comum: dizer que a via retal evita totalmente o fígado; a drenagem é mista.
- Pergunta: porque é que a nitroglicerina para a crise de angina se põe debaixo da língua e não se engole?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os tempos são indicativos e variam muito com a substância e a formulação (uma insulina rápida e uma lenta são ambas subcutâneas).
- Erro comum: pôr a via subcutânea como mais lenta que a oral; em regra, a absorção subcutânea começa antes.
- Pergunta: porque é que uma urgência usa via intravenosa e não oral?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: ADME é a sequência que explica tudo o que acontece depois de tomar um medicamento.
- Erro comum: pensar que a via intravenosa também "absorve"; na verdade entra já na circulação.
- Exemplo: comparar a absorção de um comprimido oral (minutos a horas) com a ausência de absorção numa injeção intravenosa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: é aqui que se liga o ADME às populações especiais (insuficiência renal e hepática).
- Erro comum: esquecer que a excreção não é só urinária; há outras vias, menos usadas mas relevantes.
- Exemplo: seguir o percurso completo de um paracetamol oral, do intestino ao rim, com a turma a dizer cada etapa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a semivida liga o ADME à posologia; é por ela que uns medicamentos se tomam 3 vezes por dia e outros 1.
- Exemplo de cálculo: semivida de 8 horas, praticamente eliminado ao fim de 4 × 8 = 32 a 5 × 8 = 40 horas.
- Erro comum: pensar que ao fim de 2 semividas o medicamento desapareceu (resta ainda 25%).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: reação adversa não é sinónimo de "medicamento mau"; pode acontecer com uso perfeitamente correto.
- Erro comum: achar que só é RAM o que acontece "com a dose certa"; a definição atual inclui erros de medicação e sobredosagem.
- Exemplo: pedir à turma que calcule quantos comprimidos são precisos para "1 de 12 em 12 horas durante 10 dias" (20).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um efeito indesejável conhecido e ligeiro continua a ser uma RAM; o que muda é a gravidade e se era esperado.
- Erro comum: tratar uma interação como se fosse "alergia"; o mecanismo é outro e a gestão cabe ao farmacêutico.
- Exemplo: utente com dificuldade respiratória depois de tomar um antibiótico; chamar o farmacêutico e ligar 112, nunca "esperar para ver".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta é uma das razões mais concretas para o encaminhamento ao farmacêutico.
- Erro comum: achar que "um pouco mais" de um medicamento de margem estreita não faz diferença.
- Pergunta: porque é que a varfarina exige análises regulares ao sangue?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: estas três classificações são independentes entre si; um medicamento tem sempre as três "etiquetas".
- Erro comum: confundir "composto" com "de várias formas farmacêuticas"; é sobre o número de substâncias ativas.
- Exemplo: um analgésico com paracetamol e cafeína é um medicamento composto e industrial.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: MNSRM-EF não é "livre", é "sem receita, mas só na farmácia, com intervenção do farmacêutico e protocolo de dispensa aprovado pelo INFARMED".
- Erro comum: achar que MNSRM significa "pode vender sem qualquer cuidado".
- Exemplo: paracetamol 500 mg (MNSRM, também em parafarmácias) vs ulipristal 30 mg para contraceção de emergência (MNSRM-EF, só em farmácia, com protocolo).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a classificação é da apresentação concreta; a mesma DCI pode ser MNSRM numa dosagem e MSRM noutra.
- Erro comum: achar que um MNSRM à venda num hipermercado pode ser vendido por qualquer funcionário; a lei exige pessoal qualificado responsável.
- Pergunta: onde se confirma a classificação de um medicamento? (Infomed, a base de dados do INFARMED).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o papel do técnico auxiliar aqui é reconhecer o sinal, não decidir a dose.
- Erro comum: tratar estes utentes como "utentes comuns" por não haver sintomas visíveis.
- Exemplo: um idoso a tomar seis medicamentos diferentes é um sinal de alerta para polimedicação.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta é a síntese ética da UC inteira, ligada às atitudes do referencial (rigor, responsabilidade).
- Erro comum: achar que "só recomendar um MNSRM comum" não é aconselhar terapêutica; escolher um medicamento para um sintoma é indicação farmacêutica, mesmo sendo MNSRM, e cabe ao farmacêutico.
- Exemplo: uma dor de cabeça ocasional pode aliviar com hidratação e repouso; uma dor intensa, diferente do habitual ou recorrente é encaminhada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a condição de conservação é a que está na embalagem daquele medicamento, não uma regra geral.
- Erro comum: guardar medicamentos na casa de banho (calor e humidade) ou no porta-luvas do carro.
- Exemplo: pedir à turma que encontre, numa caixa real, o lote, a validade, a DCI e a condição de conservação; lembrar a entrega de medicamentos fora de uso no VALORMED.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o objetivo é impedir a entrada de medicamentos falsificados no circuito legal.
- Erro comum: achar que todos os medicamentos têm Data Matrix com número de série; os MNSRM, em regra, não têm.
- Exemplo: mostrar uma caixa de MSRM com o selo e o Data Matrix, e uma de MNSRM sem eles.