UC03472

Avaliar a produtividade e os custos das operações

Produtividade, tempos de trabalho, custos fixos e variáveis, CAOF e sustentabilidade nas operações florestais

Curso profissional · 25h · Técnico/a de Máquinas Florestais

Plano

  1. Produção, produtividade e custos: conceitos
  2. Fatores que influenciam a produtividade
  3. Unidades e tempos de trabalho
  4. Metodologias de avaliação dos tempos
  5. Produtividade do abate e processamento mecanizado
  6. Produtividade da rechega e extração
  7. Produtividade do tratamento de sobrantes e das infraestruturas
  8. Tipos de custos e dados gerais
  9. Encargos fixos
  10. Despesas de funcionamento e de pessoal
  11. Despesas de deslocação, anexas e custo da atividade
  12. Registo de custos e produtividades
  13. CAOF: tabelas de exploração florestal
  14. Sustentabilidade das operações
  15. Fecho: relacionar produtividade e custos

Bloco 1 · Produção, produtividade e custos: conceitos

Três conceitos que não se podem confundir

  • Produção: a quantidade total obtida numa operação (m³ de madeira abatida, toneladas de estilha, metros de caminho aberto).
  • Produtividade: a produção obtida por unidade de tempo (m³/h, ton/dia). É uma taxa, não uma quantidade absoluta.
  • Custo: o valor gasto para obter essa produção (€/h de máquina, €/m³ produzido).

Produtividade alta com custo alto pode valer menos do que produtividade média com custo baixo. As duas leituras têm de andar juntas.

Porque se avalia produtividade e custos

A avaliação de produtividade e custos serve para decidir: qual máquina alugar, que operação priorizar, se vale a pena mecanizar uma tarefa, quanto cobrar a um cliente por um serviço.

  • Compara operações e equipamentos entre si de forma objetiva.
  • Suporta o orçamento e a proposta comercial de uma empresa de serviços florestais.
  • Permite identificar onde intervir para aumentar a produtividade e reduzir o custo por m³.
  • É a base para negociar com associações, cooperativas e entidades públicas que contratam trabalhos florestais.

Sem números, a gestão de uma operação florestal é feita "a olho", e isso sai caro.

Bloco 2 · Fatores que influenciam a produtividade

Os seis grupos de fatores

A produtividade de uma máquina florestal não depende só da máquina. O referencial identifica seis grupos de fatores:

Fator O que inclui
Terreno declive, pedregosidade, tipo de solo, acessos
Povoamento florestal espécie, densidade, diâmetro, altura das árvores
Silvicultura praticada desbaste vs corte final, idade do povoamento
Máquina potência, capacidade, estado de manutenção
Organização e métodos de trabalho planeamento, formação da equipa, logística
Produtos a obter dimensões e qualidade exigidas ao produto final

Nenhum destes fatores se avalia isolado: interagem sempre.

Terreno e povoamento em detalhe

Terreno: o declive é o fator com maior impacto. Acima de 30-35% muitas máquinas de rodas perdem tração e velocidade; em declives fortes recorre-se a máquinas de rastos ou cabo aéreo. A pedregosidade e a presença de valas/linhas de água obrigam a desvios e reduzem o rendimento.

Povoamento florestal: árvores com maior diâmetro médio processam-se mais depressa por m³ (menos árvores para o mesmo volume). A densidade (árvores/ha) condiciona a manobra da máquina entre fustes. A espécie influencia a dureza da madeira e a forma do fuste (ramificação, tortuosidade).

Estes dois fatores, terreno e povoamento, explicam a maior parte da variação de produtividade entre parcelas com a mesma máquina.

Silvicultura, máquina, organização e produto

Silvicultura praticada: um desbaste (remoção seletiva de árvores finas) é mais lento e exige mais precisão do que um corte final (remoção total, árvores maiores). A idade e o histórico de gestão do povoamento também pesam.

Máquina: a potência, a capacidade da grua/pinça e o estado de manutenção definem o limite físico da produtividade. Uma máquina mal afinada ou com desgaste perde rendimento mesmo em boas condições.

Organização e métodos de trabalho: planeamento das vias de extração, formação e experiência do operador, coordenação entre máquinas na mesma frente de trabalho.

Produtos a obter: exigências de dimensão e qualidade (toros para serração, estilha para energia, lenha) alteram o tempo de processamento por árvore.

Bloco 3 · Unidades e tempos de trabalho

As unidades da produção e da produtividade

A produção mede-se em volume (m³) ou peso (toneladas, ton), consoante o produto e a operação. A produtividade relaciona essa produção com o tempo:

Grandeza Unidade típica
Produção m³, ton
Tempo h, jornada, ano
Produtividade m³/h, ton/h, m³/jornada, m³/ano

A escolha da unidade de tempo depende do que se quer comparar: m³/h para comparar máquinas num mesmo tipo de trabalho; m³/ano para planear a capacidade de uma frota ao longo da campanha.

Nunca se compara produtividade sem confirmar que as unidades de tempo e de produto são as mesmas dos dois lados.

Tempo de presença, tempo de máquina, tempo produtivo

Nem todo o tempo em que a máquina está no terreno é tempo produtivo. Três noções a distinguir:

  • Tempo de presença do operador: as horas em que o operador está ao serviço (inclui pausas, deslocações internas, pequenas paragens).
  • Tempo de trabalho da máquina: as horas em que a máquina está ligada e a operar.
  • Tempo de trabalho produtivo: a parte desse tempo em que a máquina está efetivamente a produzir (a abater, a rechegar, a triturar).
  • Tempo não produtivo: paragens para manutenção, avarias, deslocações sem carga, esperas, condições climatéricas.

A produtividade calcula-se sempre sobre o tempo produtivo, não sobre o tempo de presença total.

Bloco 4 · Metodologias de avaliação dos tempos

Três metodologias para medir tempos de trabalho

O referencial identifica três formas de avaliar os tempos de trabalho:

  1. Cronometragem: medição direta e contínua, no terreno, com cronómetro (ou registador eletrónico), de cada elemento do ciclo de trabalho.
  2. Amostragem prévia (work sampling): observações pontuais e aleatórias ao longo do dia, que registam o que a máquina está a fazer naquele instante; estima-se a percentagem de tempo em cada atividade.
  3. Tabelas de tempos-padrão: valores de referência já publicados ou construídos por estudos anteriores, aplicados sem nova medição no terreno.

Cada método tem um equilíbrio diferente entre rigor e custo/tempo de estudo.

Cronometragem: como se faz

A cronometragem decompõe o ciclo de trabalho em elementos e mede o tempo de cada um, repetido em vários ciclos para obter uma média fiável.

Exemplo de ciclo de rechega (forwarder):

  1. Deslocação vazio até à carga.
  2. Carregamento (grua a apanhar toros).
  3. Deslocação carregado até ao parque.
  4. Descarga no parque.

Regista-se o tempo de cada elemento, em segundos ou minutos, para dezenas de ciclos, e separa-se sempre o tempo produtivo (os quatro elementos do ciclo) do tempo não produtivo (avarias, esperas, deslocações sem função no ciclo).

Amostragem de trabalho e tabelas de tempos-padrão

Amostragem de trabalho: em vez de cronometrar tudo, fazem-se observações instantâneas a intervalos aleatórios (ex.: de 5 em 5 minutos) e regista-se apenas a categoria da atividade nesse instante (produtivo, manutenção, deslocação, paragem). Com muitas observações, a percentagem de cada categoria aproxima-se do tempo real gasto nela. É mais barata do que a cronometragem contínua, mas menos detalhada.

Tabelas de tempos-padrão: valores médios de tempo por elemento de trabalho, obtidos em estudos anteriores e aplicáveis a situações semelhantes. Poupam tempo de estudo, mas exigem confirmar que as condições (terreno, povoamento, máquina) são comparáveis às do estudo original.

Bloco 5 · Produtividade do abate e processamento mecanizado

Abate e processamento com harvester

O harvester abate, desrama e traça (corta em toros no comprimento definido) numa só passagem. A produtividade calcula-se em m³ por hora de tempo produtivo.

Fórmula:

Produtividade (m³/h) = Volume total processado (m³) / Tempo produtivo (h)

Exemplo resolvido

Um harvester processou 48,6 m³ num turno em que o tempo produtivo (descontadas paragens e manutenção) foi de 7,2 horas.

Produtividade = 48,6 / 7,2 = 6,75 m³/h

O mesmo cálculo aplica-se ao abate manual com motosserra seguido de processamento, mudando apenas o método e, normalmente, o valor da produtividade.

O que faz variar a produtividade do abate

  • Diâmetro médio das árvores: quanto maior, mais m³ por árvore processada, logo mais m³/h para o mesmo número de ciclos.
  • Densidade do povoamento: mais árvores por hectare exigem mais manobras da máquina entre fustes.
  • Tipo de operação: desbaste (seletivo, mais lento) vs corte final (mais rápido, volumes maiores por árvore).
  • Comprimento e qualidade exigidos aos toros: mais cortes de precisão, mais tempo por árvore.
  • Declive e obstáculos: reduzem a velocidade de deslocação entre árvores.

Estes fatores devem ser sempre relacionados com o Bloco 2, ao interpretar um valor de produtividade.

Bloco 6 · Produtividade da rechega e extração

Rechega e extração: forwarder, skidder e cabo aéreo

A rechega (ou extração) transporta a madeira do local de abate até ao parque de estilha ou carregadouro. Os equipamentos principais:

  • Forwarder: transporta a madeira já processada em toros, carregada sobre a máquina.
  • Skidder: arrasta os fustes ou toros até ao carregadouro, sem os elevar totalmente do solo.
  • Cabo aéreo: extrai a madeira suspensa por cabo, usado em declives muito acentuados onde as máquinas de rodas ou rastos não acedem.

A escolha do equipamento depende sobretudo do declive e da distância de extração.

Cálculo da produtividade por ciclo

A produtividade da rechega calcula-se a partir do volume transportado por ciclo e do tempo de ciclo.

Exemplo resolvido

Um forwarder tem um ciclo médio de 35 minutos (deslocação vazio 8 min, carga 12 min, deslocação carregado 10 min, descarga 5 min) e transporta 9 m³ por ciclo. Num turno, o tempo produtivo é de 50 minutos por hora (o resto do tempo é ocupado por pequenas paragens).

  1. Ciclos por hora de tempo produtivo = 50 / 35 ≈ 1,43 ciclos/h
  2. Produtividade = 1,43 × 9 = 12,9 m³/h

Se a distância de extração aumentar, o tempo de deslocação sobe, o ciclo alonga-se e a produtividade desce, ainda que o volume por ciclo se mantenha.

Bloco 7 · Produtividade do tratamento de sobrantes e das infraestruturas

Tratamento de sobrantes

Os sobrantes (ramos, bicadas, cepos, material de menor dimensão) resultam do abate e processamento. Duas soluções principais:

  • Trituração/estilhagem: transforma os sobrantes em estilha para energia (biomassa), medida em toneladas ou estere/hora.
  • Enleiramento: os sobrantes são organizados em leiras, para decomposição natural, recolha posterior ou redução do risco de incêndio.

A produtividade da estilhagem calcula-se de forma semelhante às restantes operações: ton/h de tempo produtivo, e depende do tipo de triturador, da humidade do material e da densidade de sobrantes por hectare.

Construção e manutenção de infraestruturas florestais

As infraestruturas florestais (caminhos florestais, aceiros, pontos de água) são essenciais para o acesso de máquinas e para a defesa da floresta contra incêndios.

  • Produtividade típica em metros de caminho por hora ou m³/h de material movimentado, consoante a máquina (giratória, motoniveladora, buldózer).
  • Fatores determinantes: tipo de solo, declive, largura e especificação técnica exigida ao caminho.
  • A manutenção periódica (limpeza de valetas, reperfilamento) é normalmente mais rápida do que a abertura de um caminho novo.

Tal como nas restantes operações, regista-se sempre o tempo produtivo separado das paragens, para obter uma produtividade comparável entre equipas.

Bloco 8 · Tipos de custos e dados gerais

Os dados gerais de partida

Antes de calcular qualquer custo, reúnem-se três dados gerais sobre o funcionamento anual da máquina e da equipa:

Dado geral Exemplo típico
Dias de trabalho anual 200 dias/ano
Tempo de presença diário do operador 8 h/dia
Horas de trabalho diário da máquina 6,5 a 7,5 h/dia (descontadas paragens)

Estes dados servem de base para anualizar os custos fixos (repartir por todas as horas do ano) e para calcular o custo diário e o custo anual de uma operação.

Custos fixos, variáveis e anexos

Todo o custo de uma operação florestal se enquadra numa de três categorias:

  • Custos fixos: não dependem de quanto a máquina trabalha (amortização, despesas financeiras, seguros). Existem mesmo que a máquina fique parada.
  • Custos variáveis: crescem com as horas de trabalho (combustível, óleos, pneumáticos/rastos, manutenção e reparações).
  • Custos anexos: despesas de apoio à atividade que não se ligam diretamente a uma máquina (comunicações, gestão, recursos humanos, infraestruturas da empresa), normalmente repartidas em percentagem pelo custo da atividade.

A soma organizada destas três categorias é o que permite chegar ao custo da atividade.

Bloco 9 · Encargos fixos

O que compõem os encargos fixos

Os encargos fixos (custo da máquina, equipamento ou alfaia) somam quatro componentes principais:

  • Amortização: reparte o valor perdido pela máquina (aquisição menos valor de retoma) pelos anos de vida útil.
  • Despesas financeiras: o custo do capital investido (juros de financiamento ou custo de oportunidade).
  • Seguros: cobertura obrigatória e complementar da máquina.
  • Retoma / subsídio: o valor residual estimado no fim da vida útil (entra como redução do valor a amortizar).

Estes valores calculam-se por ano e depois se convertem em €/h, dividindo pelas horas de trabalho anuais da máquina.

Exemplo resolvido: amortização e despesas financeiras

Harvester com valor de aquisição 300 000 €, valor de retoma estimado ao fim da vida útil 60 000 €, vida útil 5 anos, a trabalhar 1600 horas/ano.

Amortização anual = (Valor de aquisição − Valor de retoma) / Vida útil

Amortização anual = (300 000 − 60 000) / 5 = 48 000 €/ano

Despesas financeiras (taxa de 5% sobre o valor médio investido):

Valor médio investido = (300 000 + 60 000) / 2 = 180 000 €

Despesas financeiras = 180 000 × 0,05 = 9 000 €/ano

Convertendo em €/h (÷ 1600 h/ano): amortização = 48 000/1600 = 30 €/h; despesas financeiras = 9 000/1600 = 5,63 €/h.

Exemplo resolvido: seguros e total de encargos fixos

Seguro da máquina: 1,5% do valor de aquisição por ano.

Seguro anual = 300 000 × 0,015 = 4 500 €/ano → 4 500/1600 = 2,81 €/h

Encargos fixos horários totais:

Componente €/h
Amortização 30,00
Despesas financeiras 5,63
Seguros 2,81
Total encargos fixos 38,44 €/h

Este valor mantém-se igual todas as horas do ano, quer a máquina produza muito, quer produza pouco: por isso o tempo produtivo é tão importante, cada hora parada "desperdiça" 38,44 € de encargos fixos.

Bloco 10 · Despesas de funcionamento e de pessoal

Despesas de funcionamento (custo variável)

As despesas de funcionamento incluem tudo o que a máquina consome enquanto trabalha:

  • Combustível: consumo por hora × preço por litro.
  • Óleos e lubrificantes.
  • Pneumáticos, rastos e cabos: desgaste amortizado por hora de trabalho.
  • Outros materiais: consumíveis diversos (correntes, dentes de disco, etc.).
  • Manutenções e reparações.
  • Despesas de transporte das máquinas (deslocação entre parcelas de trabalho).

Exemplo resolvido (continuação)

Combustível: 15 L/h × 1,30 €/L = 19,50 €/h. Óleos: 1,50 €/h. Pneus/rastos e cabos: 2,50 €/h. Manutenção/reparações: 6,00 €/h. Transporte da máquina: 1,00 €/h.

Total funcionamento = 19,50 + 1,50 + 2,50 + 6,00 + 1,00 = 30,50 €/h

Despesas de pessoal (custo variável)

As despesas de pessoal incluem:

  • Salários e encargos do(s) operador(es) (segurança social, seguros de trabalho).
  • EPI (equipamento de proteção individual): capacete, botas, luvas, proteção auditiva, amortizado por hora.

Exemplo resolvido (continuação)

Salário + encargos do operador: 10,00 €/h. EPI amortizado: 0,40 €/h.

Total pessoal = 10,00 + 0,40 = 10,40 €/h

Estas despesas são específicas de quem opera a máquina; se a mesma máquina trabalhar por turnos com dois operadores, contam-se as horas de cada um.

Bloco 11 · Despesas de deslocação, anexas e custo da atividade

Despesas de deslocação e despesas anexas

Despesas de deslocação: veículos de apoio, alimentação e ajudas de custo da equipa, transporte entre o alojamento e a parcela de trabalho.

Despesas anexas: os custos de estrutura da empresa que dão apoio à operação, mas não pertencem a nenhuma máquina em particular:

  • Comunicações (telefone, rádio, dados).
  • Gestão e recursos humanos (administração, planeamento).
  • Infraestruturas (armazém, oficina, escritório).

Como não há uma forma direta de as atribuir a cada hora de máquina, calculam-se como uma percentagem do custo da atividade já acumulado (fixos + funcionamento + pessoal + deslocação).

Exemplo resolvido: custo da atividade completo

Retomando o harvester: encargos fixos 38,44 €/h, funcionamento 30,50 €/h, pessoal 10,40 €/h, deslocação 1,50 €/h.

Subtotal = 38,44 + 30,50 + 10,40 + 1,50 = 80,84 €/h

Despesas anexas (5% do subtotal) = 80,84 × 0,05 = 4,04 €/h

Custo da atividade horário = 80,84 + 4,04 = 84,88 €/h

A partir deste valor calculam-se o custo diário (× horas de trabalho diário) e o custo anual (× horas de trabalho anuais), consoante o que se quer reportar ao cliente ou à gestão.

Bloco 12 · Registo de custos e produtividades

A ficha de registo por operação e máquina

O referencial pede o registo estruturado de custos e produtividades por operação e por tipo de máquina/equipamento/alfaia. Os campos típicos de uma ficha de registo:

Campo O que regista
Dias de trabalho anual dias efetivos no ano
Tempo de presença (diário/anual) do operador horas
Trabalho produtivo horas efetivas de produção
Tempo trabalho máquina (ano) horas
Custo da atividade € (anual, diário, horário)
Produção m³ ou ton
Produtividade m³/h ou ton/h
Custo anual, custo diário
Custo/h de presença operador, custo/h trabalho máquina €/h
Custo/m³ € por m³ produzido

Esta ficha é o produto final do processo: junta tudo o que foi calculado nos blocos anteriores.

Exemplo resolvido: custo por m³

Fechando o exemplo do harvester: custo da atividade 84,88 €/h; produtividade (calculada no Bloco 5) 6,75 m³/h.

Custo/m³ = Custo da atividade (€/h) / Produtividade (m³/h)

Custo/m³ = 84,88 / 6,75 ≈ 12,58 €/m³

Custo diário (7,2 h produtivas): 84,88 × 7,2 = 611,14 €/dia

Custo anual (1600 h/ano): 84,88 × 1600 = 135 808 €/ano

É este valor, o custo por m³, que se compara entre máquinas, se usa numa proposta a um cliente e se acompanha ao longo do ano para detetar desvios.

Bloco 13 · CAOF: tabelas de exploração florestal

O que é a CAOF

A CAOF (Comissão de Acompanhamento das Operações Florestais) publica tabelas de exploração florestal de referência para o setor em Portugal, usadas para estimar produtividades e custos de operações florestais.

  • Servem como valor de referência quando não há dados próprios cronometrados no terreno.
  • Ajudam a balizar propostas e a verificar se um custo calculado está dentro do intervalo razoável para o setor.
  • Devem ser sempre contextualizadas: as condições reais (terreno, povoamento, máquina) podem justificar desvios face à tabela.

As tabelas CAOF são um dos recursos de trabalho da UC, a par de cronómetro, instrumentos dendrométricos e formulários de registo.

Quando usar tabelas de referência vs dados próprios

Situação Fonte preferível
Primeira estimativa, sem tempo para estudo Tabelas CAOF
Decisão importante, alto investimento Cronometragem própria
Comparação com o setor Tabelas CAOF como referência
Acompanhamento contínuo de uma operação Registo próprio (Bloco 12)

O melhor uso combina os dois: as tabelas dão o ponto de partida, o registo próprio confirma ou corrige esse ponto de partida com a realidade da operação.

Bloco 14 · Sustentabilidade das operações

Neutralidade carbónica, digitalização e economia circular

A avaliação de produtividade e custos liga-se diretamente à sustentabilidade das operações florestais:

  • Neutralidade carbónica: tecnologia que reduz o consumo de combustíveis fósseis (motores mais eficientes, eletrificação parcial, biocombustíveis) reduz simultaneamente custo variável e emissões.
  • Digitalização da produção: sensores e computadores de bordo nos harvesters registam automaticamente volumes, tempos e localização, reduzindo o esforço (e o erro) da cronometragem manual.
  • Economia circular: os sobrantes tratados (Bloco 7) alimentam a cadeia da biomassa em vez de serem desperdiçados; óleos e materiais usados são reciclados sempre que possível.

Produtividade, custo e sustentabilidade não são objetivos em conflito: uma operação mais eficiente é, em regra, também mais sustentável.

Tecnologia ao serviço da avaliação

  • StanForD e sistemas equivalentes: normas de registo eletrónico de dados de produção nos computadores de bordo dos harvesters, que exportam automaticamente volume, dimensões e localização de cada árvore processada.
  • Telemetria e GPS: acompanham em tempo real a localização e o estado da máquina (a trabalhar, parada, em deslocação), facilitando a separação entre tempo produtivo e não produtivo.
  • Software de gestão de frota: cruza os dados de várias máquinas para calcular produtividades e custos de forma automática e comparável.

Estas ferramentas não substituem os conceitos deste capítulo, tornam-nos mais rápidos e rigorosos de aplicar no dia a dia.

Bloco 15 · Fecho: relacionar produtividade e custos

Como intervir para melhorar o resultado

Depois de calculada a produtividade e o custo, a última competência da UC é identificar formas de intervir:

  • Aumentar a produtividade: reduzir tempo não produtivo (manutenção preventiva, melhor planeamento de vias), formar melhor os operadores, ajustar a máquina ao terreno e ao povoamento.
  • Reduzir custos fixos: negociar melhores condições de financiamento, rever a vida útil e o valor de retoma, maximizar as horas anuais de utilização da máquina.
  • Reduzir custos variáveis: gestão de consumo de combustível, manutenção preventiva em vez de corretiva, negociação de preços de consumíveis.
  • Relacionar sempre os dois lados: uma intervenção que sobe a produtividade mas dispara os custos variáveis pode não compensar; o critério final é sempre o custo por m³.

Recapitulando

  • Produção, produtividade e custo são três leituras diferentes; a produtividade divide sempre produção pelo tempo produtivo.
  • Seis grupos de fatores (terreno, povoamento, silvicultura, máquina, organização, produto) explicam as variações de produtividade entre operações.
  • Três metodologias para medir tempos: cronometragem, amostragem de trabalho, tabelas de tempos-padrão.
  • Custos fixos (amortização, financeiros, seguros), variáveis (funcionamento, pessoal, deslocação) e anexos, somados no custo da atividade e divididos pela produtividade dão o custo/m³.
  • A CAOF dá tabelas de referência; a sustentabilidade e a digitalização tornam a avaliação mais rigorosa e mais alinhada com o setor.

Próximo: fichas e projeto, calcular produtividades e custos de um caso completo.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: produção é quantidade, produtividade é ritmo. Um harvester que abate 60 m³ num dia longo não é necessariamente mais produtivo do que outro que abate 45 m³ num dia curto. - Erro comum: os alunos usam "produção" e "produtividade" como sinónimos. Pedir sempre a unidade (m³ vs m³/h) para distinguir. - Exemplo/analogia: um carro que percorre 300 km não diz nada sobre a sua eficiência; só percorrer 300 km em 3 horas (100 km/h) é que compara.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar diretamente às realizações da UC: identificar fatores, calcular produtividade, calcular custos. - Erro comum: achar que isto é só "contabilidade". É também uma ferramenta de decisão técnica no terreno. - Exemplo: duas propostas para o mesmo trabalho de rechega, uma mais barata à hora mas com máquina mais lenta. Só o custo por m³ revela qual compensa.

NOTAS DO PROFESSOR - Este quadro é o ponto de partida de toda a UC: memorizar os seis grupos antes de avançar. - Erro comum: reduzir tudo à máquina ("esta máquina é boa ou má"). A produtividade real depende também do terreno e do povoamento onde ela trabalha. - Exemplo: a mesma máquina rende metade num terreno com 40% de declive e pedregosidade alta.

NOTAS DO PROFESSOR - Fazer a ligação: um povoamento de eucalipto denso e regular processa-se mais depressa do que um pinhal irregular com sub-coberto. - Erro comum: pensar que o diâmetro grande é sempre pior. Para máquinas de abate, diâmetro maior costuma significar mais m³ por árvore processada, ou seja, mais produtividade por hora. - Pergunta à turma: porque é que um desbaste (árvores finas, espaçadas por remover) rende menos m³/h do que um corte final?

NOTAS DO PROFESSOR - Sublinhar a experiência do operador como fator de organização: dois operadores na mesma máquina podem ter produtividades muito diferentes. - Erro comum: ignorar a manutenção como fator de produtividade, achando que é só um custo. - Exemplo: produzir toros de serração com comprimentos exatos demora mais do que estilha, onde a dimensão é menos crítica.

NOTAS DO PROFESSOR - Erro comum: comparar m³/h de uma máquina com m³/jornada de outra sem converter. Obriga sempre à mesma base. - Exemplo: 6 m³/h × 8h = 48 m³/jornada; só depois se compara com uma jornada de outro registo. - Perguntar: porque é que uma tonelada de estilha não é diretamente comparável a um m³ de toros? (densidades diferentes).

NOTAS DO PROFESSOR - Este é o conceito mais importante do capítulo: sem separar tempo produtivo de não produtivo, qualquer cálculo de produtividade está errado. - Erro comum: dividir a produção do dia pelas 8 horas de jornada, ignorando paragens. Isso dá produtividade "aparente", mais baixa do que a real. - Exemplo: um harvester com 8h de presença, mas só 6,5h de trabalho produtivo (o resto é manutenção e deslocações). A produtividade calcula-se sobre as 6,5h.

NOTAS DO PROFESSOR - Pedir à turma para ordenar os três métodos por rigor (cronometragem > amostragem > tabelas) e por rapidez (o inverso). - Erro comum: achar que "tabelas de tempos padrão" é sempre a pior opção. Para decisões rápidas e comparações grosseiras, é suficiente e evita um estudo caro. - Exemplo: uma empresa que arranca amanhã não tem tempo para cronometrar; usa tabelas do setor e ajusta depois com dados reais.

NOTAS DO PROFESSOR - Mostrar como um mesmo elemento (ex.: carregamento) varia de ciclo para ciclo; por isso se usa a média de vários ciclos, não um único. - Erro comum: incluir uma paragem para manutenção dentro do "tempo de carregamento" só porque aconteceu nesse momento. Tem de ir para tempo não produtivo. - Exercício mental: se um ciclo típico demora 35 minutos e a máquina transporta 9 m³ por ciclo, quantos m³ produz em 50 minutos de tempo produtivo por hora? (fica para a ficha).

NOTAS DO PROFESSOR - Analogia: a amostragem de trabalho é como tirar fotografias aleatórias do dia de trabalho; a cronometragem é filmar tudo. - Erro comum: aplicar uma tabela de tempos-padrão de outro país ou de outra silvicultura sem ajustar. As condições portuguesas (declive, espécies) diferem. - Perguntar: em que situação a amostragem de trabalho é preferível à cronometragem? (operações longas, muitas máquinas, equipa de estudo reduzida).

NOTAS DO PROFESSOR - Este é o cálculo central da UC; fazê-lo devagar no quadro, unidade a unidade. - Erro comum: usar o tempo de presença (8h) em vez do tempo produtivo (7,2h). Voltar ao Bloco 3 se surgir dúvida. - Analogia: é o mesmo raciocínio de calcular a velocidade média de um percurso, distância a dividir pelo tempo efetivo de condução.

NOTAS DO PROFESSOR - Pedir à turma que explique, em cada linha, se o fator aumenta ou diminui a produtividade e porquê. - Erro comum: comparar a produtividade de duas frentes de trabalho sem verificar se o diâmetro médio é semelhante. - Exercício: se o diâmetro médio dobrar, a produtividade em m³/h tende a subir; discutir porquê (menos ciclos de manobra por m³).

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar diretamente ao Bloco 2: o cabo aéreo é a resposta ao fator "terreno" quando o declive é limitante. - Erro comum: pensar que o skidder e o forwarder servem sempre para o mesmo. O skidder arrasta (mais dano ao solo, mais rápido em certos terrenos); o forwarder transporta elevado (menos dano, mais lento a carregar). - Perguntar: porque é que a distância de extração influencia tanto a produtividade? (mais tempo de deslocação carregado e vazio por ciclo).

NOTAS DO PROFESSOR - Refazer o cálculo no quadro com uma distância maior (ex.: desloc. carregado 18 min em vez de 10) para mostrar o impacto na produtividade. - Erro comum: esquecer de considerar as pequenas paragens dentro da hora (os 50 min produtivos, não 60). - Exemplo/pergunta: se o operador conseguir aumentar a carga por ciclo de 9 para 11 m³ sem alongar o ciclo, o que acontece à produtividade? (sobe proporcionalmente).

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar à sustentabilidade (Bloco 14): os sobrantes tratados alimentam a cadeia da biomassa, parte da economia circular do setor. - Erro comum: ignorar que a humidade do material afeta o peso e a produtividade medida em toneladas. - Exemplo: comparar a estilhagem no local (mais rápida, sem transporte de sobrantes) com o transporte dos sobrantes para estilhagem central.

NOTAS DO PROFESSOR - Trazer o exemplo de um caminho florestal: 400 m abertos em 5 horas produtivas = 80 m/h. Pedir à turma para calcular. - Erro comum: comparar a produtividade de abertura de um caminho novo com a de manutenção de um já existente, como se fossem a mesma operação. - Perguntar: porque é que as infraestruturas são também uma medida de prevenção (acesso a meios de combate a incêndios)?

NOTAS DO PROFESSOR - Explicar porque não se usam 365 dias/ano: fins de semana, feriados, más condições climatéricas e paragens planeadas reduzem os dias úteis. - Erro comum: confundir horas de presença do operador com horas de trabalho da máquina; nem sempre coincidem (ex.: reuniões, deslocações administrativas). - Exemplo: 200 dias × 8h de presença = 1600 h/ano de presença; mas a máquina pode só trabalhar efetivamente 1400 h/ano.

NOTAS DO PROFESSOR - Fixar bem a distinção fixo/variável: é a base de todos os cálculos dos blocos seguintes. - Erro comum: classificar o combustível como custo fixo. É variável, porque depende diretamente das horas trabalhadas. - Pergunta: o seguro da máquina é fixo ou variável? (fixo: paga-se quer a máquina trabalhe quer não).

NOTAS DO PROFESSOR - Explicar a lógica: o dinheiro gasto na compra da máquina "desaparece" ao longo da vida útil, e esse desaparecimento é um custo real, mesmo sem sair da carteira todos os dias. - Erro comum: esquecer o valor de retoma e amortizar o valor total de compra. Amortiza-se sempre (compra − retoma). - Introduzir já o exemplo que vai continuar nos blocos seguintes: um harvester de 300 000 €.

NOTAS DO PROFESSOR - Fazer o cálculo passo a passo no quadro; é o exemplo que vai ser retomado nos Blocos 10, 11 e 12. - Erro comum: dividir a amortização pelas horas de vida útil total (8000 h) em vez de pelas horas anuais. O custo horário é sempre "por ano de operação", não "por vida da máquina". - Explicar a taxa sobre o valor médio: o capital investido vai diminuindo (a máquina desvaloriza), por isso usa-se a média entre o valor inicial e o de retoma.

NOTAS DO PROFESSOR - Este valor de 38,44 €/h vai reaparecer no Bloco 10 (para somar aos custos variáveis) e no Bloco 12 (registo final). - Erro comum: arredondar demasiado cedo e propagar erro; manter 2 casas decimais até ao total final. - Sublinhar a frase-chave: encargos fixos não desaparecem quando a máquina para, por isso maximizar o tempo produtivo reduz o custo horário efetivo.

NOTAS DO PROFESSOR - Sublinhar que estas parcelas variam com as horas de trabalho: mais horas, mais combustível gasto no total, mas o valor por hora mantém-se semelhante. - Erro comum: esquecer alguma parcela (é frequente esquecer o transporte da máquina entre parcelas). - Pergunta: se o preço do combustível subir 10%, o que acontece ao custo horário total? (sobe, mas só a parcela de combustível, não os encargos fixos).

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar às atitudes da UC: o EPI não é um custo opcional, é obrigatório e faz parte do custo real da operação. - Erro comum: esquecer o EPI no cálculo, tratando-o como despesa "à parte". - Exercício: se um segundo operador trabalhar meio turno na mesma máquina (ex.: manutenção), como se distribui o custo de pessoal?

NOTAS DO PROFESSOR - Explicar a lógica do rateio percentual: a empresa não sabe exatamente quanto de "gestão" gastou nesta máquina hoje, por isso reparte proporcionalmente. - Erro comum: aplicar a percentagem das anexas só sobre os encargos fixos, e não sobre o total acumulado. - Exemplo: uma empresa pequena pode ter 3-8% de anexas; uma grande, com mais estrutura, pode ter uma percentagem diferente consoante a sua organização.

NOTAS DO PROFESSOR - Este é o número mais importante do exemplo: guardá-lo, porque reaparece no Bloco 12 para calcular o custo por m³. - Erro comum: somar as anexas antes de ter todas as outras parcelas. A ordem importa: primeiro o subtotal, só depois a percentagem de anexas sobre esse subtotal. - Confirmar a soma com a turma linha a linha, incluindo os dois exemplos anteriores (encargos fixos do Bloco 9, funcionamento e pessoal do Bloco 10).

NOTAS DO PROFESSOR - Mostrar esta tabela como o "resumo executivo" de toda a UC: cada linha remete para um bloco já dado. - Erro comum: preencher a ficha sem ter calculado antes a produtividade (Blocos 5-7) e os custos (Blocos 9-11) separadamente. - Ligar às atitudes: rigor e conduta profissional aplicam-se diretamente ao preenchimento correto desta ficha.

NOTAS DO PROFESSOR - Fechar aqui o exemplo completo que atravessou os Blocos 5 e 9-12; pedir à turma para reconstruir os números de cabeça, bloco a bloco. - Erro comum: dividir a produtividade pelo custo em vez do custo pela produtividade. O resultado tem de sair em €/m³, não em m³/€. - Pergunta final: se a produtividade subir para 8 m³/h sem mudar o custo horário, o que acontece ao custo/m³? (desce, porque se reparte por mais volume).

NOTAS DO PROFESSOR - Explicar que a CAOF acompanha as operações florestais a nível nacional e disponibiliza estas referências ao setor. - Erro comum: tratar a tabela como um valor absoluto e obrigatório, em vez de uma referência a ajustar ao caso concreto. - Exercício: comparar o custo/m³ calculado no exemplo do Bloco 12 com um intervalo de referência do setor e discutir se está dentro do esperado.

NOTAS DO PROFESSOR - Sublinhar que um técnico competente não escolhe "ou tabela ou cronómetro": usa a tabela para orientar e o registo próprio para validar. - Erro comum: recolher dados próprios só uma vez e assumir que servem para sempre; as condições mudam entre parcelas e entre anos. - Perguntar: em que fase de uma proposta comercial a uma associação florestal usarias primeiro a tabela CAOF?

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar à atitude "respeito pelos princípios da sustentabilidade" do referencial. - Erro comum: tratar sustentabilidade como um tema à parte, sem ligação aos números de produtividade e custo dados nos blocos anteriores. - Exemplo: um harvester com telemetria que regista automaticamente o tempo produtivo poupa horas de trabalho administrativo e melhora o rigor do registo do Bloco 12.

NOTAS DO PROFESSOR - Sublinhar que a tecnologia automatiza a recolha de dados, mas os conceitos (produtividade, custo, tempo produtivo) continuam a ser os mesmos. - Erro comum: achar que a digitalização torna esta matéria obsoleta. Pelo contrário, torna-a mais acessível e aplicável em tempo real. - Perguntar: que vantagem tem um computador de bordo sobre a cronometragem manual, e que limitação ainda mantém (ex.: precisa de validação humana)?

NOTAS DO PROFESSOR - Fechar a UC voltando à pergunta inicial do Bloco 1: produtividade alta com custo alto pode valer menos do que produtividade média com custo baixo. - Erro comum: otimizar só um lado (só produtividade ou só custo) sem verificar o efeito conjunto no custo/m³. - Anunciar as fichas e o projeto: aplicar todo este raciocínio a um caso completo, do registo dos tempos ao custo final por m³.