NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: electroerosão é a etapa final de peças já temperadas; o desenho traz sempre a nota de tratamento térmico.
- Erro comum: começar a programar sem confirmar a cota crítica e a tolerância mais apertada da peça.
- Exemplo: um cunho com um furo de contorno Ø20H7, com nota "temperar a 60 HRC antes de erodir".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a ficha de elétrodos, no corte a fio, regista o diâmetro e o material do fio, não um elétrodo moldado.
- Erro comum: confundir a ficha de elétrodos da electroerosão por fio com a da electroerosão por penetração.
- Pergunta: porque é que a carta de controlo se preenche depois de erodir e não antes?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: é exatamente por não haver esforço de corte que a electroerosão é a escolha para aço já temperado.
- Erro comum: pensar que material mais duro implica sempre corte mais lento; depende mais da espessura e da condutividade.
- Exemplo: um cunho em aço-ferramenta a 62 HRC corta-se depois de temperado, sem deformar o gume.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o Ra final não sai de uma única passagem; resulta de sucessivas passagens de acabamento com parâmetros mais suaves.
- Erro comum: programar só uma passagem quando o desenho pede Ra 0,4.
- Pergunta: porque é que cada passagem de acabamento remove cada vez menos material?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a peça e o elétrodo NUNCA se tocam; há sempre um gap preenchido por dielétrico.
- Erro comum: achar que a electroerosão "corta" mecanicamente. É erosão térmica, faísca a faísca.
- Analogia: como um relâmpago em miniatura, repetido milhares de vezes por segundo, que vai "comendo" o material.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o fio é consumível e contínuo, nunca reproduz uma forma fixa como o elétrodo de penetração.
- Erro comum: confundir os dois processos na ficha de elétrodos, que tem campos diferentes para cada um.
- Exemplo: o contorno de corte de uma matriz progressiva é sempre feito a fio; a cavidade de um molde, por penetração.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os eixos U-V são o que distingue uma máquina que só corta perfis retos verticais de uma que corta cones (ângulos de saída de matriz).
- Erro comum: pensar que a peça se move; na maioria das máquinas é a mesa X-Y que se move, não o fio.
- Exemplo: um cortante com ângulo de saída de 1° usa os eixos U-V para dar folga à peça estampada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o fio move-se sempre, mesmo a corte lento, precisamente para não se romper no mesmo ponto.
- Erro comum: achar que um fio mais "resistente" evita a rutura; o que evita é o movimento contínuo e o GAP correto.
- Pergunta: o que acontece se a lavagem falhar e os detritos se acumularem no corte?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: Toff não é tempo perdido, é o tempo que o dielétrico precisa para "reconstituir" o isolamento entre faíscas.
- Erro comum: reduzir o Toff para ganhar velocidade e provocar ruturas de fio em cadeia.
- Analogia: como respirar entre esforços; sem pausa, o sistema "sufoca" e falha.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: não existe um único "parâmetro certo"; a máquina tem tabelas tecnológicas por espessura e material, ponto de partida a ajustar.
- Erro comum: usar os parâmetros de desbaste em todas as passagens e nunca atingir o Ra pedido.
- Exemplo: cortar 20 mm de aço-ferramenta a 62 HRC com uma passagem de desbaste e duas de acabamento.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: ligar este slide diretamente ao critério de desempenho "mantendo o posto de trabalho organizado".
- Erro comum: só arrumar no fim do turno; a organização faz-se antes e durante, não só depois.
- Pergunta: porque é que a qualidade da água desionizada afeta diretamente a precisão do corte?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a estrutura é muito parecida com a fresagem CNC; quem já programou fresagem reconhece a lógica.
- Erro comum: esquecer o M02/M30 no final, deixando o programa "em aberto".
- Exemplo: mostrar o mesmo contorno primeiro no papel, depois traduzido bloco a bloco.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: G00 nunca corta, é só deslocação; usar G01/G02/G03 em corte é erro grave (fio "morto" a viajar sem controlo).
- Erro comum: trocar G02 por G03 e obter o arco do lado errado.
- Pergunta: que código uso para ir da posição de troca de fio até ao início do contorno, sem cortar?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: qualquer geometria, por mais complexa, decompõe-se em retas e arcos; é a mesma lógica do desenho técnico.
- Erro comum: não fechar o contorno no ponto exato de partida, deixando um degrau na peça.
- Exemplo: o contorno de um cunho redondo com um rasgo é uma sequência de um arco e duas retas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: sem a compensação do raio do fio, a peça sai sempre com a medida errada (mais pequena ou maior do que a cota pedida).
- Erro comum: saltar a simulação "porque já está tudo certo"; é exatamente onde se apanham os erros mais caros.
- Pergunta: se o fio tem 0,2 mm de diâmetro, que compensação mínima o programa tem de considerar?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a resolução do instrumento tem de ser, no mínimo, dez vezes menor do que a tolerância a controlar.
- Erro comum: medir uma cota H7 (poucos centésimos) com um paquímetro comum.
- Exemplo: um cunho Ø20H7 (tolerância de 0 a +0,021 mm) exige micrómetro ou comparador, nunca paquímetro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: aferir não é opcional, é o primeiro passo de qualquer medição de rigor.
- Erro comum: assumir que o instrumento "está sempre certo" porque é novo ou caro.
- Pergunta: porque é que um micrómetro cai de precisão depois de uma queda ao chão, mesmo sem marca visível?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: identificar o diâmetro do fio certo para a operação é uma aptidão avaliada, não um detalhe menor.
- Erro comum: usar um fio grosso num raio interno apertado que ele fisicamente não consegue descrever.
- Exemplo: um cortante com um canto interno de raio 0,15 mm exige fio de 0,10 ou 0,15 mm de diâmetro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: contrastar sempre com a electroerosão por penetração (óleo) para fixar a diferença entre os dois processos.
- Erro comum: achar que "é só água da torneira"; a condutividade tem de estar dentro de uma janela controlada.
- Pergunta: que sinal na peça (mau acabamento, rutura de fio) aponta para água fora de especificação?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o fio tem de "passar" livremente por todo o contorno; um aperto mal pensado bloqueia o corte a meio.
- Erro comum: apertar a peça exatamente sobre a linha de corte, impedindo o fio de completar o contorno.
- Exemplo: um cunho retangular apoiado em dois calços, com a zona de corte em consola, livre de obstáculos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: alinhar é sempre feito ANTES de definir o zero-peça; a ordem importa.
- Erro comum: alinhar só por olho, sem comparador, "porque parece direito".
- Pergunta: numa peça já com um furo de referência maquinado, porque se prefere o alinhamento interno?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o critério de desempenho fala explicitamente em "cumprir as instruções no setup"; a ordem não é arbitrária.
- Erro comum: saltar a confirmação do fio e descobrir a meio do corte que o diâmetro está errado.
- Exemplo: passar de uma peça fina em latão para uma espessa em aço-ferramenta muda quase todos os parâmetros.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o zero-peça liga diretamente o mundo físico (a peça na máquina) ao mundo do programa (as coordenadas).
- Erro comum: definir o zero-peça numa face errada, diferente da que o desenhador usou como origem.
- Pergunta: porque é que a centragem em furo é mais fiável do que apalpar só uma aresta?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: confirmar nome e versão do programa é um hábito profissional, não burocracia.
- Erro comum: correr um programa de uma peça parecida, mas de outra ordem de fabrico.
- Exemplo: dois cunhos semelhantes, com ficheiros de nomes muito próximos, trocados na transferência.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: aquecer não é perda de tempo, é garantir que a peça toda é cortada nas mesmas condições térmicas.
- Erro comum: saltar o corte de teste e arrancar logo na peça definitiva.
- Pergunta: porque é que a temperatura da água influencia a precisão dimensional ao longo de um turno?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este é o critério de desempenho mais técnico da UC, "assegurando ajuste dos parâmetros tecnológicos, GAP e compensação do desgaste do elétrodo em função da cota controlada".
- Erro comum: compensar só uma vez no início e nunca reajustar depois de medir a primeira peça.
- Exemplo: uma cota que sai 0,01 mm maior do que o pedido corrige-se aumentando ligeiramente a compensação do fio.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o controlo não é só no fim; é uma verificação contínua enquanto a máquina corta.
- Erro comum: só medir a peça no fim do lote inteiro, descobrindo tarde que o desvio se acumulou.
- Pergunta: se a velocidade de corte cai a meio da peça, que causas devem ser verificadas primeiro?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: ligar à atitude "responsabilidade"; a manutenção preventiva evita paragens não planeadas.
- Erro comum: só fazer manutenção quando a máquina já dá erro de precisão, em vez de prevenir.
- Exemplo: guias de fio gastas produzem cortes ligeiramente cónicos sem o operador perceber logo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o risco elétrico da electroerosão é diferente do risco mecânico de uma fresadora; exige outro tipo de atenção.
- Erro comum: relaxar a segurança porque "não há ferramenta de corte visível" como numa fresadora.
- Pergunta: porque é que mexer no gerador de impulsos sem formação específica é particularmente perigoso?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a gestão de resíduos da água dielétrica e das resinas é uma obrigação legal, não uma boa vontade.
- Erro comum: tratar os detritos metálicos e a água usada como lixo comum.
- Exemplo: um lote de resina de troca iónica gasta segue para um operador licenciado de resíduos, não para o caixote geral.