NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o setup é planeamento antes de execução; quem chega à máquina sem preparar o material perde tempo de máquina parada, que é o mais caro de todos.
- erro comum: começar a montar na máquina sem ter as ferramentas e o dispositivo prontos na bancada.
- exemplo: comparar com a cozinha de um restaurante, tudo preparado antes do serviço arrancar.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: interpretar mal uma cota ou uma tolerância no desenho propaga-se a toda a peça produzida.
- pergunta à turma: qual a diferença entre uma vista de corte e uma secção? (o corte mostra tudo o que está atrás do plano de corte, a secção mostra só o que o plano atravessa).
- exemplo: mostrar um desenho real com uma tolerância apertada (ex.: Ø20 H7) e discutir o que isso implica no aperto e na medição.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: verificar o instrumento (zero, estado do apalpador) antes de o usar é o primeiro passo de qualquer medição.
- erro comum: usar o comparador de relógio onde só cabe o de alavanca, forçando o apalpador e desregulando-o.
- exemplo: medir o mesmo diâmetro com paquímetro e depois com micrómetro e comparar a resolução obtida.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a metrologia não é só "no fim"; acompanha todo o processo de setup.
- erro comum: medir uma peça quente logo a seguir a sair de outra máquina e obter uma cota que muda ao arrefecer.
- exemplo/analogia: é como pesar-se logo depois de comer, o valor está lá mas não é o de referência.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: esta distinção é uma competência de organização, não só técnica; é o que separa um operador eficiente.
- erro comum: preparar as ferramentas de corte já com a máquina parada à espera, em vez de as ter prontas na bancada antes.
- exemplo: contar à turma quantos minutos de máquina parada custam por hora numa oficina, e o que isso representa num turno de 8 horas.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: memorizar esta sequência ajuda a não saltar passos sob pressão de tempo.
- pergunta à turma: qual destas etapas é setup externo e podia ser antecipada? (a preparação na bancada).
- exemplo: percorrer esta sequência com uma peça simples (veio cilíndrico) do início ao fim, ligando cada etapa ao bloco correspondente da apresentação.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: não existe um dispositivo "certo" universal; a escolha depende sempre da peça e da operação seguinte.
- erro comum: usar a bucha de 3 grampos numa peça já maquinada num diâmetro fino, marcando a superfície acabada.
- exemplo: mostrar fotos ou peças reais montadas em bucha, em pinça e entre-pontos, e discutir porque se escolheu cada uma.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: uma limpeza mal feita no cone do fuso é a causa mais comum de erro de concentricidade.
- erro comum: apertar os parafusos de fixação fora de sequência, deixando o dispositivo ligeiramente inclinado.
- exemplo: simular na bancada a limpeza e montagem de uma bucha, mostrando o cuidado com o cone.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um TIR de 0,02 mm não é o mesmo problema numa peça de tolerância larga e numa de precisão; o critério depende da peça.
- erro comum: bater com força a mais no grampo, passando do lado oposto do erro.
- exemplo: fazer a turma calcular o TIR a partir de duas leituras do comparador (máxima 0,08 mm, mínima 0,02 mm → TIR = 0,06 mm).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o desalinhamento do contraponto só aparece claramente em peças compridas, daí ser um erro que passa despercebido em peças curtas.
- erro comum: verificar o alinhamento só numa extremidade da peça e assumir que está tudo certo.
- exemplo: desenhar no quadro o efeito de um contraponto desalinhado: a peça sai cónica em vez de cilíndrica.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: maquinar os mordentes com a bucha fechada garante que ficam concêntricos ao eixo real de rotação, não ao nominal.
- erro comum: maquinar os mordentes moles com a bucha aberta, perdendo a concentricidade que se queria garantir.
- exemplo: mostrar um jogo de mordentes moles antes e depois de maquinados para uma peça específica.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: esta decisão é económica, não só técnica; ligar ao raciocínio de setup interno vs externo do bloco 3.
- pergunta à turma: em que situação NÃO compensaria maquinar mordentes específicos? (peça única, sem repetição).
- exemplo: comparar o tempo de maquinar mordentes moles com o tempo poupado em N peças de uma série.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada pastilha tem uma vida útil e um regime de corte próprio; usar a pastilha errada gasta-a mais depressa.
- erro comum: montar uma pastilha de acabamento numa operação de desbaste, partindo a aresta.
- exemplo: mostrar uma pastilha de desbaste e uma de acabamento lado a lado e discutir as diferenças de geometria.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a posição da ferramenta na torreta tem de coincidir exatamente com o número de ferramenta chamado no programa (T01, T02...).
- erro comum: trocar a posição de duas ferramentas na torreta sem atualizar o programa ou a tabela.
- exemplo: percorrer uma ficha de ferramentas real, ligando cada linha à posição física na torreta.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: uma ferramenta fora da altura de centros produz um acabamento pior e pode gerar vibração (chatter).
- erro comum: apertar o suporte sem verificar a altura, confiando "a olho".
- exemplo: mostrar como se verifica a altura de centros com um calço ou com a ponta do contraponto como referência.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a verificação de colisões deve ser feita ferramenta a ferramenta, não só no fim de montar todas.
- erro comum: esquecer de verificar o curso do contraponto com a torreta na posição da ferramenta mais comprida.
- exemplo: simular no quadro (ou com a máquina, em modo lento) o movimento da torreta ferramenta a ferramenta.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o método manual exige prática; um toque a mais introduz erro na cota final da peça.
- erro comum: esquecer que no torno o eixo X mede diâmetro, não raio, e trocar o sinal ou o valor.
- exemplo: fazer o exercício de tocar numa face conhecida e calcular o offset resultante em Z.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar este slide de volta ao bloco 3 (setup interno vs externo), é o exemplo mais claro da matéria toda.
- pergunta à turma: porque é que uma oficina com muitas trocas de ferramenta investe num pré-setter?
- exemplo: comparar o tempo real de medir 6 ferramentas manualmente na máquina e no pré-setter.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um valor trocado entre duas linhas da tabela (ferramenta errada) produz uma peça fora de cota logo na primeira passagem.
- erro comum: introduzir o offset na linha da ferramenta errada por engano de número.
- exemplo: mostrar o ecrã da tabela de ferramentas do controlador (real ou simulado) e identificar cada coluna.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um corte de teste com margem, medir, e só depois ajustar o desgaste, nunca ao contrário.
- erro comum: ajustar o offset geométrico em vez do desgaste para uma correção fina, perdendo a referência original.
- exemplo: simular um corte de teste que deu 0,05 mm a mais no diâmetro e corrigir só no campo de desgaste.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: "confiar" no valor do pré-setter sem um corte de teste de confirmação é um risco desnecessário em peças críticas.
- erro comum: validar só a primeira ferramenta usada e assumir que as restantes estão certas por terem sido medidas da mesma forma.
- exemplo: percorrer um caso onde o corte de teste revelou um erro de 0,1 mm por desgaste da pastilha desde a última medição.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar isto à atitude "responsabilidade pelas suas ações" e "cooperação com a equipa" do referencial.
- pergunta à turma: o que aconteceria se o próximo turno confiasse cegamente num registo antigo sem verificar?
- exemplo: mostrar uma ficha de fabrico real com o campo de verificação de ferramentas preenchido.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o zero-peça tem de coincidir com o zero assumido no programa CNC; se o programador escolheu outra face, o setup segue essa escolha.
- erro comum: obter o zero numa face que ainda vai ser maquinada e desaparecer, perdendo a referência a meio do processo.
- exemplo: mostrar um desenho e discutir qual face faz mais sentido como zero-peça.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: correr o programa completo à primeira, sem validação, é a causa mais comum de colisões graves em oficina.
- erro comum: saltar o modo de teste "porque já se fez esta peça antes", ignorando que o setup de hoje é novo.
- exemplo: descrever passo a passo como se corre um bloco a bloco no controlador (Fanuc: modo BDT/single block).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um zero-peça bem obtido mas nunca gravado tem de ser refeito do zero na próxima vez, desperdiçando o trabalho já feito.
- erro comum: gravar o zero no registo errado (G55 em vez de G54), fazendo o programa correr com a origem trocada.
- exemplo: mostrar o ecrã do controlador com os vários registos de ponto de referência preenchidos.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a versão errada de um programa (revisão antiga) é um erro silencioso, a máquina não sabe que está desatualizado.
- erro comum: ter dois ficheiros com nomes parecidos e transferir o errado.
- exemplo: mostrar uma convenção real de nomenclatura de programas (código da peça + revisão + data).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada modo tem um propósito; misturar (ex.: pensar que se está em JOG e estar em automático) é fonte de acidente.
- erro comum: dar um comando MDI a pensar que a máquina está parada e ela executar de imediato.
- exemplo: percorrer o painel do controlador identificando o seletor de modo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: máquinas frias produzem cotas ligeiramente diferentes das máquinas em regime; explicar a dilatação térmica de forma simples.
- erro comum: saltar a referenciação de eixos por pressa e a máquina perder a posição real, gerando colisão.
- exemplo: mostrar o ciclo automático de referenciação (home) de uma máquina real ou em vídeo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o paradoxo das luvas é sempre surpreendente para quem começa; explicar bem o porquê do arrastamento.
- erro comum: retirar um resguardo "só um bocadinho" para ver melhor o corte, com a máquina em rotação.
- exemplo: mostrar (foto ou vídeo institucional) o efeito de uma apara quente na pele desprotegida.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ligar este slide às atitudes "autocontrolo" e "respeito pelas normas de segurança e saúde no trabalho" do referencial.
- pergunta à turma: porque é que uma oficina desarrumada é estatisticamente mais perigosa?
- exemplo: percorrer os planos de segurança reais da oficina da escola com a turma.