NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: setup não é "tempo morto" tolerado, é tempo que compete diretamente com a produção.
- Erro comum: achar que o setup é só "montar a peça". Inclui ferramentas e referências, três frentes em paralelo.
- Exemplo: comparar dois cenários, um oficial que testa tudo à vez e outro que prepara em bancada antes de parar a máquina.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta lógica de separar interno de externo atravessa toda a UC, volta a aparecer em cada bloco seguinte.
- Erro comum: os alunos tendem a achar que "tudo o que se faz antes de ligar o ciclo" é externo. Não é, o critério é se a máquina tem de estar parada.
- Pergunta à turma: porque é que uma oficina paga a um técnico para preparar ferramentas em bancada em vez de o fazer na máquina?
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao critério de desempenho "mantendo o posto de trabalho organizado em função do cenário". É avaliado, não é só bom senso.
- Erro comum: arrumar o posto no fim, não durante. A organização é contínua.
- Exemplo: 5S aplicado à bancada de preparação de ferramentas, cada ferramenta tem o seu lugar marcado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: desenho, ficha de fabrico e ficha de ferramentas são três documentos que se cruzam, nenhum substitui os outros.
- Erro comum: confundir corte com secção. O corte mostra o interior ao longo do plano de corte, a secção mostra só a fatia.
- Exemplo: mostrar um desenho com cotas por tolerância e pedir para identificar a cota crítica da peça.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: precisão e resolução não são a mesma coisa. Explicar com um exemplo numérico simples.
- Erro comum: usar um paquímetro para medir um alinhamento fino que precisa de comparador. A folga do próprio instrumento mascara o erro.
- Exemplo/analogia: o comparador é como uma balança de precisão, mede a diferença, não o valor absoluto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao critério de desempenho e à atitude "responsabilidade pelas suas ações": quem mede, assina a medição.
- Erro comum: confiar cegamente no instrumento sem o verificar antes do turno.
- Exemplo: mostrar um bloco padrão e o procedimento de zero de um comparador de relógio.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta sequência é o esqueleto de toda a UC, cada bloco seguinte aprofunda uma destas etapas.
- Erro comum: montar a ferramenta na máquina sem a ter medido antes em bancada, obrigando a interromper o ciclo.
- Exemplo: comparar o tempo total de setup de um cenário todo interno com o mesmo, convertendo 2 etapas para externo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Perguntar à turma: qual destas quatro intervenções é mais fácil de converter em setup externo? (medir e ajustar, com pré-setter em bancada).
- Erro comum: pensar que "rápido" e "rigoroso" são opostos. Um bom setup externo é as duas coisas.
- Ligar à atitude "sentido de organização" e ao impacto direto no tempo de fabrico da peça.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: dedicado não significa "melhor", significa "feito para uma peça". Para uma peça só, é desperdício.
- Erro comum: usar sempre o mesmo dispositivo por hábito, ignorando a geometria da peça nova.
- Exemplo: mostrar fotos ou catálogo de uma prensa, uma mesa modular e um dispositivo dedicado com pinos de localização.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o zero point como exemplo direto de conversão de setup interno em externo: a paleta é preparada fora da máquina.
- Erro comum: confundir bucha (aperto por expansão) com mandril (rotação). Reforçar o vocabulário correto.
- Pergunta: numa oficina com muitas trocas de peça por dia, qual destes sistemas compensa mais investir?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a limpeza da base não é estética, uma apara entre a base e a mesa desalinha a peça inteira.
- Erro comum: montar o dispositivo modular já na máquina, perdendo tempo de produção.
- Exemplo: pedir para a turma listar, de memória, os quatro passos de preparação externa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: apertar os parafusos de fixação por ordem sequencial em vez de cruzada, o que empena a base.
- Enfatizar a verificação de colisões antes de fechar a porta da máquina, ligado à segurança.
- Exemplo: simular no quadro a sequência cruzada de aperto de 4 parafusos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao critério de desempenho "adequando os instrumentos e as técnicas de alinhamento à tipologia e geometria da peça".
- Erro comum: usar sempre o mesmo instrumento por rotina, mesmo quando a peça pede outro.
- Exemplo: mostrar o mesmo alinhamento feito com comparador manual (mais lento, mais barato) e com sonda automática (mais rápido, mais caro).
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma repetir os 5 passos de memória, é a base de qualquer alinhamento manual.
- Erro comum: apertar em definitivo antes de confirmar a última leitura, perdendo o alinhamento no aperto final.
- Pergunta: porque se aperta em pequenos toques e não de uma vez? (evita empenos e perda de referência).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a ferramenta certa poupa tempo e prolonga a vida da máquina, é decisão técnica, não preferência pessoal.
- Erro comum: usar a mesma fresa para desbaste e acabamento, sacrificando o acabamento final.
- Exemplo: comparar o acabamento de uma face fresada com uma fresa de duas e de quatro arestas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: trocar a fresa sem verificar o estado da pinça, perdendo concentricidade e vida da ferramenta.
- Enfatizar que o conjunto suporte mais ferramenta é o que entra na tabela de ferramentas, não só a fresa isolada.
- Exemplo: mostrar um cone porta-ferramentas real e identificar as suas partes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta preparação externa é onde se converte a maior parte do tempo de setup interno em externo.
- Erro comum: montar a ferramenta no suporte sem respeitar o comprimento de saída da ficha, obrigando a remedir depois.
- Exemplo: mostrar a ficha de ferramentas de uma peça e identificar os comprimentos previstos por ferramenta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: trocar o número de posição de duas ferramentas no armazém sem atualizar o programa, causando colisão.
- Enfatizar a dupla verificação, medição em bancada mais confirmação na máquina, como rede de segurança.
- Pergunta: o que acontece se o número da ferramenta no armazém não corresponder ao programa?
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao critério de desempenho "adequando os instrumentos e as técnicas de medição das ferramentas em função do setup interno e externo".
- Erro comum: assumir o diâmetro nominal do catálogo sem medir o diâmetro efetivo, que varia com o desgaste.
- Exemplo: mostrar o ecrã de um pré-setter e identificar onde aparece o comprimento e o diâmetro medidos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o cálculo do desvio com a turma, é aritmética simples mas o hábito de registar é o que conta.
- Erro comum: introduzir o comprimento previsto de catálogo em vez do medido, gerando uma cota errada na peça.
- Pergunta: que aconteceria à peça se se usasse o comprimento previsto em vez do medido?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: validar antes do primeiro ciclo é inegociável, é a última barreira antes de a ferramenta tocar na peça.
- Erro comum: saltar a verificação na máquina "porque já foi medida no pré-setter". Os dois passos não se substituem.
- Exemplo: descrever um sensor de comprimento típico e como a máquina regista automaticamente o valor lido.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao critério de desempenho "assegurando a configuração da tabela de zeros e tabela das ferramentas de acordo com os dados".
- Erro comum: editar o offset da ferramenta errada por trocar o número na tabela.
- Exemplo: mostrar o ecrã de uma tabela de ferramentas e identificar as colunas de comprimento e diâmetro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao critério de desempenho "adequando os instrumentos e as técnicas para determinação do ponto de referência em função da sua localização".
- Erro comum: usar o mesmo método para face e para furo, ignorando que o furo pede centragem, não apalpação simples.
- Exemplo: mostrar a diferença entre apalpar uma face plana e centrar num furo circular.
NOTAS DO PROFESSOR
- Explicar porque quatro pontos a 90 graus e não dois, ligado à geometria do círculo.
- Erro comum: apalpar só duas vezes e assumir o centro, o que falha se o furo não estiver perfeitamente perpendicular.
- Pergunta: e se o furo tivesse uma rebarba num dos quatro pontos, que aconteceria à leitura?
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar de novo o critério "assegurando a configuração da tabela de zeros e tabela das ferramentas de acordo com os dados".
- Erro comum: configurar o zero peça no sistema de coordenadas errado, deslocando toda a peça.
- Exemplo: mostrar dois sistemas de coordenadas de peça na mesma máquina, para duas paletes diferentes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um movimento em vazio custa segundos e evita colisões que custam horas e material.
- Erro comum: saltar o movimento em vazio por pressa, sobretudo em peças já conhecidas.
- Exemplo: descrever uma colisão típica evitada por um movimento em vazio, ferramenta longa a mais numa peça baixa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: saltar o aquecimento é um erro comum em início de turno, com impacto direto na precisão das primeiras peças.
- Erro comum: confundir modo MDI com modo automático, MDI é um comando isolado, não corre o programa completo.
- Exemplo: descrever uma rotina de aquecimento típica de 5 a 10 minutos com deslocamentos nos três eixos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: correr um programa cujo nome é parecido com o correto mas é uma versão antiga.
- Enfatizar a importância de confirmar nome e versão sempre que se transfere um programa novo.
- Pergunta: como se garante, na prática, que a versão correta do programa está na máquina?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o setup é o momento de maior exposição ao risco, porque a proteção está muitas vezes aberta.
- Erro comum: manusear ferramentas de corte sem luvas adequadas, arriscando cortes na aresta.
- Exemplo: descrever um acidente típico de esmagamento ao alinhar uma peça com a mesa em movimento manual.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao critério de desempenho "respeitando as normas de segurança e saúde no trabalho".
- Erro comum: retirar as luvas só quando a máquina já está em corte, mas voltar a calçá-las tarde ao intervir de novo.
- Exemplo: rever com a turma que EPI se usa em cada fase do setup, preparação, montagem, alinhamento, verificação.
NOTAS DO PROFESSOR
- Recapitular o fluxo completo com a turma, ligando cada etapa ao critério de desempenho correspondente.
- Ligar às atitudes avaliadas: responsabilidade, autonomia, sentido de organização e respeito pelas normas.
- Anunciar as fichas e o projeto: planear e simular um setup completo numa peça de exemplo.