NOTAS DO PROFESSOR 📖 Pirâmide de automação ISA-95 Esta pirâmide é o mapa mental de toda a UC: cada nível fala com o de cima e o de baixo, e os protocolos mudam à medida que se sobe — de 4-20mA no campo a OPC UA e APIs na gestão. Perceber onde se situa um equipamento explica logo com quem comunica e que rede usar. É a base para diagnosticar problemas de integração vertical entre chão de fábrica e sistemas de gestão. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Como a informação se transforma ao subir do nível 0 ao nível 4 • Porque é que os protocolos de campo são determinísticos e os de topo não precisam de o ser • Onde o PLC se encaixa e o que comunica para cima e para baixo
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Industry 4.0 na prática da manutenção Industry 4.0 não é só um chavão: para o técnico significa sensores que reportam estado em tempo real, gémeos digitais que simulam avarias e edge computing que processa dados na máquina antes de subir à nuvem. O impacto direto é a manutenção preditiva tornar-se possível à escala. Mas mais conectividade significa mais superfície de ataque — daí a cibersegurança entrar como pilar e não como acessório. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Diferença prática entre edge e cloud computing numa fábrica • Como um digital twin ajuda a prever avarias antes de acontecerem • Porque é que conectar tudo aumenta o risco de cibersegurança
NOTAS DO PROFESSOR 📖 As cinco linguagens da norma IEC 61131-3 A norma garante que o mesmo programador trabalha em PLCs de fabricantes diferentes com as mesmas linguagens. A regra prática é escolher a linguagem certa para o problema: Ladder para lógica de relés e segurança, ST para cálculo e algoritmos, SFC para sequências de estados. IL está em desuso mas ainda aparece em código antigo. Não é "qual é melhor", é "qual encaixa nesta tarefa". 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Porque é que o Ladder continua a dominar a manutenção elétrica • Quando o ST resolve em três linhas o que o Ladder faria em vinte • Vantagem do SFC para descrever sequências passo a passo de uma máquina
NOTAS DO PROFESSOR 📖 PID implementado em Structured Text Este exemplo mostra o PID a sair da teoria para o código real que corre num PLC a cada ciclo de scan. Reparar em três detalhes práticos: o integral acumula ao longo do tempo, o derivativo usa a diferença entre ciclos, e a saída é limitada com MIN/MAX para não saturar o atuador. O dt tem de corresponder ao tempo real de ciclo, senão os ganhos perdem sentido. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Porque é que a saída tem de ser limitada (anti-windup do integral) • O papel do dt e a sua relação com o tempo de ciclo do PLC • Como guardar o last_error entre ciclos para calcular o derivativo
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Blocos de função normalizados Estes blocos são as peças de Lego da programação industrial: temporizadores, contadores e biestáveis que estão em qualquer projeto. A confusão clássica é entre TON (atraso a ligar) e TOF (atraso a desligar) — vale a pena desenhar o cronograma de cada um. Nos biestáveis, perceber qual entrada é dominante (SR vs RS) evita comportamentos inesperados em lógica de segurança. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Diferença de cronograma entre TON, TOF e TP • Quando usar SR (set dominante) e quando usar RS (reset dominante) • Como combinar contadores e temporizadores numa sequência simples
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Modelação de sequências com SFC O SFC obriga a pensar a máquina como estados e transições: em cada momento só um estado está ativo, e só se avança quando a condição de transição é verdadeira. Isto torna o programa legível e fácil de diagnosticar — basta ver em que passo a sequência ficou bloqueada. É o método natural para automatizar processos por etapas, como aquecer, manter e arrefecer neste exemplo. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • A regra de que só se muda de passo quando a transição é satisfeita • Como o SFC facilita encontrar onde uma sequência ficou presa • Traduzir um processo real da fábrica em passos e transições
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Boas práticas de design de HMI Um HMI mal desenhado provoca erros de operação e acidentes: por isso há regras objetivas como a hierarquia de ecrãs e o código de cores normalizado, onde o vermelho é sempre avaria e o verde sempre marcha. O princípio do "menos é mais" combate a sobrecarga de informação — o operador tem de perceber o estado num relance. A área de alarmes sempre visível é uma exigência de segurança, não estética. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Porque é que o código de cores tem de ser consistente em todos os ecrãs • Riscos de um ecrã sobrecarregado de informação para o operador • Como a hierarquia overview → processo → detalhe ajuda no diagnóstico
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Arquitetura de um sistema SCADA O SCADA é a camada que recolhe dados de campo, guarda histórico e dá visibilidade ao processo a partir de vários postos. As três peças centrais são o servidor de tags (estado atual via OPC UA), o historiador (base de dados que permite tendências) e o servidor de alarmes. Perceber esta separação ajuda a localizar problemas: se faltam dados históricos, o problema é o historiador, não a comunicação de campo. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • A função distinta do servidor de tags e do historiador • Como clientes thin e relatórios web acedem aos mesmos dados • Papel do OPC UA como ponte entre o SCADA e os PLCs de vários fabricantes
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Protocolos de comunicação industrial Cada fabricante e cada época trouxeram o seu protocolo, e o técnico tem de saber reconhecê-los pela topologia e pelo meio físico. PROFIBUS e Modbus RTU são o legado em RS-485; PROFINET e EtherNet/IP são o presente em Ethernet; OPC UA é a cola que liga o chão de fábrica aos sistemas de gestão. Saber a velocidade e a aplicação típica orienta logo o diagnóstico de uma rede. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Diferença entre Modbus RTU (RS-485) e Modbus TCP (Ethernet) • Porque é que o OPC UA é a escolha para integração vertical multi-fabricante • Como a topologia (master/slave vs producer/consumer) afeta o diagnóstico
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Diagnóstico de rede e cibersegurança IEC 62443 Diagnosticar uma rede industrial começa pelo simples — LEDs de estado, ping, ferramentas do TIA Portal — antes de partir para o Wireshark. A cibersegurança industrial segue a defesa em profundidade da IEC 62443: separar OT de IT, criar zonas com DMZ e controlar acessos. O técnico de manutenção é muitas vezes quem liga um portátil à rede, e por isso é também a primeira linha de defesa ou de risco. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Sequência lógica de diagnóstico: do LED ao analisador de pacotes • Porque é que a separação OT/IT (air gap ou DMZ) é o pilar da segurança • O risco de portas USB e portáteis não controlados no chão de fábrica