UC02940

PLC — Programação industrial

Siemens TIA Portal, ladder, GRAFCET, comunicações

Técnico de Manutenção Industrial / Mecatrónica · 50h

Plano da unidade

  1. Princípios e arquitectura
  2. Hardware PLC
  3. Linguagens de programação
  4. Ladder logic
  5. GRAFCET / SFC
  6. Comunicações
  7. Diagnóstico
  8. Casos práticos

Bloco 1 · Princípios

O que é PLC

PLC (Programmable Logic Controller):

  • Computador industrial dedicado.
  • entradas (sensores, botoeiras).
  • Executa lógica programada.
  • Comanda saídas (electroválvulas, contactores, motores).
  • Ciclo continuo (5-50 ms típico).

História

Anos 1960: substituição da lógica de relés por lógica programável.
Anos 1980: standards (IEC 61131-3 — linguagens).
Anos 2000: comunicação industrial (Profibus, Profinet).
Hoje: integração IT/OT, IoT industrial, AI.

Vs lógica de relés

Aspecto Relés PLC
Lógica Hardware (cablagem) Software
Modificação Re-cablar Mudar código
Diagnóstico Difícil Monitor online
Compactação Grande Pequeno
Custo Alto em sistemas grandes Mais baixo
Comunicação Inexistente Universal

Bloco 2 · Hardware

Componentes

  • CPU: processador + memória.
  • Módulos de I/O: entradas digitais, saídas digitais, analógicas.
  • Fonte de alimentação: 24 V CC tipicamente.
  • Comunicação: porta Ethernet, fieldbus.
  • HMI (separado mas integrado).

Tipos

Compactos:

  • CPU + I/Os num único bloco.
  • 10-50 I/Os típico.
  • PMEs.
  • Ex: Siemens S7-1200, Schneider M221.

Modulares:

  • CPU separada, módulos I/O extensíveis.
  • Centenas a milhares de I/Os.
  • Indústria pesada.
  • Ex: Siemens S7-1500, Allen-Bradley CompactLogix.

Distribuídos:

  • I/Os remotos via fieldbus.
  • Vantagem: cablagem reduzida em fábricas grandes.

I/Os digitais

Entradas DI: 24V CC tipicamente. PNP standard europeu.

Saídas DO:

  • Transistor: rápida (< 1ms), baixa corrente (0,5A).
  • Relé: lenta (10ms), corrente maior (2A), isolamento galvânico.

Standard: 24V CC para comando, contactor para potência.

I/Os analógicos

Entradas AI:

  • 0-10V, 4-20mA, Pt100, termopar.
  • Resolução típica 12-16 bits.
  • Para sensores de processo.

Saídas AO:

  • 0-10V, 4-20mA.
  • Para válvulas proporcionais, VFD, SSR.

Bloco 3 · Linguagens IEC 61131-3

5 linguagens standard

  1. LAD (Ladder Diagram): visual, baseado em relés. Mais usado.
  2. FBD (Function Block Diagram): blocos funcionais ligados.
  3. STL/IL (Instruction List): texto, tipo assembler.
  4. ST/SCL (Structured Text): tipo Pascal, mais flexível.
  5. SFC (Sequential Function Chart): equivalente a GRAFCET.

Cada PLC pode suportar várias. Programador escolhe conforme tipo de problema.

Quando usar cada

Linguagem Quando
LAD Lógica binária simples, manutenção
FBD Blocos complexos (PID, contadores)
ST/SCL Cálculos, algoritmos avançados
SFC/GRAFCET Sequências multi-estado

Bloco 4 · Ladder

Símbolos básicos

─┤├─    Contacto NO (input activo)
─┤NOT├─ Contacto NC (input inactivo)
─( )─   Bobina (output)
─( S )─ Set (latched on)
─( R )─ Reset (latched off)

Network: linha horizontal com lógica + bobina à direita.

Exemplo básico

Acender lâmpada com botão START / STOP:

| I0.0   I0.1                                    Q0.0
|──┤├────┤NOT├──────────────────────────────────( )──|
|  START  STOP                                       |
|                                                     |
|  Q0.0                                              |
|──┤├──────┘ (auto-retenção)                         |

Premir START + STOP não premido → Q0.0 activa.
Q0.0 mantém-se (auto-retenção) até STOP ser premido.

Funções comuns

  • Temporizadores (TON, TOF, TP): on-delay, off-delay, pulso.
  • Contadores (CTU, CTD): count up, count down.
  • Comparadores (=, >, <, ≥, ≤).
  • Operações matemáticas: +, -, ×, ÷.
  • Move, Copy entre variáveis.
  • PID: controlo proporcional-integral-derivativo.

Bloco 5 · GRAFCET

Princípio

Diagrama de estados sequencial (norma IEC 60848):

  • Estados (caixas numeradas) = situação da máquina.
  • Transições (linhas com condição) = passagem entre estados.
  • Acções associadas a cada estado.

Padrão para sequências complexas.

Exemplo

   ┌──┐
   │ 0│ Repouso — aguarda START
   └─┬┘
     │ Trans: START + cilindro recolhido
     ▼
   ┌──┐
   │ 1│ EV avanço = 1
   └─┬┘
     │ Trans: fim curso B1
     ▼
   ┌──┐
   │ 2│ EV avanço = 0; aguarda 2s
   └─┬┘
     │ Trans: T=2s
     ▼
   ┌──┐
   │ 3│ EV recuo = 1 (se biestável)
   └─┬┘
     │ Trans: fim curso B2
     ▼
   (volta a 0)

Paralelismo

GRAFCET suporta ramos paralelos:

       ┌──┐
       │ 5│
       └─┬┘
         │
     ════╪════ (divergência paralela)
     │       │
   ┌─┴─┐  ┌──┴┐
   │6.1│  │6.2│ (estados paralelos activos simultaneamente)
   └─┬─┘  └─┬─┘
     │       │
     ═══╪═══  (convergência)
        │
       ┌┴─┐
       │ 7│
       └──┘

Útil para automatismos com várias acções em paralelo.

Bloco 6 · Comunicações

Profinet

Standard Siemens / Europa:

  • Ethernet industrial 100 Mbit/s ou 1 Gbit/s.
  • Topologia flexível (estrela, linha, anel).
  • IRT (Isochronous Real-Time) para servomotores.
  • IP standard (endereçamento Ethernet).

Profibus

Mais antigo mas ainda muito usado:

  • Profibus DP (Decentralized Periphery): comunicação rápida com I/Os remotos.
  • Profibus PA (Process Automation): para instrumentação em processo.
  • RS-485, até 12 Mbit/s.

Outros

  • EtherNet/IP (Allen-Bradley standard).
  • EtherCAT (Beckhoff): ultra-rápido.
  • Modbus TCP: universal, simples.
  • OPC UA: middleware para integração.
  • MQTT: IoT, conectividade cloud.

Bloco 7 · Diagnóstico

Online com TIA Portal (Siemens)

  • Monitor: valores actuais de I/Os em tempo real.
  • Watch table: agrupa variáveis para análise.
  • Cross-references: onde cada variável é usada.
  • Trace: gravação de sinais ao longo do tempo (osciloscópio).
  • Diagnostic buffer: log de eventos.
  • Force: forçar valores para teste (com cuidado).

Avarias comuns

Sintoma Causa
PLC não comunica Cabo, IP errado, hardware avariado
I/O não responde Cabo, sensor/actuador, módulo I/O
Programa não executa CPU em STOP, programa não baixado
Saída sempre activa/inactiva Force activo (esquecido), lógica errada
Comunicação intermitente Switch industrial, cabos longos

Backup

Crítico:

  • Programa fonte (em PC do programador + servidor + cloud).
  • Configuração de hardware.
  • Receitas e parâmetros.
  • HMI.

Sem backup, falha do PLC pode causar paragem prolongada (semanas para reprogramar).

Bloco 8 · Casos práticos

Caso 1 — Cilindro automatizado

Componentes:

  • 1 cilindro duplo efeito + 2 fim-de-curso.
  • 1 botoeira START + 1 STOP / emergência.
  • 1 lâmpada de sinalização.
  • PLC Siemens S7-1212C.

Programa em ladder com auto-retenção. Tempo de execução < 100 ms.

Caso 2 — Tanque com nível

Componentes:

  • Sensor de nível 4-20 mA.
  • Bomba de enchimento.
  • Bomba de esvaziamento.
  • PLC com PID.

Algoritmo: manter nível entre 30-70% com histerese. Alarmes em sobre/sub nível.

Caso 3 — Linha sequencial

3 cilindros em sequência A+ B+ A− B−.

GRAFCET com 5 estados. Tratamento de emergência com transição forçada para estado seguro.

UC02940 · resumo

  • PLC = computador industrial robusto, base da automação moderna.
  • Hardware modular: CPU + I/Os + comunicação.
  • 5 linguagens IEC 61131-3: LAD, FBD, STL, ST, SFC.
  • Ladder é o mais comum; GRAFCET ideal para sequências.
  • Profinet/EtherNet IP são os fieldbus modernos.
  • TIA Portal (Siemens) é o software dominante na Europa.
  • Diagnóstico online + backup são essenciais.

NOTAS DO PROFESSOR 📖 O que é um PLC e o ciclo de scan O PLC é um computador industrial robusto que executa um ciclo repetitivo: lê entradas, processa a lógica e actualiza saídas. Ajudar o formando a interiorizar este ciclo de scan, porque explica comportamentos que de outra forma parecem estranhos, como um atraso de uma varredura. É a base para compreender tudo o que se segue na programação. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Descrever as três fases do ciclo de scan (ler, processar, escrever) • Relacionar o tempo de ciclo com a rapidez de resposta do sistema • Distinguir o PLC de um PC comum em robustez e determinismo

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Evolução histórica do PLC O PLC nasceu nos anos 1960 para substituir armários inteiros de relés cablados, e a história ajuda a entender por que a linguagem ladder se parece com esquemas de relés. Levar o formando a perceber a evolução até à integração atual com IoT e redes de informação. Conhecer esta trajectória dá sentido às escolhas de projeto que ainda hoje vemos. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar por que o ladder herdou o aspeto dos esquemas de relés • Situar a normalização IEC 61131-3 como marco de uniformização • Relacionar a fase atual com a convergência IT/OT

NOTAS DO PROFESSOR 📖 PLC versus lógica de relés A comparação direta evidencia por que o PLC se impôs: uma alteração que exigiria recablar um quadro de relés faz-se mudando algumas linhas de código. Importa o formando perceber que a flexibilidade, o diagnóstico online e a comunicação universal são vantagens decisivas. A lógica de relés ainda existe em circuitos de segurança simples, mas a regra é o PLC. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Contrastar modificar código com recablar um quadro de relés • Sublinhar o diagnóstico online como vantagem de manutenção • Reconhecer onde a lógica de relés ainda faz sentido (segurança simples)

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Componentes de um sistema PLC Um sistema PLC organiza-se em blocos funcionais: CPU, módulos de entrada/saída, alimentação e comunicação, com a HMI à parte. Ajudar o formando a identificar fisicamente cada componente num PLC real, porque o diagnóstico começa por saber onde olhar. A alimentação a 24 V CC é o padrão que percorre toda a instalação de comando. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Identificar cada componente num PLC físico de demonstração • Explicar o papel da CPU e dos módulos de I/O separadamente • Situar a alimentação a 24 V CC como tensão de comando padrão

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Compactos, modulares e distribuídos A arquitetura escolhe-se pela dimensão da aplicação: compacto para PME, modular para indústria pesada, distribuído para reduzir cablagem em fábricas extensas. Ajudar o formando a reconhecer gamas reais como o S7-1200 e o S7-1500 e a associá-las ao porte do projeto. A arquitetura distribuída é a tendência em instalações grandes pelo ganho em cabo e flexibilidade. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Associar cada tipo de PLC ao porte da aplicação • Dar exemplos de gamas Siemens e Allen-Bradley por categoria • Explicar a vantagem da E/S remota distribuída em fábricas grandes

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Entradas e saídas digitais As E/S digitais lidam com estados binários, e importa o formando dominar a escolha entre saída a transístor (rápida, baixa corrente) e a relé (lenta, corrente maior, isolada). A norma europeia favorece a lógica PNP nas entradas a 24 V CC, detalhe que evita erros de cablagem. Recordar que o PLC comanda, mas a potência passa sempre pelo contactor. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Comparar saída a transístor e saída a relé em velocidade e corrente • Explicar a lógica PNP nas entradas a 24 V CC • Reforçar que o PLC não comuta potência diretamente

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Entradas e saídas analógicas As E/S analógicas ligam o PLC ao mundo contínuo da instrumentação, recebendo 4-20 mA ou 0-10 V e convertendo-os em valores digitais com uma dada resolução. Ajudar o formando a relacionar a resolução em bits com a precisão útil da medição. As saídas analógicas comandam dispositivos proporcionais como válvulas e variadores, fechando a malha de controlo. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Ligar as entradas analógicas aos sinais de instrumentação estudados • Explicar a resolução de 12-16 bits e o seu impacto na precisão • Dar exemplos de saídas analógicas a comandar VFD e válvulas proporcionais

NOTAS DO PROFESSOR 📖 As cinco linguagens da IEC 61131-3 A norma define cinco linguagens, gráficas e textuais, que coexistem porque cada tipo de problema se exprime melhor numa delas. Levar o formando a perceber que não há uma "melhor" linguagem absoluta; o ladder domina pela facilidade de manutenção, mas o texto estruturado brilha em cálculos. Conhecer todas dá flexibilidade ao programador. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Apresentar cada uma das cinco linguagens com uma frase distintiva • Explicar por que o ladder é o mais usado em manutenção • Reforçar que a escolha depende da natureza do problema

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Critérios de escolha da linguagem Esta tabela traduz em prática a escolha da linguagem: lógica binária em ladder, blocos como o PID em FBD, algoritmos em texto estruturado, sequências em SFC. Ajudar o formando a interiorizar este mapeamento, porque escrever um cálculo complexo em ladder é tão penoso quanto fazer lógica simples em texto. A boa escolha torna o programa legível e fácil de manter. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Justificar cada associação linguagem-problema da tabela • Mostrar como o GRAFCET simplifica sequências multi-estado • Sublinhar o impacto da escolha na legibilidade e manutenção do código

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Símbolos básicos do ladder O ladder lê-se como um esquema elétrico: contactos à esquerda como condições, bobina à direita como resultado, percorrido como corrente da esquerda para a direita. Importa o formando distinguir o contacto NO do NC e a bobina simples das instruções Set e Reset com memória. Dominar estes poucos símbolos é suficiente para ler a maioria dos programas industriais. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar a leitura de um network como fluxo de "corrente" lógica • Distinguir contacto NO de NC na lógica do programa • Introduzir Set e Reset como bobinas com memória

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Auto-retenção em ladder Este exemplo é o circuito mais importante do ladder: a auto-retenção, em que a própria saída se contacta em paralelo com o botão de arranque para se manter ligada. Levar o formando a seguir a lógica passo a passo e a reconhecer que é o equivalente em software da auto-retenção por contactor estudada no comando eléctrico. O STOP em NC garante que a paragem corta sempre o ramo. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Seguir a lógica de arranque, retenção e paragem no exemplo • Ligar este padrão à auto-retenção física por contactor auxiliar • Explicar por que o STOP é programado com contacto NC

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Funções de instrução do PLC Para além da lógica binária, o PLC dispõe de instruções de mais alto nível: temporizadores, contadores, comparadores, operações matemáticas e o PID. Ajudar o formando a perceber que estas funções poupam dezenas de linhas e tornam o programa mais robusto. Dominar temporizadores e contadores resolve a grande maioria dos automatismos correntes. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Distinguir os três temporizadores TON, TOF e TP com exemplos • Explicar a diferença entre contar para cima e para baixo • Introduzir o PID como controlo de variáveis contínuas

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Princípio do GRAFCET O GRAFCET descreve um automatismo como uma sequência de estados ligados por transições condicionadas, o que torna sequências complexas claras e fáceis de depurar. Importa o formando perceber a regra fundamental: só se passa ao estado seguinte quando a transição for validada. Esta clareza contrasta com o emaranhado que a mesma sequência geraria em ladder puro. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Definir estado, transição e acção como os três elementos base • Explicar a regra de evolução condicionada à validação da transição • Contrastar a legibilidade do GRAFCET com o ladder em sequências longas

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Exemplo de ciclo GRAFCET Este exemplo de um cilindro mostra um GRAFCET completo: do repouso ao avanço, temporização, recuo e regresso ao estado inicial. Levar o formando a ler cada transição (fim de curso, temporizador) e a perceber como a sequência fecha em ciclo. É o modelo mental que depois se transcreve para a linguagem SFC no PLC. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Percorrer o ciclo estado a estado, lendo cada transição • Identificar as acções associadas (eletroválvula, temporização) • Mostrar como o ciclo regressa ao estado de repouso

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Paralelismo no GRAFCET O GRAFCET permite ramos paralelos, em que vários estados ficam activos em simultâneo entre uma divergência e uma convergência. Ajudar o formando a distinguir o paralelismo (acções simultâneas) da simples selecção entre caminhos alternativos. A convergência só prossegue quando todos os ramos paralelos terminaram, garantindo a sincronização. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Distinguir divergência paralela de selecção de sequências • Explicar a regra de sincronização na convergência • Dar um exemplo de duas acções que avançam em paralelo numa máquina

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Profinet, o padrão Ethernet da Siemens O Profinet é a Ethernet industrial dominante no ecossistema Siemens, juntando alta velocidade, topologias flexíveis e endereçamento IP standard. Levar o formando a perceber a função do IRT para aplicações críticas de movimento, como servomotores sincronizados. Por usar Ethernet, integra-se naturalmente com a infraestrutura de rede da fábrica. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar as vantagens da Ethernet industrial face aos bus série • Referir o IRT para sincronização determinística de eixos • Relacionar o endereçamento IP com a integração na rede da fábrica

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Profibus, o legado ainda presente Embora mais antigo que o Profinet, o Profibus continua muito instalado, pelo que o técnico de manutenção o encontra com frequência no terreno. Ajudar o formando a distinguir as variantes DP (E/S rápidas) e PA (instrumentação de processo) e a sua base física RS-485. Saber lidar com terminações e endereçamento Profibus é uma competência prática valiosa. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Distinguir Profibus DP de PA pela aplicação • Explicar a importância das resistências de terminação no bus RS-485 • Sublinhar que o legado Profibus ainda exige domínio na manutenção

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Outros protocolos e a abertura à cloud Para além de Profinet e Profibus, há um ecossistema de protocolos: EtherNet/IP, EtherCAT, Modbus TCP e, na fronteira com a IT, OPC UA e MQTT. Ajudar o formando a perceber que cada fabricante tem o seu padrão, mas existem pontes universais para integração. O MQTT e o OPC UA são as portas para a IoT industrial e a análise na cloud. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Associar cada protocolo ao seu fabricante ou nicho de origem • Explicar o papel do OPC UA como middleware de interoperabilidade • Referir o MQTT como elo leve para conectividade IoT e cloud

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Diagnóstico online com TIA Portal O grande trunfo do PLC é poder ser observado em funcionamento: o TIA Portal mostra valores reais, regista sinais e indica onde cada variável é usada. Levar o formando a usar a watch table e o diagnostic buffer como primeiras ferramentas de resolução de problemas. A função force é poderosa mas perigosa: um valor forçado e esquecido pode causar avarias inexplicáveis. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Demonstrar o monitor online e a watch table na resolução de avarias • Explicar o valor do diagnostic buffer como registo de eventos • Alertar para o risco de deixar valores em force activos

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Avarias comuns em sistemas PLC A tabela sintoma-causa orienta o diagnóstico em campo, do PLC que não comunica à saída que ficou presa por um force esquecido. Importa o formando aprender a metodologia: começar pelo mais simples e provável (cabo, IP, CPU em STOP) antes de suspeitar do hardware. Reconhecer estes padrões poupa horas de procura às cegas. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Relacionar cada sintoma com a sua causa mais provável • Ensinar a verificar primeiro o estado RUN/STOP da CPU • Lembrar o force esquecido como causa de saídas presas

NOTAS DO PROFESSOR 📖 A criticidade do backup O backup do programa, da configuração de hardware e dos parâmetros é a apólice de seguro contra uma falha catastrófica do PLC. Levar o formando a interiorizar que sem o programa fonte uma simples avaria da CPU pode parar uma linha durante semanas. A regra prática é guardar cópias em vários locais: PC do programador, servidor e cloud. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Enumerar o que deve constar de um backup completo • Explicar o cenário de paragem prolongada sem programa fonte • Defender a regra de cópias redundantes em locais distintos

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Caso prático: cilindro automatizado Este primeiro caso integra os conceitos da unidade num sistema simples e tangível: entradas de fim de curso, saída para electroválvula, lógica de auto-retenção em ladder. Levar o formando a listar os componentes e a mapear cada um numa entrada ou saída do PLC. É o exercício ideal para consolidar a passagem da teoria ao programa real. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Mapear cada componente físico numa entrada ou saída do PLC • Relacionar a auto-retenção com o esquema de comando estudado • Propor a reprodução do caso numa bancada de demonstração

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Caso prático: controlo de nível Este caso introduz o sinal analógico e o conceito de histerese: as bombas não comutam a um único valor, mas entre dois limiares, para evitar arranques excessivos. Ajudar o formando a perceber por que a histerese protege os equipamentos e estabiliza o processo. Os alarmes de nível alto e baixo acrescentam a camada de segurança operacional. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar a histerese e o seu papel em reduzir comutações • Ligar o sensor 4-20 mA à entrada analógica do PLC • Relacionar os alarmes de nível com a proteção do processo

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Caso prático: linha sequencial Este caso mostra o GRAFCET no seu elemento, descrevendo uma sequência de cilindros A+ B+ A- B- com vários estados. Levar o formando a valorizar o tratamento da emergência como transição forçada para um estado seguro, em vez de simplesmente cortar tudo. Gerir a emergência de forma controlada é o que distingue um automatismo profissional. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Traduzir a sequência A+ B+ A- B- num GRAFCET de estados • Explicar a transição forçada para estado seguro na emergência • Discutir o rearme controlado após uma paragem de emergência

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Síntese da programação de PLC Esta síntese fecha a unidade ligando hardware, linguagens, comunicações e diagnóstico num percurso coerente. Usar o resumo para o formando consolidar que o PLC é a base da automação moderna e que o ladder e o GRAFCET cobrem a maioria das necessidades. Reforçar que o domínio do diagnóstico online e a disciplina do backup distinguem o bom técnico de manutenção. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Recapitular o ciclo de scan e a arquitectura de hardware • Ligar cada linguagem ao tipo de problema que resolve melhor • Sublinhar diagnóstico online e backup como práticas indispensáveis