UC02939

Instrumentação industrial

Sensores, transmissores, calibração

Técnico de Manutenção Industrial / Mecatrónica · 25h

Plano da unidade

  1. Princípios da instrumentação
  2. Sensores e transmissores
  3. Sinais analógicos e digitais
  4. Calibração
  5. Comunicação industrial
  6. Manutenção

Bloco 1 · Princípios

Conceitos básicos

Instrumentação: medição e controlo de variáveis físicas em processos industriais.

Variáveis típicas:

  • Temperatura (T).
  • Pressão (P).
  • Caudal (Q).
  • Nível.
  • Posição / deslocamento.
  • Velocidade.
  • pH, condutividade.
  • Humidade.
  • Outras (gases, vibração, força).

Cadeia de medição

Variável física → Sensor → Transmissor → Sinal padrão → Controlador → Actuador
  • Sensor: detecta variação física (termopar, célula de carga).
  • Transmissor: amplifica e converte para sinal padrão.
  • Sinal padrão: 4-20 mA (analógico), 0-10 V (analógico), digital (HART, Profibus).
  • Controlador: PLC, DCS.
  • Actuador: válvula, motor, aquecedor.

Características dos instrumentos

  • Gama (span): de mín a máx.
  • Resolução: menor variação detectável.
  • Precisão (accuracy): erro vs valor real.
  • Repetibilidade: consistência de medições repetidas.
  • Linearidade: relação entrada-saída.
  • Tempo de resposta.
  • Drift: desvio ao longo do tempo.

Bloco 2 · Sensores principais

Temperatura

Termopares (TC):

  • Junção de 2 metais diferentes gera tensão proporcional a T.
  • Tipos: K (Ni-Cr/Ni-Al, -200 a 1370 °C), J (Fe/Cu-Ni), T, S, R.
  • Robustos, baratos.
  • Tensão pequena (mV) — necessita amplificação.

RTD (Resistance Temperature Detector):

  • Pt100 (resistência de platina 100 Ω a 0°C).
  • Mais preciso que TC.
  • Gama -200 a 600 °C.

Termístores:

  • Semicondutores; NTC ou PTC.
  • Alta sensibilidade.
  • Pequena gama.

Infravermelho (pirómetros): sem contacto.

Pressão

Manómetro mecânico (Bourdon): tradicional, leitura visual.

Sensor piezoeléctrico: variação de capacitância ou resistência com deformação.

Transmissor de pressão: saída 4-20 mA proporcional à pressão.

Gamas: vácuo, baixa pressão (mbar), média (bar), alta (centenas de bar).

Aplicações: tanques, tubagens, sistemas hidráulicos, pneumáticos.

Caudal

  • Roda de pás (turbina): mecânico, pulsos por volta.
  • Vortex: detecta vortices em barra obstáculo.
  • Magnético (electromagnético): para líquidos condutores.
  • Ultrasónico: sem contacto, ondas de pressão.
  • Coriolis: medição de massa (não volume).
  • Diferencial de pressão (placa orifício + transmissor DP).

Cada tipo tem aplicações específicas.

Nível

  • Bóia mecânica: simples, switch.
  • Capacitivo: sem contacto, alta sensibilidade.
  • Pressão hidrostática: pressão proporcional à altura de líquido.
  • Ultrasónico: sem contacto, mede distância à superfície.
  • Radar: precisão alta, mesmo com vapores.
  • Pesagem: célula de carga sob o reservatório.

Posição

  • Indutivo (proximity sensor): detecta metais.
  • Capacitivo: qualquer material.
  • Fotoeléctrico: barreira, reflexivo, difuso.
  • Encoder:
    • Incremental: pulsos por volta. Posição relativa.
    • Absoluto: posição única para cada ângulo.
  • LVDT (Linear Variable Differential Transformer): posição linear precisa.
  • Lasers: distância sem contacto, alta precisão.

Bloco 3 · Sinais

4-20 mA (standard analógico)

  • 4 mA = 0% (mínimo da gama).
  • 20 mA = 100% (máximo).
  • < 4 mA = avaria (cabo cortado, sensor falhou) → diagnóstico imediato.
  • Resistente a perdas em cabos longos (corrente).
  • Standard mundial em processo.

0-10 V

Alternativa analógica:

  • 0 V = 0%, 10 V = 100%.
  • Mais sensível a ruído eléctrico que 4-20 mA.
  • Melhor para distâncias curtas.

Sinais digitais

  • NPN/PNP (24 V CC).
  • Open collector.
  • TTL (5 V).
  • HART: digital sobreposto a 4-20 mA.
  • Profibus PA: fieldbus em processo.
  • EtherNet/IP, Profinet, Modbus TCP: Ethernet industrial.

Bloco 4 · Calibração

Princípio

Comparar instrumento sob teste com referência (padrão) de precisão superior.

Frequência:

  • Mensal: instrumentos críticos.
  • Anual: standards.
  • Após manutenção.
  • Após suspeita de drift.

Procedimento

  1. Conectar instrumento a referência calibrada.
  2. Aplicar sinais conhecidos:
    • 0%, 25%, 50%, 75%, 100% da gama.
  3. Registar leituras do instrumento vs referência.
  4. Calcular erro:
    • Erro = leitura - real.
    • Erro relativo = erro / gama × 100%.
  5. Ajustar zero e span se erro > tolerância.
  6. Re-verificar após ajuste.
  7. Emitir certificado de calibração.

Equipamentos de referência

  • Calibrador de pressão (gerador + manómetro padrão).
  • Calibrador de temperatura (bloco aquecido / forno + RTD padrão).
  • Calibrador de loop 4-20 mA (Fluke 754).
  • Padrões de massa (para células de carga).

Reference equipment certificado por laboratório acreditado (IPAC em Portugal, ENAC em Espanha).

Bloco 5 · Comunicação

Fieldbus

Bus de comunicação digital em processo:

  • HART: clássico, em cima de 4-20 mA.
  • Profibus PA: standard europeu em processo.
  • Foundation Fieldbus: alternativa americana.
  • AS-Interface: para sensores e actuadores binários.
  • IO-Link: comunicação ponto-a-ponto moderna.

Vantagens fieldbus

  • Diagnóstico avançado: instrumento reporta estado, erros.
  • Configuração à distância: parametrizar sem deslocar.
  • Cabo único para múltiplos instrumentos.
  • Manutenção preditiva integrada.
  • Calibração remota (alguns modelos).

Ethernet industrial

Tendência moderna: Profinet, EtherNet/IP, EtherCAT.

  • Velocidade alta (100 Mbit/s, 1 Gbit/s).
  • Topologias flexíveis (estrela, anel).
  • Integração com IT (cloud, BI, IoT).
  • Cybersegurança crítica.

Bloco 6 · Manutenção

Plano

Diária:

  • Visual: cabos, conexões, sujidade.
  • Leituras dentro do esperado.

Mensal:

  • Verificar drift comparando com referência local.
  • Limpeza de superfícies sensíveis (lentes ópticas, sensores capacitivos).

Trimestral:

  • Verificação dos diagnósticos do PLC.
  • Termografia.

Anual:

  • Calibração com instrumento de referência.
  • Substituição de baterias (sensores wireless).
  • Verificação de cabos longos.

Avarias comuns

Sintoma Causa
Leitura ruidosa EMI; cabo mal blindado
Leitura fixa em 0 ou max Cabo cortado; sensor avariado
Drift gradual Envelhecimento sensor
Leitura errática Sensor instalado em ponto errado (turbulência, etc.)
Comunicação intermitente Cabo/conector; terminações fieldbus

Vida útil

  • Termopares: 5-15 anos.
  • RTD Pt100: 10-20 anos.
  • Pressão piezoeléctrico: 5-10 anos.
  • Caudalimetros mecânicos: 5-10 anos.
  • Magnéticos / ultrassónicos: 10-15 anos.
  • Sensores ópticos: 5-10 anos.

Substituição preventiva ao atingir 80% da vida útil (caso crítico).

UC02939 · resumo

  • Instrumentação mede variáveis físicas (T, P, Q, nível, posição).
  • Sensores específicos para cada variável.
  • 4-20 mA standard analógico; fieldbus moderno.
  • Calibração periódica com referências certificadas.
  • Profinet/EtherNet IP standard moderno.
  • Manutenção simples mas constante.

NOTAS DO PROFESSOR 📖 O que é instrumentação industrial A instrumentação é o conjunto de meios para medir e controlar as variáveis físicas de um processo, sendo os "sentidos" da automação. Ajudar o formando a perceber que sem medição fiável não há controlo possível: o PLC só decide bem se receber dados corretos. Familiarizar com o leque de variáveis típicas prepara o estudo dos sensores específicos. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Relacionar cada variável física com um processo industrial concreto • Explicar por que a medição precede e condiciona o controlo • Dar exemplos de variáveis menos óbvias como vibração ou condutividade

NOTAS DO PROFESSOR 📖 A cadeia de medição e controlo A cadeia liga a variável física ao actuador através de sensor, transmissor, sinal padrão e controlador, formando uma malha completa. Levar o formando a distinguir o papel do sensor (detectar) do transmissor (converter e padronizar). Compreender esta cadeia é o mapa mental que organiza toda a unidade. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Percorrer a cadeia da variável física até ao actuador, elo a elo • Distinguir claramente sensor de transmissor • Introduzir o sinal padrão como linguagem comum entre componentes

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Características metrológicas As características como gama, precisão, repetibilidade e drift definem a qualidade de um instrumento e a sua adequação a cada aplicação. Importa o formando distinguir precisão de repetibilidade, conceitos que confunde facilmente. O drift explica por que mesmo um bom instrumento precisa de recalibração periódica. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Distinguir precisão (erro vs real) de repetibilidade (consistência) • Explicar o conceito de gama e a sua escolha face à medição • Ligar o drift à necessidade de calibração periódica

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Sensores de temperatura A temperatura mede-se por várias tecnologias, cada uma com o seu compromisso entre gama, precisão e custo. Ajudar o formando a escolher: termopar para gamas altas e robustez, RTD Pt100 para precisão, termístor para alta sensibilidade em gama estreita. Saber qual o tipo instalado é essencial para o ligar ao módulo de entrada correcto do PLC. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Comparar termopar, RTD e termístor em gama, precisão e custo • Explicar por que o termopar gera mV e precisa de amplificação • Referir o pirómetro como solução sem contacto para superfícies inacessíveis

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Medição de pressão A pressão mede-se desde o manómetro mecânico de leitura visual até ao transmissor eletrónico com saída padrão de 4-20 mA. Levar o formando a perceber a evolução: o manómetro serve para leitura local, o transmissor integra a pressão na malha de automação. A escolha da gama deve cobrir a pressão de trabalho sem ficar saturada nem perder resolução. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Distinguir o manómetro mecânico do transmissor eletrónico • Explicar o princípio piezoeléctrico de variação com a deformação • Discutir a escolha de gama face à pressão de trabalho do processo

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Medição de caudal Existem muitas tecnologias de caudal porque cada fluido e instalação impõem restrições diferentes — condutividade, presença de sólidos, necessidade de medir massa. Ajudar o formando a perceber que o magnético só serve líquidos condutores e o Coriolis mede massa, não volume. A escolha errada do tipo de caudalímetro leva a leituras sistematicamente erradas. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Associar cada tecnologia ao tipo de fluido adequado • Distinguir medição de volume de medição de massa (Coriolis) • Explicar a vantagem dos métodos sem contacto como o ultrassónico

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Medição de nível O nível mede-se por contacto ou sem contacto, escolhendo conforme o líquido, a presença de vapores e a precisão exigida. Ajudar o formando a perceber que o radar funciona mesmo com vapor, onde o ultrassónico falha, e que a pressão hidrostática infere o nível a partir da coluna de líquido. A pesagem por célula de carga é uma alternativa elegante quando se quer também conhecer a massa. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Distinguir métodos de contacto dos sem contacto • Explicar por que o radar é preferível em presença de vapores • Relacionar a pressão hidrostática com a altura de coluna de líquido

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Sensores de posição e proximidade A detecção de posição vai do simples sensor de proximidade que diz "presente ou ausente" até ao encoder que fornece um valor angular preciso. Importa o formando distinguir o indutivo (só metais) do capacitivo (qualquer material) e o encoder incremental do absoluto. Esta distinção é decisiva em automação, onde uma falha de posição pode colidir mecanismos. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Distinguir sensor indutivo, capacitivo e fotoeléctrico • Explicar a diferença entre encoder incremental e absoluto • Dar um exemplo de aplicação para cada tipo de sensor de posição

NOTAS DO PROFESSOR 📖 O sinal 4-20 mA e a deteção de avaria O 4-20 mA é o standard analógico por excelência, e a sua maior virtude é o zero "vivo": 4 mA representa 0%, deixando o intervalo abaixo para sinalizar avaria. Levar o formando a perceber que um cabo cortado dá 0 mA, instantaneamente reconhecível como falha. Por ser em corrente, é imune às quedas de tensão em cabos longos, ao contrário dos sinais em tensão. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar a vantagem diagnóstica do zero vivo a 4 mA • Justificar a imunidade do sinal em corrente a cabos longos • Relacionar uma leitura abaixo de 4 mA com cabo cortado ou sensor avariado

NOTAS DO PROFESSOR 📖 O sinal 0-10 V e os seus limites O sinal em tensão 0-10 V é simples e barato, mas mais vulnerável ao ruído eléctrico e às quedas em cabos longos. Ajudar o formando a perceber por que se reserva para distâncias curtas, tipicamente dentro do mesmo quadro. Comparar com o 4-20 mA reforça a compreensão das vantagens do sinal em corrente. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar a maior sensibilidade do 0-10 V ao ruído eléctrico • Justificar o uso em distâncias curtas • Contrastar diretamente com as vantagens do 4-20 mA

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Sinais digitais e níveis lógicos Os sinais digitais transmitem estados discretos, e importa o formando dominar a distinção entre lógica PNP e NPN, fonte de erros frequentes na ligação ao PLC. Explicar que o HART é engenhoso por sobrepor dados digitais ao sinal 4-20 mA, aproveitando a cablagem existente. À medida que se sobe na pirâmide, surgem os fieldbus e a Ethernet industrial. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Distinguir entradas PNP de NPN e o cuidado na ligação • Explicar como o HART convive com o sinal analógico no mesmo par • Situar os vários protocolos por nível de complexidade

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Princípio da calibração Calibrar é comparar o instrumento em uso com um padrão de precisão superior e certificado, para quantificar e corrigir o seu erro. Levar o formando a perceber a cadeia de rastreabilidade: o padrão de referência é ele próprio calibrado contra outro mais exacto. A frequência de calibração depende da criticidade e da tendência ao drift do instrumento. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar o conceito de padrão de precisão superior • Introduzir a rastreabilidade metrológica até ao laboratório acreditado • Justificar a calibração após manutenção ou suspeita de drift

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Procedimento de calibração ponto a ponto A calibração faz-se aplicando sinais conhecidos em vários pontos da gama e registando o erro em cada um, não apenas no extremo. Importa o formando perceber a diferença entre ajustar o zero (offset) e ajustar o span (ganho), e a necessidade de re-verificar após ajuste. O certificado emitido é a prova documental que sustenta a confiança na medição. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar por que se calibra em vários pontos (0, 25, 50, 75, 100%) • Distinguir o ajuste de zero do ajuste de span • Sublinhar a re-verificação e o certificado como fecho do processo

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Padrões e laboratórios acreditados A calibração só tem valor se o equipamento de referência estiver ele próprio certificado por um laboratório acreditado, garantindo a rastreabilidade. Ajudar o formando a conhecer ferramentas práticas como o calibrador de loop Fluke 754 e a perceber o papel do IPAC em Portugal. Um padrão fora de validade torna inválida qualquer calibração feita com ele. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Apresentar os calibradores típicos por grandeza física • Explicar o papel do IPAC e da acreditação na rastreabilidade • Alertar para a validade do certificado do próprio padrão

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Protocolos fieldbus em processo O fieldbus substitui o sinal analógico ponto-a-ponto por um barramento digital que liga vários instrumentos no mesmo cabo. Ajudar o formando a situar os protocolos: o HART como ponte sobre o 4-20 mA existente, o IO-Link como solução moderna ao nível do sensor. Conhecer os nomes dá-lhe vocabulário para ler especificações e diagnosticar redes. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar a diferença entre ligação ponto-a-ponto e barramento • Situar HART, Profibus PA e IO-Link nos respetivos níveis • Referir a importância das terminações corretas num fieldbus

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Vantagens práticas do fieldbus O fieldbus não é só menos cabo; traz diagnóstico avançado, parametrização remota e suporte à manutenção preditiva. Levar o formando a perceber o ganho operacional: o instrumento reporta o seu próprio estado e pode ser configurado sem deslocação ao campo. Estas vantagens reduzem tempos de paragem e custos de manutenção. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Destacar o diagnóstico avançado que o instrumento reporta • Explicar a parametrização e calibração remotas • Relacionar o fieldbus com a manutenção preditiva integrada

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Ethernet industrial e convergência IT/OT A Ethernet industrial traz alta velocidade e integração direta com os sistemas de informação, abrindo a porta à IoT e à análise de dados na cloud. Levar o formando a perceber que esta convergência IT/OT traz benefícios, mas também expõe o chão de fábrica a riscos de cibersegurança. Proteger estas redes deixou de ser opcional num ambiente conectado. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Apresentar Profinet, EtherNet/IP e EtherCAT como variantes industriais • Explicar o ganho da integração com IT, BI e cloud • Alertar para a cibersegurança como requisito crítico em redes OT

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Plano de manutenção de instrumentação A manutenção de instrumentação é simples mas tem de ser constante, escalonada por frequências do diário ao anual. Importa o formando perceber que tarefas humildes como limpar uma lente ótica ou um sensor capacitivo evitam medições erradas. A calibração anual coroa o plano, mas não substitui a vigilância diária do drift e das condições dos cabos. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Distribuir as tarefas pelas frequências diária, mensal, trimestral e anual • Sublinhar a limpeza de superfícies sensíveis como prevenção de erro • Relacionar a termografia com a deteção precoce de problemas elétricos

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Diagnóstico de avarias por sintoma A tabela sintoma-causa é uma ferramenta prática de diagnóstico que orienta o técnico do efeito observado para a origem provável. Ajudar o formando a ler estes padrões: uma leitura fixa no zero ou no máximo aponta tipicamente para cabo cortado ou sensor avariado. Reconhecer estes sinais acelera a reparação e evita substituições desnecessárias. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Relacionar cada sintoma com a sua causa mais provável • Distinguir uma falha de cablagem de uma falha do próprio sensor • Realçar a importância da posição de instalação para evitar leituras erráticas

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Vida útil e substituição preventiva Cada tipo de sensor tem uma vida útil esperada, e em aplicações críticas substitui-se antes da falha, não depois. Levar o formando a perceber a lógica da substituição aos 80% da vida: antecipa-se a avaria em equipamento onde a paragem é inaceitável. Esta abordagem liga a instrumentação às estratégias de manutenção preditiva e preventiva. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Comparar a vida útil esperada dos diferentes tipos de sensor • Explicar a regra dos 80% como decisão de manutenção preventiva • Ligar a substituição planeada à criticidade do ponto de medição

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Síntese da instrumentação industrial Esta síntese amarra a unidade: medir variáveis com o sensor certo, transmitir num sinal fiável, calibrar com rigor e manter de forma constante. Usar o resumo para o formando consolidar a cadeia de medição e a centralidade do 4-20 mA e dos fieldbus modernos. Reforçar que a calibração periódica com padrões certificados é o que garante a confiança em todas as decisões de controlo. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Recapitular a cadeia sensor, transmissor, sinal e controlador • Ligar a escolha do sensor à variável e às condições do processo • Sublinhar calibração e manutenção como garantia de medições fiáveis