NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: "bonito e inviável de fabricar" não é design industrial, é ilustração. A moldabilidade entra desde o primeiro esquiço.
- Erro comum: os alunos pensam em design como só aparência. Insistir nas quatro exigências em simultâneo.
- Exemplo/analogia: um copo de vidro soprado à mão é artesanato; o mesmo copo em milhares de unidades idênticas, moldado, é design industrial.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o molde é caro e demorado a alterar; o CAD é barato e rápido. Errar cedo é barato, errar tarde é caro.
- Pergunta: "porque é que um fabricante prefere atrasar duas semanas o design a descobrir um problema já com o molde cortado?"
- Exemplo/analogia: é como rever a planta de uma casa antes de deitar o betão, não depois.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: estes não são conceitos abstratos de arte, são ferramentas de análise de qualquer produto na sala de aula.
- Erro comum: confundir "muitos detalhes" com "bom design". Simplicidade coerente costuma vencer.
- Exemplo/analogia: comparar dois berbequins do mesmo preço, um visualmente "carregado" e outro limpo; discutir qual comunica melhor a função.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o processo é iterativo, não linear; testar pode obrigar a voltar a "definir".
- Erro comum: saltar direto para "idear" sem empatizar primeiro, resultando em soluções bonitas para o problema errado.
- Exemplo/analogia: um médico que passa logo ao tratamento sem diagnóstico é o equivalente a "idear" sem "empatizar".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: separar geração de avaliação é a regra mais importante; misturar as duas mata a criatividade.
- Erro comum: filtrar pelas ideias mais faladas ou mais bonitas em vez de pelos três testes objetivos.
- Exemplo/analogia: uma sessão de 15 minutos numa turma de 20 alunos deve produzir dezenas de ideias sobre um mesmo objeto do dia a dia (ex.: um suporte de telemóvel).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o moodboard não é uma colagem decorativa, é uma ferramenta de alinhamento entre equipa e cliente.
- Erro comum: encher o painel com centenas de imagens soltas sem organização por tema.
- Exemplo/analogia: como o guião de estilo de uma marca antes de desenhar uma campanha.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: "verificável" é a palavra-chave; "deve ser bonito" não é um requisito, "deve ter aprovação de pelo menos 70% dos utilizadores testados" é.
- Erro comum: começar a desenhar antes de fechar o caderno de encargos com o cliente.
- Exemplo/analogia: é o mesmo raciocínio de um caderno de encargos de obra: sem ele, o empreiteiro (aqui, o designer) constrói o que imagina, não o que foi pedido.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: mesmo os requisitos "Won't" se registam, para não reaparecerem como surpresa mais tarde.
- Erro comum: aceitar um requisito vago como "deve parecer premium" sem o traduzir num critério mensurável (acabamento, material, cor).
- Exemplo/analogia: pedir a um pedreiro "faz uma parede bonita" versus dar-lhe a cor, o material e o acabamento exatos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: estética é comunicação, não decoração; um botão de "ligar" vermelho e saliente comunica a função antes de qualquer texto.
- Erro comum: escolher uma forma "bonita" que exige um ângulo de saída impossível ou espessuras irregulares.
- Exemplo/analogia: uma pega curva "elegante" que ninguém consegue segurar bem falhou o teste estético real.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a forma tem de "dizer" como se usa; é isso que separa um bom design de um objeto ambíguo.
- Erro comum: usar a mesma forma e cor para controlos com funções muito diferentes (ex.: ligar e parar de emergência).
- Exemplo/analogia: uma maçaneta com forma de "puxar" numa porta que só abre a empurrar, o clássico erro de affordance mal desenhada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: "poka-yoke" geométrico (a peça só encaixa de um modo) é um exemplo direto de forma ao serviço da usabilidade.
- Erro comum: validar a usabilidade só com a própria equipa, que já não vê os problemas por estar familiarizada com o produto.
- Exemplo/analogia: um cartão SIM ou um USB-C que só encaixam de uma forma evitam erros por geometria, não por aviso escrito.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: desenhar "para a média" deixa de fora quase metade da população nos dois extremos; por isso se usam percentis.
- Erro comum: usar sempre o P50 (média) para tudo, ignorando que o percentil certo depende do tipo de dimensão (alcance vs folga).
- Exemplo/analogia: o vão de uma porta dimensiona-se para a pessoa mais alta (P95), não para a média.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a regra é sempre "dimensão crítica do utilizador maior/menor + folga funcional"; fazer a turma repetir a fórmula em voz alta.
- Erro comum: esquecer a folga funcional e dimensionar a pega exatamente ao tamanho da mão, o que a torna desconfortável e apertada.
- Exemplo/analogia: é a mesma lógica de dimensionar um capacete pelo perímetro da cabeça mais folga, não pelo perímetro exato.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: hierarquizar funções evita a armadilha de otimizar um detalhe secundário à custa da função principal.
- Erro comum: desenhar uma pega muito trabalhada esteticamente que compromete a estabilidade do frasco (função principal: não tombar nem entornar).
- Exemplo/analogia: uma cadeira muito "escultural" que ninguém consegue sentar-se confortavelmente falhou a função principal.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o esquiço é uma ferramenta de decisão rápida e barata, não um exercício artístico à parte.
- Erro comum: saltar direto para o CAD sem esquiçar alternativas, fechando prematuramente numa única forma.
- Exemplo/analogia: o esquiço está para o CAD como o rascunho está para o texto final: filtra ideias antes do trabalho caro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a regra dos 60% é a que mais aparece em provas e em fichas técnicas de fornecedores de moldes; fazer decorar a fórmula, não só o resultado.
- Erro comum: desenhar uma nervura com a mesma espessura da parede "para ser mais forte", o que na prática cria uma marca visível do lado oposto.
- Exemplo/analogia: uma nervura demasiado grossa é como deixar uma poça de água a secar devagar no meio de uma parede lisa: a diferença de espessura marca-se por fora.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o ângulo de saída não é opcional em nenhuma face vertical; sem ele o molde risca ou prende a peça.
- Erro comum: desenhar paredes perfeitamente verticais (0°) por serem "mais bonitas" no CAD, esquecendo a extração.
- Exemplo/analogia: puxar um copo de silicone gelado sem ângulo nenhum "cola" às paredes; com uma ligeira conicidade, sai fácil.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: estes três defeitos resultam de decisões de DESIGN, não só de decisões de quem faz o molde; por isso estão nesta UC.
- Erro comum: colocar um furo decorativo mesmo no centro da face frontal, criando uma linha de soldadura visível e mais fraca ali.
- Exemplo/analogia: mostrar uma peça de plástico do dia a dia e pedir à turma para localizar a linha de junta e as marcas de extrator.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: material e acabamento não são a última decisão "estética", condicionam se a peça sai bem do molde.
- Erro comum: escolher uma textura muito profunda numa parede já no limite do draft mínimo, o que obriga a redesenhar a peça.
- Exemplo/analogia: comparar ao toque duas peças do mesmo objeto, uma lisa (brilhante) e outra texturizada (fosca), e discutir o que cada uma exige ao molde.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o CAD não substitui as regras de moldação, só as torna mais fáceis de verificar antes do tempo.
- Erro comum: confiar que "o ferramenteiro resolve" problemas de draft ou espessura que já deveriam estar corrigidos no CAD.
- Exemplo/analogia: enviar um ficheiro sem verificação é como entregar um texto sem o rever, à espera que a editora corrija tudo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os pesos somam sempre 100% e definem-se ANTES de pontuar, senão a equipa ajusta os pesos para justificar a ideia favorita.
- Erro comum: escolher o conceito mais barato (B) ignorando o total ponderado, que dá vantagem a C.
- Exemplo/analogia: é o mesmo raciocínio de comparar casas para comprar por vários critérios com pesos diferentes, não só pelo preço.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o resultado da matriz é sempre o que os números dizem, mesmo que contrarie a preferência inicial da equipa.
- Erro comum: escolher o acabamento antes de confirmar o material, quando é o material que limita o que é tecnicamente possível.
- Exemplo/analogia: mostrar a mesma peça em três acabamentos diferentes e discutir o que cada um exige ao molde e ao custo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a regra do "design freeze" evita gastar tempo e dinheiro a prototipar uma geometria que ainda vai mudar.
- Erro comum: saltar direto da maquete de estudo ao molde definitivo, sem passar por protótipo funcional.
- Exemplo/analogia: é como fazer os ensaios de vestido antes do casamento em tecido barato antes de cortar o tecido final e caro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os critérios de aprovação definem-se antes do teste, nunca depois de ver o resultado.
- Erro comum: aceitar um protótipo que falha um teste "Must" porque "os outros correram bem".
- Exemplo/analogia: um exame não se aprova por média se houver um critério eliminatório definido à partida.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a alteração ataca sempre a causa medida pelo teste, nunca só o sintoma visível.
- Erro comum: redesenhar "à intuição" depois de um teste falhado, sem ligar a alteração à causa que o teste mediu.
- Exemplo/analogia: um mecânico que troca a peça que o diagnóstico apontou, não a que "parece" mais gasta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: verificar conformidade é comparar com o caderno de encargos original, não com a "sensação" de que ficou bem.
- Erro comum: aprovar um produto por estar "quase lá" num requisito Must; Must não admite meio-termo.
- Exemplo/analogia: um controlo de qualidade de fábrica que mede cada peça, não que "olha e acha que está bem".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: análise de valor não é "cortar custos a eito", é cortar o que não aumenta o valor percebido pelo utilizador.
- Erro comum: confundir "função principal" com "função cara"; nem tudo o que custa mais é dispensável.
- Exemplo/analogia: um carro sem ar condicionado é mais barato, mas para um mercado que o valoriza, o corte destrói mais valor do que poupa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: sustentabilidade entra nos critérios de decisão desde o início, não como um "extra" no fim do projeto.
- Erro comum: tratar a sustentabilidade como oposta ao custo; muitas vezes reduzir material (Bloco 10) poupa nos dois ao mesmo tempo.
- Exemplo/analogia: uma peça com paredes mais finas mas conformes usa menos plástico, é mais barata E mais sustentável ao mesmo tempo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: pensar tendências de futuro não é ficção, é antecipar requisitos técnicos que ainda não existem no briefing de hoje.
- Erro comum: tratar este tópico como "curiosidade" sem ligação ao projeto real; ligar sempre a um requisito concreto (espaço para eletrónica, por exemplo).
- Exemplo/analogia: um produto doméstico de há 20 anos raramente tinha espaço interno para uma placa eletrónica e uma bateria; hoje é frequente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: segurança não é um capítulo à parte, aplica-se a cada fase prática (maquetagem, prototipagem, impressão 3D).
- Erro comum: usar ferramentas de corte ou impressoras 3D sem verificar antes as instruções e o EPI necessário.
- Exemplo/analogia: comparar com uma oficina de mecânica, onde ninguém liga uma máquina nova sem ler primeiro a norma de segurança respetiva.