Terminal em zamak, cota nominal 84,00 mm, contração s = 0,5% = 0,005.
Caixa em alumínio, cota nominal 180,00 mm, contração s = 0,6% = 0,006.
A contração do alumínio é maior do que a do zamak, mas ambas muito menores do que a do PP (2%).
O metal fundido entra a alta velocidade: exige cuidados que o plástico não tem na mesma escala.
Exemplo: zamak, área projetada 100×60 mm = 6000 mm², p = 45 MPa →
MIM (Metal Injection Moulding) e CIM (Ceramic Injection Moulding) injetam uma pasta de pó + ligante, numa máquina semelhante à de plástico.
A contração que dimensiona o molde é a de sinterização, não a de arrefecimento. Acontece depois, no forno.
Peça final sinterizada precisa medir 41,00 mm. Contração de sinterização (aço inox MIM 17-4PH): s = 18% = 0,18.
A lógica inverte-se: conhecemos a peça final e queremos a peça verde (e o molde), que tem de ser maior.
Diferença de 9,00 mm face à cota final, muito maior do que qualquer sobredimensionamento de fundição injetada ou termoplástico.
Aqui a lógica inverte-se: o molde está aquecido e o material entra frio.
| LSR | Termoendurecível | |
|---|---|---|
| Temperatura do molde | 170 a 200 °C | 150 a 180 °C |
| Contração | ≈ 3% (pós-cura) | ≈ 0,8% |
| Processo clássico | injeção direta | moldação por transferência |
O molde quente não é defeito: é o mecanismo do processo.
LSR · vedação: Fecho 1,0 + Injeção 2,0 + Cura 45,0 + Abertura 1,0 + Extração 1,0 = 50,0 s.
Termoendurecível por transferência: Fecho 1,0 + Transferência 3,0 + Cura 60,0 + Abertura 1,0 + Extração 1,0 = 66,0 s.
Em ambos, a cura domina o ciclo, ao contrário do termoplástico onde é o arrefecimento. Dobrar a espessura da peça aumenta o tempo de cura bem mais do que o dobro (o calor tem de atravessar a peça toda até ao centro).
Não enche uma cavidade fechada por pressão de injeção: infla um tubo de material amolecido (a parisão) contra as paredes do molde, com ar comprimido.
Aplicação: garrafas, frascos, depósitos, peças ocas de parede fina.
Parte de uma chapa já extrudida, reaquecida até amolecer e conformada sobre um molde por vácuo ou pressão de ar.
Aplicação: blisters, tabuleiros, copos, embalagem alimentar e eletrónica.
Uma peça com rosca não sai em linha reta: o macho roscado tem de rodar enquanto recua, "desenroscando-se".
O passo do movimento tem de coincidir exatamente com o passo da rosca da peça.
Multimatérias: injetar mais do que um material na mesma peça.
Regra desta UC: diferença de contração entre os dois materiais > 0,3 pontos percentuais = risco de empeno ou delaminação.
Verificar sempre também: temperatura de processo (não remoldar o primeiro material) e adesão ou retenção mecânica.
Substrato em POM (contração 2,0%) com sobremoldação em TPE (contração 1,8%).
Como 0,2 < 0,3 (regra desta UC), a combinação é compatível quanto à contração. Falta ainda confirmar a temperatura de processo do TPE e a adesão/retenção mecânica entre os dois materiais.
A escolha depende do número de materiais, do layout na máquina e do tempo de ciclo de cada estação.
Moldes Sandwich (co-injeção): injetam duas camadas na mesma parede: pele exterior (melhor acabamento) e núcleo interior (mais barato, reciclado ou espumado), quase em simultâneo.
GAM (injeção assistida a gás): depois de encher parcialmente a cavidade, injeta-se azoto através de um pino, que oca zonas espessas (nervuras, pegas) em vez de as deixar maciças.
Exemplo: nervura de 12 cm³, GAM oca 40% → poupança de
Elementos moldantes e acessórios, comuns a quase todos os processos, com adaptações:
Sistemas de gitagem: o gito solidifica dentro da bucha de injeção. Fundição injetada: gitagem curta (perde menos calor). MIM/CIM: semelhante ao plástico, cuidado com a fragilidade da peça verde. LSR/termoendurecível: frequentemente canal quente, para não perder material curado a cada ciclo.
Sistemas de alimentação: canais de distribuição, tipo de ataque, canal frio ou quente, compatíveis com o movimento em moldes rotativos ou index, sem esticar nem partir.
Limitações funcionais da máquina de injeção, a verificar sempre:
Parâmetros de injeção: temperatura do material e do molde (fria ou quente, consoante o processo), pressão, velocidade, e pressão/caudal do gás em GAM.
Definem-se e aplicam-se em todos os processos, com adaptações:
Cada processo desta UC tem riscos próprios, além das regras gerais de máquinas:
Aplicar as normas de segurança não é um extra, é uma aptidão avaliada nesta UC.
Próximo: fichas e mini-projeto, aplicar cada regra ao processo certo.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: esta análise é sempre o primeiro passo, mesmo quando o técnico "já sabe" que tipo de molde vai usar. - Erro comum: saltar direto para o desenho do molde e descobrir a meio que faltava um dado sobre o material. - Exemplo: pedir à turma para listar as especificações que faltam num pedido de cliente incompleto.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: um molde pensado para termoplástico frio não serve, sem alterações profundas, para metal a 700°C nem para LSR que cura por calor. - Erro comum: assumir que "molde de injeção" é sempre a mesma máquina e a mesma lógica térmica. - Pergunta à turma: qual destes três processos tem o molde mais quente? (LSR/termoendurecível, de propósito).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar que estas três categorias não são a mesma coisa e podem combinar-se (ex.: bi-matéria com um material não polimérico). - Erro comum: tratar "materiais especiais" como sinónimo de "materiais raros"; são antes materiais com física diferente do termoplástico comum. - Pergunta: qual destas três categorias já apareceu nas UCs anteriores, mesmo que só em plástico? (multimatérias, sob a forma de bi-matéria/2K).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: mesma fórmula, valores e materiais de molde completamente diferentes. - Erro comum: achar que, por a contração ser menor do que no PP (2%), o molde é "mais fácil"; a temperatura e o desgaste do aço compensam. - Analogia: é como usar a mesma receita de bolo com um forno muito mais quente, em que o tempo e o tabuleiro têm de mudar.
NOTAS DO PROFESSOR - Fazer a conta com a turma no quadro, passo a passo, tal como nos exemplos de termoplástico da UC anterior. - Erro comum: multiplicar só pela contração isolada (84 × 0,005) em vez de por (1+s). - Perguntar: porque é que uma contração menor não torna o molde "mais fácil" de fazer?
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a força do alumínio é mais do dobro, mesmo com área só um pouco maior, porque a pressão específica pesa mais. - Erro comum: usar a pressão específica de um plástico (30-35 MPa) para dimensionar um molde de fundição injetada. - Ligar à câmara fria vs quente: a câmara fria é a mais comum em zamak e alumínio de produção corrente.
NOTAS DO PROFESSOR - Este é o erro mais grave já apanhado em auditorias a este tema: sublinhar bem. - Erro comum: aplicar a fórmula do capítulo/bloco da fundição injetada (contração pequena, dentro do molde) ao MIM/CIM. - Pergunta: em que fase do processo acontece a maior parte da contração de uma peça MIM? (sinterização, fora do molde).
NOTAS DO PROFESSOR - Fazer a conta ao contrário com a turma: dividir por (1-s), não multiplicar por (1+s). - Erro comum: usar 1+s em vez de dividir por (1-s), invertendo o sentido da correção. - Reforçar: a construção física do molde (cavidade, macho, alimentação, extratores) segue a lógica do plástico; só os parâmetros e a contração mudam.
NOTAS DO PROFESSOR - Este é o segundo erro mais grave: tratar o molde quente como "má regulação". Sublinhar bem. - Erro comum: aplicar ao LSR a ideia de que "a fase mais longa do ciclo é sempre o arrefecimento", quando aqui é a cura. - Analogia: é como cozer um bolo (o forno é quente de propósito) em vez de arrefecer um gelado.
NOTAS DO PROFESSOR - Somar as fases com a turma e confirmar que bate certo, tal como nos ciclos de termoplástico da UC anterior. - Erro comum: esquecer o pré-aquecimento do termoendurecível, que acontece fora do molde e não entra no tempo de ciclo do molde propriamente dito. - LSR: infiltra-se em folgas mínimas, exigindo respiros finos e fecho apertado, para não formar rebarba.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar a ausência de gito/canais neste processo, ao contrário de tudo o resto desta UC. - Erro comum: procurar um "ataque" ou "gito" num molde de sopro, que não existe da mesma forma. - Exemplo: mostrar uma garrafa de plástico e apontar a rebarba de fundo, sinal do corte da parisão.
NOTAS DO PROFESSOR - Comparar diretamente com o sopro: sopro parte de um tubo para peças ocas fechadas; termoformagem parte de uma chapa para peças abertas ou pouco profundas. - Erro comum: confundir o molde de termoformagem (uma face) com o de injeção (cavidade + macho fechados). - Exercício rápido: identificar 3 objetos do dia a dia feitos por termoformagem (blister de medicamentos, copo de iogurte, tabuleiro de fruta).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar a sincronização: uma dessincronização, por pequena que seja, risca ou arranca a rosca já moldada. - Erro comum: esquecer que o curso de abertura da máquina tem de incluir o curso extra do mecanismo de desenroscamento. - Perguntar: em que situação escolherias hidráulico em vez de engrenagens? (falta de espaço, ou necessidade de desenroscar antes de abrir o molde).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar as três verificações: contração, temperatura, adesão/retenção. Nenhuma sozinha chega. - Erro comum: combinar materiais só porque "colam bem" sem verificar a contração ou a temperatura. - Exemplo: um punho macio (TPE) sobre um corpo rígido (PA), ferramenta comum, boa para ilustrar retenção mecânica com ranhuras.
NOTAS DO PROFESSOR - Repetir a conta com outros pares de materiais e pedir à turma para concluir se são compatíveis. - Erro comum: parar na contração e esquecer as outras duas verificações (temperatura, adesão). - Ligar ao critério de desempenho "adequar os componentes constituintes do molde" à combinação escolhida.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar a distinção rotativo vs index: rotação circular contínua vs avanço por passos. - Erro comum: usar os quatro termos como sinónimos; cada um descreve um movimento físico diferente. - Perguntar: se uma estação demora muito mais tempo do que as outras, o que acontece ao tempo de ciclo total? (fica limitado pela mais lenta).
NOTAS DO PROFESSOR - Fazer a conta do GAM com a turma e confirmar que 4,8 + 7,2 = 12. - Erro comum: pensar que o GAM substitui todo o material da peça; só oca zonas espessas específicas, mantendo a geometria exterior. - Moldes técnicos: sublinhar que "técnico" descreve a exigência funcional da peça, não um processo específico.
NOTAS DO PROFESSOR - Reforçar a distinção gito vs canal de distribuição, já vista na UC de moldes de injeção comuns. - Erro comum: assumir que todos os processos usam o mesmo tipo de gitagem só porque "todos injetam". - Pergunta: porque é que o LSR usa muitas vezes canal quente? (evita perder material já curado dentro do canal a cada ciclo).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: cada processo desta UC exige uma máquina com características próprias; o molde só funciona dentro desses limites. - Erro comum: escolher a máquina só pela força de fecho, sem verificar curso de abertura, unidades de injeção ou dimensões do prato. - Ligar à aptidão "identificar implicações funcionais da máquina de injeção no projeto de um molde".
NOTAS DO PROFESSOR - Contrastar refrigeração "para arrefecer" com refrigeração/controlo térmico "para manter quente" no LSR. - Erro comum: assumir que refrigeração significa sempre arrefecer; em processos de cura, o sistema térmico do molde mantém temperatura, não a reduz. - Exemplo: um extrator mal posicionado numa peça MIM verde pode fissurá-la antes da sinterização.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: cada processo (metal fundido, pós, desmoldantes) tem regras próprias de segurança, nunca uma regra genérica só. - Erro comum: relaxar os cuidados de segurança na limpeza e manutenção, achando que só a operação em pleno risco. - Fechar com a atitude "responsabilidade pelas suas ações", central em toda a UC.