Modelação por superfícies: folhas sem espessura (NURBS), cosidas (stitch) e fechadas (knit) depois.
Onde se usa nesta UC: reparar ficheiros importados, construir superfícies de ajustamento, criar geometria complexa de transição, definir a geometria de elétrodos de superfície livre.
Bloco 15 · Extração de elétrodos e gap
Porque o elétrodo nunca toca no aço
Cantos vivos internos, nervuras finas e texturas profundas eletroerodem-se com um elétrodo de forma complementar.
O gap (folga de descarga) é a distância mantida entre elétrodo e aço, onde salta a faísca.
Sem compensação, a cavidade final fica maior do que o pretendido, pelo valor do gap.
Rasgo fechado: 12,00 × 8,00 mm, profundidade 5,00 mm. Gap = 0,05 mm.
O elétrodo, mais pequeno em toda a volta, produz o rasgo com a cota nominal exata depois da erosão.
Bloco 16 · Regras, ficheiros e segurança
Lista de verificação final
Eixos alinhados com a direção de desmoldagem.
Contração compensada, uma única escala 3D.
Ângulo de saída cumprido, com incremento de textura.
Razão de espessuras dentro de 3:1.
Linha de junta e superfícies de ajustamento sem contra-saídas.
Atravancamentos confirmados, sem colisões.
Macho e cavidade extraídos, volumes verificados.
Elétrodos com o gap compensado, bilateral e unilateral.
Gestão de ficheiros e segurança
Gestão de ficheiros: estrutura de pastas, nomenclatura, registo de revisões, cópias de segurança.
Ergonomia do posto de trabalho CAD em sessões longas.
Pó de grafite dos elétrodos: condutor e inalável, extração de pó obrigatória.
Fluido dielétrico: inflamável, zona de trabalho ventilada.
Visitas à oficina: calçado fechado, óculos de proteção, sem roupa larga.
Aplicar as normas de segurança e saúde no trabalho acompanha qualquer contacto com material ou máquinas reais.
Recapitulando
Fluxo completo: ficheiro → eixos → contração → saídas/espessuras → linha de junta → cinemática → booleanas → elétrodos.
O coeficiente de compensação aplica-se por escala 3D uniforme, uma única vez.
Saídas (1° + textura) e espessuras (limite 3:1) decidem a exequibilidade da peça.
Atravancamentos de corrediças (curso + margem de 2 mm) confirmam a desmoldagem sem colisões.
Gap do elétrodo: bilateral desconta duas vezes, unilateral desconta uma vez.
Próximo: fichas e projeto, conceber os elementos moldantes de uma peça de raiz.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: esta UC não repete o estudo da constituição do molde, continua-o em CAD.
- erro comum: alunos tentam escolher material ou máquina aqui; isso já foi decidido noutra UC.
- exemplo: mostrar o desenho de definição de uma peça e a proposta de constituição do molde correspondente.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar a sequência: não se pode "saltar" etapas sem repetir trabalho a jusante.
- pergunta à turma: porque é que a escala da contração tem de vir antes da extração booleana?
- analogia: como montar um móvel por passos, sem fixar a última peça antes das anteriores.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: STL perde a geometria matemática exata, inútil para cálculos de contração e de gap.
- erro comum: aceitar qualquer ficheiro do cliente sem confirmar o formato antes de começar.
- exemplo: abrir um STEP e um STL da mesma peça e comparar o zoom nas arestas curvas.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: reparar não é "arranjar visualmente", é garantir um sólido matematicamente fechado.
- erro comum: ignorar um aviso de "superfície aberta" porque a peça "parece" fechada no ecrã.
- exemplo: mostrar um ficheiro com uma pequena falha de costura e o resultado antes/depois da reparação.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: escolhe-se primeiro a melhor direção de abertura, só depois se alinha o modelo.
- erro comum: alinhar o eixo Z ao "eixo que já vem no ficheiro", sem pensar na desmoldagem.
- pergunta: porque é que a análise de saídas do bloco seguinte depende diretamente deste alinhamento?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar a cadeia de dependências: eixos → saídas → linha de junta → cinemática.
- erro comum: corrigir o eixo a meio do projeto e esquecer de repetir a análise de saídas já feita.
- exemplo: mostrar a mesma peça com o eixo Z certo e errado, e o resultado da análise de saídas em cada caso.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a escala é uma única operação sobre o modelo inteiro, não um recalculo manual de cada cota.
- erro comum: aplicar a escala duas vezes, ou esquecer de a aplicar antes da extração booleana.
- exemplo: mostrar a ferramenta "Mold Scale" ou equivalente no software usado na aula.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: mesmo coeficiente em todas as direções, para não distorcer a proporção da peça.
- erro comum: usar um coeficiente diferente em cada eixo "para simplificar", o que deforma a peça.
- exercício: pedir à turma para calcular a mesma escala com s = 0,5% (ABS) e comparar a diferença.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a saída mede-se sempre em relação ao eixo Z definido no bloco 3.
- erro comum: confundir saída zero (parede paralela) com saída negativa (contra-saída), são problemas diferentes.
- exemplo: mostrar o mapa de cores de uma análise de saídas real, mesmo que só em captura de ecrã.
NOTAS DO PROFESSOR
- fazer o cálculo com a turma no quadro, com e sem textura.
- erro comum: esquecer de somar o incremento de textura ao ângulo mínimo base.
- pergunta: e se a profundidade da textura fosse 0,075 mm? (+3°, total 4°)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: espessuras desiguais arrefecem a ritmos diferentes, causando rechupes e empenos.
- erro comum: aceitar uma saliência espessa "porque parece mais resistente", sem medir a razão.
- exemplo: comparar visualmente uma saliência maciça e a mesma zona nervurada.
NOTAS DO PROFESSOR
- fazer a divisão com a turma e confirmar que 3,33 > 3.
- erro comum: arredondar 3,33 para "praticamente 3" e não corrigir.
- exercício: pedir à turma a espessura máxima admissível para uma parede nominal de 2,5 mm.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a exequibilidade é uma decisão de bloqueio, não um relatório opcional.
- erro comum: avançar para a linha de junta com uma peça ainda não exequível, para "não atrasar".
- pergunta: quem decide as alterações à peça, o gabinete de moldes ou o gabinete de produto? (negociação entre os dois)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a linha de junta é decidida antes da extração booleana, não depois.
- erro comum: desenhar a linha de junta sem verificar contra-saídas, só descobrindo o problema na booleana.
- exemplo: mostrar duas propostas de linha de junta na mesma peça, uma boa e uma com contra-saída.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: sem a superfície de fecho, um furo passante deixa o sólido "aberto" e a booleana falha.
- erro comum: esquecer superfícies de ajustamento em furos pequenos, "porque são só um detalhe".
- exemplo: mostrar uma peça com um furo passante e a superfície de fecho construída sobre ele.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a ordem dos movimentos importa, uma corrediça tem de recuar antes da extração final.
- erro comum: simular só a abertura em Z e ignorar corrediças e extratores.
- pergunta: o que acontece se um extrator avançar antes de uma corrediça libertar o desnível que o bloqueia?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a margem de 2 mm cobre folgas de fabrico e desgaste, não é opcional.
- erro comum: calcular o curso só pela profundidade do desnível, sem margem, arriscando a peça presa.
- exemplo: mostrar o esquema de uma corrediça a recuar antes da abertura final do molde.
NOTAS DO PROFESSOR
- fazer o cálculo com a turma passo a passo.
- erro comum: comparar só o curso (8 mm) com o espaço disponível, esquecendo a largura do corpo.
- pergunta: e se o corpo da corrediça fosse 50 mm em vez de 35 mm? (não caberia, 58 > 55)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a ordem importa, o modelo tem de já estar escalado (bloco 4) antes desta operação.
- erro comum: trocar macho e cavidade, confundindo convexo com côncavo.
- exemplo: mostrar a operação booleana passo a passo num modelo simples.
NOTAS DO PROFESSOR
- fazer a subtração com a turma e confirmar a ordem de grandeza.
- erro comum: esquecer que este volume é só uma estimativa preliminar, não o tempo de maquinação real.
- exercício: pedir o cálculo com um bloco de 100 × 100 × 50 mm e a mesma peça.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: postiço não é um "extra", é uma decisão de projeto que poupa retrabalho futuro.
- erro comum: maquinar um detalhe fino diretamente no bloco principal, complicando a manutenção.
- pergunta: que tipo de detalhe justifica sempre um postiço? (cantos vivos, texturas profundas, nervuras finas)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: é uma ferramenta transversal, não um capítulo isolado das restantes etapas.
- erro comum: tentar resolver tudo com operações sólidas, mesmo quando a geometria exige superfícies.
- exemplo: mostrar uma superfície de transição complexa antes e depois de cosida com o resto do sólido.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar a distinção bilateral vs unilateral, é a fonte de erro mais comum neste tema.
- erro comum: descontar o gap só de um lado numa cota bilateral.
- exemplo: desenhar no quadro um rasgo fechado e assinalar as duas paredes opostas vs o fundo único.
NOTAS DO PROFESSOR
- fazer o cálculo completo com a turma, largura, comprimento e profundidade.
- erro comum: aplicar 2×gap também na profundidade, quando essa cota é unilateral.
- exercício: pedir o mesmo cálculo com gap = 0,03 mm.
NOTAS DO PROFESSOR
- percorrer a lista com a turma como revisão de todo o deck.
- erro comum: tratar a lista como burocracia, em vez de portão de qualidade antes da maquinação.
- exercício: pedir à turma para identificar em que bloco se aprendeu cada item da lista.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o pó de grafite é o risco menos óbvio para os alunos, vale a pena insistir.
- erro comum: achar que uma UC de CAD não tem riscos físicos a gerir.
- pergunta: que EPI usarias para maquinar um elétrodo de grafite? (proteção respiratória, extração local)